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 In die Nacht

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dikas



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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Ter Dez 02, 2008 7:55 pm

29º Capitulo Twisted Evil




Tinham combinado estar juntas naquela tarde. Carol queria saber tudo o que tinha perdido na semana que tinha estado enclausurada. Já se sentia capaz de sair de casa. Combinaram tomar café numa esplanada na baixa da cidade. Nat chegou atrasada como sempre.

- Desculpa miga… - disse Nat dando dois beijinhos a Carol e sentando-se na sua mesa – Estava a ver que nunca mais encontrava lugar para o carro. Então como estás? O jantar ontem pareceu correr bem… - disse Nat com um sorriso na cara
- Sim, muito bem. Principalmente para ti… – disse Carol piscando o olho a Nat
- Ok, eu podia tentar negar, mas não o vou fazer. Carol… acho que estou apaixonada! – disse Nat com um ar de quem estava nas nuvens
- Achas? Eu tenho a certeza… – disse Carol a rir
- Ok… eu também tenho a certeza. Não tens noção… ontem depois de te deixarmos em casa, o Andreas declarou-se. Ele é tão querido! Devias ter visto a cara dele, todo corado e intimidado – disse Nat com um sorriso apaixonado nos lábios.
- Fico mesmo contente por ti. O Andreas é cinco estrelas! – disse Carol sentindo-se feliz pela felicidade de Nat.
- Bem, nós ainda nos estamos a conhecer, mas eu acho que pode vir a ter futuro, ele é incrível! – disse Nat – ele convidou-me para estarmos juntos logo à noite. Acreditas que já estou nervosa, só de pensar que vou estar com ele logo?
- Acredito... – disse Carol lembrando-se do frio na barriga que sentia quando via Tom, quando ouvia a voz dele ao telefone ou quando se vestia para o agradar.

Nat percebeu o estado de melancolia da amiga, e sentiu-se mal por estar tão feliz enquanto a amiga estava ainda em baixo de forma. Que raio de amiga era ela que se pavoneava das suas paixões quando a amiga estava ali fragilizada e a precisar dela.

- Então e tu? Como correu a tua noite ontem? – perguntou Nat
- Bem! O Bill foi impecável, não me deixou sozinha 1 segundo, nem dei pela noite passar – disse Carol
- E como é que te sentes? – perguntou Nat
- Melhor, com forças para voltar a enfrentar o mundo – disse Carol um pouco entristecida pelo futuro incerto que a aguardava.

Na verdade Carol sentia-se mesmo melhor, tinha enfrentado Tom na noite anterior e sentia-se mais preparada para seguir em frente, (o que quer que isso quisesse dizer). Sabia que daqui para a frente só podia melhorar, o mais difícil já tinha sido feito, aquele primeiro impacto na noite anterior tinha sido muito complicado, mas agora sabia que conseguia estar longe dele, só tinha de se mentalizar a esquece-lo. Já não queria mais saber de rapazes, nem pensar! Preferia ir parar ao convento a interessar-se por alguém, tão cedo. Não queria passar pelo mesmo de novo, desta vez ela tinha ultrapassado todos os extremos, e valores que defendia, humilhando-se e tornando-se um objecto vazio. Não! Não queria ninguém que lhe ditasse e a transformasse noutra pessoa que não ela, que trouxesse ao de cima tudo o que era mau em si, queria viver a vida dela em paz, queria dedicar-se aos amigos, eles sim mereciam a sua atenção e carinho.


Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil


Estava sentado na sala de música em cima do seu amplificador. Nas mãos, segurava uma das suas guitarras acústicas, sentia-se melancólico, com vontade de compor. Fechou os olhos e viu-a, estava linda como na noite anterior, sentiu a mão direita deslizar pelas cordas da guitarra, os dedos da mão esquerda mexiam-se a um ritmo desacelerado e trocavam de posição em compassos ritmados. Sentiu um arrepio na espinha, como se aquela música dissesse em palavras aquilo que ele não conseguia exprimir. Sentia um vazio de perda dentro de si, como se parte da pessoa que ele era e conhecia se tivesse desvanecido numa esquina qualquer. Queria sentir-se uno de novo. Queria voltar a ser aquele Tom que ele conhecia.
Abriu os olhos, estava de volta à mesma sala. Pousou a guitarra no chão e desligou o pequeno gravador que ligava sempre que compunha alguma música (para não se esquecer da melodia, ouvir e melhorá-la posteriormente).

Saiu da sala, passou na cozinha e tirou do frigorífico uma cerveja. Seguiu em direcção ao terraço, deitou-se numa espreguiçadeira de olhos fechados a apanhar sol e a pensar na vida. Não queria ser assim, tinha de fazer qualquer coisa, não era pessoa para deprimir nem ficar triste, e já não aguentava mais aquele estado adormecido. Precisava de voltar a sentir-se vivo.
Meteu a mão ao bolso direito e tirou o telemóvel, foi até à sua lista de contactos e começou a ver o nome das raparigas com quem já tinha passado umas noites agradáveis. Não lhe apetecia estar com nenhuma delas, sabia que ia ser difícil alguma o satisfazer na totalidade “Que Merda Tom! Viraste um mariquinhas!” pensou ele. Estava preso à imagem, ao cheiro, ao toque, às curvas e ao sexo dela. Ignorou os seus pensamentos, ele não era assim, ele não se dava nem gostava de ninguém, só gostava de prazer e diversão.

Acendeu um cigarro e num impulso telefonou a Melanie. Tinha-a conhecido numa noite, era barmaid, era a típica loiraça de olhos azuis com um belo par de silicone, que estava bronzeada 365 dias ao ano, era daquelas que gostava de tudo, não lhe sabia dizer que não. Combinou ir ter com ela ao seu apartamento. Levantou-se como se fosse cumprir uma obrigação e fez-se à estrada.

Ela já o conhecia relativamente bem, sabia o que ele queria e estava ao seu dispor. Tom tocou à porta, abriu-lhe a porta uma Melanie em lingerie vermelha de ligas, provocadora e com um olhar de felina pronta para o devorar. Tom não estava para entrar em jogos, queria sentir-se vivo, estava ali numa missão, era ela como podia ser qualquer outra.

Entrou, fechou a porta atrás de si e empurrou-a até à sala contra uma parede. Melanie fez tenções de falar, mas Tom colocou-lhe a mão a tapar a boca, não a queria ouvir. Com as mãos percorreu o corpo de Melanie, um corpo direito sem curvas que não lhe dava prazer em mexer, demorou-se no seu peito de silicone, apertando-o com força fazendo com que Melanie solta-se uma exclamação de dor, despiu-a bruscamente, deixando-a nua contra a parede. Melanie fez tenções de o beijar, Tom pegou-a pelos cabelos e puxou a cabeça dela para trás evitando o beijo, e abanou a sua cabeça da direita para a esquerda dizendo:

- Não, Não!

Não queria contactos demasiadamente íntimos com ela, não queria, nem tinha interesse nela, só tinha vontade de se vir.
Começou a ficar excitado pelo corpo feminino. Segurou-a pela cintura e dobrou-a de costas sobre a mesa da sala, desapertou o seu cinto, deixando as calças cairem pernas abaixo, baixou os boxers o necessário para colocar a protecção e colocando as mãos sobre as costas de Melanie penetrou no seu interior com força a um ritmo acelerado. Queria despachar-se com aquilo. Aumentou a velocidade sentindo uma onda de calor a percorrer-lhe o corpo e só parou ao sentir a libertação da energia que tinha dentro de si. Sentiu-se mais leve e completo.
Afastou-se dela, puxou os boxers e as calças para cima apertando o cinto. Meteu a mão ao bolso e tirou um cigarro, acendeu-o enquanto via Melanie desaparecer em direcção à casa de banho, libertava o fumo vagarosamente. Nem sabia se ela se tinha vindo ou não, mas não estava ali para a agradar, e ela sabia disso. Acabou o cigarro e saiu sem dizer nada.
Meteu-se no carro e guiou até casa.

Estava na mesma!
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Ter Dez 02, 2008 7:57 pm

30º Capitulo Very Happy



Queria estar com ela, sentia-se bem com ela, mas tinha medo da reacção de Tom. Nos últimos meses tinha-se aproximado bastante de Carol, considerava-a sua amiga e desde aquela cena da casa de banho sentia-se inevitavelmente ligado a ela (é sempre assim, os piores momentos são aqueles que ligam mais as pessoas). Sabia que ela estava em baixo, ele vira-o nos seus olhos naquela noite em sua casa. Não queria só ouvi-la ao telefone, tinha mesmo de a ver, ler nos seus olhos aquilo que ela sentia e distraí-la dos seus pensamentos.
Não sabia se devia falar com o irmão ou não, ele não andava bem e temia deixá-lo pior ao dizer-lhe que se ia encontrar com ela. Tinha passado a manhã inteira com ele na sala de jogos, e mesmo vendo-o sorrir sabia que ele não estava bem, conhecia-o bem demais para ser enganado por um simples sorriso.
Tom tinha saído com um ar misterioso após ter estado na sala de música a compor. Bill estava agora sozinho em casa. Telefonou a Carol, que estava numa esplanada na Baixa com Nat, e combinou encontrar-se em sua casa. Adorava poder ir ter com elas à Baixa e sentar-se calmamente numa esplanada a beber um café e fumar um cigarro, mas o que não seria se o apanhassem numa esplanada em plena luz do dia com duas raparigas de uma vez só? Já para não falar que fariam o possível e impossível para descobrir tudo sobre a vida delas.


Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy


Tinha acabado de chegar a casa quando tocaram à campainha, não estava à espera de Bill tão cedo. Pegou no intercomunicador e abriu a porta do prédio sem sequer perguntar quem era. Passados escassos segundos bateram-lhe à porta, abriu e deparou-se com um Bill muito disfarçado por detrás de uns óculos de sol e rabo-de-cavalo preso dentro de um boné. Apressou-se a convidá-lo a entrar. Bill deu um paço em frente e tirou detrás das suas costas uma flor em tons amarelados e estendendo-a a Carol com um sorriso na cara. Tinha-a apanhado num dos vasos de sua casa. Carol ficou surpresa com aquele gesto e não evitou em assaltar-lhe o pescoço com os braços e dar-lhe um valente beijo rechonchudo em cada uma das bochechas de Bill, agradecendo-lhe o gesto.

- Vou pô-la em água. Está à vontade… – disse Carol virando costas em direcção à cozinha.

Bill entrou, tirou o seu disfarce que pousou numa cadeira da sala e sentou-se no sofá. Pouco depois entrou Carol na sala, já com uma jarrinha pequena e a flor que Bill lhe oferecera em água.

- Vou pousá-la aqui ao lado da televisão… – disse Carol enquanto pousava a jarra ao lado da televisão e ajeitava a flor para que ficasse virada para o sofá.
- Então? Está tudo bem contigo? – perguntou Bill ao vê-la ajeitar a flor
- Sim! Tudo bem! Estive agora com a Nat e ela disse-me que ela e o Andreas… - fez olhinhos
- A sério? Que Fixe! Ainda não falei com ele desde ontem, se calhar o Tom foi ter com ele… – disse Bill sem pensar, e reparando que Carol fazia um ar de quem não queria tocar naquele nome.
- Queres beber ou comer alguma coisa? – perguntou Carol ignorando a observação de Bill
- Não, obrigado – disse Bill percebendo a súbita mudança de conversa.
- Podíamos ver um filme, que achas? – disse Carol apontando para a estante onde tinha a sua colecção de dvds.
- Óptimo! – disse Bill com um sorriso na cara e levantando-se num pulo para ir ver os filmes que ela tinha.

Escolheram um filme de terror que Bill nunca tinha visto, Carol por sua vez já o tinha visto umas 1000 vezes, era o seu filme de terror preferido. Ia espreitando pelo canto do olho, e via Bill a contorcer-se no sofá, o que lhe dava uma vontade imensa de rir, tinha sido assim a primeira vez que ela tinha visto aquele filme, mas agora já o via e revia sem se deixar entrar tanto na história horrenda e no sangue que jorrava por todos os lados. Carol estava-se a conter para não pregar um susto a Bill, mas não conseguiu, mesmo quando o filme estava a chegar ao fim e o monstro que perseguia as personagens principais finalmente apanhava a menina indefesa saltando-lhe por detrás, Carol deu um pulo no sofá e bateu com as duas mãos no mesmo, provocando em Bill uma reacção idêntica, viu-o a mandar um pulo no sofá e a soltar um berro contido, e riu…riu como já não ria à muito tempo.

- Que feia Carol! A rires-te às minhas custas! – disse Bill ainda com um ar meio assustado mas entretido.
- Foi lindoooooo! – dizia Carol a rir-se agarrada à barriga – Se tu visses o pulo que mandaste!
- Acredito! Com o susto que apanhei!
– disse ele rindo

Bill olhava para Carol, conseguia ver nos seus olhos uma energia diferente da noite anterior em sua casa, talvez fosse o facto de Tom não estar por perto, talvez estivesse a sentir-se melhor e a esquecer os incidentes pelos quais tinha passado recentemente. Qualquer que fosse a resposta sabia que a amiga se sentia melhor e que provavelmente em breve estaria de volta à Carol divertida.

- Queres passar lá em casa amanhã? O tempo está óptimo, podíamos apanhar uns banhos de sol no terraço, convidávamos a Nat e o Andreas.. Que achas? – convidou Bill sem se lembrar da outra pessoa que vivia lá em casa e cuja presença ainda não era assim tão bem vinda por Carol.
- Não sei… - disse Carol, não querendo dizer directamente que não
- É por causa do Tom? – perguntou Bill
- …Em parte - disse ela
- Sabes que embora ele seja meu irmão, não concordei com a atitude dele, mas acho que não te deves afastar de toda a gente por causa daquilo. A única maneira de ultrapassares as coisas é enfrentando-as… - disse Bill olhando-a com aqueles olhos castanhos amendoados que pareciam ler-lhe a alma.
- Pareces a Nat a falar – disse Carol a sorrir
- Vês! Se não sou o único a dizer-te isto é porque talvez tenhamos razão, não achas? – disse ele levantando a sobrancelha direita
- Sim, mas é mais fácil falar que fazer! – disse Carol sentindo-se intimidada por aqueles olhos que estavam em cima de si.
- Mas enquanto não começares a fazer, não vais avançar! – disse ele insistindo
- …Está bem! Mas se não me sentir bem venho-me embora – disse Carol
- Combinado – disse Bill de sorriso na cara


Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy


Bill tinha ido embora.
Era só ela e o seu apartamento mais uma vez. No dia a seguir ia passar mais uma prova de fogo! Não queria ter de estar com ele, ainda por cima em trajes menores. Desejou do fundo do seu ser que ele não estivesse em casa ou fosse dar uma volta com uma das suas muitas amiguinhas.


Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy


Tinha acabado de chegar a casa.
Tom estava novamente enfiado na sala de música a compor. Encostou-se à ombreira da porta a ouvi-lo, encontrou um Tom pensativo de olhos fechados que deixava o seu corpo comandar as mãos automaticamente. Estava impressionado, nunca tinha visto o irmão a ser tão sincero com os seus sentimentos como naquelas notas que ecoavam na sala.
Quando Tom parou, abriu os olhos e encontrou Bill encostado à porta a ouvi-lo com ambas as mãos juntas e encostadas à boca como se rezasse.

- Então maninho? Que achas? – perguntou Tom, sem se ter apercebido daquilo que realmente se tinha passado naquela sala
- Tom… nunca te vi assim! Nunca me senti assim, era como se a música estivesse a falar comigo – disse Bill emocionado sentindo os olhos humedecerem – Tu já ouviste a gravação?
- Não. Acabei de tocar pela primeira vez – disse ele
- Não vais acreditar quando ouvires… Esquece a outra música que tinhas composto, esta é que vai ser single de certeza – disse Bill saindo da sala

Bill foi directo ao escritório, onde pegou num bloco de notas e começou a escrever as palavras que lhe vinham à cabeça recordando-se daquilo que aquela música lhe tinha transmitido. Precisava de a ouvir de novo. Foi a correr até à sala de música onde Tom ouvia a gravação espantado. E ali se inspirou e escreveu até horas tardias, sentia-se atraído e compelido em dar o seu melhor. Estava inspirado.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qua Dez 03, 2008 5:27 pm

31º Capitulo Shocked



Deitara-se muito tarde na noite anterior, não tinha conseguido parar de escrever. Tinha-se esquecido de dizer ao irmão que Carol iria passar a tarde com eles, e agora que acordava e estava estendido na sua cama a preguiçar não sabia como lhe haveria de contar. Também Tom andava triste com o que se tinha passado, e sentia a falta dela, mas também ele tinha que enfrentá-la e seguir em frente.
Levantou-se e foi até ao quarto de Tom, bateu à porta do quarto e não obteve resposta, abriu a porta devagarinho e para seu espanto Tom não estava lá. Estranhou “A pé tão cedo!?” pensou Bill. Desceu a escadaria e ouviu o som da gravação da noite anterior a ecoar na sala de música. Foi até lá.
Tom estava sentado no chão, encostado à parede a ouvir a gravação da noite anterior.

- Nem sabes como fizeste essa… – disse Bill a gozar com o irmão
- Podes crer! Acordei hoje de manhã com esta música na cabeça, tinha de a vir ouvir de novo! Ontem conseguiste acabar a letra? – perguntou Tom levantando-se no chão.
- Acho que sim, mas quero ver se a leio de novo para ter a certeza que é mesmo aquilo – disse Bill que gostava de ser perfeccionista.

Tom desligou a gravação e dirigia-se para a casa de banho, quando Bill se lembrou do motivo que o tinha feito procurar o irmão naquela manhã e o deteve quando Tom já estava com a mão na maçaneta da porta da casa de banho.

- Tom… - chamou Bill
- Diz – respondeu Tom virando-se para o irmão

E agora, como é que lhe dizia aquilo? Devia fazê-lo com a maior naturalidade possível, como se, se tratasse de qualquer outra amiga deles, embora soubesse que não era o caso, mas valia a pena tentar…

- O Andreas, a Nat e a Carol vêem passar a tarde cá a casa connosco para apanhar uns banhos de sol no jacuzzi. Não te importas, pois não? – disse ele tentando pôr a cara mais normal do mundo
- Na boa – disse Tom sentindo um daqueles três nomes ecoarem no interior da sua cabeça. Ia estar com ela hoje…


Shocked Shocked Shocked Shocked Shocked Shocked Shocked Shocked Shocked


Estava na sala de casa dele. Ainda sentia os joelhos estremecerem um bocadinho só com esse pensamento. Tinha acabado de chegar, Andreas tinha ido buscá-la a seguir a Nat e tinha-lhe dado boleia até casa dos gémeos. Bill dissera-lhe que Tom tinha ido à rua buscar umas bebidas para fazerem uns cocktails para beber lá fora. Por enquanto estava a salvo.
Foram convidados por Bill a subir até à zona do terraço onde segundo ele era onde se ia passar a festa. No terraço depararam-se com música ambiente, um barzinho improvisado (sem bebidas, pois Tom ainda não tinha regressado), um jacuzzi com um ar maravilhoso, uma espreguiçadeira para cada um e um vasto jardim de vasos com flores de várias cores que caracterizavam aquele espaço. Carol não conseguiu evitar em reparar num vaso com umas flores especiais, tinham um tom amarelado, reconhecia-as bem, tinha uma daquelas flores numa jarra ao lado da sua televisão da sala. Sorriu ao lembrar-se do gesto de Bill em levar-lhe a flor para a animar.

Despiram-se, ficando só em bikini e calções de banho e meteram-se todos no jacuzzi menos Carol, queria apanhar um pouco de sol antes de se enfiar na água. Deitou-se numa espreguiçadeira e fechou os olhos aproveitando o momento. Aquele espaço era incrível, não era em qualquer lado que encontrava um espaço daqueles em plena artéria da cidade.
Ouvia-os conversar animadamente dentro do jacuzzi, abriu a pontinha de um olho para espreitar e viu Andreas com o braço à volta dos ombros de Nat e não conseguiu evitar pensar em quão feliz a sua amiga parecia estar e sorriu, a felicidade era assim, contagiava-a.

- Anda lá Carol, não sejas anti-social! – disse Nat
- Ja Carol, o Bill está a fazer de vela! – disse Andreas gozando com o amigo

Carol não resistiu aos apelos e levantou-se da espreguiçadeira para se juntar aos amigos.
No momento em que levantava o primeiro pé para por dentro do jacuzzi, ele entrou. Não conseguiu evitar em voltar a colocar o pé no chão, tinha de estar bem assente à Terra para não cair. Ele estava como sempre… o mesmo Tom que a deixava sem respiração de todas as vezes que o tinha visto. Apoiou-se no ombro de Bill (para se assegurar que não caía, nem escorregava) e entrou na água, sentando-se ao lado dele.

Tom entrou no terraço, pensou que ainda não tinha chegado ninguém, não ouvia barulho em lado nenhum, mas espantou-se ao dar de caras com os amigos e ela. Estavam todos dentro do jacuzzi menos ela que se preparava para entrar, não conseguiu afastar por uns segundos o seu olhar daquele corpo que quase desnudado entrava no jacuzzi, conhecia-o bem. Tentou comportar-se o mais naturalmente possível e dirigiu-se ao jacuzzi para cumprimentá-los, dando um aperto de mão a Andreas e dois beijinhos a Nat, contornou o jacuzzi e dobrou-se sobre Carol, sentindo o coração palpitar como se quisesse sair-lhe da boca e deu dois beijinhos a Carol (que os retribuiu normalmente), e sentiu aquele cheiro… à muito tempo que não o sentia. Dirigiu-se até ao bar improvisado e arranjou uma bebida para cada um. Faltava-lhe gelo, tinha de o ir buscar lá abaixo à cozinha.

Viu-o contornar o jacuzzi e soube de imediato que ele vinha ter consigo. Sentiu-se nervosa e agitada como no dia em que o tinha conhecido e ele a atacara com um beijo arrasador enquanto ela lhe fazia a cama no sofá da sua sala. Ele dobrou-se sobre ela e beijou-a nas faces, respondeu automaticamente enquanto se mentalizava que ele era um amigo normal! E foi aí que pensou… que nunca lhe tinha dado dois beijos na cara. Desde que o conhecera que sempre se tinham beijado na boca! Viu-o sair do terraço para ir buscar gelo, e pensou que se teria de habituar aquele cumprimento, nunca mais ia sentir o vigor do piercing dele examinar os seus lábios.

Tom regressou ao terraço acompanhado de um balde de gelo, serviu as bebidas e começou a despir-se: tirou o boné, lenço, prendeu as rastas no topo da cabeça com um elástico, despiu a t-shirt, os ténis e as calças, ficando de calções de banho. Queria juntar-se ao jacuzzi, mas não sabia onde se por, de um lado tinha Andreas e Nat e não queria meter-se no meio deles os dois, do outro estava Carol. Optou por pôr-se no meio de Bill e Andreas, ficando virado de frente para Carol, era preferível de frente que ao lado dela, sentir a pele dela roçar na sua e não poder tê-la na totalidade poderia ser considerado tortura. Evitavam olhar-se, mas de vez em quando era inevitável, os seus olhares cruzavam-se acendendo faíscas dentro dos dois. Mas era melhor assim, se não se davam bem como amigos coloridos, permaneciam a preto e branco e seriam com certeza mais felizes (embora a cor fosse sempre forte e quente entre eles dois).

A tarde decorreu sem problemas, no final do dia Carol já olhava para Tom sem medo ao ouvi-lo falar, e Tom contemplava-a com uma atenção especial, mas sem medo de ser apanhado a olhar para ela. Carol não o fascinava só pelo sexo, cada vez mais apercebia-se que gostava da pessoa que ela era. Não tinha tido oportunidade de a conhecer antes do sexo, a sua relação sempre tinha sido muito carnal, mas com o passar do tempo, a aproximação dos dois e principalmente com a separação dos dois tinha aprendido a conhecer e apreciar aquilo que ela era enquanto pessoa, e era linda por fora e por dentro. Estaria a apaixonar-se? Ou estaria já apaixonado sem nunca se ter apercebido?
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qua Dez 03, 2008 5:28 pm

32º CapituLo cheers


Tinha estado ali com Tom à umas semanas atrás, lembrava-se bem daquela brisa e do cheiro campestre, embora não tivessem passado muito tempo fora do carro, tinham assuntos pendentes para por em dia e saudades para matar dos seus corpos.

Não sabia que Bill a ia levar ali, pelos vistos era um sítio que os gémeos gostavam e tinham confiança de que era seguro para levar uma rapariga. Claro que Bill tinha os pés mais assentes na Terra e tinha levado Saki atrás, que se mantinha a uma distância razoável a inspeccionar o perímetro.
Sentaram-se na relva. Carol não hesitou e deitou-se para trás fechando os olhos em convite para o sol que espreitava no céu.

- Às vezes faz falta um sítio destes no meio da cidade para se poder estar assim… – disse Carol
- Ja, não que eu pudesse desfrutar dele… - disse Bill lembrando-se da sua falta de liberdade quando se falava em andar seja onde fosse
- Também com o terração que tens, querias um sítio destes para quê? – disse Carol virando a cabeça para Bill e abrindo um bocadinho dos olhos, o necessário para ver a forma do corpo que estava sentado ao seu lado.
- Por acaso tens razão, aquele terraço é tudo! – disse Bill sorrindo enquanto brincava e enrolava os dedos na relva.

Carol abriu os olhos ao sentir uma sombra sobre si, olhou para o céu e viu uma nuvem negra pairar sobre o azul.

- Oh, não me digas que vai chover? – disse ela cheia de pena do sol ter abandonado o seu posto
- Ok – disse Bill olhando para o céu
- Ok, o quê? – perguntou ela sentando-se na relva
- Não te digo que vai chover! – disse Bill a rir
- Oh parvo! – disse Carol a rir e empurrando com a mão Bill pelo seu ombro.
- Tu não queres guerra comigo Menina Caroline… – disse Bill levantando a sobrancelha esquerda e olhando para ela em tom de desafio.
- Não tenho medo de si Sr. Bill Kaulitz – disse Carol olhando pare ele com ar de quem era superior

Bill pôs-se em pé num pulo, segurou os pés de Carol com as mãos, e começou a puxá-la pelos pés, arrastando-a pela relva à medida que Carol se esperneava para se desprender e tentava agarrar-se a alguma coisa com as mãos. Quando finalmente conseguiu já estava a uns metros do sítio onde inicialmente estava sentada e Bill ria-se descontroladamente agarrado à barriga.
Carol levantou-se e começou a correr atrás dele para lhe bater, Bill corria à sua frente com uma facilidade e agilidade incrível. Começaram a cair umas pinguinhas de água mas eles não se detiveram, Bill já gozava mesmo com ela, fazendo pausas para que ela quase o alcançasse e depois fintava-a e corria para o lado oposto onde parecia que ia correr. Carol já estava cansada, não dava para o apanhar. Parou e dobrou-se sobre si mesma colocando as mãos nos joelhos enquanto procurava restabelecer a sua respiração. Bill aproximou-se dela a medo, não fosse aquilo ser um truque para o apanhar desprevenido, e não estava longe da verdade. Assim que ela o viu aproximar-se saltou para cima dele, Bill só teve tempo de virar costas e fazer tenções de começar a fugir, porque Carol apanhou-o, lançando-lhe os braços pelo pescoço e mandando-se para as suas costas ficando às cavalitas de Bill que não estando à espera daquele peso caiu para a frente, ficando estatelado no chão com Carol em cima das suas costas. Riram-se que nem uns perdidos deitados no chão, pareciam duas crianças autênticas.

Já estavam a ficar molhados, e Bill não se podia molhar assim, tinha de ter atenção à sua voz e saúde, principalmente depois do último susto que tinha apanhado, com a operação, não queria arriscar mais com aquilo que lhe era mais precioso. Pegou na mão de Carol e correu em direcção a uma árvore, onde se abrigaram. O carro ainda estava distante e a chuva ficava cada vez mais intensa.

