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 In die Nacht

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Indi



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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Sex Nov 21, 2008 3:12 am


EU sei mas nao vou dizer HA AH AH A Razz
OH que noite menina CArol.... Saidinha da casca a menina... XD
TOM o TOMIZINHO voltou =D
WILLKOMMEN NOCHMAL

CENARIO LINDISSIMO

"- Viu o Sr. Kaulitz? – sentiu-se ridícula em perguntar assim por ele, mas não sabia como o tratar."

O SR. KAULItZ... mao passa de um puto de 19 anos XD na altura 18 XD ( epa.. tou a falar pa que?--' )

Beijinhokas dikinhasss
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dikas



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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Sex Nov 21, 2008 4:47 pm

Indi escreveu:

EU sei mas nao vou dizer HA AH AH A Razz
OH que noite menina CArol.... Saidinha da casca a menina... XD
TOM o TOMIZINHO voltou =D
WILLKOMMEN NOCHMAL

CENARIO LINDISSIMO

"- Viu o Sr. Kaulitz? – sentiu-se ridícula em perguntar assim por ele, mas não sabia como o tratar."

O SR. KAULItZ... mao passa de um puto de 19 anos XD na altura 18 XD ( epa.. tou a falar pa que?--' )

Beijinhokas dikinhasss

LolOlolOl MisTériOoOoOooo!!!
A menina CaRoL é muito à frente.... é tão à frente k o ToM nem sabia o k fazer da vidinha dele Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil
O ToMMiziNho esta de novo em acção...e xeio d vontade de ser a estrela da noite Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil

O Cenário é mesmo lindo..... se soubesses o kt imaginei a mansão e o kanto desejei k ela existixe!!!

Pois....Sr Kaulitz LolOlolOlol

* * * KiSsEssSs * * *
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Sex Nov 21, 2008 4:47 pm

11º Capitulo affraid


Estava a tocar. Mordia o seu lábio inferior com a excitação de ouvir novamente a voz grave e sensual dele.

- Estou? – disse ele numa voz sedutora
- Estou, Tom? É a Carol
- Carol? Hmm….não estou a ver quem é! – disse ele contendo um riso provocador.
- Sabes muito bem quem sou… – disse ela sorrindo enquanto brincava com uma madeixa do seu cabelo e se sentava no sofá da sala, o mesmo sofá que há bem pouco tempo a tinha vislumbrado num beijo quente.
- Então? Já estás cheia de saudades minhas? Agora que sabes do que sou capaz não queres outra coisa… – disse Tom enquanto brincava com o seu piercing.
- Nada convencido estou a ver! – disse ela gozando com ele, na verdade ele tinha razão, depois da noite passada não queria pensar em mais nada por uns tempos, só nele e no seu corpo. Começava a achar piada ao ego dele….era grande, mas tinha do que se gabar – Estou-te a telefonar porque gostava que viesses até cá a casa!
- Vês? Não me resistes… - disse ele glorificando-se.
- Sim Tom! Penso em ti noite e dia… – disse num tom de gozo, mas no fundo não andava longe da verdade.
- Hmm…estou a gostar da conversa. A que horas me queres aí? – perguntou ele já prevendo a noite que ia ter.
- Por volta da hora do jantar. Pode ser às 20h30– disse ela. Tinha imensas coisas para preparar. Queria que o jantar fosse perfeito.
- Lá estarei sweety. Até logo! Vai pensando em mim… – disse ele ao desligar o telefone. Adorava estes joguinhos. Adorava o prazer que retirava deles a seguir.

Carol estava empolgada com a ideia de cozinhar para ele. Tinha de lhe preparar uma noite especial. Foi às compras e comprou o necessário para fazer um fondue, sempre tinha visto o fondue como uma comida extremamente sensual, um jogo de mesa.
De regresso, deu um jeito à casa, tomou um banho relaxante e para fazer tempo foi ao computador que estava no escritório ver os seus mails.
Lembrou-se de pesquisar o nome Kaulitz no Google, sabia que não lhe era um nome estranho, o pai de Tom devia ser um homem importante e influente para ter o filho a andar num bruto Cadillac e a frequentar sítios como a mansão. O Google sabia tudo sobre a vida de toda a gente, se o pai dele fosse realmente importante ia-o saber naquele momento.
É impossível descrever a cara de espanto e estupefacção de Carol quando pressionou o botão do search e em menos de 2 segundos lhe apareceu no ecrã uma fotografia de Tom e do seu irmão Bill, bem como links que diziam:

Tokio Hotel - Wikipedia, the free encyclopedia
YouTube - Tom Kaulitz-sex bomb????

Estava em choque.............Era impossível!
Lembrou-se da noite em que o tinha conhecido:

[Flashback]

- Já ouviste falar dos Tokio Hotel? – Perguntou ele, olhando para a expressão da cara dela. Se ela estivesse a mentir era agora que saberia.
- Infelizmente.
“Infelizmente???” pensou ele “A miúda está-me a dar um baile daqueles”.
- Estou a ver que gostas de Tokio Hotel – Disse ele.
- Sim. Adoro! Principalmente das pitas histéricas que gritam e choram como se o mundo acabasse, quando os vêem!


[Flashback]


Nunca mais se tinha lembrado daquilo! Ele tinha-lhe dito, (sem na realidade dizer) quem era. Mas aquela noite tinha sido tão repleta de emoções que nem nunca mais se teria lembrado em pensar no que é que os Tokio Hotel e o Tom poderiam ter em comum.
Claro que agora fazia tudo sentido, o carro, o apartamento numa avenida central da cidade, a mansão, o telemóvel topo de gama. Mas não era da conta do papá, era da conta dele. De facto o nome Kaulitz era conhecidíssimo. “Os gémeos Kaulitz dos Tokio Hotel!”, pensou Carol. Sentiu-se como se anestesiada. Sem reacção.
Resolveu investigar um pouco daquilo que era dito sobre eles (nunca lhes tinha prestado grande atenção), viu fóruns, páginas, blogs e em todos falavam do mesmo… Tom Kaulitz e sexo, já tinha ido para a cama com cerca de 25 raparigas aos 15 anos de idade. Carol pensou naquela primeira noite em que Tom estava inebriado em álcool e pensou na frustração dele, o grande ego devia estar mesmo reduzido ao tamanho de uma formiga. Tanta fama e nenhum proveito.
Leu tudo o que conseguiu ler até se deparar com uma notícia onde dizia “Tom e o seu irmão Bill Kaulitz (.18.) estiveram …” e caiu em si! “O puto só tem 18 anos!”.Não queria acreditar. Só 18 anos e já tinha aquela lábia toda? Nem tinha pensado na sua diferença de idades… ela já estava no terceiro ano da faculdade de arquitectura de interiores, tinha 21 anos. Nunca se tinha interessado por putos, era a primeira vez que se sentia atraída por alguém mais novo, geralmente gostava de rapazes mais velhos, mais experientes. Mas aquele era diferente, mais maduro…também com a quantidade de raparigas que já lhe deviam ter passado pelas mãos, não admirava.
Sentiu-se usada, mais uma. Ela detestava rapazes assim, afinal era mesmo o típico playboy que se usava dela até encontrar outra. Mas porque é que ela se estava a preocupar? Ela não queria nada com ele! Só prazer, o puro prazer carnal que ele lhe oferecia.
Não sabia o que fazer. Como é que ia estar com ele? olhar para ele e vê-lo como um rapaz normal? O rapaz que ela tinha visto na noite passada, não era o Tom Kaulitz, era o Tom, um rapaz normal…. Mas o rapaz que lhe ia entrar pela porta adentro daqui a uma hora era o Kaulitz, o guitarrista mais desejado de todas as raparigas - o Sex Got!

Telefonou à Nat em pânico:

- Estou Nat, não vais acreditar no que descobri! – disse com uma voz pesarosa.
- Então miga? – disse Nat preocupada pelo tom de voz da amiga.
- O Tom… do lago…é o Tom Kaulitz – disse ela à espera de receber uma reacção chocada do outro lado da linha.
- Tom Kaulitz? – disse ela enquanto puxava pela cabeça à procura de um significado para aquele apelido - Quem é que é o Tom Kaulitz? – perguntou a amiga sem perceber qual era o grande drama do apelido do rapaz ser Kaulitz.
- É o guitarrista dos Tokio Hotel! Um dos gémeos Kaulitz!
- O quê? Tens a certeza? – Nat não ligava muito a música, ela era aficionada de cinema, passava todas as suas tardes livres a ver e rever filmes. Mas já tinha ouvido falar nos Tokio Hotel, toda a gente já tinha ouvido falar nos Tokio Hotel e nos gémeos.
- Tenho, o Google não mente! E agora, o que é que faço? Daqui a uma hora ele está a chegar? – disse sentindo-se perdida.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Sex Nov 21, 2008 4:49 pm

12º Capitulo Neutral


Estava na cozinha nos últimos preparativos para o jantar, quando soou a campainha. Foi até ao intercomunicador e levantou o auscultador perguntando quem era, mas não obteve resposta. Ouviu bater à porta lá em cima. Espreitou pelo buraco e viu um Tom com um ar muito contente a ajeitar o seu boné. Respirou fundo e abriu a porta.

- Olá – disse Tom, lançando um ar sedutor enquanto brincava com o seu boné.

Entrou antes mesmo de ser convidado e envolveu-a num abraço forte que terminou num beijo que gritava “És minha!”. Carol sentia-se ainda meia adormecida pelas recentes revelações, ficou sem respiração após aquele beijo caloroso. Ainda não sabia o que ia fazer, se lhe ia contar que sabia ou se, se mantinha calada.

- Hmm…cheira bem! O que é que estás a preparar? – perguntou ele
- Não te cheira a nada de certeza, o jantar ainda está por fazer! – disse ela num tom ríspido. Não sabia porquê, mas não conseguia olhar para ele, não se sentia bem com ele ali tão perto.
- Estou a ver que não temos fome…mas eu sei uma maneira de te deixar faminta num instante… – disse ele enquanto se aproximava dela e a segurava pelas ancas.

Encostou-a à parede da sala e beijou-lhe o pescoço, sabia que ela ia ficar KO, e ele possuído por aquele cheiro tão dela. Subiu os seu lábios num toque ao de leve que lhe provocava arrepios, até à sua boca, mas ela desviou a cara e saiu dali num passo apressado até à cozinha, dizendo:

- Vou por as coisas na mesa.

Tom, não percebeu a reacção dela. Estava a evitá-lo. Depois da noite passada e de o ter convidado para ir lá jantar, fugia?
Carol estava nervosa e baralhada na cozinha. Porque é que tinha de pôr o fondue na mesa? Não lhe apetecia nada fazer joguinhos. Queria estar sozinha e pensar na sua vida, no que queria realmente dele. Não queria ser mais uma.
Pensou nas mãos fortes de Tom, na quantidade de raparigas que deviam conhecer aquele toque decidido e protector. Pensou no gosto dos seus lábios, na quantidade de raparigas que já os tinham provado e sentido a firmeza do seu piercing. Já para não falar do seu sexo. Se até aos 15 anos eram 25 em quanto não haveria de andar a contagem agora? Não queria ser namorada dele, nem nada parecido, não queria compromissos com ninguém, nem mesmo com o Sr. Kaulitz, mas também não tolerava a ideia de ser mais uma das 500 espalhadas pelo mundo inteiro.
Regressou à sala com o fondue e serviu um bom vinho. Já que o tinha comprado, ao menos que bebessem…podia ser que ele ficasse novamente tocado e abandonasse a ideia de fazer qualquer tipo de aproximação. Tom olhava para as fotografias que estavam na estante da sala, e elegeu uma onde ela estava na praia com a sua amiga Natalie. Pegou nela e observava com atenção todos os seus pormenores.

- Quem é? – perguntou ele interessado.
- É uma amiga minha - Não lhe queria dar muitos detalhes.
- É gira! Como é que se chama?
- Natalie. Porquê? Queres que te apresente? – disse ela sentindo-se ligeiramente magoada pelo interesse dele na sua melhor amiga.
- Não era mal pensado… – disse piscando-lhe um olho e sorrindo desafiando-a para a brincadeira.

Carol não achou graça aquele comentário. Tom começava agora a revelar-se. A sua primeira impressão estava mesmo certa. Estava decidida, ia-se manter calada sobre o que tinha descoberto sobre ele, andar com o jantar para a frente e pô-lo a andar do seu apartamento o mais rápido possível.
O jantar decorreu calmamente, mas Carol estava fria, e Tom percebia isso pela maneira como o olhava, evitava que ele lhe tocasse, e mesmo quando ele tinha tentado puxá-la para a brincadeira dando-lhe um pedaço de carne à boca ela tinha inventado a história de que estava realmente cheia e não conseguia comer mais nada. Tom não percebia o que se estava a passar. Será que era do comentário à foto?

Acabou o jantar e eles levaram tudo para a cozinha. Carol pediu a Tom que não se incomodasse com a loiça que ela tratava dela num instantinho e pediu-lhe que fosse para a sala ver televisão que ela já lá ia ter. Tom seguiu as instruções à risca, não queria fazer nada que pudesse chateá-la mais do que já estava.
Na sala Tom fazia zapping deitado naquele sofá que o tinha feito sonhar à umas noites atrás, enquanto ouvia Carol na cozinha a passar coisas por água e a por na máquina de lavar loiça.

Na cozinha Carol estava desgostosa. Não sabia o que se passava com ela. Limpava os pratos e colocava-os na máquina automaticamente, sem se aperceber do que estava a fazer. Sentia os olhos encherem-se de água, mas olhava para cima, para as tentar conter e tentava mentalizar-se que não valia a pena. Mas não conseguia, eram lágrimas de raiva as que lhe escorriam pela cara, de raiva de si mesma por ter sido tão estúpida em voltar a subvalorizar-se nas mãos de um gajo, e desta vez um puto famoso com a mania que era gente.

Tom estava a achar esquisita a demora de Carol, eles não tinham sujado tanta loiça assim para ela estar à 20 minutos na cozinha. Decidiu esperar mais um pouco, não a queria irritar, mas passados mais 5 minutos já estava impaciente sem perceber o que se estava a passar e resolveu ir ter com ela à cozinha.
Na cozinha encontrou-a de costas para a porta com as mãos em cima da bancada de mármore e cabeça baixa. Aproximou-se dela devagarinho para não a assustar e tomou a sua cintura com os seus braços beijando-lhe as costas do pescoço, mas não recebeu a reacção que esperava.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Dom Nov 23, 2008 7:40 am

13º Capitulo


Na cozinha encontrou-a de costas para a porta com as mãos em cima da bancada de mármore e cabeça baixa. Aproximou-se dela devagarinho para não a assustar e tomou a sua cintura com os seus braços beijando-lhe as costas do pescoço, mas não recebeu a reacção que esperava.


- Aiiii….estás-me a aleijar! – disse ela com a voz a tremer, ao mesmo tempo que procurava limpar as lágrimas que lhe escorriam pela cara abaixo com as mãos.
- Os meus beijos aleijam-te? – perguntou ele incrédulo com a maneira como ela o afastava. Ao não receber qualquer resposta e ao ser ignorado, virou-a sobre a cintura para si e deparou-se com uma Carol de olhos inchados e faces rosadas.
- O que é que foi Carol? Tu tens estado estranha a noite inteira… porque é que não falas comigo? – disse ele preocupado em vê-la naquele estado.

Carol estava indignada, não queria que ele a tivesse visto naquele estado, e agora o que ia inventar para que ele a deixasse em paz?

- Não foi nada – desculpa mais usada e ineficaz de todos os tempos!
- Não foi nada? Claro que foi alguma coisa….tens estado assim a noite toda! E agora venho ter contigo e estás a chorar. O que é que se passa? Podes desabafar comigo! – disse ele limpando-lhe gentilmente as lágrimas que espreitavam nos seus olhos. – Foi por causa da fotografia da tua amiga? – Tom nunca tinha percebido as raparigas, também nunca tinha tido que as compreender, sabia o que elas queriam e dava-lhes. No dia a seguir não precisava de falar, elas sabiam que tinham de ir embora sem grandes conversas.
- Não! Quer dizer sim… Não acredito que estejas a pensar comer a minha amiga às minhas custas! Não gosto nada dessas coisas…
- Oh sweety, eu estava a brincar! Achas mesmo que ia querer a tua amiga tendo-te aqui nos meus braços? – disse-lhe ele com um ar ternurento enquanto a abraçava.

Carol deixou-se abraçar, mas na sua cabeça tinha de fazer alguma coisa, estava prestes a explodir, só o queria fora dali.

- Deves dizer isso a todas! – acabou por dizer.
- Não percebo porque é que dizes essas coisas? – disse ele afastando-se – Eu estou contigo, aqui e agora! Nós não temos nenhum compromisso, desculpa se te fiz pensar que tínhamos…
- Eu sei que não temos nenhum compromisso! – disse ela
- Então não percebo qual é o drama de eu fazer uma brincadeira sobre o facto da tua amiga ser gira! – disse ele a ficar irritado, não estava para aturar birrinhas! Queria-se divertir, nada mais, não queria uma mãezinha atrás dele.
- O drama é que se fazes isso à minha frente, imagino o que não deves fazer por trás! – disse ela chateada com aquela situação e desejosa que ele virasse costas e fosse embora.
- Fogo Carol! Não estou a perceber esta cena. Estávamos tão bem, divertimo-nos imenso a noite passada, pensei que me tivesses convidado para estarmos juntos na boa e vens com sentimentos de posse para cima de mim… - já não estava a gostar da situação, estava a ponto de dar meia volta e ir embora para não ter uma paragem de digestão.
- Não te tens que preocupar sei muito bem que não temos nenhum compromisso, nem eu quero um compromisso contigo… – disse ela de cabeça quente.
- Porquê? O que é que eu tenho assim de tão mau para tu não quereres nada comigo? – estava indignado, que raio de cena era aquela. Muito feio cuspir no prato onde se come!

Carol não aguentava mais, as lágrimas voltaram-lhe a cair pela face ao ver Tom irritado. Tinha de se ver livre dele, não o queria mais ali. Sem se dar conta começou a falar de coisas que há poucas horas atrás tinha prometido esquecer.

- Andas com todas! Tens uma lista infindável de gajas a quem telefonas para uma rapidinha e nunca mais falas com elas de certeza. Deves ter uma em cada cidade. Detesto o teu tipo…playboyzinho com a mania de que é bom e papa todas! Comigo esquece Tom…. Não vou ser mais um número na tua contagem…
- Caso não te lembres, já és….e continuo aqui contigo, não me fui embora, nem fui eu que te telefonei para vir até cá! – Tom estava a sentir-se irritado, ela telefonava-lhe para ir a casa dela e depois mandava-lhe com aquelas cenas todas à cara, não percebia!
- Infelizmente! Preferia nunca ter sido a nº 500 do Sr Kaulitz – saiu-lhe
- Pensava que não sabias quem eu era… - disse ele com ar desconfiado, tinha sido enganado por ela, mas agora percebia que ela sabia muito quem ele era.
- E não sabia, até esta tarde me ter deparado com a tua imagem na internet e ter lido umas noticias lindas sobre ti…
- Ahhhh…então é por causa disso? – Tudo fazia sentido agora – Andaste a ler aqueles disparates que escrevem sobre mim na internet?
- Não são disparates Tom, eu vi-te numa entrevista a dizer que aos 15 anos a tua contagem já ia em 25 – mandou-lhe ela à cara
- E?....sexo é sexo Carol! O que é que isso interessa? Sentiste-te mal comigo por acaso? – não acreditava que ela estivesse a chorar por causa do que aparecia nos jornais e revistas – Fiz-te alguma coisa? Se não gostasse de ti não estava aqui.

Ouve um silêncio…ele não queria ter confessado que gostava dela, não que fosse um gostar por amor…ele não sabia o que isso era, mas gostava de estar com ela e do corpo dela, das suas curvas. Sentia-se bem e não queria estragar isso.

- Muda alguma coisa o número de raparigas com quem já estive? – perguntou
- Claro que muda Tom! Ou ainda não percebeste que nenhuma rapariga gosta de ser usada e sentir-se mais uma? Principalmente quando sente que encontrou alguém com quem se sente ligada? – disse ela. Se era para falar, desembuchava tudo – Ontem à noite foi tão especial, a maneira como nos unimos foi tão perfeita, como se o meu corpo tivesse ansiado por encontrar o teu todos estes anos, e de repente descubro que foi só mais uma queca!
- E tiras-te essas conclusões todas sozinha sem sequer falar comigo! – disse Tom indignado. Fez uma pausa - Carol… tens razão! De facto quando quero uma queca ligo a uma rapariga que tenha na lista, e sim tenho números de muitas cidades e países. Mas nunca vim jantar com nenhuma rapariga por mais que ela me convidasse no dia a seguir. E estou aqui… - estava a começar a perceber a insegurança dela. Também para ele aquele momento tinha sido especial e não queria que ela pensasse o contrário.

Carol olhava-o, sedenta por saber o que ele lhe tinha para dizer agora que ela se sentia mais leve por ter desabafado.

- A nossa noite ontem foi especial. Mas vais ter de acreditar naquilo que eu te digo, porque senão vai ser complicado!

Aproximou-se dela ao vê-la vulnerável. Deu-lhe um abraço apertado. Carol sentiu de novo aqueles braços que ela tanto desejava à sua volta e sentiu-se como num casulo protegida, podia acontecer qualquer coisa lá fora, ela estava amparada.

Combinaram não tocar mais no assunto e deixar andar. Sentaram-se no sofá da sala a ver um filme agarradinhos e no fim do filme Tom foi-se embora dando-lhe um beijo com medo da reacção dela. Carol retribuiu. Mas não tinha sido um daqueles beijos que os caracterizava, não tinha sido selvagem, nem carnal, tinha sido um beijo de despedida, um beijo que parecia de rotina, suave e rápido.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Dom Nov 23, 2008 7:41 am

14º Capitulo bom



Tinham passado três dias desde a sua discussão, e desde então não tinham falado um com o outro. Por mais que tivessem combinado não tocar no assunto, havia uma nuvem negra que pairava sobre as suas cabeças.

Carol e Nat almoçavam juntas num restaurante ao pé da faculdade.

- Então já lhe telefonaste? – disse Nat no meio de duas garfadas.
- A quem? – Carol fazia-se de desentendida
- Oh, a quem será! Ao teu guitarrista – disse ela para picar a amiga
- Ele não é nada meu Nat! Pelo contrário…ele é do mundo! – disse ela distraidamente.
- Ainda não lhe disseste nada? – perguntou ela novamente – Andas à três dias para lhe ligar e não dizes nada?
- Ele também não me ligou! – disse Carol justificando-se.
- Ele deve andar ocupado com coisas da banda. Devias ligar-lhe! Tu tinhas dito que tinha ficado tudo bem entre vocês.
- E ficou. Mas não me sinto bem em correr atrás dele depois da cena que fiz – disse Carol que não era capaz de mentir ou esconder nada da sua melhor amiga.
- Não deve ter sido assim tão mau.
- Foi um bocadinho, acredita!

- Então, mais uma razão para lhe ligares, assim podes provar-lhe que estás na boa – disse Nat como se fosse a conclusão mais simples a tirar.
- Não sei. Não me sinto bem em telefonar-lhe. Afinal não temos nada um com o outro, vou estar-lhe a telefonar para quê?
- Está na cara que queres estar com ele. Há três dias que andas estranha. E não me digas que não é verdade e que não é por causa disto – disse Nat ao ver que Carol ia começar a refutar o que ela tinha acabado de dizer - Vais ficar sentada à espera que ele te telefone para irem dar uma quando bem lhe apetecer?
- Achas? – disse Carol num tom ofendida.
- É o que parece! Porque se ele te telefonasse agora deixavas tudo e ias ter com ele de certeza – já a conhecia tão bem. Era muito independente, muito independente mas não resistia quando lhe davam conversa.
- Achas que sim? Eu também tenho vergonha na cara. Depois do escândalo que dei, quero é ficar sossegadinha no meu canto para ele não pensar que ando atrás dele – vergonha, era a palavra certa para expressar aquilo que Carol sentia depois daquela noite.
- Sinceramente, eu acho que lhe devias telefonar. Não disseste que te recusavas em ser mais uma na lista dele? Então chega-te à frente… - mais uma vez, Nat fazia esta observação como sendo algo tão simples que uma criança de três anos chegaria aquela conclusão.
- Mas eu não quero nada com ele! – disse Carol sem se aperceber que nem a ela mesma se conseguia convencer ao dizer uma coisa daquelas.
- Sim…sim… - disse Nat ironicamente
- …Nada que não seja puramente carnal – confessou Carol a rir

Natalie riu-se. Sabia que a amiga estava desejosa de lhe telefonar, mas era tão orgulhosa às vezes que até fazia confusão.

- Vá… liga-lhe lá! Assim sempre podes dizer que foste tu que te aproveitaste dele e não o contrário – disse ela a piscar o olho a Carol – Mostra-lhe quem manda!

Carol estava a gostar mais desta ideia. Desta vez ia seguir o sábio conselho da amiga, ia ligar a Tom e aproveitar-se daquilo que ele tinha e que a deixava louca.


bom bom bom bom bom bom bom bom bom


Eram quase 14h30 e ainda estava a dormir. Acordou com o toque do seu telemóvel. “Que Merda!” pensou Tom, a ligarem-lhe assim tão cedo. Tinha-se deitado tardíssimo, por cause de uma entrega de prémios na noite anterior. A after party tinha sido incrível, só tinha aterrado na cama às 6 da manhã!
Estendeu o braço para o telemóvel e viu no visor o nome dela. “Hmm…” pensou. Já não falavam há três dias e tinha ficado uma tensão no ar, mas também não lhe tinha dito nada porque não queria dar o braço a torcer. Adorava estar com ela, mas não queria que ela pensasse que era algo mais que um simples jogo de prazer. Não queria compromissos, nem raparigas a correrem atrás dele (entre as devidas aspas, porque adorava quando as fãs o faziam!). Sentou-se na cama e deixou tocar umas vezes, só para dar um ar de difícil.

- Estou – disse um Tom ensonado.
- Estou Tom, é a Carol. Tudo bem? – disse ela meia atrapalhada. Detestava falar ao telefone.
- Ja. E contigo? – disse ele abrindo a boca.
- Tudo bem também. Acordei-te?
- Mais ou menos, mas não te preocupes, já estava na hora! – retorquiu Tom.
- Oh, desculpa! Olha estava a pensar se não querias ir ao cinema esta tarde, está aí um filme brutal e ninguém quer ir ver – disse ela, arranjando uma desculpa que julgou ser minimamente credível.
- Adorava. Mas sabes que eu não posso sair assim à rua na boa para ir ao cinema – disse ele sentindo-se tentado pela proposta. Já não ia ao cinema à 2 anos, desde que se tinham tornado realmente famoso, não podia andar assim na rua calmamente.
- Ah, pois é! Nem me tinha lembrado disso... – disse ela

Carol julgou que Tom estivesse a inventar uma desculpa para não estar com ela e sentiu-se ligeiramente estúpida por ter dado ouvidos a Nat e ter telefonado.

- Mas, talvez pudéssemos inventar um esquema para irmos à noite, à última sessão. Que achas? Tínhamos era de ir a um daqueles cinemas que é mesmo só cinema, nada de centros comerciais! – disse Tom ao lembrar-se da última vez que tinha ido ao cinema e uma fã tinha comprado todos os lugares vagos para que o mínimo de pessoas pudesse entrar na sala. A sua sorte foi que já só havia metade dos bilhetes disponíveis e que tinha ficado rodeado por amigos, mas mesmo assim não tinha sido muito agradável ver a rapariga virada para trás a tirar-lhe fotografias enquanto tentava ver o filme.
Carol sentiu um alívio ao ouvir a proposta de Tom.

- Claro, por mim é na boa. E como é que fazemos? – perguntou Carol interessada.

Tom contou-lhe a sua ideia. Carol achou óptima. Ela não faria melhor. Além disso ele é que era famoso, já devia saber alguns truques para passar despercebido.

Desligou o telefone e foi ter com o irmão. Bill estava na sala, esparramado no sofá a cantarolar uma música ao mesmo tempo que via a Mtv.

- Ela telefonou! – disse ele com um ar super contente.
- Ela, ela?... A Carol? – disse Bill olhando com um ar interessado para o irmão e levantando a sobrancelha direita.
- Ja. Vamos ao cinema mais logo – disse ele com um sorriso de orelha a orelha.
- Tens a certeza que te queres meter num cinema? Ainda por cima com uma rapariga? Se te apanham sais na capa de todas as revistas e começam logo a dizer que é a tua namorada – Era sempre a mesma coisa!
- No problem! Está tudo controlado maninho – disse Tom a piscar o olho a Bill.
- Uuiii….não sei porquê, mas isso ainda me deixa mais preocupado – disse Bill a rir-se para o irmão.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Dom Nov 23, 2008 1:42 pm

AWWWWWWWWWR DIKASS, estou a amar, se não fizeres mais , morro silent silent silent silent silent silent silent silent silent silent
continua *ç*
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dikas



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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Dom Nov 23, 2008 7:25 pm

RuteKaulitz <3 escreveu:
AWWWWWWWWWR DIKASS, estou a amar, se não fizeres mais , morro silent silent silent silent silent silent silent silent silent silent
continua *ç*


LolOloOL tão sweeeeeet Very Happy Very Happy Very Happy
Don't worry sweety.... mais já já a seguir!!! Espero k gostes da ida ao cinema.... é no minimo interessante tongue

* * * KiSsEs * * *
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Dom Nov 23, 2008 7:26 pm

15º Capitulo


A sessão era à 0h15, não havia quase ninguém no cinema, afinal estavam a meio da semana e imensa gente tinha que acordar cedo no dia a seguir para ir trabalhar, mas eles não.

Carol não sabia como se iria sentir ao vê-lo de novo, após a sua discussão, mas estava desejosa de poder estar com ele novamente.
Eram 23h40 já ela estava nas bilheteiras do cinema a comprar dois bilhetes para a última sessão do filme. Tinha combinado tudo com Tom. Após comprar os bilhetes iria ter com ele ao parque de estacionamento que havia ali a cerca de 500m e ia-lhe dar um dos bilhetes. Não podiam ser vistos juntos.

Dirigiu-se para o parque de estacionamento, enquanto sentia um nervoso miudinho dentro do estômago, não sabia o que fazer quando o visse à frente. Beijava-o ou não?
Entrou no parque de estacionamento. Estava escuro, mas conseguiu identificar facilmente o carro de Tom (não era assim muito difícil!). Respirou fundo ao aproximar-se do carro. Pôs a mão na maçaneta e abriu a porta do lado do pendura, mas esta estava trancada. Ouviu um trinco abrir. Voltou a pressionar a maçaneta, e desta vez a grande porta preta abriu-se.
Evitou olhar para ele enquanto subia para o carro. Só depois de se instalar no banco é que reparou que ele estava com as rastas soltas para dentro da t-shirt e com um casaco de capuz por cima, sendo que o capuz estava posto na cabeça. Parecia um rapaz normal, como qualquer outro (só que de capuz enfiado na cabeça, o que não era muito normal à noite). Em cima do tablier encontrava-se um par de óculos de sol.
Não conseguiu evitar rir da sua figura, estava mesmo disfarçado.

- Não te rias! Ou é assim ou não dá para sair. E mesmo assim, vamos lá ver se isto funciona. – disse ele com um ar preocupado mas ao mesmo tempo ligeiramente excitado por causa da adrenalina.

Também ele não sabia como reagir à presença dela. Estava novamente inebriado no seu perfume. Que cheiro! Era uma daquelas raparigas que passava na rua e deixava um rastro atrás de si.

- Então compraste os bilhetes? – perguntou ele olhando-a timidamente.
- Sim. Tens aqui o teu… – disse ela retraindo-se um pouco e dando a Tom o seu bilhete.
- Ok. Então eu vou andando. Dá-me 5 minutos de avanço e depois vai. – disse Tom – Estava muita gente?
- Não. Está quase vazio. Não devemos ter mais que umas 5 pessoas na sala – disse ela enquanto mexia numa das suas madeixas de cabelo, fingindo-se perfeitamente em controlo de si.
- Ok. Toma a chave do carro – Tom abriu a porta, estava a ficar entusiasmado e excitado com aquele jogo de escondidas. Antes de fechar a porta, olhou para Carol e piscou-lhe o olho e sorriu dizendo – Até já! – Pôs os óculos de sol, fechou a porta e seguiu caminho.

Carol estava oficialmente derretida. Aquele piscar de olhos e o sorriso tinham acabado com qualquer controlo que ela ainda achava ter sobre si mesma.
Estava no carro dele, sozinha. Apetecia-lhe mexer no porta-luvas e ver quais os segredos que ele ali escondia, mas sabia que não o devia fazer. Acabou por passar para o lugar do condutor e colocar as suas mãos no volante do Cadillac. Queria sentir de novo aquela sensação de estar ali sentada. Queria sentir o volante onde diariamente ele punha as suas mãos fortes. Sentia-se nervosa. Ele não a tinha beijado… o que é que isso significava?

Tom deslocou-se até ao cinema e reparou que de facto não estava quase ninguém ali, era uma boa táctica vir ao cinema a meio da semana à sessão da 0h. Entrou no cinema e num passo acelerado sem dar muito tempo sequer às pessoas para se aperceberem de quem ele era, ou especularem quem poderia ser. Deu o seu bilhete na entrada do cinema e foi directo à sala 3. Os lugares não estavam marcados, por isso não teve dúvidas em sentar-se no lugar onde tinham combinado que ele estaria.

Já tinham passado 5 minutos. Saiu do carro, trancou as portas do grande Cadillac e dirigiu-se para o cinema. Entrou, deu o seu bilhete ao senhor da entrada que lhe indicou a sala 3. Parou no bar para comprar um grande balde de pipocas e uma super Coca-Cola gigante. O homem que a servia ficou espantado ao ver uma rapariga sozinha a comprar aquela quantidade anormal de comida e bebida, mas nem por isso a deixou de servir bem e com um sorriso na cara.

Entrou na sala 3 e viu-o no sítio combinado. Olhou em redor para a sala e reparou que havia apenas um casal de namorados mesmo a meio da sala. Subiu até à última fila e do seu lado esquerdo estava Tom enterrado na última cadeira da fila, encostado à parede. Aproximou-se dele e sentou-se na cadeira do lado.

- Então? Deste muito nas vistas? – perguntou ela.
- Não, foi na boa! Há 2 anos que não vinha ao cinema, se soubesse que era assim tão fácil não tinha deixado de vir. – disse ele tirando uma pipoca e mandando-a ao ar a tentar acertar na boca.
- Duvido que ninguém tenha olhado para ti… – disse Carol com uma pontinha de provocação na voz.
- Eu sei que é difícil não olhar para mim… - disse Tom sorrindo maliciosamente.
- Nem por isso. Mas com esse ar de gangster eu queria-te a quilómetros de distância de mim – retorquiu Carol rindo-se por dentro, mas tentando demonstrar-se com repulsa dele.
- Se quiseres podemos ver o filme cada um na sua ponta da sala – disse ele fazendo-se de difícil.
- E depois a quem é que eu me agarrava quando estivesse com medo? – perguntou ela virando-se para ele.
- É a vida… - disse ele rindo e levantando as sobrancelhas.
- Naaaa…preciso de um gangster mauzão que me proteja… – disse ela retirando uma pipoca do balde e colocando-a na sua boca lentamente e de forma sensual, sabia que o haveria de deixar tentado.
- Não estou a ver nenhum por aqui – disse ele olhando à volta para a sala quase vazia - Mas se quiseres um gajo todo bom e lindo de morrer, acho que posso ajudar – disse ele olhando fixamente para a boca de Carol que mordia o lábio inferior deixando escapar um sorriso sedutor.
- Bem… se não se arranja mais nada… – disse ela enquanto levantava o braço que se encontrava no meio das cadeiras onde estavam os dois sentados e se aproximava dele. Não sabia se o havia de beijar ou não, mas queria tanto.