- Não posso estar aqui assim à chuva. Daqui a umas semanas vamos entrar em estúdio para começar a gravar o novo cd – disse Bill olhando à sua volta para ver se via Saki
- A sério? – perguntou Carol
- Ja, queremos ver se o lançamos ainda no fim deste ano ou no início de 2009 – disse Bill
- Que fixe! – disse Carol sorrindo

Bill ficava contente em ver a Carol que ele tinha conhecido de volta, sabia que ela ainda não estava a 100%, mas estava a regressar e isso já era muito bom.

Saki foi a correr até ao carro e meteu-se dentro dele, conduziu-o e parou mesmo em frente à árvore onde se abrigavam Carol e Bill, para que eles entrassem no carro. Assim que entrou Bill tirou um pacote de lenços de papel de dentro da sua mala e tirou a t-shirt que tinha colada ao corpo passando um lenço de papel pelo peito, para que este não ficasse molhado. Carol assistia aquela cena como que hipnotizada, o corpo dele era igual ao de Tom, não fosse ele ter uma estrela tatuada no final da sua barriga era capaz de jurar que tinha Tom mesmo à sua frente. Bill acabou de se limpar e viu o ar com que ela olhava para o seu peito, não conseguiu evitar esboçar um sorriso.

- Queres um lenço para te limpares? – perguntou ele com um sorriso estampado no rosto
- Sim. Obrigada! – disse Carol aceitando o lenço e passando-o pela cara, pescoço e braços. Tratava do resto quando chegasse a casa.

Saki parou em frente à porta do prédio de Carol. Ainda caíam gotas de água. Carol abraçou Bill, que ainda estava de tronco nu, sentir o corpo dele assim contra o seu despertou nela lembranças do corpo que tantas vezes lhe tinha abraçado no passado, as mãos de Bill tocavam-lhe nas costas, avivando-lhe na memória as mãos fortes de Tom. Deu-lhe dois beijos e saiu do carro a correr para debaixo das varandas do seu prédio, e numa questão de segundos desapareceu para dentro do prédio. Saki seguiu caminho até casa dos gémeos.


cheers cheers cheers cheers cheers cheers cheers cheers cheers


Já estava no seu quarto, encostado à cama com um duche quente tomado e uma caneca de leite quentinho entre as mãos. Tinha a televisão ligada, mas nem sabia o que estava a dar, nem em que canal estava ligada, bebeu um golo de leite e levantou-se da cama, foi até à janela do seu quarto e demorou-se a olhar a vida urbana, estava a pensar naquela tarde.
Carol era a típica rapariga pela qual se poderia facilmente apaixonar, era bonita, inteligente, amiga, divertida, espontânea e precisava dele. Lembrou-se do modo como ela o tinha olhado no carro quando limpava o seu tronco nu com um lenço de papel, e sorriu, há muito tempo que ninguém olhava para ele assim. Gostava de estar com ela e divertia-se sempre que estava na sua companhia. Afastou-se da janela e voltou a esticar-se na cama, pegou no telemóvel.

Para: Carol
Queres ir ao concerto de Nena no próximo sábado?

Depois de mandar a mensagem sentiu um peso no coração. “O Tom!” pensou, não queria magoar o irmão, e ultimamente andava muito com Carol, às vezes tinha de lhe ocultar para que não se sentisse mal, mas Bill detestava esta situação de ter que pensar nele, nela e em Tom, de mentir e ocultar e jogar às escondidas com a pessoa que mais amava no mundo inteiro, aquela pessoa que acontecesse o que acontecesse ia estar sempre do seu lado até ao fim.


cheers cheers cheers cheers cheers cheers cheers cheers cheers


Estava deitada na sua banheira com água quente, a relaxar e pensar na vida. Sentia-se muito melhor nos últimos tempos, a sua vida estava finalmente a voltar aos eixos, já sentia vontade de sorrir e divertir-se, aproveitar as férias ao máximo, tudo graças ao apoio que os amigos lhe davam, se não fosse Nat e Bill não sabia quanto tempo teria ficado em casa sem fazer nada.
Recordou a tarde que tinha tido, tinha-se divertido imenso como uma criança a brincar num parque infantil, já não voltava à sua infância à muito tempo, mas Bill tinha aquele efeito nela, acalmava-a, lia-lhe os pensamentos, sabia que podia ser tudo ao pé dele, podia soltar a criança dentro de si. Sentia-se bem ao pé dele. Ao menos ainda haviam rapazes decentes no mundo.
Lembrou-se do corpo estrelado de Bill e recordou o momento revivendo a vontade imensa que tinha tido de por as suas mãos naquele peito, beijá-lo e tê-lo, mas sabia que era uma projecção da sua cabeça, quem ela queria era Tom, o seu corpo, as suas mãos e o seu sexo. Sentia falta daquele sexo.
Saiu da banheira e foi até ao seu quarto enrolada numa toalha, tinha uma mensagem à sua espera no telemóvel. Leu-a com um sorriso nos lábios e prontamente respondeu.

Para: Bill
Se prometeres não me levar a arrastar pelo chão! =p
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qui Dez 04, 2008 9:31 am

DIKINHAAAAAAAAAAAAAAAAS!
Há quantos anos é que não falo contigo, rapariga? x.x
Há muitos mesmo, pois é. Ainda por cima o fórum oficial não abre -.- (Omg, a Wir :'33)
Bem, mas aqui é a In die Nacht e é essa que vou comentar!
Primeiro que tudo! Não percebo pq é que ninguém comenta esta fic -.-, esta coisinha tão boa, queridinha, viciante, chocante (há que ser realista x'D) e o mais importante de tudo... é escrita pela Dikas ^^
mas pronto, pode ser que depois haja gente que faça como eu e a Cath que lemos 50 e tal capítulos de seguida x'D (vai haver de certeza, quem é que resiste a isto?! *-*)
Anyway!... Aww, ainda me lembro disto tudo, mén. Ainda sei o que vai acontecer a seguir, mas não resisti mesmo, tive de vir ler outra vez :3
O Bill e a Bea, aww, ficam tão fofinhos juntos x.x

Bem, vou-me embora -.-
beijinho mesmo grande em ti, sim? :3

ps: quero um relatório pormenorizado da ida a Hamburg, ouviu? *.* x'D

_________________
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qui Dez 04, 2008 7:44 pm

MargaridaKaulitz ♥ escreveu:
DIKINHAAAAAAAAAAAAAAAAS!
Há quantos anos é que não falo contigo, rapariga? x.x
Há muitos mesmo, pois é. Ainda por cima o fórum oficial não abre -.- (Omg, a Wir :'33)
Bem, mas aqui é a In die Nacht e é essa que vou comentar!
Primeiro que tudo! Não percebo pq é que ninguém comenta esta fic -.-, esta coisinha tão boa, queridinha, viciante, chocante (há que ser realista x'D) e o mais importante de tudo... é escrita pela Dikas ^^
mas pronto, pode ser que depois haja gente que faça como eu e a Cath que lemos 50 e tal capítulos de seguida x'D (vai haver de certeza, quem é que resiste a isto?! *-*)
Anyway!... Aww, ainda me lembro disto tudo, mén. Ainda sei o que vai acontecer a seguir, mas não resisti mesmo, tive de vir ler outra vez :3
O Bill e a Bea, aww, ficam tão fofinhos juntos x.x

Bem, vou-me embora -.-
beijinho mesmo grande em ti, sim? :3

ps: quero um relatório pormenorizado da ida a Hamburg, ouviu? *.* x'D

MaRgaRidaaaaaaaaaaaaaaa Exclamation Exclamation Exclamation

Há kanto tempoooooooooo! OhHhhhh...n sabia k o outro forum n andava a abrir!!!! K porcaria....vou ter de me xatear com ele! Mas vai tentando sweety....pode ser k um dia sem esperares ele abra novamente (fiko a torcer para k sim)!
A Wir lá continua.....vai longaaaaaaa Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil kando akabar d postar a In Die Nacht começo com a Wir aki.... Wink
BiGadapor teres vindo rever esta fic, é e será sempre muito importante para mim! Fiko muito feliz k gostes dela e a revejas.... BiAGDa sweety!

* * * KiSsEs GrAndes * * *

Ps - HaMburG rocks.... akoncelho vivamente Wink
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qui Dez 04, 2008 7:45 pm

33º Capitulo



Tinham combinado encontrar-se lá dentro.
Era o que dava sair com um dos irmãos Kaulitz, nunca podia ser vista com nenhum deles, vivia como se tivesse a vida de uma agente secreta, cheia de emoção e aventura mas à margem da sociedade, à escondida de tudo e todos. Mas não se importava, não se dava com eles pela fama, dinheiro ou para que a vissem do seu lado, gostava deles pela sua companhia e amizade.
Bill tinha-a convidado para o concerto de Nena, mas mais uma vez, não poderiam ir para a plateia ou para um camarote, seriam logo alvo de milhares de objectivas e apareceriam em todas as capas dos jornais e revistas no dia a seguir. Bill já conhecia bem Nena, tinha falado com ela e ela tinha guardado um lugar no backstage onde poderiam ouvir e ver o concerto bem de perto.
Carol não conhecia bem a música de Nena, mas desde a última experiência que tinha tido num concerto (que por acaso tinha sido dos Tokio Hotel), estava fascinada com a energia e vibração que sentia ao estar ali no meio daquela multidão a sentir a força que se gerava entre milhares de pessoas. E na companhia de Bill iria divertir-se de certeza.

Quando chegou ao recinto, telefonou a Bill que já lá estava dentro e um guarda-costas gigante que ela reconheceu imediatamente como sendo Saki foi buscá-la à porta e direccionou-a até uma sala onde Bill estava a conversar entusiasmadíssimo e com um brilho nos olhos incrível com Nena. Bill foi ter com ela à porta e deu-lhe dois beijinhos, e prontamente apresentou Carol a Nena. Nena tratou-a incrivelmente bem, super simpática, como se fossem amigas desde sempre, Carol achou estranho, sempre tinha pensado que as pessoas famosas eram arrogantes e mal dispostas, mas Nena contrariava todos os estereótipos. Ali estiveram cerca de 15 minutos a falar e rir entusiasmados, até Nena sair da sala para ir aquecer a voz e preparar-se para subir ao palco.

Saki levou Bill e Carol para uma sala privada onde eles iriam ver o concerto. Era uma sala que ficava no primeiro andar da sala de espectáculos e tinha vidros fumados, podiam fazer o que quisessem lá dentro, ninguém conseguiria ver o que estava a acontecer na sala, mesmo que se encostassem ao vidro e espreitassem lá para dentro. A sala só tinha acesso através do backstage, não estava ao dispor de qualquer um.

Entraram na sala e Saki ficou do lado de fora a guardar a porta, sempre muito profissional e sério. A sala não tinha mais que uma mesa com aperitivos e bebidas, umas 10 cadeiras para os convidados se puderem sentar se assim o desejassem, um vidro que ia do chão ao tecto, (Carol percebeu que era um vidro fumado, ninguém os conseguia ver, mas eles viam tudo) e umas colunas por onde seria transmitido o som do concerto. Estavam incrivelmente perto do palco, a uns 20 metros de onde Nena ia actuar.

Carol sentou-se numa das cadeiras enquanto aguardava que o concerto principiasse. Bill serviu duas bebidas e estendeu uma a Carol com um sorriso eléctrico na sua cara, via-se que estava muito contente e excitado, Carol nunca o tinha visto assim, nem se sentou ao seu lado, andava a cirandar de um lado para o outro da sala à espera que o concerto começasse.

Quando surgiram as primeiras notas, Bill foi a correr até ao vidro e de sorriso na cara começou a cantar a música que abria o concerto. Carol estava entusiasmada só de vê-lo assim, parecia que radiava energia e felicidade por todos os poros, sentiu-se na obrigação de se levantar e pôr-se ao lado dele. Ele olhava-a com um sorriso de orelha a orelha, cantava e dançava satisfeito e extasiado. Estendeu o copo até Carol em forma de brinde e Carol juntou o seu copo ao dele, fazendo com que os copos se tocassem e brindassem, beberam um golo da bebida.
Carol estava a entrar na música, Nena cantava bem e a banda tocava muito bem também, balançava o seu corpo de um lado para o outro à medida que ouvia a música e bebia a sua bebida. Espreitava de vez em quando Bill que cantava, pulava e vibrava com a música, ele estava ali ao lado dela, mas sabia que ao mesmo tempo estava naquele palco com Nena a cantar e viver aquela música com toda intensidade possível. A dada altura, Bill coloca o seu braço direito por cima dos ombros de Carol abraçando-a, dançando e pulando ao som da música. Carol ria-se, era impossível não se sentir contagiada por Bill, ele estava deslumbrado com aquele som. Carol seguiu o seu exemplo e pulou e dançou com ele colocando a mão esquerda à volta da cintura de Bill. Bill virou-se para ela de sorriso aberto e deu-lhe um beijo na testa e continuou o seu festejo.
Nena saiu do palco, Bill sabia que ela ia voltar, ela voltava sempre. Já conhecia aquele concerto de trás para a frente, mas mesmo assim não conseguia evitar de sentir-se nas nuvens quando via Nena ao vivo.

- Estás a gostar? – perguntou Bill sentando-se ao lado de Carol que se tinha sentado assim que a música terminara, cansada de tanto pular.
- Sim! Ela é incrível – disse Carol exausta – E tu vibras mesmo com a música dela!
- Adoro a Nena. Faz-me lembrar coisas boas – disse ele limpando o suor da sua testa – E agora tenho mais uma recordação para me lembrar no futuro sempre que ouvir a Nena cantar.
- Então?
– perguntou Carol interessada
- Nós os dois nesta sala a vibrar ao som de Nena, hei-de me lembrar disto por muito tempo – disse ele olhando-a nos olho

Carol sentia-se tomada por aqueles olhos que exibiam uma cor escura que lhe davam um tom misterioso.

- Oh! Havemos de ter muitas oportunidades para ir a mais concertos de Nena, vais ver! – disse ela para desviar a conversa daquilo que lhe pairava na cabeça dizer naquele momento.
- Agora que sei que gostas de Nena, não me escapas! Vais ser a minha nova companhia para os concertos, assim dou descanso aos rapazes que já não aguentavam mais acompanhar-me – disse Bill contente por ter encontrado alguém parecido com ele.