As luzes apagaram-se e viam-se as primeiras imagens do filme. Carol não resistiu à intimidade criada pelo clima da sala, e pousou a sua mão direita sobre o peito de Tom e deu-lhe um beijo ao de leve sobre os seus lábios. “Olá piercing. Já tinha saudades tuas!” pensou ela ao sentir aquele toque quente dos lábios de Tom e frio do piercing que neles habitava. Recostou-se na sua cadeira, mantendo uma certa distância dele. Já tinha dado o primeiro passo, agora queria ver o que ele fazia. Não podia ser só ela a fazer tudo.
Tom sentia-se com o ego cheio, a miúda queria-o. Tinha-lhe dado um beijo que nem chegava para lhe abrir o apetite daqueles lábios, e afastou-se logo de seguida dando mais importância ao começo do filme do que a ele. Queria mais. Passou o seu braço direito por cima dos ombros dela e puxou-a para ao pé de si. Numa voz suave sussurrou-lhe ao ouvido:

- Não tenhas medo…

Mordiscou a orelha de Carol que sentiu um arrepio na zona do pescoço. Ela não resistiu à provocação e pousou as pipocas no banco do lado, mas não sem antes tirar duas. Com a primeira provocou Tom que a tentava apanhar com a boca mas ela fugia e não deixava (só conseguiu apanhá-la à 4ª tentativa), com a segunda tentou fazer o mesmo, mas no momento em que ele a ia alcançar, ela colocou a pipoca presa entre os seus dentes e com um olhar frutífero desafiou-o a ir buscá-la. Tom não se fez de rogado, atacou a boca de Carol com a mesma força que viu espelhada no seu olhar ao desafiá-lo. Envolveu-a nos seus braços e beijaram-se, tocando no corpo um do outro e esquecendo o propósito que os levava até aquela sala de cinema. Só pararam quando deram pelas luzes da sala voltarem a acender.

- Adorei o filme que escolheste – disse ele com um ar de felicidade estampado na cara.
- Eu tenho muito bom gosto… – disse ela atacando-lhe os lábios e mordendo o piercing de Tom.
- Vou ter que concordar… – disse Tom deitando-lhe um olhar que só ele sabia fazer – Não me lembro é de como terminava o filme – acrescentou ele ajeitando o seu disfarce e rindo.
- O mauzão leva a menina desprotegida para casa e usa e abusa dela… - disse Carol enquanto ajeitava o top e o cabelo.
- Uuuuhhhh…. Coitadinha! – disse ele forjando uma cara de preocupação
- Não te preocupes com ela. Ele é que vai suplicar para que ela pare – sussurrou-lhe Carol ao ouvido. Afastou-se de Tom e viu uma expressão de deleite nos seus olhos que brilhavam com intensidade e não conseguiu evitar sorrir pervertidamente.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Dom Nov 23, 2008 7:27 pm

Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiii o 16...... gosto tanto deste 16..... enfim.... Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil



16º Capitulo


Já tinham passado 2 semanas desde que se haviam conhecido. Após a ida ao cinema e a noite louca em que se tinham visto envolvidos depois, continuaram a sair e a trocar noites, tardes e manhãs de prazer. Os seus corpos pareciam ter um hímen. Sempre que se viam, não conseguiam estar mais que 30minutos na mesma sala sem se tocarem e cederem à luxúria e ao prazer.

Estavam deitados no sofá da sala de Carol, entrelaçados. Não se percebia onde começavam as pernas de um e acabavam as pernas do outro. Carol soltava gemidos contidos, enquanto Tom brincava com um cubo de gelo na sua boca e percorria o corpo quente e arrepiado dela.
Estavam ali deitados há quase hora e meia em jogos de sedução. Queriam pôr-se a teste: até onde aguentariam ir sem se darem um ao outro? A resposta estava iminente, Carol não aguentava mais e Tom já tinha cedido 3 vezes, mas ela tinha conseguido controlá-lo. Agora era impossível, sentia o corpo excitado dele a fazer peso sobre o seu, e os lábios gelados de Tom a despertarem todos os sentidos que ainda se procuravam controlar e manter adormecidos. Segurou nas rastas de Tom e puxou-as para cima com uma respiração ofegante.

Tom estava empenhado em dar-lhe prazer e controlar o seu desejo, mas estava cada vez mais difícil de continuar com aqueles jogos. Era a 4ª vez que se sentia pronto para a levar ao paraíso e tentava conter-se. Mas desta vez foi diferente, sentiu Carol puxar-lhe as rastas e olhou para os seus olhos. Viu-a contorcida no prazer que lhe provocava, estava de cara virada para o lado a morder o seu lábio inferior e de olhos fechados respirando descontroladamente. O seu corpo estava hirto, Tom pensou que ao mínimo toque deixaria Carol no êxtase do clímax. Ela colocou as suas mãos no rabo dele e apertou-o com força, queria largar toda a energia que sentia acumulada e retraída no seu corpo, mas não conseguiu, precisava de mais para a satisfazer, já não conseguia (nem queria) voltar atrás. Puxou os boxers de Tom para baixo e ao mesmo tempo que Tom brincava com o cubo de gelo que tinha na boca passeando-o pelo pescoço e lábios de Carol, tirou as suas cuecas violentamente e enfiou o preservativo um pouco à pressa em Tom. Segurou-o mais uma vez pelo rabo, mas desta vez não procurava descarregar energia, mas sim recarregar as baterias com uma dose extra, e obrigou-o a entrar dentro dela soltando um gemido por entre as rastas que caíam sobre a sua cara. Tom deixou o cubo de gelo cair ao senti-la na sua totalidade, e pôs ambas as mãos na cabeça dela, enterrando os seus lábios na sua boca que tremia com mais intensidade à medida que também ele ia mais fundo e mais rápido aos seus recantos. Não demorou muito até que os dois se sentissem no auge daquele acto. Deixaram-se ficar suados e sem respiração com os corpos colados.

Nunca, em tempo algum tinha tido ou sentido algo assim. Carol sentia o seu corpo dar de si e o peso do dele sobre o seu. Sabia que tinham atingido o orgasmo em conjunto, estavam os dois fracos e enredados no outro. Deixaram-se ficar a descansar assim, unidos no suor e prazer, até que Tom levantou a cabeça que deixara escondida no pescoço dela e a beijou levemente nos lábios. Ela abriu os olhos e sorriu-lhe. Estava feliz. Beijou-o com ternura.

Tom passou as suas mãos fortes pelo cabelo dela acariciando-o, e enquanto a mão direita roçava no peito, cintura e anca de Carol, a esquerda pegava nas mãos dela e prendia-as atrás da sua cabeça. E antes que ela pudesse ter qualquer reacção tomou-a de novo com uma força revitalizada. Carol estava extasiada com o corpo dele e com a mistura de emoções e sensações que sentia, estava fraca e dorida, mas deixou-se levar até sentir o seu corpo soltar um grito involuntário de prazer. Tom caiu sobre ela exausto e ali adormeceram os dois.

Acordaram nus e famintos. Precisavam de reabastecer as energias. Tom foi o primeiro a ir tomar banho, mas fez Carol prometer que não mexia em nada que tivesse a ver com a cozinha. Queria preparar-lhe o jantar. Nunca tinha cozinhado para uma rapariga, mas naquele momento sentia-se motivado e cheio de vontade de o fazer.
Carol foi tomar banho e Tom enfiou-se na cozinha a preparar uma das suas poucas especialidades culinárias: Pasta. Aproveitou para por a mesa e iluminá-la com umas velas que encontrou. Sabia que Bill se orgulharia dele se o visse a ter aquele gesto para com Carol.

Carol não queria acreditar no que os seus olhos viam quando se deparou com o ambiente romântico que Tom tinha preparado e correu para os braços dele, saltando para o seu colo.
A meio do jantar surgiu a conversa inevitável.

- Vais sentir a minha falta? – Perguntou Tom.
- Hmm…duvido – disse ela rindo e provocando-o.
- São só dois meses e meio. Passa num instante! – disse ele
- Mas quem te disse a ti que eu me importo com o tempo que vais passar a vadiar pela Europa fora? – disse ela levantando-se da sua cadeira e indo ter com ele sentando-se no seu colo.

Tom pregou um beijo nos lábios carnudos dela e disse:

- Eu sei que tínhamos combinado não falar nisto, mas… se…

Carol, já sabia onde a conversa ia parar, no único assunto que para eles se tinha tornado tabu no momento em que tinham tido aquela discussão.

- Se te envolveres com outra rapariga? – disse ela tentando mostrar-se superior.
- Sim… - disse ele a medo da sua reacção
- Eu faço o mesmo, com outro rapaz! – disse ela sorrindo com um ar malicioso, e tocando com o seu dedo indicador da mão direita no nariz dele.
- Não estou a gozar Carol! Sabes que as coisas acontecem, e a adrenalina a seguir aos concertos é tanta que nunca sei onde acabo a noite – disse ele com um ar sério.
- Pois… - disse ela não querendo explorar muito a conversa que já lhes tinha valido uma discussão. Até porque ele ia-se embora no dia a seguir e queria guardar dele aquele dia inesquecível.
- Preferes que não te conte? – Perguntou Tom para satisfazer a sua curiosidade.
- Não. Quero que me contes tudo, ao mais pequeno pormenor, porque quando voltares vamos ter muito tempo para recuperar e superar a exibição de qualquer teenager que andou em cima de ti – disse ela colocando a sua mão direita sobre as partes baixas de Tom e beijando o seu pescoço, o que desencadeou um beijo prolongado que partiu da boca de Tom.

Carol estava espantada com ela mesma. Desde quando se tinha tornado naquele tipo de mulher? Era a outra, que estava ali pronta para o satisfazer quando ele queria. Agora chegava ao cúmulo de se oferecer para substituir as fãs com quem ele dormia durante a tour. Não queria ser essa pessoa, mas queria ser a pessoa que estava ao lado dele, nem que isso significasse saber que tinha estado com outras raparigas e dominar os seus sentimentos para não se importar.

- Assim deixas-me louco… – sussurrou-lhe.
- Sem compromissos Tom... – disse-lhe ela abraçando o seu pescoço.
- Sem compromissos… – disse ele deliciado e beijando os seus lábios segurando-a pelo pescoço.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Dom Nov 23, 2008 9:13 pm

Like a Star @ heaven Like a Star @ heaven Like a Star @ heaven PuBLiC SerViCe ANnouNceMeNt Like a Star @ heaven Like a Star @ heaven Like a Star @ heaven



Por razões de viagem e felicidade extrema (LoOloOL) esta fic será interrompida na próxima sexta feira (dia 28 de Novembro) e regressará na terça-feira (dia 2 de Dezembro)! (vá...é um fim de semana comprido sem me terem de aturar) e tudo isto porque como algumas de vocês já sabem... vou para HaMbuRg
Oh Yeah... vai ser....a loukura! E mais não digo... Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil (também não posso dizer... ainda não prevejo o futuro... embora já tenha faltado mais...)!

PAra conseguir dar volta a esta situação estive a pensar com os meus botões e..... decidi postar na 5ª feira 4 capitulos em vez dos 2 habituais, e como BoNuS quando regressar (na 3ª) postarei outros 4 Wink Wink Wink (espero k kompense de alguma forma a ausência!)


* * * KiSsEs GrAnDEsSSsssSs * * *

Ps - O capitulo de dia 2 de Dezembro (terça-feira) virá mais tarde que o habitual em principio...
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Seg Nov 24, 2008 5:36 pm

Question 17º Capitulo Question


Já tinha passado um mês desde que Tom tido ido embora em tour com os Tokio Hotel. Carol estava em exames para a faculdade, mais um mês e acabava o 2º semestre, depois teria 4 meses pela frente, de férias de Verão. Costumava passar as tardes na faculdade com Nat a estudar. Tinha-se tornado uma rotina, mantinha-se ocupada e não dava asas à cabeça para pensar noutras coisas.

Tom telefonava uma vez por semana a Carol. Não queria mostrar-se muito dependente dela, afinal não tinham nada um com o outro. Quando lhe telefonava falava de coisas banais como os concertos, as fãs, as cidades que visitava, as histórias engraçadas que se iam passando com o grupo e perguntava sempre a Carol pelos seus exames e o que andava a fazer de novo, mas a resposta era sempre a mesma: estudar. De facto não tinha tempo para muito mais. Tinha 6 cadeiras para fazer e os exames eram todos em cima uns dos outros.
Sempre que telefonava Tom não abordava um assunto…aquele assunto que eles tinham combinado não tocar mais, mas que surgira quando se viram pela última vez. Mas a vida continuava para Tom, e ele vivia-a com normalidade, em dias que se sentia com vontade de ter companhia, não desperdiçava a oportunidade de convidar uma fã para o aconchegar de noite, mas sempre muito impessoal, fazia questão que elas não dormissem com ele, queria dormir descansado e não gostava de ter gente na cama dele, para além de nunca saber se no dia a seguir tinha tudo o que lhe pertencia (sim porque já tinha dormido com maluquinhas que aproveitavam para lhe roubar boxers, bonés, t-shirts, etc para provarem que tinham estado com ele).
De vez em quando pensava nela, mas nunca nela enquanto pessoa, só nela enquanto corpo que lhe dava prazer. Geralmente pensava nela antes de escolher a rapariga que queria levar nessa noite para o seu quarto (e nesses casos dava consigo a escolher alguém que lhe recordasse Carol ou pela cara ou pelo corpo) ou após ter tido relações sexuais (pensava em como a Carol era melhor, as outras não chegavam aos pés dos jogos de sedução e da prestação dela, nem sequer tinham aquele cheiro que o deixava maluco).
Carol gostava que ele lhe telefonasse com a frequência que o fazia, gostava de descontrair, ouvir a sua voz grave e sexy, e saber das histórias mirabolantes e engraçadas que ele tinha para lhe contar. Sentia-se sempre revitalizada após as suas conversas.

Question Question Question Question Question Question Question Question Question

Tinha passado mais um mês. Tom estava de volta à Alemanha, mas ainda em tour, tinham ainda 5 concertos espalhados pelo pais. Estava saudoso da sua casa, do seu quarto, da sua cama. Só queria hibernar para restabelecer energias. Já há duas semanas que não tinha companhia à noite, estava cansado das viagens e dos concertos e quando chegava a hora da caminha o que queria mesmo fazer era dormir.

Carol tinha acabado os seus exames e tinha passado a tudo, numas cadeiras com melhor notas que noutras mas ela não se importava, nunca se tinha importado muito com as notas, desde que passasse estava bem para ela. Tinha combinado com Nat ir sair à noite para a discoteca onde à uns meses atrás tinha conhecido Tom, era o sitio preferido dela para sair (sem contar com a mansão…).
Estavam as duas no bar a brindar ao fim de mais um ano lectivo quando Tom lhe enviou uma mensagem:

De: Tom
Ainda estás acordada?

Carol respondeu imediatamente:

Para: Tom
Acordada e a festejar o fim do ano =p

Não tardou a receber um telefonema de Tom, Disse a Nat que ia lá para fora atender, porque com a música tão alta não iria ouvir nada, e saiu da discoteca atendendo o telemóvel:

- Estou? – disse ela com um sorriso na cara, já não falava com ele desde a semana passada, já sentia falta daquela voz, e agora que tinha todo o tempo do mundo, fazia-lhe falta tê-lo com ela.
- Estou sweety? Então a festejar sem mim? – disse ele fingindo-se chateado
- Ah pois é! Mas não te preocupes que quando voltares podemos festejar de novo! As festas são sempre bem-vindas… - disse ela imaginando o que não seria…2 meses e meio sem ele e muito para dar.
- E então se forem comigo…. – disse ele colocando a língua sobre o seu piercing e pensando no momento em que poderia festejar. Tinha muito para festejar com ela.
- Nada convencido, para variar! – disse ela a rir
- Sabes que quem é bom não deve esconder os seus dotes – disse ele a provocar
- E quem te disse que eras bom? – perguntou ela a rir
- Toda a gente diz…porque é que não haverias de o dizer também? – não queria ter dito aquilo, tinha-lhe saído. Ainda não tinha tocado no assunto sexo desde que tinha ido embora, mas agora estava tão perto de regressar a casa que se tornava difícil evitar.
- Toda a gente quem? As tuas amiguinhas? – não estava a gostar da conversa, mas queria saber mais, ele ainda não lhe tinha dito nada sobre o assunto proibido.
- … - houve um silêncio do outro lado da linha, ele não sabia o que dizer.
- Hmm…estou a ver que sempre te andaste a divertir enquanto davas a volta à Europa e não me disseste nada! – disse ela numa voz meio a gozo mas fingindo que não se importava
- Oh…não vou dizer que me comportei como um santo a tour toda, mas não me portei muito mal, podia ter sido pior! Já não estou com ninguém à umas 2 semanas – disse ele como se, se justificando.
- Uiiii… Que loucura! 2 semanas sem sexo! Nem sei como aguentas! – disse ela a gozar mas ao mesmo tempo a sentir um aperto no peito. Sabia que ele haveria de ter gente disponível, mas ainda tinha esperança de que se resguardasse um bocadinho.
- Dificilmente, mas ando tão cansado que nem me apetece fazer nada! – disse ele
- Pois… é assim a vida! Bem Tom, vou ter de desligar e voltar lá para dentro, estão-me a chamar – Mentira! Mas não estava a gostar daquela conversa e tinha de arranjar maneira de se esquivar – Tchau Tom! Diverte-te e bons concertos.
- Ok…Tchau sweety! Diverte-te e bebe uma rodada por mim. Beijinhos.
- Beijinhos – e desligou

Tom não sabia como ela tinha reagido à notícia, tinha de a ter visto pessoalmente, mas pelo telefone pareceu-lhe uma boa reacção e nem pensou mais nisso.