O som voltou a ecoar na sala, Nena voltava ao palco para cantar mais duas músicas, Bill levantou-se de imediato com uma energia revitalizada, como se ainda não tivesse assistido ao concerto praticamente todo, e olhou para trás para Carol, vendo-a exausta sentada no banco, estendeu-lhe as mãos e puxou-a para cima, eram só mais duas músicas, abraçou-a, sentindo-a abraçar a sua cintura e dançou, pulou e cantou o máximo que podia.

Quando o concerto acabou, sairam da sala esgotados e foram ter com Nena ao backstage para lhe dar os parabéns pelo concerto. Bill estava nas nuvens, os seus olhos brilhavam e na sua boca tinha um sorriso que parecia viver nos seus lábios desde o momento em que o concerto se tinha iniciado.

Agente Secreta Caroline 009, seguia caminho para a sua missão: chegar-sã-e-salva-a-casa-sem-que-ninguém-sequer-desconfiasse-com-quem-ela-tinha-acabado-de-estar. Despediu-se de Bill. Saki levou-a até a porta de saída do recinto. Lá fora dezenas de fãs aguardavam histéricas por Nena, ao verem Carol gritaram, mas apercebendo-se que não era Nena, fez-se silêncio. Carol passou por elas e foi apanhar o metro a uns 300m dali rumo a sua casa.
Quando chegou a casa nem queria acreditar na sua cama, parecia uma visão, deitou-se o mais rápido que conseguiu e caiu num sono profundo.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qui Dez 04, 2008 7:45 pm

34º Capitulo


Tinha combinado ir sair com Nat, já não iam sair só as duas há muito tempo.
Estava reticente em ir para a discoteca do costume, a última vez que lá tinha estado não tinha levado boas recordações daquele sítio. Mas Nat tinha-lhe dado a volta (como de costume) com a conversa de enfrentar de uma vez por todas aquele incidente e fechar a porta daquele capítulo da sua vida.

Estava em frente à porta da discoteca à espera de Nat. Não sabia o que é que a amiga tanto fazia para chegar sempre atrasada.
Natalie chegou, cumprimentou a amiga e o segurança da discoteca que fez imediatamente sinal para que ambas entrassem. Sentia-se esquisita, parecia que voltava ao local de um crime, sentia-se amedrontada com o sítio, com as pessoas, com a música. Nat encaminhou-se para o bar e Carol foi atrás dela. Chegou ao bar e pediu um vodka puro, não queria sequer pensar na possibilidade de estar naquela discoteca sóbria.

Pôs a conversa em dia com Nat, contou-lhe tudo sobre o concerto de Nena e como Bill estava num estado de alegria e felicidade como nunca o tinha visto. Nat contou-lhe o desenvolvimento da sua relação com Andreas, estava feliz e já faziam planos de ir passar um fim-de-semana romântico algures sem ninguém, só eles os dois. Carol via em Nat uma felicidade que transbordava, sentiu-se verdadeiramente feliz pela amiga.

O telefone de Nat tocou e ela fez sinal de que ia lá fora atender. Carol ficou sozinha, bebeu o último golo do seu vodka fazendo uma careta, e pediu outro, sabia que com 2 vodkas puros ficaria KO para a noite toda, não havia melancolia que a atingisse.
Nat nunca mais voltava, devia ser Andreas ao telefone. Foi até à pista de dança e soltou o seu corpo de medos e receios dançando ao ritmo da música. Sentia-se liberta, estava no meio de uma quantidade de gente que não conhecia e que nem queria conhecer. Toda a gente que tinha conhecido ali, tinha-se revelado uma surpresa negativa, e ela não precisava de nada negativo à sua volta, só queria divertir-se em paz, sem preocupações nem stress, estava com a sua melhor amiga, nada poderia ser melhor ou mais real do que aquilo.

Natalie regressou do exterior com um sorriso de orelha a orelha, Carol percebeu logo que o seu palpite estava certo, Andreas tinha-lhe telefonado.

- Kiportjste kwu o fkrefj nekao la diw? – perguntou Nat
- O quê? Não percebi nada… – disse Carol aos berros para se fazer ouvir por cima da música
- Importaste que o Andreas venha cá ter? – repetiu Nat elevando a voz.
- Claro que não! – disse Carol

Na verdade importava-se um bocadinho. Era a primeira vez em muito tempo que ia sair com Nat, só as duas, ainda por cima para aquele sitio que ela não queria ir, e onde se sentia marginalizada e agora ia ter de passar o resto da noite a fazer de vela, ou podia ficar um bocadinho e depois ir embora deixando os dois pombinhos a curtir a sua felicidade a sós. Depois logo via, mas não queria ficar ali muito tempo.

Continuou a dançar de olhos fechados e a soltar a energia que tinha comprimida no corpo há muito tempo. Nat dançava a seu lado. Não teve noção do tempo passar mas a verdade é que lhe tocaram no braço de forma amistosa, e ela abriu os olhos para encontrar um Andreas feliz e contente agarrado a Nat. Cumprimentou-o com um sorriso nos lábios, ele era mesmo 5 estrelas e ficava tão bem ao lado de Nat.

- Vai à zona VIP… – disse Andreas ao seu ouvido

Carol hesitou por um momento, mas Andreas abanou a cabeça afirmativamente, e confiou nele. Não tinha porque não confiar. Deixou Andreas e Nat para trás, estavam a dançar abraçados na pista de dança. Subiu as escadas até à zona VIP e bateu à porta. Sentia o coração palpitar, não sabia quem ia estar do outro lado da porta. E se fosse Tom?
A porta abriu-se e à sua frente estava um rapaz alto e moreno. Cabelos escorridos para baixo em tom preto e uns olhos amendoados demarcados a eyeliner. Sentiu um alívio momentâneo.

- Ainda bem que vieste – disse Carol dando-lhe dois beijinhos – estava a ver que ia passar a noite toda a fazer de vela!
- Não tinha nada para fazer, o Tom estava a preguiçar, não queria fazer nada, telefonei ao Andreas e ele disse que vinha cá ter convosco. Resolvi colar-me – disse Bill
- E fizeste tu senão bem! – disse Carol

Carol deitou-se no sofá de barriga para baixo, estava cansada e meia zonza por causa dos vodkas. Tinha de dançar para gastar o álcool, mas apetecia-lhe tanto ficar ali estendida e dormir até ser dia.

- Queres beber alguma coisa? – perguntou Bill
- Não. Já tive a minha dose por hoje – disse Carol abrindo a boca

Bill chamou o empregado pelo intercomunicador e pediu uma bebida. Foi até ao vidro e espreitou a pista de dança. Andreas e Nat dançavam desinibidamente, roçando-se um no outro e beijando-se compulsivamente. Achou graça em ver o amigo tão interessado numa rapariga como estava em Nat, há muito tempo que não se envolvia a sério com alguém e Nat era uma rapariga espantosa, era impossível não gostar dela.
O empregado bateu à porta e Bill foi buscar a bebida, deu um golo e pousou-a na mesa. Olhou para Carol deitada no sofá quase a adormecer, parecia tão serena e em paz.
Sentou-se ao lado de Carol, que murmurou:

- Faz-me massagens…

Bill não tinha jeito nenhum para massagens, nem nunca se lembrava de ter feito massagens a ninguém, geralmente ele é que levava massagens durante as Tours, mas assentiu afirmativamente, e virou-se para as costas de Carol colocando ambas as mãos nas suas omoplatas e massajando um pouco a medo de a estar a magoar com a força que punha nas suas mãos (gostava das massagens fortes).

- Mais abaixo – disse ela

Bill desceu as mãos pelas costas de Carol percorrendo a sua coluna vertebral e continuou a massajar, como ela não se tinha queixado continuava a pressionar com força. Há muito tempo que não sentia o corpo de uma rapariga assim nas suas mãos, era certo que não estavam a fazer nada, era somente uma massagem, mas se para ela estava a ser relaxante, para ele estava a ser estimulante.

- Mais abaixo – disse ela levantando um pouco o top, para que ele lhe chegasse ao final da coluna vertebral e pudesse pôr as mãos mesmo contra a sua pele.

Bill continuou a descer as mãos até à pele nua de Carol, sentia cada centímetro da sua pele quente… a ferver.

Carol estava deitada no sofá, sentia-se cansada, apetecia-lhe uma massagem para relaxar. Pediu a Bill que prontamente colocou as mãos nas suas costas e começara a massajar com força. Adorava as massagens assim, com firmeza. Bill tinha umas mãos que não eram só bonitas, também eram fortes e robustas, estavam a surpreendê-la. Sentia-se tão bem e relaxada deitada naquele sofá, pediu a Bill que massajasse mais abaixo, mas ele não percebeu a sua indicação e teve que o guiar levantando um pouco o seu top, para que ele percebesse que queria sentir a massagem no final da coluna vertebral onde sentia que tinha tenção acumulada. A força com que ele a massajava fazia-a soltar uns gemidos, uma mistura de dor e prazer, mas estava à vontade, a música estava alta e ele não conseguiria ouvi-la a libertar a energia que tinha contida dentro de si. De repente Bill parou, Carol não queria que ele parasse, estava a saber tão bem, só queria estalar os dedos e aparecer na sua cama para ser perfeito.
Abriu os olhos e viu-o a olhar para ela com aqueles olhos profundos, Carol não estava compreender o porque dele ter parado. Virou-se de barriga para cima e sentou-se no sofá.

- O que é que foi? – disse ela ao vê-lo com cara de caso

Não obteve resposta. Ou por o menos a resposta que estava à espera de receber. Bill segurou-a com uma mão pelo pescoço e com outra na cara e beijou-a. Um beijo, doce, terno, com sentimento.
Afastou-se dela, e olhou-a nos olhos, via neles uma expressão de espanto, mas ao mesmo tempo de segurança e sem se conseguir conter olhou para os lábios carnudos de Carol e depositou neles outro beijo, suave e sensível. Carol estava surpresa, mas carente. Aquele beijo tão terno fazia-a sentir única, como se mais ninguém existisse naquele momento. Entreabriu mais os seus lábios e alcançou com a sua língua o interior da boca de Bill e sentiu-o. O piercing. Outro piercing para a deixar maluca. A língua de Bill percorria todo o interior da sua boca de forma maleável, e Carol sentia aquele objecto no seu interior. Bill beijava bem, era dedicado, procurava dar-lhe afecto e demonstrar sentimento com aquele beijo, não a beijava por beijar.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Sex Dez 05, 2008 11:18 am

pois é, já viste? Eu, a Cath e a Rute não conseguimos entrar no oficial :/
Que cena, gostava (e tenho) mesmo de ler a Wir, e já sei que quando conseguir entrar vou ter de tirar o dia inteiro para ler os capítulos todos x.x (oh, tipo que é um grande sacrifício :3)
AHHHH (grito), que fofurinhaa, o Bê e a Cê *-* ficam mesmo bem juntos, pow! (eu sei q não, eu sei x'D)

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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Sex Dez 05, 2008 5:37 pm

MargaridaKaulitz ♥ escreveu:
pois é, já viste? Eu, a Cath e a Rute não conseguimos entrar no oficial :/
Que cena, gostava (e tenho) mesmo de ler a Wir, e já sei que quando conseguir entrar vou ter de tirar o dia inteiro para ler os capítulos todos x.x (oh, tipo que é um grande sacrifício :3)
AHHHH (grito), que fofurinhaa, o Bê e a Cê *-* ficam mesmo bem juntos, pow! (eu sei q não, eu sei x'D)

beijão Dikinhas @

Não fazia ideia k vcs n conseguiam entrar no oficial..... k CeNa!!!! Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad
Já a Mips tinha tido esse problema.... Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad
Bem.... vais mesmo ter de tirar um dia inteiro pk a Wir está kase nos 100 kapitulos e tem kom kada kapitulo gigante k nem sei komo é k ando a escrever tanto LolOol Wink
LolOlOoL pois...tu sabes o k vem por aí Wink

* * * KissEs * * *
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Sex Dez 05, 2008 5:40 pm

[35º Capitulo flower


Sempre tinha gostado do mesmo tipo de raparigas que o irmão, e desta vez estava a acontecer o mesmo, embora Tom fizesse questão de dizer que não gostava nem tinha nada com Carol, ele sabia que a tristeza que habitava no irmão, era de quem se tinha envolvido emocionalmente, mesmo que ele não quisesse admitir.

Sentia-se culpado por ter beijado Carol na noite anterior, mas ela tinha despertado nele algo que não sentia há muito tempo, e ele queria-a tanto.
Talvez fosse fraco e não a devesse ter beijado, devia ter pensado em Tom antes de ter agido. Era um traidor sem coração, tinha conseguido fazer mal à pessoa que mais amava no mundo. Andreas dissera-lhe que não. No caminho para casa contou tudo ao amigo, que lhe dissera que se ele gostava mesmo dela devia procurar ser feliz ao seu lado, Tom tinha tido a oportunidade dele e tinha estragado tudo. Bill percebia o que Andreas queria dizer, mas ao mesmo tempo sabia que Tom era orgulhoso e casmurro demais para alguma vez admitir que gostava de uma rapariga. Pensava em demasia em sexo e esquecia-se da essência da coisa, que é gostar de alguém.

Não tinha falado com Carol depois daquele beijo. Andreas e Nat tinham entrado na sala VIP e o clima tinha ficado pesado. De vez em quando trocava olhares tímidos com Carol e um sorriso ou outro, mas sentia-se um autêntico miúdo, acabadinho de se apaixonar e com vergonha de olhar para ela.
Tinha de a ver, precisava de falar com ela e perceber o que ela tinha sentido. Talvez tivesse sido tudo do calor da noite ou talvez o olhasse só como um amigo e o beijo não tivesse significado nada. Tinha que saber.


flower flower flower flower flower flower flower flower flower flower flower flower flower


O piercing, as mãos, o olhar, não lhe saiam da cabeça.