Carol sentia um peso enorme no coração, não tinha nada com ele, compromisso nenhum, mas tinha por momentos pensado (até porque ele nunca lhe tinha dito que tinha estado com outras raparigas e já passavam 2 meses desde que ele se tinha ido embora) que ele se iria concentrar no seu trabalho e deixar a diversão para quando regressasse a casa, para quando estivesse com ela. Mas claro….era Tom Kaulitz o Sex Got. Pensou que era estúpida por alguma vez ter pensado que ele ia ser um santo, e por estar cheia de vontade de estar com ele mesmo depois de ele lhe ter dito aquilo. Agora tinha de lhe provar que valia mais que as outras.
Carol entrou na discoteca e foi directa a Natalie, continuou a agir como se nada se tivesse passado. A meio da noite Natalie chamou-lhe a atenção para um rapaz que não tirava os olhos dela. Era a oportunidade perfeita. Começou a fazer-lhe olhinhos e a aproximar-se dele, não tardou muito para estarem colados um ao outro a roçarem-se na pista de dança. Carol já estava um pouco bêbada e tocada, tinha abusado do álcool, queria esquecer aquela conversa ao telefone. Deixou-se ir, queria sentir aquilo que ele sentia quando ia para a cama com uma pessoa que não conhecia de lado nenhum, só que não foi para a cama… foi para a casa de banho, e contra a parede de um compartimento frio deixou-se tomar por aquele rapaz que nunca tinha visto na vida. No fim do servicinho, o rapaz foi embora contente e satisfeito e ela ficou ali, a arranjar-se.
Não sentia nada… sentia-se vazia por dentro! Como é que ele conseguia tirar partido de uma one night stand assim? Tão impessoal, em 2horas tinha conhecido o rapaz e tinha-lhe dito adeus. O único prazer tinha sido mesmo o orgasmo, mas mesmo esse parecia ser contido em comparação com os que tinha quando estava com Tom.
Voltou para ao pé de Natalie, que a olhava com um ar espantado e desapontado.

- Então? – disse Natalie olhando para Carol com um ar de preocupação

Carol olhou para ela com um olhar vazio e disse:

- Então, o quê? O que é que se passa?
- Não sei, mas vais-me dizer!

- Não se passa nada… - disse Carol a tentar enganar Natalie
- Nada? Desde quando te enfias na casa de banho com um gajo que não conheces de lado nenhum? – perguntou ela vendo a expressão dos olhos da amiga esquisita.

Não tinha por onde fugir, desabafou com Nat, sentia-se vazia e infeliz, não o percebia, nem se identificava com aquela maneira de ser.
Natalie dormiu em casa de Carol nessa noite, precisava de estar ao pé da amiga.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Seg Nov 24, 2008 5:36 pm

18º Capitulo sunny



Estava finalmente de volta.
Carol só pensava no toque e no peso do corpo dele. Já estava à 2 meses e meio sem o ver, tinha uma saudade e um desejo dentro dela que faziam a sua barriga andar às voltas e o nervosismo tomar conta de si.
Ele estava mesmo a chegar, e ela continuava de volta do espelho, queria estar linda e perfeita para quando ele chegasse, queria que ele a desejasse assim que lhe pusesse os olhos em cima, tinha que o impressionar e fazê-lo ver aquilo que tinha perdido enquanto andava de volta das outras…
Ouviu o toque das suas mensagens soar. Correu até ao telemóvel e tinha uma mensagem dele:

De: Tom
Desce

Ele tinha chegado. Estava ali à sua porta. 2 meses e meio de ausência. Estava muito nervosa, não sabia como reagir quando o visse mas apetecia-lhe saltar-lhe para cima sem lhe dar tempo de respirar.
Desceu e foi directa ao Cadillac preto que estava estacionado um pouco mais à frente na sua rua. Ao entrar, não resistiu, lançou-se furtivamente ao pescoço de Tom e assaltou-lhe a boca com um instinto de leoa a lutar pela sua sobrevivência na selva. Tom estava desejoso por receber aquele beijo, retribuiu-o com a mesma força que ela.
Tinham combinado ir dar um passeio no campo, fazer um pic-nic afastados da cidade e dos olhares atentos daqueles que a habitavam. Tom guiou até um local distante, a 60km da cidade, onde havia uma cascata no meio de uma mata. Carol nem queria acreditar naquele sítio, não percebia como é que ele conhecia sítios tão maravilhosos. Não conseguiu evitar pensar em quantas raparigas ele teria levado para ali, não queria pensar naquilo, mas era inevitável, os pensamentos tomavam conta de si! Tentou desfrutar o momento dando-se a ele na totalidade, corpo e mente.
Tom tinha pensado em tudo, levava um cestinho com a comida e uma toalha para porem no chão. Estenderam a toalha e sentaram-se a apanhar banhos de sol e a desfrutar da companhia um do outro. Não tardou para se deitarem no chão a namorar, uns beijinhos e carícias doces e selvagens assaltavam aquela tarde solarenga. Carol deitou-se por cima dele beijando cada centímetro da sua cara, enquanto Tom fechava os olhos e retraía a cara que estava a ser atacada. Carol parou e disse:

- Estou cheia de calor…acho que preciso de me refrescar – e num pulo, levantou-se e despiu-se sensualmente, fazendo Tom lembrar-se do dia em que ela o tinha feito no lago da mansão, aquele dia em que a tinha sentido na totalidade pela primeira vez.

Carol puxou Tom pelos braços e ajudou-o a despir-se. Tirou-lhe o boné, soltou-lhe as rastas, puxou-lhe a t-shirt para cima e desapertou as calças largas lembrando-se da dificuldade que tinha em desapertar aquele cinto das primeiras vezes que tinham estado juntos. Ficaram ambos em roupa interior e de mãos dadas mandaram-se para o rio.
Pareciam duas crianças a brincar na água, ora mandavam água um ao outro, faziam amonas, ora ele pegava-a pela cintura e mandava-a para longe. Mas também se beijavam descontroladamente e ela envolvia as suas pernas à volta do corpo magro dele.
A dada altura Tom que a tinha ao seu colo, andou em direcção à cascata e colocou-se debaixo da queda de água. A pressão da água e o som da água a cair era sem dúvida excitante para os dois. E naquele mesmo sitio as rochas que os envolviam foram testemunhas do prazer que aqueles dois corpos sentiam em estar novamente juntos e unidos.
Voltaram para a relva e estenderam-se a apanhar banhos de sol. Passaram uma tarde incrível, principalmente por terem estado um com o outro e terem-se sentido novamente.
Não falaram das raparigas nem do rapaz da discoteca, nenhum dos dois queria estragar aquele momento.
Voltaram a entrar no carro e enquanto Carol punha o cinto de segurança, Tom olhava-a perplexo. Carol reparou e disse:

- O que é que foi?
- Estava a olhar para ti…
- disse ele com um ar embevecido
- Já reparei, mas porque é que me olhas assim? – disse ela a sorrir
- Porque és linda! – disse ele assegurando-se do que dizia
- Ohh…Estás a gozar comigo! – disse ela pensando que ele a gozava.
- Não! Só agora me apercebi da falta que me fizeste! – disse ele
- Dizes isso porque estavas cheio de saudades do sexo! – disse ela diminuindo o elogio dele.

Tom tirou-lhe o cinto de segurança que ela tinha acabado de por e virou-se para ela.

- Tu és linda! Gosto de ti assim, exactamente como és! – pegou no pescoço dela e antes de lhe dar um beijo sentido na boa passou o nariz pelo pescoço de Carol e sentiu aquele cheiro que tantas saudades tinha.

Carol estava feliz, estava de novo com ele, a ouvi-lo dizer aquelas coisas, que à 2 meses e meio não ouviria. A distância tinha-lhes feito bem. Retribuiu o beijo com sentimento e abraçou-o com força, obrigando-o a fazer o mesmo, gostava de sentir aquelas mãos fortes a apertarem-lhe o corpo. Não resistiu. Soltou-se de Tom e contorceu-se para passar para os bancos de trás puxando-o pela t-shirt para que ele a acompanhasse. Tom deixou-se ir enquanto tirava o boné, já consciente daquilo que iria acontecer a seguir. Deitou-se nos bancos de trás e puxou Carol para si, beijando os seus lábios carnudos, despiu o seu corpo a uma velocidade fulminante ao mesmo tempo que Carol tirava a sua roupa também com uma presa que denotava desejo e vontade de o possuir. O carro era espaçoso, mas não espaçoso o suficiente para duas pessoas grandes, mas deram-se um ao outro naquele espaço como se ainda não se tivessem tocado desde o regresso de Tom…


sunny sunny sunny sunny sunny sunny sunny sunny sunny


Tocava tão alto que lhe apetecia mandá-lo contra a janela. Carol acordou daquele que tinha sido um sonho maravilhoso. Tinha-o sentido como se ele estivesse ali com ela, dentro dela. Tinha um sorriso estampado no rosto, não enganava ninguém, estava feliz. Aquele sonho tinha despertado todos os seus sentidos. Agora desejava-o ainda mais.
Pegou no telemóvel e viu que tinha uma mensagem:

De: Tom
Advinha quem chegou sweety? Estou aí daqui a 1 hora para te levar ao paraíso =p Quando mandar toque, desce!

Carol nem acreditava, tinha acabado de sonhar com ele e ele tinha acabado de chegar a casa. Levantou-se num pulo e foi a correr tomar banho e arranjar-se queria estar linda como no sonho que tinha acabado de ter, queria que ele a desejasse tanto quanto no sonho e lhe dissesse que ela era linda e que sentia falta dela, e que a possuísse uma e outra e outra vez.
Recebeu o toque que esperava e desceu apressadamente até chegar à rua e ver o carro de Tom estacionado no local onde se lembrava de o ter visto no sonho. Não hesitou entrar no carro e pendurar-se no pescoço de Tom e lhe espetar um valente beijo na boca (como o do sonho). Tom retribuiu, já tinha saudades daqueles lábios carnudos.

- Muitas saudades sweety? – disse ele a sorrir para Carol
- Hmm…nem por isso! – disse ela rindo maliciosamente e atacando novamente os lábios de Tom.
- Estou a ver que sim – disse ele passando a língua no seu lábio inferior – Onde queres ir?
- Hmm…tinha pensado num sítio bem privado – disse ela mexendo numa rasta loira do cabelo de Tom.
- Parece-me perfeito… – disse ele dando-lhe um beijo no pescoço e sentindo aquele cheiro que o perseguia no pensamento à 2 meses e meio, mas que ao vivo era tão melhor.

Tom guiou até um jardim na periferia da cidade. Não havia ninguém à sua volta, estavam os dois sozinhos. Carol lembrou-se do seu sonho e sem dizer uma palavra passou para o banco de trás do carro puxando-o pela t-shirt e tirando-lhe o boné.

- Temos muita conversa para por em dia… -disse Carol num tom sedutor.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Ter Nov 25, 2008 5:35 pm

19º Capitulo bounce



Estava no centro comercial com Nat, a fazer o quê? Comprasssss! Adorava ir às compras com Nat, divertiam-se sempre imenso a experimentar aquelas roupas ridículas que pensavam que nunca ninguém iria comprar, quando o seu telefone tocou. Olhou para o visor e lá estava o nome dele: Tom. Não tardou em atender.

- Olá Sr Tom. Em que posso ajudá-lo? – disse ela em tom de gozo
- Muito boas tardes Sra Caroline. Gostava de lhe fazer um convite… – disse ele alinhando na brincadeira.
- Hmm…convites parecem-me sempre bem Sr Tom. E que tipo de convite tinha em mente? – perguntou ela curiosa.
- A Sra gostaria de ter o imenso prazer de ouvir os Tokio Hotel tocarem na sua cidade? – perguntou ele. Sabia que ela não gostava da histeria à volta deles, mas talvez não conhecesse a música e assim era da maneira que ficava a conhecer e podia aproveitar o 2 em 1 e apresentá-la aos amigos e ao irmão que já o ouviam falar dela à uns quantos meses e ainda não a conheciam.
- Estás a gozar? – disse ela abandonando o formalismo que a conversa seguia.
- Não! Amanhã terminamos a tour, vai ser o nosso último concerto. E pensei que como nunca nos viste ao vivo, podias estar interessada… – disse ele.
- Hmm…e esse tal concerto é amanhã? – perguntou ela mostrando-se desinteressada mas roendo-se por dentro, estava desejosa de o ver em cima de um palco. Queria ver se eles eram realmente bons.
- Sim! Eu passo logo em tua casa e deixo-te um backstage pass. Depois é só ires ter connosco, ficas a ver o concerto no backstage e tudo. Com direito a tratamento VIP – disse ele na esperança de a convencer, sem saber que ela já estava convencidíssima.
- Ok….aceito o seu convite Sr Tom – voltou ela à formalidade
- Fico contente em sabê-lo Sra. Caroline. Vou contar consigo.
- Então o resto de boa tarde Sr Tom. Fico à sua espera mais logo
– disse ela e desligou o telefone.

Bem, parece que ia ver os Tokio Hotel ao vivo pela primeira vez, tinha de ir comprar o seu último cd para ouvir as músicas. Não gostava nada de ir para os concertos sem conhecer minimamente as músicas. Fez um desvio até uma loja de música e comprou o último cd dos Tokio Hotel, olhou para a capa onde estava uma imagem de Tom e não conseguiu evitar pensar “Sexy!”.

Carol regressou a casa fazendo-se acompanhar de Nat que ia lá jantar, entreteve-se na cozinha a fazer o jantar enquanto falava com a amiga sobre as últimas do pessoal da faculdade. Natalie estava apaixonada por um colega delas que não lhe ligava nenhuma, e agora com as férias via-se afastada dele e chorosa por não saber quando o iria ver de novo.

- Sabes que ele não te merece – disse Carol
- Porquê? – perguntou Nat indignada
- Porque ele age sempre como se fosse superior aos outros, é muito arrogante, totalmente o teu oposto – disse Carol
- Mas os opostos atraem-se! – justificou-se Nat
- Ok…eu não acredito que tu acabas de justificar o facto de ele ser arrogante e tratar mal as pessoas...– disse Carol olhando para Nat de olhos esbugalhados.
- E agora…quando é que o vou ver de novo? – disse Nat com um ar triste
- Porque é que não o convidas para fazer alguma coisa? – perguntou Carol.

Não gostava da ideia da amiga se envolver com aquele nariz empinado, ela merecia melhor, mas se ela gostava tanto dele que fosse em frente, embora tivesse a certeza que mais de 30minutos na mesma sala que ele iriam chegar para provar que ele era um idiota.
Antes de Natalie ter tempo de responder tocou a campainha. Carol fez um olhar esquisito, não estava à espera de ninguém aquela hora, foi até ao intercomunicador e viu que era Tom, abriu-lhe a porta lá em baixo. Voltou à cozinha e anunciou à amiga quem era.

- Se calhar é melhor ir embora – disse Nat
- Achas que sim? Nada disso, ficas aí sossegadinha. É da maneira que o conheces – disse Carol. Só depois se lembrou de que no dia da discussão com Tom ele tinha dito que achava Natalie muito gira….e agora ela ia acabar mesmo por apresentá-los. Não gostou da ideia.

Soou novamente a campainha, desta vez cá em cima, abriu a porta para receber um beijo de Tom que a deixou sem fôlego, Carol afastou-o.

- Tenho companhia – disse ela, antes que ele se empolgasse
- Não acredito! Basta eu virar costas e metes logo outro gajo cá em casa – disse ele a gozar enquanto punha uma mão sobre o coração a fingir-se de ofendido.

Carol riu-se e deu-lhe uma palminha no rabo enquanto ele entrava e fechava a porta.
Natalie saiu da cozinha e veio até à sala cumprimentar Tom. Carol olhou atentamente para todos os gestos e expressões de Tom, apresentou-o a Nat e viu que ele tinha ficado impressionado com ela. De facto a sua amiga era um espanto de mulher, era o seu oposto, loira, baixinha de corpinho perfeito e grandes olhos azuis. Por momentos ficou preocupada com a reacção de Tom, mas ele portou-se à altura, cumprimentou Nat e tentou evitá-la.

- Bem, venho cá só deixar-te este backstage pass, espero não ter interrompido nada – disse ele olhando para as duas.
- Não interrompes – disse Nat – Bem vou ver mexer o tacho, não vá o arroz pegar-se – Típica desculpa à Nat para se pisgar de uma situação. E saiu da sala em direcção à cozinha.

Tom pegou Carol pela cintura e beijou-a uma vez mais, utilizando a sua língua. Carol retribuiu e sentindo-se curiosa não hesitou em perguntar:

- Então, é mais gira ao vivo?
- Quem?
– fez-se ele de desentendido.
- A Nat. Tinhas gostado tanto da fotografia dela da outra vez – disse ela com uma pontinha de inveja
- Ahhh… - disse ele como se não se lembrasse de nada - É gira! – disse não lhe dando muita importância – Queres que te deixe um backstage pass para ela também?
- Não deixa estar, ela não pode ir! – inventou Carol na esperança de que aqueles dois não se cruzassem muitas mais vezes. Tinha medo.
- Bem sweety, vou andando que hoje tenho que descansar. Ainda pensei que me pudesses cansar um bocadinho para dormir melhor… - disse ele fazendo cara de coitadinho.

Carol riu-se e lançou os seus braços à volta do pescoço de Tom e beijou-o nos lábios mordiscando o seu piercing.

- Fica para amanhã! Prometo! – disse Carol
- E eu cobro… – disse Tom beijando-a de novo.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Ter Nov 25, 2008 5:36 pm

20º Capitulo


Tom estava nervoso, ia finalmente apresentar Carol ao seu irmão e amigos, e já só faltavam 30 minutos para o concerto e ela não tinha aparecido.
Estava na sala com o Bill, Georg e Gustav a destressar, ou melhor, a stressar. Já tinha tocado todas as músicas mentalmente, sabia-as de trás para a frente mas mesmo assim sentia-se sempre nervoso e inseguro com a sua actuação. Tinha medo de se enganar em algum acorde, seria uma vergonha enganar-se perante 15.000 pessoas que sabiam de cor e salteado todos os sons de todas as músicas.
Só faltavam 15 minutos para entrarem, estava no auge do nervosismo, quando recebeu uma mensagem.

De: Carol
Não me deixam entrar. Dizem que o backstage pass só é válido a seguir ao concerto.

Fogo, era o que lhe faltava para stressar mais um bocadinho. Tinha dado ordens expressas para a deixarem entrar, não percebia porque é que as tinham ignorado. Tinha de a ir buscar à porta e só tinha 15 minutos. Já não ia dar para ela conhecer os outros antes do concerto. Talvez até fosse melhor, porque eles com o nervosismo que tinham em cima não iriam comportasse naturalmente.

Foi a correr até à porta, e falou com o porteiro para deixarem Carol entrar. O porteiro foi buscar Carol ao exterior. Assim que Tom a viu agarrou-se a ela com uma força como ela nunca antes tinha sentido. Estava nervoso e encontrava nela um calmante. Pegou-a pela mão e foi-a puxando até ao sítio onde ela ia poder assistir ao concerto.