Bill era tão diferente do irmão. Gentil, suave, o modo como lhe tinha segurado na cara e no pescoço tão delicadamente. Não conseguia esquecer aquele beijo. Porque é que ele a tinha beijado? O que é que tinha passado pela cabeça dele naquele momento? Acabaram por não conversar a seguir, Carol não estava a perceber… à quanto tempo lhe queria beijar? Será que de todas as vezes que tinham estado juntos só os dois ele já tinha intenções de o fazer? Estava confusa.
Não podia dizer que já tinha esquecido Tom completamente, ele tinha sido muito importante, tinha sido uma marca na sua vida. Era difícil esquecer alguém como Tom, a simples lembrança dele e dos momentos pelos quais tinham passado a deixavam com vontade de estar com ele (se ignorasse a fatídica noite). Mas não queria nada com ninguém, queria ser livre e fazer o que bem lhe apetecia, queria distância amorosa de tudo e todos, principalmente do seu melhor amigo que só por acaso era irmão gémeo de Tom.

Carol estava enrolada numa toalha, tinha acabado de sair do banho, e deitada na sua cama revivia o beijo da noite passada. Estava carente, só podia ser, porque aquele beijo soube-lhe tão bem, como se fosse suposto acontecer, como se lhe pertencesse há muito tempo, e os lábios dela estivessem à espera daquele toque. E o piercing dele? Aquela consistência dura dentro de si. E o olhar dele? ….quando ele lhe olhara nos lábios e nos olhos. Carol abanou a cabeça “Estúpida! Estás mesmo carente!” pensou. Bill era o seu melhor amigo, e irmão de Tom, não podia ter nada com ele. Afastou os pensamentos da cabeça. Tinha acontecido, eram as hormonas, tinha sido não intencional.

A campainha soou. Carol não esperava ninguém aquela hora, e geralmente a única pessoa que aparecia sem avisar era Nat. Será que tinha acontecido alguma coisa? Foi até à porta e sentiu alguém bater na porta, espreitou no buraquinho e viu Bill. “Oh não!” pensou Carol. “E agora?” Abriu um bocadinho da porta, o necessário para por a cabeça de fora e disse:

- Acabei de sair do banho, importaste de esperar um bocadinho?
- Não
– disse ele entrando porta adentro, e olhando para Carol de cima a baixo. Raparigas em toalhas….gostava…era uma boa visão.

Não era suposto Bill entrar, a ideia era ele esperar lá fora. Sentiu-se envergonhada por ele a ver naquela figura, mas também ele já a tinha visto de bikini, não haveria de ser pior.

- Vou-me só arranjar, já volto. Fica à vontade… – disse ela enquanto seguia em direcção ao seu quarto.

Entrou no quarto e fechou a porta atrás de si. Ele estava ali, na sala dela, e ela estava estupidamente nervosa! Não sabia o que lhe dizer. Vestiu-se demorando algum tempo, enquanto na sua cabeça vivia e revivia aquele beijo e tentava pensar no que fazer e no que lhe dizer quando saísse do quarto.
Saiu e dirigiu-se até à sala para ir ter com ele. Bill estava a olhar pela janela com um ar pensativo. Carol tentou comportar-se normalmente, como se nada tivesse acontecido e foi ter com ele.

- Desculpa! Tinha acabado de sair do banho… – e deu-lhe dois beijinhos
- Não tem problema. Eu também devia ter avisado que vinha – disse Bill
- E então? O que te traz por cá? – perguntou ela, não querendo ser demasiadamente directa nem puxar o assunto da noite anterior, e sentou-se no sofá fazendo sinal a Bill para seguir-lhe o exemplo.
- Bem, na verdade… vim cá porque precisava de falar contigo por causa de ontem à noite… – disse ele timidamente, olhando para as suas mãos, tentando desviar o seu olhar do dela – Queria pedir-te desculpas… não sei o que me passou pela cabeça!
- Não tens nada de pedir desculpas, eu também te beijei! – disse Carol
- Sim mas… eu é que comecei! Deixei-me dominar pelo impulso. Desculpa – disse Bill olhando-a timidamente nos olhos
- Não precisas de pedir desculpa, a sério! Aconteceu! Nós passamos tanto tempo juntos, acontece! – disse ela olhando-o ternamente ao vê-lo assim à sua frente tão vulnerável.
- Tu és incrível! – disse Bill admirado com a postura de Carol, e abraçou-a num gesto de amizade
- Ohh…tu é que és incrível! Achas que eu ia ficar chateada contigo por causa de um beijo? – disse ela abraçando-o com força
- Não foi só um beijinho…foi um senhor beijo – disse Bill rindo-se

Carol riu-se de Bill, aquela maneira de falar lembrava-lhe Tom, eram tão parecidos e no entanto tão diferentes. Soltou Bill dos seus braços e olhou para ele. Os olhos de Bill tinham uma expressão séria e intensa, uma expressão que só se lembrara de ter visto na noite anterior. Olhou para baixo, para desviar a atenção, não queria pensar nele como nada mais que um amigo, voltou a olhar para cima e Bill continuava a olhar para ela estático. Viu os olhos dele desviarem a sua atenção para os lábios dela, e sentiu o seu coração acelerar, sentiu um ímpeto que contrariou. Mas ao ver Bill desviar o olhar dele com uma expressão triste e pesarosa não resistiu, colocou ambas as mãos na cara de Bill, virou-a até si e juntou os seus lábios aos dele. Bill aproximou-se dela, queria senti-la mais perto, rodeou a sua cintura com um braço e os seus ombros com outro e fê-la sentir novamente o objecto que habitava na sua boca, beijava bem, com dedicação e devagarinho. Aquele beijo era tão sentido como o da noite anterior.
Carol sentiu-se especial.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Sex Dez 05, 2008 5:41 pm

36º Capitulo Suspect



“Estúpida! Otária! Idiota!” pensava Carol “Só te metes em merda!”.

Estava estupidamente arrependida de ter beijado Bill. Estava estupidamente carente, queria atenção e Bill sabia fazê-la sentir como a única pessoa à face da Terra. Tinha uma maneira de ser e um olhar que lhe transmitia confiança e segurança, sentia-se bem nos seus braços, sentia-se bem com o seu beijo. Mas não podia sentir-se bem!!!
Ela estava a pensar no Bill, o amigo, o irmão gémeo de Tom. Não havia sequer hipótese de haver nada, nem que fosse pelo simples facto de ela não querer.

Desta vez tinha sido ela a beijá-lo. O que é que lhe tinha passado pela cabeça? Tinha-o visto vulnerável… mas isso não era desculpa. A maneira como ele a tinha feito sentir desde o momento em que tinha entrado em sua casa, o seu coração palpitava, tinha um nervosismo na barriga, uma timidez para com ele e um desejo de o abraçar.

Não podia ser. Desse por onde desse.

Carol estava confusa, as ideias corriam-lhe a 1000 à hora, queria e não queria estar com Bill. Sabia que estava carente, e que provavelmente era isso que a estava a afectar mais. O pensamento de o ter ali, disposto a fazê-la sentir especial, a dar-lhe atenção, carinho e de uma forma tão terna e sentida deixava-a sem palavras. Mas ao mesmo tempo não queria nada com ninguém, e ele era a pessoa mais improvável pela qual ela se poderia apaixonar. Gostava imenso de Bill, era tudo para ela, tinha-a ajudado em tantos momentos difíceis, tinha-a feito rir quando só lhe apetecia chorar, mas mesmo assim… era irmão de Tom…era o seu melhor amigo, não era suposto gostar dele, não era suposto sentir-se tão bem do seu lado, e com tanta calma.

Tinham passado parte da tarde a trocar beijos, como se não existisse mais ninguém no mundo, como se fossem só eles e a boca um do outro. Tinham acabado a tarde deitados no sofá em carícias e beijos ternos.

Bill não tinha tentado mais nada. Carol sabia que se fosse Tom, tinha acabado a tarde nua, mas Bill respeitava-a, não procurava sexo nem satisfação ou prazer, queria amor, queria carinho e principalmente queria satisfazê-la a ela, dar-lhe atenção e conseguiu. Carol tinha tido uma tarde maravilhosa nos braços de Bill, e isso preocupava-a ainda mais. Não queria ter gostado, não queria ter aproveitado cada toque, cada festa, cada beijo, cada investida da língua de Bill.

Estava com remorsos. Sim! Era essa a palavra certa. Remorsos de o ter beijado e de ter gostado. Talvez devesse telefonar a Nat, mas sentiu-se envergonhada de recorrer à amiga por causa disto, o que é que Nat ia pensar dela? Que era uma pega que se metia com 2 irmãos?

E Tom? O que é que Tom ia pensar quando soubesse que ela e o irmão se tinham envolvido? Oh Meu Deus, nem queria pensar nisso, nunca mais ia olhar para ela e Bill ia ter problemas a sério com ele. Será que valia a pena tanto sofrimento por causa de uma atracção que nascia da carência dela e dos impulsos de Bill? Não, nada valia a pena se causasse sofrimento aos outros.

Tinha ficado sem perceber de onde tinha vindo o impulso de Bill…ele não lhe dissera, continuava com as mesmas dúvidas, será que ele estava apaixonado por ela? Ou seria também carência de não ter ninguém há muito tempo e de se ter aproximado dela e terem ficado amigos íntimos? Não percebia, talvez fosse melhor não perceber. E agora como ia reagir quando estivesse à frente dele?

Sentou-se à mesa com um prato de comida à frente, brincava com os grãos de arroz, mas não conseguia ganhar fome para os comer. Tinha a cabeça ocupada e baralhada. Largou o garfo, levantou-se e foi por as coisas à cozinha, nem lhe apetecia arrumar nem limpar nada, deixou o prato sujo na bancada da cozinha e foi para a sala. Ligou a televisão e sentou-se no sofá, fez zapping, mas não estava a dar nada que lhe interessasse e a sua cabeça continuava a divagar. Tinha de falar com Nat, era a única pessoa em quem podia confiar e desabafar. Sabia que o que quer que ela lhe dissesse ia ser a verdade pura e dura. A palavra da amiga era sempre imperativa de bom senso.

Pegou no telemóvel e ligou à amiga

- Carolllllll – disse Nat numa expansão de alegria
- Olá Nat. Tudo bem? – disse Carol
- Tudo miga, e contigo? – perguntou Nat
- Também… Olha precisava de falar contigo, achas que podes passar cá em casa mais logo? – perguntou Carol
- Claro. Mas está tudo bem? – perguntou Nat a achar esquisito aquele telefonema
- Sim, tudo bem! – disse Carol
- Ok, então estou aí por volta da hora do jantar e levo jantar para nós… - disse Nat percebendo que a miga não devia estar nos seus melhores dias.
- Ok, até logo! – disse Carol e desligou o telemóvel

Sentia-se mais leve, ia poder desabafar com a amiga, só esperava que Nat não sofresse de uma indigestão depois de ela lhe contar o que se tinha passado naquela tarde.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Sex Dez 05, 2008 6:10 pm

Oh Dikinhas, tu não me assustes. Eu adoro a Wir, tu sabes. Mas meu Deus, estou a ver q vou ter de me andar a preparar psicológicamene para a ler : |
Ai, é melhor nem pensar nisso que ainda me dá uma coisa má : |
beijinho*

_________________
29/06/2008 «3



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Kaulitz's Anatomy is Love :3
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Sab Dez 06, 2008 7:13 pm

MargaridaKaulitz ♥ escreveu:
Oh Dikinhas, tu não me assustes. Eu adoro a Wir, tu sabes. Mas meu Deus, estou a ver q vou ter de me andar a preparar psicológicamene para a ler : |
Ai, é melhor nem pensar nisso que ainda me dá uma coisa má : |
beijinho*


LololoOL noup....nada de sustos sweety don't worry Wink
Mas prepara.t pk vais ter muito k ler... Wink

* * * KissEs * * *

PS - Espero k em breve konsigas entrar no forum para a ver...
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Sab Dez 06, 2008 7:13 pm

37º Capitulo Crying or Very sad


Acabava de entrar em casa, estava feliz. Há muito tempo que não se sentia tão feliz, tão realizado na sua vida pessoal, há muito tempo que não estava com ninguém, e Carol era incrível, sabia onde lhe tocar e como o beijar para o deixar doido.
Tinha adorado a tarde ao lado de Carol. Tinha ido até casa dela para esclarecer a noite anterior, mas sentia-se tão bem nos seus braços, e quando sentiu o toque dos seus lábios não conseguiu evitar em dar-lhe um pouco dos dele.
Não sabia como iam ser as coisas daqui para a frente, mas estava expectante com o que o futuro lhe pudesse trazer, sentia-se carente e sedento de atenção.

Estava de volta ao seu casulo, foi até ao seu quarto e deitou-se na sua cama a reviver os beijos de Carol, parecia que ainda conseguia sentir os lábios dela contra os seus.
Lembrou-se de Tom… tinha traído o irmão! Não lhe podia contar o que se tinha passado, sentia-se mal por isso, Tom era o seu ombro confidente, contava-lhe tudo o que se passava na sua vida, e desde que se tinha aproximado de Carol, tinha-se afastado inevitavelmente do irmão, já não o procurava como antigamente, não podia procurá-lo se sabia que o iria magoar com as histórias que queria contar, e agora com o beijo! Agora ia magoá-lo realmente. Mais uma vez, não tinha pensado antes de agir, ele não era assim… estava a tornar-se irracional. Sentiu-se culpado por se sentir feliz com a tarde que tinha tido.

Tinha de falar com Tom, não para lhe contar o que acontecera, não podia fazer isso ao irmão sem ter a certeza absoluta que o que sentia por Carol era realmente importante, mas tinha de falar com ele sobre ela, inspeccionar como ia a sua ferida, se já estava sarada ou não.

Levantou-se da cama e procurou Tom pela casa toda, foi encontrá-lo no terraço, deitado numa espreguiçadeira a apanhar banhos de sol, e a ouvir música no seu iPod. Aproximou-se dele e sentou-se na espreguiçadeira ao seu lado. Tom sentiu a sua presença, abriu os olhos com dificuldade por causa da luz do sol e tirou um dos phones dos ouvidos.