Carol estava impressionada, nunca tinha visto um pavilhão tão cheio e com tanta energia. O som era ensurdecedor, ouvia gritos de todos os lados possíveis. Um homem alto e de cabelo rapado foi chamar Tom a dizer que estavam a 5 minutos de entrar. Tom agarrou-se a Carol com muita força e disse-lhe ao ouvido por entre os berros que se ouviam das fãs:

- Espero que gostes! – e deu-lhe um beijo na face – Vou tocar para ti esta noite!

Carol nunca tinha tido ninguém a dedicar-lhe nada, muito menos um concerto! Sentiu-se nas nuvens. Sentiu-se importante. Deu-lhe um xoxo com força nos lábios e gritou-lhe:

- Boa Sorte!

O concerto foi brutal, não havia palavras para o descrever. Tinha adorado as músicas, a energia deles em palco, os confettis, a pirotecnia, a força do Gustav a tocar bateria, a dedicação e o sentimento que Bill punha na voz ao cantar, a maneira como Georg curtia a música e claro, a maneira como Tom tocava, o seu estilo, as suas mãos a percorrerem aquele instrumento, as caras que fazia e…a maneira como desinibidamente violava a sua guitarra. Tinha adorado, era tudo perfeito. Estava conquistada mais uma fã.

Depois do concerto, Tom foi ter com ela ao sítio onde a tinha deixado, estava todo suado e com uma adrenalina incrível, agarrou-se a ela pelo pescoço e beijou-a pela cara e pescoço.

- Gostaste? – perguntou ele ao ver a reacção dela
- ADOREI! Bem…digo-te uma coisa….tu encima daquele palco a tocar ficas…apetecível! – sentia-se extremamente excitada ao assistir ao sucesso que ele tinha enquanto guitarrista e homem entre mulheres.
- Se fosse só encima do palco… – disse ele atacando-lhe a boca

Carol riu-se, ele era sempre assim. Tinha aprendido a gostar do Tom convencido e brincalhão.

- Anda – disse Tom puxando-a pelo braço – deixa-me apresentar-te o resto do grupo. Está tudo desejoso de te conhecer.

Wow. Não estava à espera de ir conhecer o resto da banda, muito menos de os ter desejosos por a conhecer, afinal de contas ela não tinha nada com Tom era só uma amiga colorida.

Chegaram a uma porta, onde Tom bateu e enfiou a cabeça perguntando se estava toda a gente decente para a Carol entrar. A resposta foi positiva. Entrou seguido de Carol.
Carol encontrava-se assim em frente aos 4 Tokio Hotel. Tinha ficado fã deles naquela noite, estava maravilhada com o concerto, talvez fosse o melhor que alguma vez tinha visto.
Tom começou por apresentá-la:

- Carol este é o meu irmão Bill

Carol olhou para Bill, era muito parecido com Tom, mas no entanto totalmente diferente na maneira de vestir, estar, falar e olhar. Tinha uma profundidade no olhar incrível, parecia que lhe lia a alma. Deu-lhe dois beijinhos.

- Até que enfim que conheço a famosa Carol – disse Bill com um sorriso na cara.
- Vá, não a deixem envergonhada rapazes. Carol este é o Gustav e este o Georg – apontando para eles
- Então tu é que deste a volta à cabeça do Tom? – perguntou o Georg cumprimentando-a
- Não Geo, quem me dá a volta à cabeça és tu… – disse Tom na brincadeira a ir ter com Georg a fingir que lhe ia da um beijo, enquanto Georg ria e fugia ao mesmo tempo.
- Não ligues, estes dois adoram-se! – disse Gustav dando-lhe dois beijinhos.
- Queres comer ou beber alguma coisa? – perguntou Tom – Tens aí imensas coisas, é só escolher.
- Não, obrigada! Por enquanto estou bem.
- Então, gostaste?
– perguntou Bill com um sorriso ternurento na cara.
- Sim, adorei! Vocês são incríveis. Nunca tinha visto um concerto assim! – disse ela ainda empolgada com o que tinha acabo de ver
- Que bom! Fico mesmo contente que tenhas gostado. – disse Bill

Carol estava super entusiasmada. Permaneceu no backstage o tempo todo que eles ali estiveram, pode falar com eles à vontade, assistir às conversas deles (que eram como ela imaginava quando Tom as contava ao telefone durante a tour).
Os rapazes brindavam com champagne, afinal de contas era o último concerto e tinha corrido muito bem.

- Estavas mesmo inspirado hoje Tom… – Georg não perdia uma oportunidade para picar Tom
- Com esse rabinho, quem é que não fica inspirado Geo? – disse ele a gozar.

Carol não tinha pensado que ver Tom encima de palco lhe pudesse despertar tanto desejo, via-o como um Deus, alguém que acima dos outros espalhava energia e som, queria estar com ele a sós. Tinha-lhe prometido que naquela noite iria compensar a noite anterior. Convidou-o para passar lá por casa assim que saísse dali. Ele não demorou mais que 1 segundo a dizer-lhe que sim, também ele estava desejoso de estar com ela a sós, estava a arder por dentro com tanta adrenalina e precisava de se libertar Sabia que só ela teria a cura perfeita para o seu estado naquela noite.
Carol saiu à sua frente, não podiam ser vistos juntos, até porque ele ainda ia assinar autógrafos à saída do recinto. Foi andando para casa e preparou o seu quarto para naquela noite receber Tom Kaulitz, o Sex Got que diziam ele ser. E mais uma vez comprovou nessa noite “O puto sabe o que faz…!”.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qua Nov 26, 2008 2:41 pm

Sabes que mais? vou morrer Sad
VAIS TE EMBORA, E DEIXAR-NOS SEM FIC? AHHH
E vou ter saudades da Dikinhas tmbm *,*
deixa alguém à responsabilidade pela fic, senão eu .. M-O-R-R-O xD
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qua Nov 26, 2008 6:50 pm

RuteKaulitz <3 escreveu:
Sabes que mais? vou morrer Sad
VAIS TE EMBORA, E DEIXAR-NOS SEM FIC? AHHH
E vou ter saudades da Dikinhas tmbm *,*
deixa alguém à responsabilidade pela fic, senão eu .. M-O-R-R-O xD
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Ohhhhhh so sweeeeet sunny sunny sunny
Vou...mas deixo-vos kom o BoNus...e kd regressar BoNus againnnnn Wink Wink Wink
Espero k kompense um kadinho!
BiGaDa sweety Wink

* * * KiSsEsSSsss * * *
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qua Nov 26, 2008 6:52 pm

21º Capitulo


Parecia ter despertado de um sonho, estava mole, não lhe apetecia fazer mais nada a não permanecer ali assim sossegadinha na cama a descansar.
A noite anterior tinha sido incrível: o concerto de Tokio Hotel, o backstage e a noite com Tom. “Que noite!” pensava ela. Gostava de se sentir assim ocupada e feliz…sim…estava feliz.
Virou-se na cama para continuar a molengar e viu-o. Abriu bem os olhos. Era ele, tinha dormido ali com ela. Era a segunda vez que eles dormiam juntos, mas a primeira que acordava ao seu lado, aliás, era a primeira vez que ela dormia com alguém na sua cama que não fosse seu namorado. Ficou a pensar naquilo durante uns segundos, mas depois lembrou-se de tudo aquilo que já tinha vivido com Tom, ao fim ao cabo, ele era um namorado sem titulo de namorado, já tinha intimidade suficiente para poder dormir com ele e não se sentir constrangida com isso. Procurou o ombro nu de Tom e enroscou-se nele, passando o seu braço por cima da barriga desnudada dele e aconchegou-se bem para adormecer sobre aquele corpo que ela tanto apreciava.

Tom acordou com um sorriso de felicidade estampado no rosto. Olhou para baixo e viu Carol nua sobre o seu corpo a dormir agarrada a ele. Não estranhou a principio, parecia-lhe bem, estava a gostar de estar ali e “pertencer” a alguém, mas com o tempo deu-se conta de que há muitos anos que não dormia com ninguém, aliás só tinha dormido com uma rapariga uma única vez, e tinha sido com a sua namorada Júlia quando ainda andava na escola, ele tinha inventado uma desculpa para não dormir em casa (provavelmente tinha dito que ia dormir a casa do Andreas, já nem se lembrava) e tinha passado a noite com ela, tinha sido muito planeado e artificial, não tinha gostado da sensação. Desta vez era diferente, não queria dormir em casa dela, mas tinha acabado por acontecer, com a noite louca que ela lhe tinha dado e o concerto, ele estava demasiado cansado para sair do conforto daquela cama e daqueles braços. Mas estava a gostar daquela sensação, sentia-se bem em tê-la nos braços e em protegê-la, embora não tivessem nada um com o outro para além de uma amizade muito forte e bastante colorida, fazia sentido dormir ali com ela nos braços. Colocou o seu braço direito em volta do corpo de Carol e adormeceu. Ficaram envoltos um no outro.

Tom foi o primeiro a acordar, estava ainda na mesma posição em que tinha adormecido, abraçado a Carol que dormitava no seu ombro. Não conteve a sua vontade e abraçou-a com força, fazendo com que ela acordasse. Carol levantou a cabeça e ao vê-lo sorrir para ela, deixou a sua cabeça cair no tronco nu de Tom rindo-se.

- Bom dia – disse ele numa voz ensonada mas carinhosa.

Carol levantou a cabeça, fitou-o nos olhos e dando-lhe um beijo nos lábios disse:

- Bom dia Tom!

Ficaram um bocadinho ali deitados a curtir a preguiça e o outro. Até Tom declarar que estava cheio de fome. Carol levantou-se, vestiu a grande t-shirt de Tom que se encontrava no chão do corredor e foi até à cozinha arranjar um pequeno-almoço para os dois. Levou-o até Tom, até à cama e juntos comeram e desfrutaram da companhia um do outro.
Carol ligou a televisão que tinha no quarto e juntos ficaram enroscados a ver televisão grande parte da tarde, até serem incomodados por um telefonema inesperado.
O telefone de Tom tocou. Tom levantou-se para atendê-lo. Foi dar com ele no bolso das calças que estavam no chão do quarto de Carol.

- Estou – atendeu ele.
- Então Tom? Não dormiste em casa, não disseste mais nada. Já viste que horas são? – disse um Bill preocupado do outro lado do telefone.
- Não. Que horas são? – perguntou Tom
- Já são quase 7h. Deixei-te imensas mensagens no voice mail e nada, estava a ficar preocupado. O que é que andas a fazer? – perguntou Bill
- Nada! – disse Tom
- Nada? Fogo…são 7h da tarde, tu não puseste os pés em casa e não estás a fazer nada? – disse Bill não acreditando no irmão
- Desculpa Bill, não me lembrei de te dizer nada ontem à noite! – disse Tom pensando na preocupação que o irmão devia estar a ter.
- Já reparei! Nem hoje de manhã, nem hoje à tarde! Estive quase para telefonar à mãe! – disse Bill meio chateado
- Fogo…não é preciso tanto! Mas aconteceu alguma coisa? – perguntou Tom intrigado.
- Aconteceu! Tu não davas noticias, o Tobi não sabia onde andavas e estava tudo preocupado contigo e a tua segurança – disse Bill
- Eh pá… desculpa! Não foi de propósito, perdi a noção do tempo! Eu já vou para casa – disse Tom colocando a mão livre que tinha na cabeça.
- Ok! – disse Bill
- Desculpa Billlllll! – disse Tom ainda a pensar que devia ter dito alguma coisa ao irmão e desligou.

Olhou para Carol deitada na cama e juntou-se a ela. Agarrou-a entre os braços:

- Fazes-me perder a noção do tempo. Sabes que horas são?
- Não
– disse ela sentindo-se bem entre aqueles braços fortes
- Já são 7h da tarde! – disse ele rindo
- A sério? – perguntou Carol a rir
- Ah pois é! Tenho de me por a andar. O Bill está furioso por eu não lhe dar notícias desde ontem à noite, já ia ligar à nossa mãe e tudo – disse ele a rir-se
- A sério? Ainda pensaram que tinhas sido raptado – disse ela
- E fui. Por ti! – Disse Tom beijando os lábios carnudos de Carol – Tenho que ir. Importas-te que tome um duche rápido?
- Importo! – disse ela provocando-o – Há uma regra cá em casa que diz que só se pode tomar banho se for na companhia da dona da casa – disse ela mordendo o seu lábio inferior.
- Parece-me perfeito! Adoro essas regras que tu inventas… – disse ele levantando-se e puxando Carol para a levar para debaixo do duche.
- Eu? Inventar regras? Não tenho nada a ver com isso… – disse ela deixando-se levar e pondo um ar ofendida.

Tomaram banho, lavando-se um ao outro sensualmente, o som da água a cair fazia Carol lembrar-se daquele sonho que tinha tido em que ela e Tom estavam nas cascatas no meio do nada, e sentiu-se impulsionada para o ter ali mesmo. Tom gostou da ideia e não disse que não às suas investidas.

Saiu de casa de Carol, e ia pôr o carro a trabalhar quando ouviu o toque de mensagem. Puxou do telemóvel para ver quem era.

De: Carol
Adorei!

Tom sorriu e respondeu:

Para: Carol
Somos 2!

Pôs o carro a funcionar e recebeu outra mensagem logo de seguida, pegou novamente no telemóvel. Nova mensagem.

De: Bill
Convida a Carol a vir jantar cá a casa amanhã. Ela parece ser fixe!

Será que o irmão tinha percebido que a razão da ausência dele naquela noite, manhã e tarde tinha sido ela? De certeza que sim, o irmão conhecia-o melhor que ninguém!

Para: Carol
O meu irmão pergunta se queres vir jantar lá a casa amanhã?

Não tardou a receber uma resposta.

De: Carol
Claro! Conta comigo!

Mandou logo mensagem ao irmão

Para: Bill
Ela vai!

E arrancou.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qua Nov 26, 2008 6:53 pm

22º Capitulo king


Estava nervosa (ok nervosa era pouco) estava nervosíssima! Ia pela primeira vez a casa de Tom, e a convite do seu irmão que mal conhecia. Tinha de estar no seu melhor. Convidou Nat para passar o dia nas compras, tinha de comprar um vestido que lhe ficasse a matar para impressionar os irmãos Kaulitz. E encontrou o vestido perfeito, era todo preto de atar ao pescoço com decote em v, e até aos joelhos, simples, sem nada de especial, os acessórios é que a iam fazer brilhar.

Tinha combinado ir ter a casa deles às 20h. Lembrava-se bem daquele prédio amarelo no fim da rua. Tocou à campainha do 7º andar (o último do prédio e único no piso) e o trinco abriu, subiu de elevador. Tocou à porta e esperou um pouco até que Tom a abrisse com um sorriso na cara. Beijou aqueles lábios doces e metalizados ao ser convidada para entrar por Tom.
Tom apressou-se a apresentar-lhe a casa, era incrível! Um duplex bem decorado, minimalista, tinham uma parede colorida em todas as divisões da casa. No primeiro piso tinham a sala, cozinha, sala de jogos, sala de música, uma casa de banho e uma varanda enorme. No segundo piso tinham os quartos deles e dois quartos de visita com casa de banho, um escritório e um terraço com jacuzzi.

Ao entrar na cozinha deram de caras com Bill, que cozinhava ao mesmo tempo ia ouvindo mp3 e cantarolava. Nem deu por Carol chegar. Mas ao sentir a presença de alguém na cozinha, virou-se para trás.

- Ah, já chegaste! Desculpa, estava a ouvir música nem reparei - disse ele retirando os phones dos ouvidos, e dando-lhe dois beijinhos acrescentou – estás muito bonita.

Carol sentiu-se corar. Tom não tinha reparado no vestido dela, ou se tinha reparado não tinha dito nada, provavelmente teria pensado que era mais fácil de tirar que umas calças.

- Obrigada!

Carol olhava para Bill intrigada. Sabia que havia algo nele diferente do dia do concerto. Nem parecia a mesma pessoa. Só passado um tempo é que reparou que era o cabelo de Bill, estava escorrido para baixo. Ficava tão diferente.

- Então maninho, conta lá qual vai ser a especialidade? – perguntou Tom
- Konigsberger Klopse – disse Bill com um grande sorriso na cara – Nunca fiz, mas é um dos meus pratos preferidos…
- Ok, nós depois encomendamos uma pizza! – disse Tom gozando o irmão
- É melhor do que a comida que tu fazes de certeza… - disse Bill
- Então Bill? Já me vais começar a envergonhar à frente da Carol? – perguntou Tom
- Desculpa Carol, mas é verdade, ele não tem jeitinho nenhum para a cozinha, já para não falar da preguiça que tem para se levantar e fazer seja o que for. Até ligar para as pizzas lhe custa… - disse Bill olhando para Carol.
- Já reparei! – disse Carol a rir e sentindo-se nitidamente atacada pelos olhos de Bill. Que intensidade, parecia que lhe liam a alma!
- Então? Agora está tudo a conspirar contra mim? – disse Tom fazendo-se de vitima.

Tom olhou para o irmão e Bill percebeu que era melhor estar calado.

- Se quiseres pousar as tuas coisas, está à vontade! – disse Bill a Carol, já que Tom não lhe tinha dito nada.

Carol agradeceu e foi até à sala pousar a sua mala e casaco, enquanto isso os irmãos ficaram na cozinha. Tom continuava a olhar Bill.

- O que é que foi? – perguntou Bill
- Podias não me envergonhar à frente da miúda se faz favor? – perguntou Tom
- Era uma brincadeira! – disse Bill
- Eu sei, mas ela pode não saber!
- Achas que sim? Estás assim com tanto medo que ela te deixe quando descobrir que és um preguiçoso?
– perguntou Bill
- Deixar? Estás a gozar comigo? Eu não tenho nada com ela… – disse Tom incrédulo pelo irmão pensar que eles pudessem ser alguma coisa mais que amigos.
- Tom… – disse Bill num tom que denotava um “Não gozes comigo!”
- Somos só amigos! – disse Tom como se fosse a coisa mais lógica do mundo
- Tom… - disse Bill no mesmo tom
- A sério? Não temos mesmo nada um com o outro! Achas que eu me ia interessar por uma miúda? E as outras todas? Quem é que dava conta delas? Não eras tu de certeza… – disse Tom a rir – Naaaa maninho, tenho muito que viver, não me prendo a ninguém. Já devias saber disso!
- Está bem…tu é que sabes!
– disse Bill não convencido.