- Então maninho? Tásse? – perguntou Tom
- Ja! E tu? – perguntou Bill de volta
- Também! Olha hoje vou encomendar uma pizza ou assim, não me apetece nada fazer comida – disse Tom. Era sempre a mesma coisa, quando calhava o dia de Tom cozinhar raramente se sujava a cozinha.
- Na boa. Olha gostava de falar contigo sobre um assunto… - disse Bill a medo
- Então? O que é que se passa? – perguntou Tom tirando o outro phone. O irmão estava com cara de caso e queria dar-lhe toda a atenção possível, ultimamente andavam tão distantes
- Tu… e a Carol…vocês nunca mais falaram? – perguntou Bill a medo que o tema morresse logo ali por estar a falar nela
- Não, desde aquele dia em que ela veio cá a casa com a Nat e o Andreas, nunca mais falámos. Porquê? – perguntou Tom interessado
- Não é nada… - disse Bill
- Ela perguntou por mim? – perguntou Tom sentando-se na espreguiçadeira e colocando um sorriso que Bill percebeu ser de felicidade
- Não, não é isso. É que estava a pensar que vocês nunca mais se falaram. É esquisito! – disse Bill para disfarçar
- Pois, as coisas ficaram mal resolvidas… – disse Tom
- E como é que tu estás? Já ultrapassaste a falta dela? – perguntou Bill
- Ultrapassar o quê? Bill, sabes muito bem que nós nunca tivemos nada um com o outro, não tenho nada para ultrapassar – disse Tom como se fosse a coisa mais simples do mundo
- Ohh… Tom olha para mim, lembraste de quem sou? Então porque é que continuas a tentar enganar-me. Tu gostavas dela, por mais que quisesses ou não admitir. E sofreste com a vossa separação – disse Bill na esperança de que Tom abrisse o seu coração de uma vez por todas.

Tom olhou para o irmão. Nunca lhe tinha falado dos seus sentimentos por Carol. Bill tinha sido um grande apoio para ela, e tinha-se esquecido um pouco do irmão que estava em casa a sofrer também. Ok, talvez ele também afastasse Bill sempre que ele se tentava aproximar, a verdade é que não gostava de falar de sentimentos. Mas talvez fosse altura de falar no assunto, afinal Bill era o seu melhor amigo, podia-lhe contar tudo e sabia que o irmão ficaria orgulhoso de o ver apaixonado ou preso a uma rapariga só.

- Pá…sinceramente, não sei o que sentia, nem o que sinto. Só sei que me faz falta. Ela é uma rapariga incrível e se te disser que a esqueci é mentira, não dá para esquecer uma rapariga assim, nós dávamo-nos tão bem quando estávamos juntos... – disse Tom relembrando as noites, tardes e manhãs de prazer e felicidade que tinha ao lado de Carol.

Bill sabia o que Tom queria dizer, também ele se sentia assim quando estava com ela.

- Ainda considerei ir atrás dela…depois de pensar na cena que fiz é que percebi que tu e o Andreas tinham razão, foi uma cena estúpida de ciúmes – acrescentou Tom
- Sabes que só se tem ciúmes das pessoas de quem se gosta… – disse Bill
- Mas eu não gostava dela, eu gostava do que ela me dava – disse Tom a tentar-se enganar
- Tom… tu gostavas dela, e gostas! – disse Bill a aperceber-se dos sentimentos do irmão – Se eu te dissesse que uma das tuas quecas foi para a cama com o Geo a seguir a ter dormido contigo o que é que me dizias?
- Que estou-me a cagar, ele que faça bom proveito! Provavelmente ela é que ia ficar decepcionada, depois de me ter, descer de nível até ao Geo deve ser uma desilusão
– disse Tom a sorrir
- Claro, porque te estás a cagar. Mas quando a Carol dormiu com o outro merdas sem ter nada contigo há meses e tu te andavas a esfregar em tudo o que se mexia na tour ficaste passado. Porque gostavas dela! E agora não é diferente, sentes falta dela, porque gostas dela – disse Bill fazendo o irmão ver a verdade – Devias ir ter com ela para falarem, e esclarecerem tudo, só assim poderás seguir em frente.
- Mas tu hoje estás muito inspirado maninho, o que é que se passou?
– perguntou Tom no gozo
- Nada! Só acho que está na altura de resolverem tudo e deixarem de ser casmurros – disse Bill
- Vou pensar no caso maninho. Agora sai-me da frente do sol… – disse Tom deitando-se na espreguiçadeira de novo e pondo os phones nos ouvidos

Bill saiu do terraço e voltou ao seu quarto. Deitou-se na cama. Estava triste. Tinha acabado de dar força ao irmão para voltar para Carol… a sua Carol… a Carol que o tinha feito imensamente feliz naquela tarde. Mas antes dele e em primeiro lugar estava Tom. E Bill sabia que Carol também gostava de Tom, era uma estupidez estarem longe um do outro. Queria ver Tom feliz, e dava-lhe toda a força para que as coisas funcionassem, afinal não era todos os dias que via o irmão apaixonado por uma rapariga, mas conseguia perceber o porquê…ela era mesmo especial.

Ia esperar, manter-se calado, e afastar-se de Carol. Se Tom e Carol decidissem não ter nada um com o outro, então pensaria nele...
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Sab Dez 06, 2008 7:14 pm

38º Capitulo alien




Tom tinha ficado a pensar nas palavras do irmão. Devia tentar falar com ela por o menos para esclarecer tudo de uma vez por todas e serem amigos. Ele gostava dela, sentia falta de ver os seus olhos brilharem e as conversas malucas que ela tinha, das últimas vezes que tinha estado com ela tinha sido tão diferente, ela não falava, punha-se na defensiva. Sentia falta de a ver sorrir, precisava de ser seu amigo.

As gravações do novo álbum iam começar no dia a seguir. Tom estava com Bill na sala de música a ensaiar a música que iam gravar no dia seguinte. Tom enganava-se sempre na mesma nota.

- Concentra-te Tom! Onde é que estás com a cabeça? – disse Bill chateado por ter de voltar sempre ao inicio.
- Na Carol… – disse Tom olhando para o irmão como quem precisava de falar

Bill não gostava de tocar naquela tecla, sabia que da felicidade do irmão também dependia a sua (em todos os sentidos)!

- Falas-te com ela? – perguntou Bill
- Não! Mas estou a considerar falar, talvez não fosse má ideia resolver isto de uma vez por todas! – disse Tom que se sentia desconcentrado
- Eu acho que sim. Fazias bem em falar com ela… - e antes que Bill pudesse acabar Tom levantou-se num impulso e tirou o telemóvel do bolso.
- É agora ou nunca! – disse Tom determinado

Tom afastou-se um pouco da sala, estava nervoso, não sabia bem o que lhe dizer, mas sabia que tinha de falar com Carol e estar com ela mais uma vez para ver o que sentia passado todo aquele tempo…


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Estava em casa a preguiçar. Nat tinha ido lá dormir na noite anterior. Estavam as duas esparramadas no sofá da sala a curtir uma valente preguiçite aguda! O filme que dava na televisão era uma porcaria, mesmo assim viam-no sem vontade nenhuma, tinham de fazer alguma coisa e o filme sempre ia entretendo, mal, mas ia.
O som de um telemóvel começou a tocar, vinha do quarto de Carol. Carol olhou para a amiga como quem pedia que Nat lhe fosse buscar o telemóvel.

- Nem penses….o telemóvel é teu, a casa é tua…. – disse Nat não querendo mexer um dedo
- Vá lá Nat….não me apetece nada ir ao quarto buscar o telemóvel – disse Carol fazendo beicinho a tentar conquistar o coração da amiga.
- No Way… estou muito bem onde estou, obrigada – disse Nat

Carol insistia no beicinho e acrescentava a técnica do fazer olhinhos também. Nat ria-se.

- Eu não me chamo Kaulitz para ficar derretida com esses olhares e beicinhos – disse Nat a rir
- Mááááááááááá´!!!! – disse Carol a rir-se. Nat tinha piada, embora se pensasse bem naquela afirmação da amiga entrava de novo em crises existenciais sobre os irmãos Kaulitz, era melhor não ir por aí e aceitar a brincadeira como aquilo que era: uma brincadeira.
- Olha parou de tocar! – disse Nat – Temos pena! Se for importante voltam-te a ligar

Continuaram deitadas a molengar no sofá como se nada fosse.


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Tocava e tocava….até chegar a vez do voice mail fazer o seu papel. Não lhe atendia! Voltou para a sala de música onde estava Bill.

- Não atende! – disse ele ao irmão
- Talvez não o tenha ao pé dela! – disse Bill
- …ou talvez não o queira atender! – retorquiu Tom
- Oh! Não sejas estúpido, porque é que ela não te haveria de atender, afinal de contas são amigos – disse Bill
- Bill, nós nunca mais falámos…já lá vai 1 mês! Ela deve achar esquisito que eu lhe telefone assim do nada. Talvez não esteja interessada em ouvir o que eu lhe tenho para dizer – disse Tom pensativo
- Talvez devesses deixar de ter macaquinhos no sótão e começar a tocar decentemente! Agora é a Carol a culpada de não acertares com os dedos nas cordas! Já inventaste desculpas melhores Tommi… - disse Bill tentando desviar o tema da conversa e picar o irmão para que ele não pensasse no telefonema falhado.

Tom sentou-se no amplificador e colocou a guitarra no seu colo. Respirou fundo e recomeçou a tocar a música, Bill deu as primeiras notas, e pouco depois Tom enganou-se de novo.

- Fogo! Isto hoje está complicado. Vou beber água…- e assim saiu Bill da sala de música deixando Tom pensativo, aquele telefonema tinha-lhe deixado abalado. E se ela não lhe queria mesmo atender? Ia pisar o seu orgulho e telefonar de novo para obter a mesma resposta?

Bill saiu da sala pensativo. “Porque é que ela não lhe atendeu?” pensou ele “Ela atende sempre!” e no fundo teve uma esperança de que a resposta fosse por causa dele.


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Nat tinha acabado de sair….ia ter com o seu mais que tudo! Tinham combinado fazer os planos para o fim-de-semana romântico. “Que sortuda!” pensou Carol que teve de se levantar para ir até à porta dar dois beijinhos à amiga. Estava na hora de fazer qualquer coisa para comer, já começava a ficar com fome. Lembrou-se do seu telemóvel que tinha tocado a meio da tarde. Foi até ao quarto e viu: 1 Chamada Não Atendida. – Tom. Caiu-lhe tudo ao chão.
Porque é que ele lhe tinha ligado? Há 1 mês que não falavam. Será que tinha acontecido alguma coisa? Será que o Bill lhe tinha contado tudo? Não…provavelmente tinha-se enganado, para não ter tentado ligar mais nenhuma vez.
Encarou aquele telefonema como um erro de Tom, mas ao mesmo tempo, no seu interior, um coração palpitava e ansiava para que não fosse um erro.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Dom Dez 07, 2008 6:26 pm

39º Capitulo sunny



Estava confusa. Bill não lhe dizia nada à uns dias, Tom tinha-lhe tentado telefonar nessa semana. Não sabia o que se passava e tinha medo de saber. Será que a casa dos Kaulitz tinha pegado fogo numa fúria e disputa por ela? Será que eles se tinham zangado e virado-se contra ela como sendo a bruxa má que os tinha separado. Passava-lhe tudo pela cabeça. Menos o que realmente se estava a passar.


sunny sunny sunny sunny sunny sunny sunny sunny sunny


Bill estava no estúdio a ouvir o irmão. Não se enganava mas mesmo assim, a força com que premia as cordas era quase inexistente, não lhe estava a sair bem o som, não tinha a potência dos Tokio Hotel. E ele sabia bem o que se passava.

- Ele não está a fazer força na merda das cordas como é que quer que aquilo saia bem? – disse Geo abismado com a falta de entusiasmo de Tom no 1º dia de gravação do seu novo cd.

Tom acabou a gravação e saiu da cabine de som.

- Oh amor tens de pressionar as cordinhas com força ou o som saí uma porcaria! – disse Geo gozando com ele
- Foi mau? – perguntou Tom
- Ja. Até eu que toco baixo, tocava melhor guitarra que tu… – disse Geo, pondo a gravação para que Tom ouvisse.

Tom não tinha a noção de que estava a fazer pouca força nas cordas. Ficou um bocadinho chocado com o som que saia da gravação, estavam a gravar uma música mexida, não era suposto soar tão levezinha, tinha de ter a Devilish guitar que só ele sabia conferir às músicas.

- Pá…desculpem. Vá vou tentar de novo… – e dito isto voltou para a cabine de som onde pressionou as cordas com bastante força para ter a certeza que nada podia correr mal. E gravou a sua parte da música. Agora era só arranjar e misturar no produto final.

Era a vez de Georg. Entrou na cabine de som acompanhado do seu baixo e gravou à terceira a música, sabia aqueles acordes de cor, tinha treinado intensamente em casa para fazer as coisas bem. Mas gostava de mostrar aos rapazes uma alternativa para a sua parte no baixo, e entreteu-se a mostrar aos amigos novas combinações com os mesmos acordes, e acabaram por regravar a sua parte com algumas variações de notas para que no produto final pudessem escolher o que ficava melhor.
Fizeram uma pausa, já estavam a ficar com fome e a tarde ainda ia longa, iam tentar gravar Gustav e Bill (em inglês e alemão) ainda naquele dia. Estavam reunidos à volta de uma mesinha que tinha alguns docinhos para os rapazes irem petiscando. Bill aproximou-se do irmão e disse-lhe:

- Aproveita agora e telefona de novo à Carol. Pode ser que no fim do dia ainda dê tempo de gravares de novo a música – disse Bill
- Não ficou bem? – perguntou Tom
- Não tão bem quanto tu consegues… – disse Bill sentindo-se impaciente. Queria resolver a sua vida também de uma vez por todas, Tom e Carol tinham de falar para ele perceber qual o seu papel naquela história.

Tom foi até lá fora apanhar ar e na mão levava o seu telemóvel. Ganhou coragem, e voltou a procurar o nome de Carol na sua lista de contactos. E se ela não queria mesmo atender e ele se ia rebaixar atrás dela? Ele Tom Kaulitz atrás de uma rapariga que não lhe ligava nenhuma… tinha graça! Respirou fundo e premiu a tecla de chamar, ouviu o telefone começar a tocar.

- Estou? – atendeu Carol um pouco a medo
- Estou Carol. Tudo bem? – disse ele tentando controlar o nervosismo e agindo o mais normalmente possível.
- Olá Tom! Tudo bem, e contigo? – disse ela ainda com medo do que poderia ouvir.
- Tudo bem também. Olha, estava a pensar…já não falamos há tanto tempo, gostava de combinar um café ou assim para pôr a conversa em dia – disse Tom timidamente
- …Por mim é na boa - disse Carol espantada com o convite. 1 mês depois de lhe ter virado as costas ele convidava-a para tomar um café? Estranho!
- Ok, então posso passar aí para te buscar amanhã à noite? – perguntou Tom a medo
- Sim… pode ser – disse Carol num misto de contentamento e pânico
- Então…até amanhã! Tchau – disse Tom
- Tchau – disse Carol desligando o telefone

Ela tinha atendido… talvez da outra vez ela não tivesse mesmo o telemóvel ao pé de si. Respirou fundo de alívio. Amanhã ia-a ver de novo, já estava nervoso…

Voltou para o estúdio e pediu para regravar a faixa novamente antes que Gustav se iniciasse na bateria. Foi até ao compartimento de gravação e tocou de alma, como se estivesse num concerto com milhares de fãs a gritar o seu nome.
Bill assistia de fora à performance do irmão. “Brilhante!” pensou ele, Tom estava a ser ele mesmo uma vez mais…o telefonema devia ter corrido bem… sentiu uma pontada de inveja.


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Desligou o telemóvel e juntou-o à sua boca sem acreditar no que tinha acabado de fazer. Tinha ouvido a voz dele uma vez mais, aquela voz grave e sexy… tinha combinado ir tomar café com ele no dia a seguir e ainda tinha assentido que ele a fosse buscar a casa, tudo isto em 20 segundos. Agora não podia voltar atrás….ia enfrentar a fera uma vez mais, e não sabia o que esperar, mas estava nervosa e ao mesmo tempo em pânico, o que é que ele queria falar com ela?
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Dom Dez 07, 2008 6:26 pm

40º Capitulo Question



Tinha telefonado imediatamente a Nat para a pôr a par de tudo. Estava nervosa, ansiosa, agitada, impaciente, desassossegada, desinquieta, exaltada, intranquila, receosa e atormentada, era a primeira vez em muito tempo que ia estar com Tom, só os dois, algures (nem sabia onde).

- Uiiii, vais passar pela prova de fogo… – disse Nat não invejando a amiga
- Eu sei… vai ser horrível! Não sei como vou reagir. Mas vou estar por conta dele, não posso fugir se me apetecer – disse Carol
- Duvido que te vá apetecer fugir, eu apostava mais no oposto – disse Nat recordando como a amiga e Tom era uma lapa nos tempos em que tinham o que quer que fosse
- Oh não gozes! O que é que faço? – disse Carol buscando ajuda da amiga que sabia e via sempre tudo com uma simplicidade incrível
- Então, vais tomar café com o Tom, ouves o que ele te tiver a dizer com um sorriso na cara, vais respondendo de vez em quando com um “sim” e um “não” e resolves de uma vez por todas o que sentes por ele – disse Nat
- Eu não tenho nada a resolver com ele. As coisas tinham ficado resolvidas, não sei o que é que ele me quer dizer, já não falamos há tanto tempo… – disse Carol
- Talvez tenha descoberto que és a mulher da vida dele e quer-te de volta – disse Nat para picar a amiga
- Oh Nat, não gozes! – disse ela – e o Bill? Também nunca mais me disse nada, deve-se ter arrependido…
- Não sejas tonta. O Bill foi uma carência dos dois, estavam os dois no sítio errado à hora errada e aconteceu
– disse Nat
- Duas vezes no sítio errado à hora errada? – acrescentou Carol
- Acontece, quem caí uma pode cair duas, agora…só cai três se quiser – disse Nat – Já fizeste uma listinha?
- Desculpa? – perguntou Carol sem perceber do que Nat falava
- Se já fizeste uma listinha? – voltou a perguntou Nat
- O que é uma listinha? – perguntou Carol ainda mais confusa
- É a primeira coisa que se deve fazer quando se está indecisa entre dois rapazes – disse Nat
- Estou a ver que és muito entendida no assunto. Tu andas a enganar o Andreas com outro ou planeias trocá-lo? – disse Carol gozando com a amiga.
- Achas? O meu loirinho? Não troco por nada… – disse ela
- Então e em que é que consiste essa listinha? – perguntou Carol a rir. Nat divertia-a sempre.
- Então, de um lado pões os Prós de um e de outro, e do outro lado os Contras, e vês racionalmente qual é o melhor... – disse Nat como se fosse a coisa mais simples do mundo
- Ahhh…essa listinha! Não, ainda não fiz! Mas é capaz de ser uma boa ideia. Obrigada Nat, vou pô-la em prática… – disse Carol
- Ok, depois telefona-me. Quero saber os resultados – disse Nat divertida
- És uma cusca! – disse Carol a rir
- Mas sou uma cusca com boas ideias – disse Nat – Vai lá miga. Fica bem e depois comunica. Beijinhos
- Beijinhos cusca
– despediu-se Carol

Não tinha pensado em fazer essa listinha mas… não era má ideia de todo. Foi até ao escritório e sentou-se na secretária. Tirou uma folha de papel branca e traçou uma linha na vertical e outra na horizontal, de maneira a dividir a folha em quatro. Em cima de um lado escreveu Prós e do outro Contras, e do lado esquerdo da folha escreveu o nome de Tom em cima e o de Bill em baixo e começou a escrever todos os Prós e Contras que se recordava dos dois irmãos… era difícil….mas no fim conseguiu uma lista que dizia.

Prós do Tom
Sexo, Sexo & Sexo
As mãos
O toque
À vontade e divertido
Gosta de joguinhos de prazer e sedução

Contras do Tom
Sexo, Sexo & Sexo com tudo o que mexe
Vazio de sentimentos
A pessoa que sou quando estou com ele – submissa, sem valor nem amor-próprio
Impulsivo, raivoso e vingativo

Prós do BiLL
O olhar dele - lê a alma
Atencioso, repara em tudo
Heróico – salvou-me da casa de banho
Sensível e preocupado
Sempre do meu lado

Contras do BiLL
Não tão sexual como o Tom


Depois de ler e reler a lista 1000 vezes, percebeu que o rapaz perfeito estava numa mistura dos dois. Tão parecidos e tão diferentes à sua maneira. Gostava de os poder juntar num só, teria o rapaz dos seus sonhos. A verdade é que não tinha encontrado defeitos no Bill, ele sempre estivera ao seu lado para tudo, não tinha nada que lhe apontar. Seria isso bom? Não necessariamente… talvez não o conhecesse bem, ou talvez fosse tão seu amigo que só via o que havia de bom nele. Tom tinha alguns defeitos, e não eram defeitos que lhe agradassem de todo. Conseguiria viver com eles se ele não mudasse a maneira de ser?

Já nos Prós…. Estavam empatados, um era extremamente sexual, o outro extremamente romântico, ou seja…o 2 em 1 perfeito! Mas não eram só 1, eram mesmo 2, e Carol tinha de aprender a lidar com essa dualidade.

Ao fim ao cabo sentia-se na mesma depois de ter feito a listinha, já sabia que eles eram assim, e gostava deles cada um à sua maneira, agora tinha de tentar perceber que maneira era essa… e de quem gostava realmente (ou de quem deveria gostar)!
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Seg Dez 08, 2008 5:18 pm

41º Capitulo Embarassed



Tinha conseguido escapar-se mesmo a tempo de Gustav iniciar a sua luta contra a bateria. Tinha gravado a sua parte da música e tinha inventado uma desculpa para ir embora. Só Bill sabia a verdadeira razão pela qual ele tinha saído, se os outros soubessem que era por causa de uma rapariga teriam ficado chateados, mesmo que essa rapariga fosse Carol e eles soubessem da história que Tom tinha tido com ela.

Passou em casa num instante para tomar um duche e mudar de roupa. Queria estar apresentável, afinal de contas já não a via há tanto tempo, tinha de causar uma boa impressão.

A caminho de casa de Carol pensava e repensava em tudo o que lhe gostava de dizer, talvez não quisesse dizer assim tanta coisa, queria mais ouvir, mas tinha de partir dele a conversa já que tinha sido ele a convidá-la.

Parou à porta do seu prédio…tantas vezes tinha parado ali, já tinha saudades.
Enviou-lhe uma mensagem.


Embarassed Embarassed Embarassed Embarassed Embarassed Embarassed Embarassed Embarassed Embarassed


Carol estava sentada na sala… ao contrário do costume já estava arranjada, desta vez não tinha tido grandes dúvidas em escolher a roupa. Ia normal, não o queria impressionar como fazia antigamente, queria sentir-se bem, sem estar em tops apertados ou sapatos de salto alto que lhe faziam doer os pés, tinha de estar nas suas plenas capacidades físicas e mentais.
Recebeu uma mensagem…sabia de quem era. Ele mandava-lhe sempre uma mensagem quando chegava a sua casa, para que ela descesse. Abriu o telemóvel e seleccionou a opção de ler a mensagem.

De: Tom
Cheguei

Carol levantou-se com dificuldade, sentia os pés pesados. Dirigiu-se até à porta, saiu, trancou-a, apanhou o elevador, e quando saiu no Rés-do-chão viu o grande Cadillac parado em frente à porta do prédio. Não tinha intenção de sorrir, mas sorriu. Aquele carro despertava-lhe emoções e recordações boas, tinha sido feliz dentro dele.
Saiu do prédio e foi até ao carro, ouviu o trinco destrancar as portas do carro e respirando fundo abriu a porta. Não teve coragem de olhar para ele imediatamente, deixou-se sentar e fechar a porta para olhar para Tom. Estava lindo. Recordava-se de todos aqueles traços como se nunca tivesse deixado de os ver, era capaz de fechar os olhos e descrever cada sinal que ele tinha na cara. Estava moreno, o que fazia sobressair as suas rastas loiras, e parecer duplamente mais bonito (como se isso fosse possível).
Carol estava nervosa, mas sorriu a Tom e dando-lhe dois beijinhos perguntou:

- Tudo bem? – tentando fingir uma normalidade anormal
- Tudo e contigo? – disse ele inebriado pelo cheiro de Carol
- Também. Então, onde vamos? – perguntou Carol
- Tinha pensado ir à mansão. Que achas? Lá podemos estar à vontade… – disse Tom olhando-a timidamente
- Por mim… - disse Carol, como se não se importasse muito.

Ia voltar à mansão…nem acreditava. Só lá tinha estado uma vez, e tinha sido com Tom, na noite em que eles os dois tinham feito sexo pela primeira vez. Estava ainda mais nervosa pela ideia de voltar aquele sítio mágico que a tirava do sério. Manteve-se calada durante a viagem, não tinha assunto de conversa, e sentia que qualquer coisa que dissesse ia soar a falso. Manteve os olhos na estrada e digeria o silêncio pesado que se vivia naquele carro.

Tom estava concentrado na estrada. Olhava-a discretamente pelo canto do olho. Via-a distante, como se fosse realmente abstraída na viagem e submersa nos seus pensamentos. Sabia que aquela situação não poderia ser agradável para nenhum dos dois. Manteve-se em silêncio até à mansão, mas sentia o ar pesado, sentia uma vontade enorme dentro de si de lhe tocar e de a olhar directamente, de sem medos percorrer com o olhar aquela feição feminina que despertava nele um nervosismo que nunca antes tinha sentido.

Chegaram à mansão e saíram do carro. Era tudo aquilo que ela se lembrava, os jardins continuavam arranjados com uma perfeição e um bom gosto incrível, o som e as luzes que emanavam da mansão despertavam nela uma vontade imensa de entrar, e à porta continuava o mesmo porteiro que na outra noite os tinha recebido tão cordialmente.

- Boa noite Sr. Kaulitz. É um prazer revê-lo. Entre por favor, estão à sua espera lá em cima! – disse o porteiro fazendo sinal para que eles entrassem.

Tom cedeu passagem a Carol, que se sentiu intimidada por aquele gesto de cavalheirismo. Entrou na mansão e esperou por Tom no seu interior. Tom seguiu Carol e juntos dirigiram-se para a grande escadaria que se encontrava à sua frente subindo degrau a degrau. No topo das escadas o gerente aguardava-os e cumprimentando Tom conduziu-os até à sua sala preferida. Carol reconhecia aquele sítio, sabia para onde a levavam e não estava a gostar.

- Tom, importaste se formos para outra sala? – perguntou Carol enquanto o seguia pelo corredor
- Não – disse Tom que não esperava aquela reacção de Carol.

No fundo ela não queria voltar ao “local do crime”, tinha sido feliz ali, tinha ficado deslumbrada e emocionada com aquela sala, não queria ter de voltar aquele sítio com Tom do seu lado.
Ouviu Tom indicar ao gerente que naquela noite pretendia outra sala. Foram imediatamente levados para uma nova sala, incrivelmente bonita, toda decorada com motivos japoneses (e Carol adorava a cultura japonesa), no centro da sala estava uma mesa que não devia ter mais que 30cm de altura e umas almofadas que se distribuíam à sua volta, o tecto era forrado com espelhos incrivelmente limpos e do lado oposto da porta de entrada estava, uma vez mais, uma janela que ia do chão até ao tecto, que ostentava uma pequena varanda no seu exterior.
Carol foi directa à varanda olhar a vista desimpedida enquanto Tom pedia uma bebida para eles.

Sentiu ele aproximar-se atrás de si e por momentos esperou que ele a abraçasse pela cintura, gostava de sentir aquelas mãos no seu corpo, e a respiração dele sobre o seu pescoço, mas Tom aproximou-se dela e colocou-se ao seu lado a olhar o horizonte.