O jantar correu bem, os irmãos não paravam de dizer piadas e picarem-se um ao outro, Carol rira o jantar todo. As Konigsberger Klopse (almôndegas) estavam óptimas, embora Bill dissesse que podiam ser melhores. O vinho também era dos melhores que ela já tinha provado, talvez por isso tivessem bebido todos um bocadinho demais. Duas garrafas pelos três! No fim do jantar, Bill e Carol foram pondo a loiça na máquina, já que Tom dizia estar muito cheio para se mexer e Bill não tinha conseguido convencer Carol a ficar sentada na sala enquanto ele passava a loiça por água e a colocava na máquina.
Carol observava Bill, era tão diferente de Tom, mais calmo e cordial, atento aos pormenores. Tinha uma maneira de olhar incrível, fazia com que as pessoas se sentissem as únicas mesmo que estivesse numa sala cheia de gente, era um olhar fulminante que parecia atacar os seus pensamentos. Tom era diferente, abstraído, gostava sempre de ir deitando um olho ao que se passava à sua volta, só se sentia única com ele nos momentos em que lhe dava o que ele queria.
Bill observava atentamente Carol pelo canto do olho, era uma rapariga normal, não era nenhuma bomba, nem modelo, era uma rapariga como outra qualquer, mas muito simpática, empenhada, simples e espontânea. Tinha reparado nas suas mãos e olhos. Para Bill as mãos e os olhos eram a primeira coisa que reparava numa rapariga e Carol tinha umas mãos bonitas e cuidadas, e uns olhos castanhos grandes e transparentes, acreditava que ela não conseguiria esconder nada através da expressão dos seus olhos, eram límpidos.
O vinho tinha-os deixado um pouco inebriados e encalorados, Bill tirou o casaco deixando a descoberto a tatuagem que exibia no braço esquerdo.

- É linda! - disse Carol espantada
- O quê? – disse Bill sem perceber do que ela falava
- A tatuagem! Posso? – pediu Carol aproximando-se dele para lhe pegar no braço.
- Claro! – disse Bill com um sorriso na cara.
- O que significa o 89? – perguntou ela
- Foi o ano em que eu e o Tom nascemos – disse Bill

Carol relembrou-se que eles era mais novos que ela…."89!” Pensou Carol “Sou tão velha!”

- É mesmo linda. Geralmente não gosto de tatuagens assim tão grandes mas esta é uma obra de arte! – disse Carol encantada com o traço da tatuagem.
- Obrigado. Também gosto muito dela. É muito especial! – disse Bill

Bill e Carol foram para a sala ter com Tom e encontraram um Tom adormecido no sofá da sala com o comando na mão.

- Se calhar e melhor ir embora, ele está mesmo cansado! – disse Carol olhando para Tom deitado no sofá
- Ainda é cedo! Não precisas de ir. Queres jogar uma partida de snooker? – perguntou Bill
- Pode ser – disse ela

Bill e Carol foram até à sala de jogos e ali se entretiveram a jogar snooker. Carol (para espanto dos dois) ganhou o primeiro jogo. “Sorte de principiante!” pensou ela, mas no segundo, Bill ganhou claramente. Estavam entretidos a falar e a jogar quando entrou Tom na sala.

- Então? O que é que se faz aqui?
- Joga-se
– disse Bill - Queres jogar? – perguntou ele ao irmão
- Não, estou cheio de sonho! Estava a pensar se a Sra Arquitecta não queria espreitar a decoração do meu quarto. Podia dar-me uns conselhos… - disse ele encostando-se à porta de entrada em posição sexy.

Carol olhou para Bill, afinal de contas estava a jogar com ele.

- Vai! Para a próxima desempatamos… – disse Bill

Carol foi até Tom e ele pegou-lhe na mão e levou-a até ao seu quarto. A decoração? Nem vê-la…
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qua Nov 26, 2008 6:55 pm

23º Capitulo Suspect


Tinham passado 2 semanas desde a noite em que Carol tinha sido convidada a jantar em casa dos irmãos Kaulitz. Desde essa altura, tinha-se tornado visita frequente na casa de Tom, tinha-se tornado amiga de Bill e do resto da banda, bem como do seu melhor amigo e sempre inseparável Andreas.

Tinham combinado sair todos para a discoteca onde Carol e Tom se tinham conhecido, era um sítio pacífico e reservado, e tinha salas VIPs grandes, onde eles podiam estar resguardados sem se preocuparem com fãs ou papparazzis disfarçados. Carol sentia-se mal por ser a única rapariga no meio de tantos rapazes, e depressa convidou Natalie para lhe fazer companhia. Ao pé dela iria com certeza divertir-se imenso, já que os rapazes não deviam poder ir para a pista de dança e tinham de ficar limitados à sua sala privada, e Carol gostava de dançar e passear-se pela discoteca, Nat fazia-lhe companhia como sempre.
Elas já conheciam os porteiros (costumavam ir lá o ano inteiro quando estavam em aulas) e entraram sem problemas sem pagar. Eles entraram pouco depois, e foram imediatamente direccionados para uma das salas VIPs que ficava no 1º piso da discoteca e tinha uma vista fabulosa para a pista de dança e dois dos bares. As raparigas foram lá ter pouco tempo depois. Estiveram lá a conversar, beber e ouvir música durante um tempo, até que (como de costume) quiseram ir dançar um pouco, convidaram os rapazes, mas como era de esperar eles não aceitaram o convite, não se queriam expor.
Carol e Nat desceram e foram directas ao bar buscar uma bebida, estavam divertidas e animadas, era a primeira vez que iam sair com os rapazes. Seguiram caminho para a pista de dança onde dançavam ao som de boa música House. Estavam tão dentro da música e na simbiose dela com os seus corpos que por momentos esqueceram o mundo que as rodeava, até uma bomba lhes cair em cima e fazê-las voltar ao planeta Terra.

Tom observava-a da sala VIP, nunca a tinha visto assim, tão solta, por momentos desejou poder estar lá em baixo a dançar com ela, a sentir todos os movimentos do seu corpo ao som daquela música compassada. Foi então que o viu. Era um rapaz alto, moreno e de olhos claros, tinha um corpo esculpido, parecia modelo, ombros largos e peito musculado, chamou Bill para ao pé de si ao instintivamente pressentir que algo estava errado naquele rapaz ou nas suas intenções para com Carol. No 1º piso, presenciavam chocados, os dois irmãos, a aproximação do rapaz até Carol. Ele pegava-a pela cintura, roçava-se nela sedutoramente como num ritual de acasalamento, e ela não fazia nada. Estava ali especada, não parecia repeli-lo nem estimulá-lo, estava apenas a deixar-se conduzir.

- Estás a ver aquilo? – disse Tom indignado
- Sim…porque é que ela não faz nada? – perguntou Bill – deve-o conhecer!

O rapaz continuava a pegar na mão de Carol e a abanar-se de um lado para o outro abraçando-a ocasionalmente como se estivesse num baile. Tom foi deixando passar, até que não aguentou mais e disse:

- Vou lá abaixo!

E antes de ouvir o que o seu gémeo tinha para dizer, saiu disparado com uma fúria que desconhecia e foi directo ao sítio onde Carol e Nat estavam, e pôs-se ao lado de Nat de braços cruzados a olhar para Carol e o rapaz a dançarem. Nat olhava para Tom e para a amiga sem saber o que fazer.
Quando Carol reparou que Tom estava ali, afastou o rapaz que num tom bêbado e meio desequilibrado lhe disse:

- Queres ir dar uma voltinha? – e piscou o olho a Carol

Carol olhou para Tom que impávido e sereno se mantinha ao lado de Nat sem dizer nem fazer nada, só assistia aquela cena triste.

- Não, hoje não! Fica para a próxima… – e virava a cara para não levar com o bafo alcoolizado do rapaz.
- Oh vá lá… Da outra vez foi tão bom! – suplicava o rapaz.
- Sim, sim…mas hoje não dá. – dizia Carol a ver se despachava o rapaz
- Já não te via desde aquele dia, desapareces-te depois! Fiquei com saudades tuas, anda lá dar uma voltinha. Vamos matar as saudades deste último mês…Prometo que não te desaponto… - dizia ele bêbado

Tom ficou boquiaberto ao ouvir aquelas duas palavras juntas “Último mês!” pensou ele. Ela tinha andado a meter-se com outros gajos enquanto ele tinha andado na tour. E ainda por cima aquele monte de músculos sem cérebro que só queria comê-la e despachar o servicinho, e ela ainda tinha coragem de se queixar dele e chamá-lo playboy! Ela era ainda pior. Tom resolveu intervir. Pôs a mão em cima do ombro do rapaz e disse-lhe:

- Não ouviste o que ela disse? Fica para a próxima! Não te preocupes que ninguém ta rouba! – disse ele num tom depreciativo

Carol ficou sem saber o que fazer ou dizer. Tom tinha estado o tempo todo a assistir aquela cena e agora falava com o rapaz de um modo horrível, como se ela fosse um objecto que estava ali à disposição de qualquer um deles. Não estava a gostar. Tom puxou-a pelo braço e encaminhou-se para a zona VIP arrastando-a com ele!

- Houve lá, que cena foi aquela? Tu foste para a cama com aquele merdas enquanto eu estava fora? – perguntou Tom irritado
- Se quiseres chamar cama a um cubículo da casa de banho! – disse ela sentindo-se enraivecida por ele lhe pedir explicações quando ele tinha dormido com meio mundo durante a tour.
- Tu comeste aquele gajo num cubículo da casa de banho? – perguntou ele incrédulo. E ao não receber nenhuma resposta, acrescentou – Gostaste?
- Desculpa? – ela não acreditava que ele lhe estava a perguntar se ela tinha gostado de estar com outro rapaz, sabia que não tinham nenhum compromisso mas daí a chegarem aquele ponto…
- Se gostaste? – repetiu ele enraivecido
- Não! Não gostei! – gritou ela deixando uma lágrima correr pela cara
- Então és estúpida! – disse ele e ao vê-la olhá-lo com uma cara de espanto acrescentou – Se comeste o gajo e não tiveste prazer é porque és estúpida! Podias ter aproveitado para comer um gajo decente que te desse aquilo que procuravas.
- Tom… estás a gozar comigo? – dizia ela no meio de lágrimas e soluços, aquelas palavras pareciam flechas a acertarem-lhe no coração
- Não! Se querias bom sexo devias ter escolhido melhor! – disse ele pondo uma cara fria.

Carol não aguentou e saiu disparada da sala VIP em direcção à casa de banho, estava destroçada, como é que ele tinha coragem de lhe dizer aquelas coisas depois de ele próprio lhe ter confessado que tinha estado com outras pessoas durante a tour, depois de ele lhe ter dito que não tinham nada um com o outro, e que sexo era sexo, não significava nada! Que raio de insensibilidade e de coração de pedra vivia naquele rapaz?

Tom sentia-se com uma ira incontrolável, sabia que não tinha nada com ela, que não era dono dela, da sua cabeça nem do seu corpo. Mas fogo, se o ia trocar ou substituir por alguém que fosse com alguém de jeito e não um playboy com um monte de músculos que era tudo aquilo que ela dizia não gostar.
Olhou-a enquanto desaparecia para a casa de banho.
Bill aproximou-se do irmão. Não precisava que ele dissesse nada, sentia o irmão triste e magoado, queria-o ouvir e estar com ele para que se sentisse melhor.

- Calma Tom… vais ver que não é nada daquilo que pensas… – disse Bill consolando o irmão
- Ela andou metida com aquele gajo enquanto nós estávamos em tour! – disse Tom alterado
- E tu? Andaste metido com quantas raparigas Tom? Uma em cada cidade, não percebo o porquê dessa birra toda se tu és sempre o primeiro a dizer que não tens nada com ela! – disse Bill fazendo o irmão ver que estava a ser irracional na maneira de pensar.
- Olha-me aquele merdas?!? – disse Tom apontando para o rapaz musculado que estava sorrateiramente a entrar para a casa de banho onde Carol tinha entrado a chorar à segundos atrás.

(to be continued)
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qua Nov 26, 2008 6:56 pm

24º Capitulo Mad



- Olha-me aquele merdas?!? – disse Tom apontando para o rapaz musculado que estava sorrateiramente a entrar para a casa de banho onde Carol tinha entrado a chorar à segundos atrás



- Não vais fazer nada? – perguntou Bill incrédulo
- Pelos vistos ela gosta de casas de banho… Pode ser que desta vez se divirta mais! Estou-me a cagar. Ela que faça o que quiser – disse Tom fingindo-se indiferente - Eu não vou estragar a minha noite por causa de uma rapariga!

Tom afastou-se de Bill e foi buscar um copo à mesa, bebeu de um trago só o seu conteúdo (vodka Redbull) e mentalizou-se que se ia divertir naquela noite. Se ela queria comer o outro gajo que o comesse, ele não ia ficar ali a fazer figura de parvo.
Natalie veio ter com ele ao vê-lo assim alterado.

- Tom, percebeste tudo mal. Ela não gosta, nem quer nada com ele! – disse Nat olhando para ele com um ar triste ao ver o estado em que a amiga tinha saído a correr e o estado em que ele estava, enraivecido, irreconhecível , para quem dizia que ela não era nada a não ser amiga estava-se a comportar como um perfeito anormal.
- Não tenho nada a ver com isso! Eu não tenho nada com ela! – disse ele mostrando-se indiferente.
- Não sejas assim, sabes muito bem que gostas dela e que vocês têm uma relação, chamem-na do que quiserem chamar: amizade colorida, namoro, curte, whatever. Devias ir falar com ela, ouve o que ela te tem a dizer – disse Nat
- Para quê? Ouve Nat, nós não temos nenhum compromisso, ela é livre de fazer o que quer – disse Tom fingindo-se muito liberal
- Tu sabes que isso não é verdade – Nat estava-se a conter para não lhe contar daquela noite horrível em que Carol recebera o telefonema de Tom, e se dera aquele monstro musculado sentindo-se vazia, usada e suja. Da noite que tinha passado em casa da amiga a consola-la porque ele andava a comer metade da Europa. Mas não podia, a amiga confiara nela e ela não podia quebrar a sua confiança. Eles os dois é que tinham de falar e resolver as coisas entre si.
- É sim! Se ela vive num mundo imaginário em que na sua cabeça é minha namorada é porque o criou sozinha, eu nunca em tempo algum lhe disse que queria nada com ela – disse Tom friamente

Natalie não sabia o que dizer, já tinha percebido que ele estava de cabeça quente e que o melhor era deixá-lo a disparatar sozinho. Tinha que ver como a amiga estava. Virou costas a Tom, mas sentiu-o puxá-la pela cintura até ficar colada ao corpo dele sentindo o seu bafo a álcool.

- O que é que tu pensas que estás a fazer? – disse ela com um ar espantado
- Estava a pensar que podíamos aproveitar esta noite para nos conhecermos melhor – disse ele humedecendo os seus lábios.

Nat não acreditava naquilo que tinha acabado de ouvir. Ele tinha deixado a melhor amiga dela de rastos, discutido com ela e mesmo assim ainda tinha coragem para lhe fazer propostas indecentes. Natalie soltou-se dos braços de Tom.

- Queixas-te dela mas és 1000 vezes pior! – virou-lhe costas e desapareceu por entre a discoteca.

Foi a correr até à casa de banho onde tinha visto a amiga entrar, mas ao chegar lá encontrou uma casa de banho vazia. Procurou-a em todo o lado, bares, pista, na parte ao ar livre da discoteca, mas nada. Tinha desaparecido. Pegou imediatamente no telemóvel e tentou telefonar-lhe mas tinha o telemóvel desligado. Não sabia o que fazer, tinha de falar com a amiga. Foi até à zona VIP, precisava de ajuda para a encontrar. Já sabia que não podia contar com Tom, estava visivelmente irreconhecível a beber como se o mundo acabasse no dia seguinte. Pediu ajuda a Andreas (Carol sempre lhe dissera que era o melhor amigo dos gémeos e o que tinha mais cabeça no meio daqueles três), sentiu-se à vontade para ir ter com ele e contar-lhe que não sabia dela e que o seu telemóvel estava desligado. Prontamente ele ofereceu-se para a ajudar a procurar. Juntos saíram da discoteca e foram até ao apartamento de Carol, onde tocaram incessantemente à campainha sem resultado. Ela não estava em casa. Ficou preocupada, a amiga nunca tinha feito nada assim. Não teve outro remédio senão aceitar boleia de Andreas para casa. Deixou uma mensagem no voice mail de Carol a pedir que lhe ligasse ou desse um toque assim que pudesse que estava preocupada e queria muito falar com ela.


Mad Mad Mad Mad Mad Mad Mad Mad Mad


Estava na casa de banho. Olhava-se ao espelho e sentia-se a pior pessoa à face da Terra. Como é que ele era capaz de lhe fazer uma cena daquelas. Ela já se sentia mal com o que se tinha passado, não precisava de sermões de playboyzinho que se metia com todas. Mas ele tinha razão, ela era estúpida por se ter deixado levar na memória e sede de vingança dele quando tinha estado com o outro. Nem sabia o nome dele, não lhe interessava na altura. Quão baixo se podia descer? Sentia-se uma puta, um objecto de usar e deitar fora, tudo aquilo que ela detestava e lhe enojava nos outros.
Passava a cara por água, quando viu uma figura atrás de si, encostada a um dos cubículos da casa de banho. Era ele, estava com uma mão a abrir uma porta dos cubículos e a fazer-lhe olhinhos convidando-a por gestos a entrar naquele espaço que outrora a tinha despedaçado. Será que já não tinha passado pelo suficiente naquela noite? Ainda tinha que aturar aquela besta. Se arrependimento matasse, ela estava morta e enterrada.

- Anda… - disse ele num ar sedutor, convidando-a a entrar no cubículo, agora sim por palavras a acompanhar os gestos.
- Já te tinha dito que não… – disse ela limpando a cara a um papel
- Vá lá, não te faças de difícil – disse ele aproximando-se dela e pegando-lhe no braço direito – da outra vez foi tão fácil – e apertou com força o braço que prendia nas suas mãos.
- Larga-me! – gritou ela, sentindo-se assustada, na esperança que alguém ouvisse.
- Gostas de gritar? Eu posso-te fazer gritar bem alto se quiseres…– disse ele com um ar asqueroso, dobrando-lhe o braço que segurava, para trás das costas de Carol e encostando-a contra a parede da casa de banho.
- Larga-me, já disse! – gritou ela contendo as lágrimas.

A porta abriu-se cuidadosamente, não sabia o que ia encontrar dentro daquela casa de banho, mas tinha a certeza que não ia ser nada que lhe ia agradar. Não foi preciso procurar muito para ver aquela cena. Carol estava a ser esmagada contra a parede pelo merdas, e ele prendia-lhe o braço atrás das costas dominando-a pela dor.
Sabia que contra ele não teria qualquer tipo de hipóteses, o seu corpo magro seria imediatamente esmagado contra uma parede também, e depois não havia Carol, nem ele. Bill pôs a sua cabeça a funcionar e saiu da casa de banho, usou o seu charme de vocalista dos Tokio Hotel e pediu a um grupo de raparigas que entrassem na casa de banho de rompante, elas não resistiram e assim o fizeram, ele entrou no fim do grupo de 10 raparigas que invadiram a casa de banho adentro num abrir e fechar de olhos. O merdas sentiu-se intimidado, não podia fazer o que queria com tanta rapariga histérica na casa de banho. Largou Carol e saiu da casa de banho, provavelmente a pensar na próxima vítima que iria arranjar
Bill agradeceu às raparigas, deu-lhes um autógrafo e um beijinho a cada e esperou que elas saíssem.
Carol estava no chão da casa de banho, encostada a um canto a chorar compulsivamente. Bill aproximou-se dela, baixou-se e deu-lhe um abraço sentido, ela agarrou-se ao ombro dele e de um modo descontrolado deixou sair todas as lágrimas que tinha guardado após aquele momento terrífico. Bill sentou-se no chão abraçado a ela, ainda estava atemorizado com a cena que tinha acabado de assistir, se ele não tivesse chegado naquele momento sabia onde as coisas iam parar…

- Quero ir embora! Tira-me daqui… – disse Carol no meio de uns soluços
- Anda, eu levo-te para casa! – disse ele levantando-se e puxando-a para cima
- Eu não quero ir para casa… – disse ela deixando uma lágrima escorrer cara abaixo.
- Ok, vamos aonde quiseres ir… – disse ele limpando-lhe as lágrimas que lhe inundavam o rosto
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Ter Dez 02, 2008 5:32 am

HaLLoOoOooOoo Wink

I'm back....
A viagem correu MUITO bem.... aconcelho vivamente a todas uma visitinha à terra dos nossos meninos pk vale mesmo a pena...é lindooooooooooooooooooooooo (muito frio também....mesmo muito frio!!!) mas tudo vale a pena.... (quando a alma não é pekena, right? Wink ) Anyway.... vi os nossos meninos 2x....assim a 1metrinho de distância e JaZuZzz.... haja maiores perfeições à face da Terra..... as fotos n fazem juz à beleza deles... eles são incrivelmente mais bonitos e perfeitinhos ao vivo Wink

* * * KiSsEs & Como ProMetiDo... 4 capitulos * * *




25º Capitulo No



Estava sentada num sítio recatado ao lado do rio que atravessava a cidade. A seu lado estava Bill, que sabendo que ela vivenciava um misto de emoções, deixou-se ficar em silêncio. Carol olhava para o horizonte a pensar na noite que estava a ter e no que deveria fazer a partir dali para a frente. Fitava os olhos no rio que passava à sua frente, mas no fundo não o via, estava abstraída no tempo e espaço. Na sua cabeça um turbilhão de ideias assaltavam o seu pensamento. Lágrimas caíam pela sua face abaixo sem que o seu corpo tivesse qualquer reacção. Estava apática, com uma tristeza profunda.
Assim ficaram cerca de 1 hora, sem nenhum dos dois trocar sequer uma palavra. Bill não estava ali para falar, sabia que estar ao pé dela era um sinal de força naquele momento difícil, a força que ela precisava. Não a podia deixar sozinha depois de ter visto aquela cena na casa de banho. Interrogava-se de como seria possível alguém ter tanta maldade em si, ao ponto de querer fazer mal a uma rapariga! Ainda por cima uma rapariga como ela! Simpática, atraente, divertida…não percebia.

- Desculpa ter-te feito vir para aqui! – disse Carol quebrando o silêncio.
- Não tens nada que pedir desculpas. Até foi bom! Acho que depois da noite de hoje não me ia conseguir enfiar em casa como se não tivesse acontecido nada – disse Bill

Fez uma pausa

- Não percebo o teu irmão… – disse Carol após a pausa
- Eu acho que nem ele se percebe bem às vezes – disse Bill
- Ele disse-me que se tinha envolvido com outras raparigas, e que não queria nada comigo. E depois à primeira oportunidade que tem, fala comigo como se fosse o maior santo à face da Terra e eu a maior pecadora – disse Carol virando-se para Bill e sentando-se de pernas cruzadas na sua direcção.
- Ele sentiu-se traído. Estava magoado e de cabeça quente, disse coisas que não queria dizer. Não leves tão a sério aquilo que ouviste da boca dele esta noite. Tens de falar com ele amanhã, quando as coisas acalmarem, e vais ver que esclarecem tudo – disse Bill virando-se para Carol e colocando a mão direita sobre as mãos de Carol que se encontravam pousadas nas suas pernas cruzadas.
- Não sei se quero... Ele não tem direito de me mandar à cara aquelas coisas, devia olhar para ele primeiro antes de falar de mim – disse Carol olhando para o rio
- Ele não fez por mal, foi do momento… – disse Bill justificando o irmão
- Isso porque não viste a maneira como ele me tratou. Como se fosse um objecto que estava à disposição de qualquer um que aparecesse à minha frente. Fez-me sentir uma autêntica pega - disse Carol sentindo os seus olhos a ficarem molhados.
- Vocês têm que esclarecer esta confusão toda. Eu acho….mas é só a minha opinião, que ele fez isto tudo num ataque de ciúmes, porque ficou com medo de te perder – disse Bill
- Quais ciúmes! Ele quer é ter tudo o que é gaja a arrastar-se aos pés dele. Eu não posso olhar para ninguém, mas ele pode andar com meio mundo! – disse Carol indignada.

Bill sabia que de certa forma ela tinha razão. Tom era assim, gostava de ter uma plateia feminina aos seus pés a babarem-se para ele, gostava de poder escolher e eleger a sua “vítima” da noite, mas não aceitava que nenhuma rapariga fosse assim com ele. Tinha de fazer valer o seu orgulho. Mas desta vez saiu-se mal, Carol não era uma rapariga qualquer, tinha-lhe pagado na mesma moeda, e ele tinha ficado sem troco, sem palavras, ficou irracional e soltou a fera que havia em si. Bastante primário é verdade, mas sabia que era do momento, uma vez que ele pensasse nas coisas horríveis que tinha dito a Carol ia aperceber-se que lhe devia um pedido de desculpas.

- Acabei por nem te agradecer a cena da casa de banho… - disse ela numa voz tímida
- Ohhh…não precisas de agradecer nada! Fiquei aterrado quando vi aquele merdas a ir atrás de ti. Cobarde, não sabe aceitar um não tem de recorrer à força! – disse Bill sentindo-se indignado com a lembrança de Carol subjugada com um braço atrás das costas contra uma parede.
- Ainda bem que o viste entrar na casa de banho. Mais um bocadinho e não sei o que era de mim… – disse Carol sentindo uma lágrima a escorrer-lhe cara abaixo.

Bill abraçou-a com força. Tinha um abraço parecido ao de Tom, mas sentia-se diferente nos braços de Bill. O abraço de Tom era forte, parecia querer sugar-lhe a energia, sentia-se protegida nos braços dele, já o de Bill era forte mas ao mesmo tempo leve, apaziguador, parecia que a acalmava por dentro, sentia-se bem nos braços dos dois, mas um excitava-a o outro acalmava-a. Completavam-se.

Estava bem nos braços de Bill, encostou a cabeça ao ombro dele e chorou, largou tudo o que tinha cravado no seu coração, a dor e o medo do que lhe podia ter acontecido. Bill limpou-lhe as lágrimas dos olhos e deu-lhe um beijo suave na testa. Sentindo-a mais serena, foi passando a mão pelos seus cabelos castanhos.
Carol começava a encontrar paz interior naqueles braços. Aos poucos e poucos foi-se deixando escorregar, até ficar com a sua cabeça no colo de Bill virada para o rio, ele continuava a fazer-lhe festas suaves na cabeça.
Carol observava uma folha vaguear em cima da água, parecia perdida. Sentia-se como aquela folha, perdida, com a direcção do vento a soprar para tantos caminhos sinuosos sem nunca lhe trazer nenhuma solução, nenhum porto seguro onde pudesse descansar.
Virou-se de barriga para cima e sabia que aquela imagem ia ficar gravada para sempre na sua cabeça, via Bill com um ar sério e atento a olhar em frente e por cima dele um céu com uma imensidão estrelada. Se tivesse uma máquina com ela guardaria aquela fotografia religiosamente, mas como não tinha, a sua memória ia tratar de registar aquele momento.

Bill olhou para baixo, para aquela cabeça que deitada no seu colo fitava-o com os olhos brilhantes. Eram incríveis, límpidos, transparentes, sabia que aqueles olhos não conseguiriam esconder nada dele nem de ninguém, eram sinceros, um espelho da alma dela. E naquele momento aqueles olhos diziam-lhe que estavam mais calmos e que estavam prontos para enfrentar o que viesse pela frente. Não conseguiu evitar em sorrir-lhe e sentiu-se feliz ao ver Carol retribuir-lhe o sorriso.

Carol levantou-se, sendo seguida por Bill. Estava na hora de descansar, teria um dia longo pela frente. Não gostava de deixar coisas mal resolvidas, se era para falar, dizia tudo o que tinha entalado na garganta, e Tom ia ter muito que ouvir, ela não ia deixar por menos, sentia-se revitalizada e cheia de forças para o defrontar, só precisava de uma boa noite de sono para se sentir pronta para entrar em acção.
Bill levou-a até casa.

- Queres subir um pouco? – perguntou ela cordialmente
- Não, obrigado! Já é tarde, e amanhã o dia vai ser longo. Aparece lá por casa para falares com o Tom. Vocês precisam mesmo de falar. Não vale a pena evitarem-se – disse Bill
- Eu sei. Tenho muita coisa que lhe gostava de dizer, e quanto mais rápido disser, mais depressa fico bem – disse Carol
- É esse o espírito da coisa – disse Bill com um sorriso na cara
- Mas não lhe digas que vou aparecer – disse ela
- Não te preocupes…eu não o deixo escapar – retorquiu Bill.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Ter Dez 02, 2008 5:33 am

26º Capitulo Sad



Nessa noite Bill entrou pé ante pé em casa sem fazer barulho, não queria ser apanhado por Tom. Parecia um adolescente a entrar à socapa em casa dos país, e foi bem sucedido. De facto Tom estava um pouco embriagado e tinha caído na cama como uma pedra. Bill dirigiu-se até ao seu quarto e deitou-se como estava, só tirou os sapatos. Sem dar por isso, acabou por adormecer em cima da própria colcha, com a cama feita. Ao fechar os olhos lembrou-se da cena da casa de banho. Teve medo por ela, podia ter-lhe acontecido algo se ele não tivesse entrado naquele momento.

Acordou com Tom a pôr música aos altos berros, Hip Hop alemão do mais agressivo e viral que pudesse existir, aquele Hip Hop que ele detestava. O som tornou-se mais forte quando Tom abriu a porta do seu quarto e entrou.

- Nem se meteu na cama… – disse Tom espantado
- Eh pá, és capaz de fazer menos barulho, estou a tentar dormir… – disse Bill colocando uma almofada em cima da cabeça para não ouvir a música nem Tom.

Tom ignorou o irmão e saltou para cima da cama dele.

- Olha lá Bill, onde é que tu andaste ontem quando eu precisava de ti? – perguntou Tom indignado

Bill levantou a almofada e espreitou a cara de Tom, não que fosse preciso, sabia perfeitamente o que ele estava a sentir naquele momento, a sua ligação de gémeos permitia saber o que ia na alma, coração e mente do irmão sem terem de falar um com o outro.

- A tentar emendar os teus estragos – disse Bill levantando as sobrancelhas
- Que estragos? Eu não fiz estragos nenhuns, mas podia ter feito se o Gustav e o Georg não me tivessem trazido para casa – disse Tom
- E a Carol? – perguntou Bill, sentando–se na cama frente a frente para Tom
- Eu sabia. Passaste a noite com ela, em vez de ajudares o teu próprio irmão! Não te reconheço Bill… – disse ele chateado
- Eu sabia que tu estavas bem entregue, mas também sabia que o merdas tinha ido atrás da Carol para a casa de banho, lembraste? – disse ele com um ar sério
- Ai o merdas, se o apanho à frente! O que é que o gajo fez? – perguntou Tom enfurecido
- Só tentou violá-la à força… – contou Bill
- Eu mato aquele gajo… - disse Tom passado
- Não matas ninguém. Por sorte eu cheguei a tempo e não aconteceu nada – disse Bill lembrando-se daquela cena horrenda.
- E como é que ela está? – perguntou Tom preocupado
- Agora não sei, mas ontem estava de rastos. Primeiro tu, depois aquele monte de merda. Estive com ela a acalmá-la e a fazer-lhe companhia. Já viste se ela tivesse saído sozinha da discoteca naquele estado? – chamou-lhe Bill a atenção.

Tom sabia que tinha exagerado. Por mais que muitas vezes tratasse as raparigas como lixo, usando e abusando do corpo delas sem qualquer interesse pela pessoa em si, na noite anterior tinha sido excessivo. Carol não era só uma rapariga com quem ele curtia de vez em quando, era também sua amiga, e as coisas que lhe tinha dito não se diziam a ninguém, muito menos aqueles que se consideram amigos. Tinha que falar com ela e pedir-lhe desculpas, mas sentia-se mal, tinha vergonha em ir ter com ela, ela nem o devia querer ver à frente. Tinha sido infantil, vingativo e no fundo ciumento, mas a verdade é que não queria partilhá-la com outras pessoas, ela era o seu porto seguro.
Sentia-se enraivecido e embrutecido por dentro, saber que ela tinha-se exposto a um cobarde daqueles, e que ele no momento em que ela mais precisava de si tinha-lhe virado as costas…deixava-o de mal com ele mesmo. E se ele tivesse ido à casa de banho? E se ele a tivesse ouvido em vez de explodir de raiva? E se ela nunca tivesse tido nada com aquela besta? Mas não havia nada a fazer. Ao menos o seu irmão tinha chegado a tempo de evitar uma tragédia pior.


Sad Sad Sad Sad Sad Sad Sad Sad Sad


O dia estava a decorrer normalmente, mas Tom e Bill estavam ambos estranhos, falavam menos. Estavam na sala, no sofá a fingir que viam um filme (na realidade não viam nada, pois as suas cabeças divagavam por outros lados) quando tocaram à campainha. Bill sabia quem era, levantou-se para atender e abriu logo a porta de cima, era assim que faziam quando Gustav, Georg ou Andreas iam lá a casa. Tom nem pensou que pudesse ser outra pessoa.

Respirou fundo, sabia que não ia para uma conversa fácil, mas sabia exactamente o que queria dizer e nada do que Tom dissesse a ia destituir de dizê-lo. A porta estava encostada, abriu-a e viu os dois rapazes refastelados no sofá com um ar de enterro. Assim que a viu Bill levantou-se do sofá, passou por ela, beijou-lhe ternamente a testa e seguiu caminho escadas a cima para a deixar a sós com Tom.

Tom só reparou nela quando ouviu o som da porta a fechar, geralmente os rapazes mandavam a porta, e ela tinha-a fechado gentilmente. Ficou em estado de choque, não contava vê-la tão cedo, ainda não sabia o que lhe iria dizer. No seu braço exibia um hematoma negro com o formato de uma mão, sabia que era a mão do merdas, tinha deixado marcas no corpo dela, naquele corpo que ele venerava. Queria matá-lo lentamente e de forma dolorosa!

- Olá Tom – disse ela
- Carol. O Bill já me contou tudo…eu não acredito que aquele monte de merda tocou em ti… – disse ele enervado e endireitando-se no sofá.
- Pois… não vim cá falar sobre isso – disse ela para ir directa ao assunto.
- Então? – perguntou ele como se não soubesse exactamente a razão pela qual ela estava à sua frente em pé com uma postura na defensiva e a tratá-lo com frieza e distância.
- Fiquei muito chateada contigo ontem Tom, aquilo que tu me disseste não se diz a ninguém, principalmente quando tu não és exemplo que se siga. – disse ela
- Des…- começou Tom a dizer, mas foi interrompido pela voz de Carol que falava mais alto e sobrepunha-se à dele.
- Trataste-me como um objecto, e eu não sou nenhum objecto Tom, pensei que me tivesses em maior consideração. À uns meses atrás eu disse-te que caso arranjasses alguém na tour eu faria o mesmo. Foi o que fiz. E sabes o que descobri nessa noite? Que não sou como tu, que não consigo tratar o meu corpo com a indiferença que tratas o teu, senti-me vazia e perdida sem perceber como eras capaz de te dar a pessoas que nem conheces… – disse ela sem parar, nada a ia evitar de dizer aquilo que tinha entalado na garganta.
- Carol, descul… - Começou Tom
- Deixa-me acabar! – disse Carol que continuava estática em pé a olhar para ele - Mas percebi uma coisa, que não tinha de ficar chateada contigo porque afinal de contas não temos nada um com o outro e o que tínhamos acabou por aqui – Ok! Estava dito! – A partir de agora e para evitar a cena de ontem, é melhor não estarmos juntos mais vezes, a não ser que estejamos com os outros.

Tom estava sem reacção, sabia que a tinha magoado, sabia que ia ser difícil para ela o desculpar, mas não tinha pensado na possibilidade de ficar sem Carol. Não queria ficar sem ela, não estava preparado para isso, ele dependia daquele corpo que tanto prazer lhe dava, ele não queria deixar de depender dele, mas tinha de aceitar a decisão dela, estava no seu direito, além disso ele não queria qualquer compromisso ou envolvimento amoroso com ninguém, queria ser livre e desimpedido, e se este era o preço a pagar para voltar ao velho Tom, estava disposto a pagá-lo. Não se tinha sentido bem na noite anterior com o ciúme e a raiva, não era feito para aquilo, não era material para namoro, e a relação com ela estava a ficar demasiadamente próxima e perigosa para o seu gosto, talvez fosse melhor com o tempo afastar-se dela para não deixar o coração falar mais alto que o seu ser carnal.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Ter Dez 02, 2008 5:34 am

27º Capitulo No


Tinha passado uma semana desde aquela noite. Nada tinha voltado ao normal.
Carol fechava-se em casa mais que o habitual, não tinha vontade de sair nem de ver gente, queria estar sozinha embrenhada nos seus pensamentos. Pensava em Tom todos os dias, mas sabia que com o tempo o seu pensamento ia-se dissipar, sentia-se de ressaca de uma paixão, sem razões para tal visto que eles sempre tinham deixado bem claro a inexistência de qualquer relacionamento entre os dois, mas ela não mandava nos seus sentimentos e não conseguia evitar ter saudades dele e de tudo o que faziam juntos, sim… era mais sexo que outra coisa, mas era sexo do bom, daquele que se descobre uma vez na vida e a seguir se fica o resto da vida a chorar por ninguém lhe chegar aos pés.

Bill tinha-lhe telefonado 2 vezes nesta última semana, estava preocupado com ela, afinal de contas tinham decidido manter tudo igual e de igual não tinha nada, à uma semana que não a via, que ela só lhe respondia com “sim” e “não” quando falavam ao telefone, tinha tentado ir até casa dela, mas ela dizia sempre que ia sair e que não estava em casa.
Carol queria estar mesmo sozinha, até de Nat ela fugia. Mas não por muito tempo…

A campainha de sua casa estava a tocar. Carol foi ver quem era, era a amiga. já cá estava em cima, resolveu sentar-se quietinha na sala para passar despercebida e a amiga não pensar que ela estava em casa. Mas não esperava que Natalie lhe telefonasse, e quando ouviu o telemóvel tocar soube que tinha sido apanhada!
Nat começou a gritar no patamar do prédio:

- Abre a porta Carol, eu sei que estás aí, não vais conseguir ignorar-me para sempre.

Carol sabia que a amiga tinha razão, e abriu-lhe a porta para que ela entrasse e parasse de gritar no patamar, estava a envergonhá-la perante os vizinhos. Natalie ficou espantada com a figura que encontrou à sua frente. Carol vestia-se sempre muito bem, era uma verdadeira mulher das artes, sempre bem penteada e com roupas que podiam não ser caras mas eram bonitas e assentavam-lhe na perfeição. A Carol que se lhe apresentava à frente era uma Carol de calças de fato de treino e t-shirt gasta, despenteada e com uns olhos inchados e cheios de olheiras. Sentiu o seu coração apertar ao ver a amiga naquele estado.

- Porque é que estás a fazer isto miga? Eu quero estar do teu lado! – disse Nat enquanto abraçava Carol.
- Não me apetece ver ninguém… – disse Carol
- Sim, mas eu não sou ninguém, eu sou a tua melhor amiga, quero estar contigo, mesmo que seja para ficar aqui fechada sem dizer uma palavra, quero poder apoiar-te e estar do teu lado para quando quiseres falar – disse ela olhando Carol nos olhos – E não me digas que estás assim por causa daquele anormal do Tom Kaulitz? – disse Nat lembrando-se de que a primeira coisas que ele tinha feito depois de maltratar a amiga tinha sido fazer-se a ela. Não tinha contado isso a Carol, nem haveria de contar, não a queria ver mais triste.
- Não é por causa dele – disse ela não se convencendo nem a ela mesma – é por causa de mim mesma!
- Então? O que é que se passa? – disse Nat puxando a amiga pela mão e dirigindo-se para o sofá onde se sentou para poder ouvir com toda a atenção do mundo aquilo que Carol lhe iria dizer.
- Sinto-me mal comigo mesma. Fui outra pessoa quando estava com o Tom, aceitei o estilo de vida que ele levava e que me repulsava sem nunca lhe dizer nada, e para quê? Para ser rejeitada e humilhada à frente de toda a gente por fazer o mesmo que ele. Nem me reconheço Nat… – disse Carol sem olhar para a amiga nos olhos, sabia que se o fizesse iria abrir as portas que seguravam as lágrimas.
- Toda a gente erra, e o importante de errar é aprender com os erros e saber que para a próxima tudo será melhor miga, não te deixes ir tão abaixo. Tens estado com ele? – perguntou Nat
- Não. Nem o quero ver à frente tão cedo. Desde que acabei tudo definitivamente com ele que o evito a ele e ao Bill que me telefona de vez em quando para saber como estou.
- Pois… eu sei que deve ser complicado, mas devias tentar manter um relacionamento amigável com eles
– disse Nat
- Eu sei. A escolha de acabar tudo foi minha. Eu não ia conseguir estar com ele depois daquilo. Nunca mais ia ser o mesmo – disse Carol sentindo que tinha perdido aquela ligação que sentia com Tom – Mas só o facto de pensar que vou estar na mesma sala que ele já me faz bater mal.

O telefone de Carol começa a tocar. Carol pega nele e olhando para o visor volta a pousá-lo.

- Quem é? – perguntou Nat
- É o Bill, de vez em quando ele telefona para saber como estou e para tentar obrigar-me a fazer alguma coisa, mas não quero atender, já sei onde a conversa vai parar e não estou interessada – disse Carol

Natalie não se conformava com aquela reacção da amiga, estava totalmente alienada do mundo, só ela sabia o que lhe tinha costado passar uma semana longe da amiga a saber que ela precisava de si. Impulsivamente pegou no telefone de Carol e levantou-se do sofá fugindo de Carol que tentava ir atrás dela para lhe tirar o telemóvel.

- Dá-me isso Nat! – dizia Carol enquanto perseguia a amiga pela sua sala.
- Estou? – disse Nat atendendo o telefone

Carol sentiu-se impotente… o mal já estava feito, e conhecendo Nat como a conhecia sabia que ainda vinha aí pior.

- Estou, Carol? – perguntou Bill do outro lado
- Não Bill, não é a Carol, é a Nat – disse ela
- Ahh…Olá Nat, a Carol está por aí? – perguntou Bill na esperança de falar com ela
- Está, mas imagina tu que está fechada em casa feita parva e não quer fazer nada – disse Nat enquanto olhava para Carol que punha as mãos na cabeça incrédula, tanto esforço para fugir de Bill e Nat deitava tudo por água abaixo.
- A sério? – perguntou Bill preocupado
- Pois. Temos de fazer qualquer coisa para a tirar de casa. – disse Nat muito decidida
- Eu estava a pensar dar uma festa cá em casa hoje para amigos mais próximos, era até por causa disso que estava a telefonar, gostava que vocês viessem – disse Bill
- E podes contar connosco, é só dizeres a que horas nos queres aí – disse Nat com um sorriso na cara, enquanto Carol olhava para a miga com os olhos esbugalhados e abanava a cabeça da esquerda para a direita dizendo que não.
- Apareçam quando quiserem, um pouco antes do jantar para podermos falar um bocadinho – disse Bill
- Ok! Até logo Bill – disse Nat com um sorriso na cara de missão cumprida.
- Até logo Nat – retorquiu Bill e desligou
- Temos uma festa logo à noite na casa dos gémeos, por isso é bom que te comeces a mentalizar e a por bonita – disse Natalie contente.
- Tu nem penses que eu vou! Eu não disse que ia a lado nenhum, tu é que combinaste tudo – disse Carol com um ar de zangada
- Pois é, mas temos pena, vais quer queiras quer não. Já tens idade para não fazer birrinhas, e já é altura de voltares a ver o Tom e a seres civilizadamente amiga dele por isso engole a vergonha e a angústia porque desta noite não escapas – disse Nat num tom de voz decidido, ela era sempre assim, via as coisas com uma simplicidade incrível, talvez fosse dos muitos filmes que via, encontrava sempre uma saída estratégica e uma resolução para tudo, e Carol gostava dela por ser assim, destemida e batalhadora. Não tinha como fugir.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Ter Dez 02, 2008 5:36 am

28º Capitulo



Bill tinha-lhe dito que a convidara. Não conseguia evitar sentir-se inseguro e nervoso. Já tinha passado uma semana desde a última vez que tinha estado com ela e sentia a sua falta. Ao contrário do que pensava não era só do seu corpo que sentia carência, era também da sua maneira de ser, aquele jeitinho sensual, directo e desafiante que ela tinha. Lembrava-se várias vezes ao dia dela, do cheiro dela, das suas curvas que tanto gostava de inspeccionar como se ainda não as conhecesse. Queria-a, desejava-a. Não havia razão para estar distante dela se o seu ser pedia para a sentir, mas compreendia a ruptura, e sabia que tinha de a reconquistar aos poucos, tinha de começar do zero, ganhar a confiança dela de novo.
Deteve-se em frente ao espelho, queria estar no seu melhor para quando ela chegasse. Tinha vestidas umas calças de ganga largas e uma t-shirt preta com letras a branco, na cabeça tinha posto um lenço preto a combinar com a t-shirt e um boné preto com finas riscas (espaçadas) a branco dos Chicago White Sox. Colocou um pouco de perfume no pescoço na esperança que no fim daquela noite ela o pudesse sentir, e saiu do seu quarto em direcção à sala de jogos onde estava Bill e Andreas a jogar uma partida de matraquilhos contra Gustav e Georg. Pareciam animados, os G’s estavam a ganhar por muito, e Bill estava frustrado com o seu parceiro de jogo. Geralmente jogava com Tom e eram imbatíveis.
Tom foi até ao bar e serviu-se uma bebida, um vodka redbull (para variar). Ouviu tocar à porta. Bill pediu-lhe que fosse abrir. Tom dirigiu-se até à porta e abriu-a, era Jost (o seu manager) que vinha acompanhado da sua mulher, e de Nathalie a maquilhadora da banda. Cumprimentou-os com um aperto no coração. Por momentos pensou que pudesse ser ela e não se sentia preparado para a enfrentar, aliás, provavelmente nunca iria estar preparado para a ver naquela noite. Encaminhou os convidados até à sala de jogos, onde estavam os rapazes e ali ficaram a conversar e a beber um aperitivo para o jantar. Estava falsamente mais calmo com a presença dos seus amigos, continuava a sentir um frio na barriga, mas ia-se mantendo entretido com as conversas loucas que tinham.

O som da campainha ecoou na casa. Sabia que desta vez era ela, não faltava mais ninguém, a não ser ela e Nat. Sentiu um aperto no peito e os pés pesados, como se não se conseguisse mexer do sítio onde estava. Olhou para Bill que percebeu imediatamente aquilo que o irmão lhe dizia com o olhar.
Bill foi até à porta. Espreitou pelo buraquinho e era Carol e Nat. Abriu a porta com um sorriso radiante na cara.

- Olá meninas! Bem, vocês estão lindas! – disse ele admirando o vestido que cada uma delas envergava. Nat estava com um vestido curtinho que lhe dava um pouco acima dos joelhos, roxo e que tinha uma fitinha de seda à volta da cintura a preto que terminava num lacinho na zona da sua barriga. Carol tinha um vestido cai-cai em tons de vermelho que ia até ao chão.

Bill convidou-as para entrar e direccionou-as para a sala de jogos onde estavam os outros. Nat seguiu em direcção à sala, mas Carol foi parada por Bill que lhe segurou com uma mão em cada um dos ombros e olhando-a nos olhos compreendeu aquilo que lhe ia na cabeça.

- Já tinha saudades tuas – disse ele abraçando-a com força.
- E eu tuas! – disse Carol. Agora que estava nos braços dele sentia-se mais calma, como se tudo fosse estranhamente possível.
- Eu sei que não tens estado bem e que para ti vir até aqui hoje foi complicado, mas tenta divertir-te e passar uma noite agradável. Eu não vou sair de ao pé de ti. – disse Bill. Segurou na cara de Carol com as duas mão e deu-lhe um beijo na testa.

Sentia-se mais capaz de o enfrentar agora.
Bill dirigiu-se para a sala de jogos e ela seguiu-o, deteve-se um segundo antes de entrar na sala e respirou fundo. Entrou e estavam todos muito divertidos a jogar matraquilhos e a conversarem de bebida na mão. Viu-o encostado ao bar a falar com Jost e a sua mulher, sentiu uma pressão no coração quando ele olhou para ela. Estava com um ar triste e cabisbaixo, mas estava lindo. Acenou a todos e disse “Boa Noite!”, não queria ter de cumprimentar um a um, isso significaria cumprimentar o Tom pessoalmente e não estava preparada para o fazer, já estar ali era uma vitória.

Estava encostado ao bar a fingir-se interessado na conversa da mulher de Jost, sabia que ela devia estar mesmo a entrar, porque Nat já estava na sala, Bill devia estar a falar com ela lá fora. Acenava afirmativamente e bebia um golo do seu copo enquanto fingia ouvir a conversa, só para não dar nas vistas, por dentro estava a arder, a ser consumido por uma chama que o impedia de pensar e ser racional. Ela entrou. Estava linda, nunca a tinha visto com aquele vestido, sentiu um desejo dentro de si capaz de o fazer explodir. Conseguia ver uma tristeza nos olhos de Carol, gostava de ser capaz de a apagar, mas sentia-se impotente para o fazer. Ela cumprimentara toda a gente com um aceno discreto, estava nitidamente a tentar evitá-lo, ele queria estar com ela mas… não tinha força para mover as pernas e enfrentá-la.

Sentou-se num sofá onde Bill estava, e pediu-lhe uma bebida. A que ele quisesse. Se ia ter de passar aquela noite a olhar para Tom tinha de ter muita coragem e álcool em cima. Bill percebeu que ela não se queria aproximar do bar onde estava Tom e prontamente se levantou para lhe servir algo que beber.
Sentada no sofá, Carol observava os G’s a jogarem contra Andreas e Nathalie (a maquilhadora), estavam mais uma vez a derrotar os seus adversários sem dó nem piedade, e foi aí que reparou, talvez por estar tão imersa nos seus próprios problemas nunca tivesse reparado, ou talvez fosse recente e não tivesse tido ainda conhecimento do que se passava, Nat estava encostada à mesa de matraquilhos com um copo numa mão e outra nas costas de Andreas que jogava entusiasmado. Bill chegou ao pé dela, trazia-lhe um vodka ananás, ofereceu-lhe e voltou a sentar-se ao seu lado, tinha prometido não sair do lado de Carol e fazia questão de cumprir com a sua palavra.

- Olha lá, é impressão minha ou a Nat e o Andreas estão mais amigos que o normal? – disse Carol com um sorriso nos lábios
- Ahhh….fico contente em ver-te sorrir – disse Bill sorrindo-lhe também. E depois olhou para a mesa de matraquilhos e viu a mesma imagem que Carol tinha visto segundos atrás – Acho que não é impressão tua… não sabia que eles se davam assim tão bem!
- Já somos 2! – disse ela a olhar para a amiga – Mas fico feliz, o Andreas é muito fixe!

O jantar decorreu normalmente, tirando o facto de Carol ter ignorado Tom a noite toda. Estavam estrategicamente colocados em pontas opostas da mesa. Também Tom ignorava Carol, mas sempre que surgia uma oportunidade olhava para ela e não conseguia evitar pensar em como ela estava realmente bonita naquela noite, como queria poder estar do seu lado.

A seguir ao jantar, foram todos para a sala de música ouvir uns novos sons que Tom andava a compor. Carol sentia-se inibida em ouvi-lo tocar. Adorava a maneira como ele manejava a guitarra, adorava ver as suas mãos fortes percorrerem as cordas, mas não queria fitá-lo enquanto tocava, por isso deixou-se ficar num canto da sala encostada à parede a olhar timidamente para ele. Tom tocava apaixonadamente e evitou olhar para os amigos, parecia estranhamente envergonhado, não tinha coragem de encará-la. No fim foi aplaudido efusivamente pelos amigos e manager que estavam encantados com a música, Bill dizia já estar a trabalhar numa letra para aquela melodia e que era sem dúvida material para single do próximo cd.

A noite já ia longa, Carol continuava acompanhada de Bill, estavam os dois na varanda a beber e a falar, enquanto Nat e Andreas riam entusiasmados um com o outro na sala. Tom tinha ido levar o resto dos convidados à porta, e ao voltar sentiu-se impelido para falar com Nat, chamou-a a um canto. Nat foi contrariada.

- Queria-te pedir desculpas pela cena triste da outra noite, estava de cabeça quente e acabei por me comportar como um anormal – disse Tom olhando para as suas mãos que se entrelaçavam nervosamente.
- Pois foi Tom, foste um anormal… – disse ela lembrando-se daquela noite fatídica
- Eu sei, tens toda a razão, se arrependimento mata-se… - disse ele olhando-a timidamente – Como é que ela está? – perguntou ele não se conseguindo conter.
- Não muito bem como deves calcular. Mas ela é forte vai dar a volta por cima – disse Nat
- Claro… – disse ele olhando para a varanda e vendo Carol a falar com Bill.
- E tu, como estás? – perguntou Nat ao vê-lo claramente diferente do normal
- Vai-se indo! Nunca pensei que ela me fizesse tanta falta – disse ele continuando a fitar Carol na varanda.

Sabia o que ele queria dizer, Nat era a melhor amiga de Carol desde os tempos de escola e sabia do efeito da amiga sobre os rapazes, eles recorriam sempre a ela para que tentasse convencer Carol a aceitá-los de volta, mas com ela não funcionava, respeitava as decisões da amiga, e a decisão de deixar Tom era a longo prazo uma boa decisão.

Já era tarde, Carol começava a ficar cansada. Na varanda despediu-se de Bill em privado dando-lhe um valente abraço e um beijo rechonchudo em cada uma das suas faces, ele tinha sido o seu grande apoio naquela noite (mais uma vez), nunca esqueceria aquele gesto. Mais um para juntar aos outros. Ao entrar na sala fez uma vez mais um aceno colectivo para se despedir dos sobreviventes daquela noitada. Fez sinal a Nat (que falava com Tom) para ir embora e Andreas prontamente se ofereceu para as levar a casa, elas aceitaram e agradeceram. Claro está que Carol foi deixada em primeiro lugar (também morava a escassos 10 minutos da casa do gémeos), mas sabia que naquela noite Andreas e a sua amiga Nat iam ter muito que conversar.........ou não.
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