- Não conhecia esta sala… – disse ele
- É linda! – disse ela não desviando os olhos da paisagem
- Pois é… – disse Tom virando-se de lado para Carol – então, está tudo bem contigo? As férias estão a correr bem? – disse ele tentando puxar conversa
- Sim… tenho-me divertido imenso e aproveitado as férias ao máximo. E as gravações vão bem? – perguntou ela virando-se para ele a custo…ainda se sentia intimidada em olhá-lo directamente
- Sim, os rapazes ainda ficaram no estúdio a gravar a parte deles, eu consegui-me despachar mais cedo – disse ele – Devias passar lá um dia destes para nos fazer uma visita…
- Oh, não quero incomodar-vos! – disse ela sentindo-se constrangida com o olhar de Tom
- Não incomodas nada! Pode ser é um bocadinho secante para ti, não se faz nada, tocamos vezes sem conta a mesma música até gostarmos do produto final – disse Tom
- Duvido que me chateie a ouvir-vos tocar! – disse ela lembrando-se daquele concerto que tinha assistido e em que tinha conhecido os rapazes, a maneira como Tom tocava e fazia furor entre as raparigas.
- Eu sei que é difícil, principalmente com um guitarrista tão bom… – disse ele sorrindo levemente
- Já cá faltava o seu grande ego Sr. Tom – disse Carol rindo-se. Adorava quando ele se auto elogiava. Tinha sempre um brilho naqueles olhos e um sorriso maroto nos lábios que achava irresistível.
- Sabe como é Sra Caroline, o que é bom é para se dizer! – disse ele piscando-lhe o olho (só tendo noção daquilo que fizera após o gesto em si).

Carol sorriu e entrou na sala, não queria estar tão próxima dele, sabia que seria difícil resistir aquele charme que desde o primeiro dia a conquistara. Sentou-se numa almofada e reparou que as bebidas já estavam na mesa, pegou num copo e bebericou o seu conteúdo, era doce e ao mesmo tempo amargo com a mistura do álcool, um pouco como Tom… doce mas com um trave a amargura!

Tom sentou-se na almofada que ficava do lado oposto da mesa, observou os lábios carnudos de Carol envolverem o copo, e a sua língua percorrer aqueles lábios em busca de uma última gota que permanecia neles, e percebeu que o seu desejo por ela continuava acesso, e a vontade de a ter era inabalável.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Seg Dez 08, 2008 5:19 pm

42º Capitulo




Tom estava de volta ao estúdio. Georg estava deitado no sofá da sala de mistura a dormir, o dia já ia longo e ele tinha-o passado todo ali, o cansaço apoderara-se dele. Gustav estava sentado numa cadeira em frente à mesa de mistura, de phones enfiados nas orelhas a ouvir música e a tocar numa bateria imaginária. Ao vê-lo entrar parou e tirou os phones.

- Onde é que está o Bill? – perguntou Tom
- Está a gravar a parte dele – disse Gustav
- Ainda? – perguntou Tom impressionado, já era tarde, bem tarde e o irmão ainda estava a gravar!
- Ja – disse Gustav
- Mas já é tarde…– disse Tom
- Ja. O Geo já desistiu, caiu morto no sofá assim que se deitou! E eu para lá caminho, já não aguento muito mais – disse Gustav
- Vão dormir. Não a vale a pena estarem aqui à seca, senão amanhã ninguém se levanta. Eu espero pelo Bill e digo-lhe que vocês foram embora – disse Tom
- Vou ter de aceitar. Estou mesmo cansado – disse Gustav

Gustav levantou-se e acordou Georg. Foram ambos para casa dormir, no dia a seguir tinham de estar no estúdio cedinho para começar as gravações de mais uma música.

Tom deitou-se no sofá, onde anteriormente estava deitado Georg, colocou as mãos atrás da cabeça e olhava para o tecto. Na sua cabeça vivia e reviva todos os momentos daquela noite. Sabia agora, tinha mesmo a certeza absoluta que Carol era uma rapariga deveras especial, não sabia explicar o porquê, já que quando estava com ela, a sua vontade era de a ter, era puramente física e carnal, mas quando estava longe dela, ansiava pelo seu corpo e a sua boa disposição. Será que era mesmo a isto que chamavam de paixão?

Bill entrou na sala e deparou-se com Tom deitado no sofá a sonhar acordado. Percebeu que a conversa com Carol tinha sortido efeito… restava saber que efeito.

- Então correu bem? – perguntou Bill
- O quê? – disse Tom que estava ainda no seu mundo imaginário, bem longe do mundo físico que o rodeava
- O encontro…
- Sim!
– disse Tom sentando-se no sofá – Fomos tomar um copo à mansão, falamos um bocadinho, na boa, não aconteceu nada.
- E?
– disse Bill impaciente por saber o que tinham resolvido fazer
- E… não sei! – disse Tom
- Não sabes? Então não falaram sobre vocês? – perguntou Bill
- Não! Estivemos mais a conversar como amigos, a noite estava a correr bem, não quis estragar nada!
- Então estás na mesma…
– disse Bill com um tom meio triste
- Não. Acho que hoje me apercebi que ela é especial, diferente das outras raparigas. Já não estávamos juntos à quase um mês e continuo a sentir qualquer coisa que me atrai a ela e que não consigo conter… - disse ele meio intimidado – nunca fiquei assim por ninguém…
- Então gostas mesmo dela? – perguntou Bill
- Acho que sim… mas não é amor! – fez questão de dizer. Ele não sabia o que era amor e não queria saber tão cedo, gostava da sua vida exactamente como ela era: Livre e desimpedida - Gosto da maneira dela ser, e sinto-me bem com ela.
- E agora, o que é que vais fazer?
– perguntou Bill
- Não sei. O que é que achas que deva fazer? – perguntou Tom
- Se te sentes bem com ela não há razões para estares longe dela. Vai-te reaproximando aos poucos. Eu tenho a certeza que ela também gosta de ti, só que cada um é mais casmurro que o outro para o admitir – disse Bill sentindo um aperto no coração em admitir que estava a mais naquela relação.

Bill sentia-se um ser pequeno e triste, no fundo sabia que Carol gostava do seu irmão, e que tudo o que tinha acontecido entre eles tinha sido pura carência, afecto e amizade. Ao menos ficava contente por saber que o irmão estava pela primeira vez em muito tempo a sentir algo por alguém, e Carol era uma pessoa muito especial, sabia que o irmão estava entregue em boas mãos.
Tinha de falar com ela, resolver ele mesmo de uma vez por todas a baralhada em que estava envolvido.

Regressou a casa com Tom, cada um seguiu o seu caminho em direcção ao seu quarto. Bill deitou-se na cama e ligou a televisão. Não podia esperar muito mais, queria falar com ela o mais rápido possível, precisava do ponto final na sua história… Pegou no telemóvel e escreveu-lhe uma mensagem.

Para: Carol
Queres tomar o pequeno-almoço amanhã?





Já tinha chegado à cerca de 1 hora a casa. Estava sentada no escritório de volta do computador a ver mails, sabia que se fosse para a cama ia ser invadida por pensamentos que recusava ter. A noite tinha corrido muito bem. Tom tinha-se portado como um autêntico cavalheiro, a conversa tinha corrido bem, pareciam amigos de longa data a pôr a conversa em dia. Ele não tinha tentado nenhuma aproximação, e embora ela por momentos o tivesse desejado ficava feliz por ele não o ter feito, assim sentia-se mais à vontade com ele (e também não saberia como reagir…porque de certeza que não teria forças para o afastar de si, não quando ansiava pelo seu toque…. Mas e depois? como ficariam as coisas?)

Assustou-se com o toque do seu telemóvel. Acabava de receber uma mensagem de Bill a convidá-la para tomar o pequeno-almoço… já não falava com o Bill há tanto tempo…e da última vez as coisas tinham ficado…quentes….quentes demais para a amizade que eles tinham. Mas talvez Bill quisesse somente conversar e por “o ponto nos is” e era o mínimo que podia fazer. Não hesitou em responder.

Para: Bill
Pode ser! Passo aí pelas 11h! Até amanhã!
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Ter Dez 09, 2008 5:16 pm

43º Capitulo



Estava com a mão na maçaneta da porta de sua casa, ganhava coragem para a abrir. Ouviu o elevador chegar ao seu piso e abriu a porta antes mesmo que tocassem exibindo um sorriso sincero nos lábios. Estava mesmo feliz em vê-la de novo.

Carol cumprimentou Bill com dois beijinhos na cara e foi convidada a entrar. Dirigiu-se até à sala onde a mesa estava posta para duas pessoas, achou estranho.

- O Tom não está? – perguntou Carol
- Não! Está no estúdio a gravar – disse Bill
- Ah pois é…ele disse-me que costuma ser o primeiro a gravar – disse ela distraidamente enquanto pousava a sua mala no sofá

Bill convidou-a a sentar-se na mesa, tinha preparado um pequeno-almoço digno de uma princesa, havia de tudo, desde pão a torradas, doces a queijo/fiambre, leite, café, iogurtes, cereais, fruta…era só querer e ela tinha tudo à sua disposição.

- Hmm…Que bom aspecto! Dá vontade de comer um bocadinho de tudo – disse Carol olhando para a quantidade de comida que tinha à sua frente
- Porque não? – disse Bill sorrindo
- Depois saio daqui a rebolar - disse Carol a rir
- Era da maneira que chegavas a casa mais rápido – disse Bill gozando com ela
- Goza, goza! A culpa é tua que me pões estas coisas todas à frente – disse ela abrindo os olhos para a comida que se exibia naquela mesa.

O pequeno-almoço decorreu com normalidade, falaram sobre as gravações do novo cd e coisas triviais como o tempo e as últimas cusquices do socialite.
Depois do pequeno-almoço Bill encheu-se de coragem para falar a Carol sobre o verdadeiro tema que o tinha levado a convidá-la naquela manhã solarenga.

- Então e ontem correu tudo bem com o Tom? – perguntou Bill meio a medo
- Sim. Ele portou-se como um verdadeiro cavalheiro. Deves ter-lhe dado uma ensaboadela… – disse Carol a rir
- Por acaso não. Mas ele portou-se assim tão bem? – perguntou Bill espantado
- Sim…falamos na boa o tempo todo. Foi agradável conhecer aquele Tom – disse Carol
- Hmm, e como é que foi estar sozinha com ele passado tanto tempo? – perguntou Bill meio envergonhado por ser tão directo
- Foi esquisito, mas ao menos não foi traumatizante – disse ela a rir – Mas porque é que perguntas? Ele fez algum comentário contigo?
- Não, foi só curiosidade!


Fez-se uma pausa, no ar sentia-se um silêncio pesado, que tinha de ser quebrado, e Bill sabia o que queria que quebrasse aquele silêncio, sabia exactamente aquilo que lhe queria perguntar, mas sentia-se amedrontado de o fazer. Respirou fundo e tomou coragem, tinha de lhe fazer aquela pergunta, se não a fizesse não conseguia o seu ponto final…e ele precisava dele.

- Carol, posso-te fazer uma pergunta? – disse ele olhando-a timidamente
- Claro! – disse ela olhando-o espantado, ele estava com um olhar diferente, acanhado como se tivesse medo daquilo que dizia.
- … Ainda gostas do Tom? – perguntou ele olhando-a nos olhos com aquela intensidade que só ele tinha, aquela que lhe lia a alma e era capaz de decifrar todos os seus segredos.
- Porque é que me perguntas isso? – Carol não esperava por aquela pergunta
- Porque gostava de saber…eu sei que não tenho nada a ver com isso, mas… ainda gostas dele? – disse Bill
- Não – disse ela tentando-se mostrar decidida
- De certeza? – perguntou Bill que a olhava desconfiado, sabia que ela não o poderia ter esquecido assim.
- Sim
- Nem sentes nada por ele?
– voltou a perguntar Bill
- …Não – hesitou Carol
- Ele não está aqui. Prometo que não lhe conto nada. – disse Bill sabendo que ela lhe mentia
- Mas o que é que isso interessa? – perguntou ela sem saber ao certo de onde vinha aquela conversa
- Interessa que ele é meu irmão e tu és minha amiga, e não vos gosto de ver a bater com a cabeça na parede por causa do outro sem necessidade – disse Bill
- Mas quem é que anda a bater com a cabeça na parede por causa do Tom? - disse ela chateada – Eu não sou de certeza. Aliás eu tenho estado contigo, tu sabes que eu ando bem…
- Não andas assim tão bem…
- disse Bill
- Claro que ando – disse Carol não percebendo Bill
- Não! Andas carente, senão nunca tinhas tido nada comigo… – disse Bill olhando com um nervoso miudinho para as suas mãos que brincavam com os anéis
- Ohhh…Bill…isso foi diferente – disse Carol, percebendo onde ele queria chegar com aquela conversa
- Não, não foi! Eu sei que te agarras-te a mim porque provavelmente eu te fiz lembrar o Tom – disse Bill sentindo-se diminuído
- Achas? – disse Carol. Levantou-se, foi até à cadeira onde Bill estava sentado e ajoelhou-se à sua frente olhando-o nos olhos – Eu nunca iria ter nada contigo por seres parecido com o Tom! Ainda por cima quando tudo o que queria era distância dele! Tu és uma pessoa incrível, qualquer rapariga ia querer estar contigo pelo que és.
- Sim, mas tu não…
– disse Bill fazendo um esforço para olhá-la nos olhos
- Eu sim, eu estive contigo porque adoro a pessoa que és e a maneira como me sinto quando estou contigo – disse Carol agarrando a cara de Bill com as suas mãos.
- Mas não gostas de mim – disse Bill colocando as suas mãos em cima das mãos de Carol que lhe seguravam a cara
- Adoro-te! Amo-te de paixão como amigo, és e sempre serás aquela pessoa especial que sempre esteve do meu lado e que me ajudou quando mais precisei….– disse Carol sorrindo e dando-lhe um beijo na face – …és o meu herói Bill Kaulitz
- Eu sei que misturámos a nossa intimidade com a carência e afecto, e sei que somos só bons amigos. Mas gosto muito de ti Carol! E por isso te digo, que devias ouvir mais o teu coração. Tu nunca poderias gostar de mim porque já tens o coração cheio… – disse Bill
- Fogo Bill, não percebo porque é que insistes em bater na mesma tecla. Sim, nós confundimos as coisas e fomos mais além daquilo que devíamos na nossa amizade, mas daí a ser por causa do Tom?! Não tem nada a ver, nós somos amigos, nascemos para ser amigos é só por causa disso que não funcionamos como mais nada. – disse Carol levantando-se e andando de um lado para o outro da sala.
- Ok, ok… Não te quero chatear com esta conversa, não era essa a minha intenção. Só quero que penses no assunto, porque o teu amigo chato acha que devias dar uma oportunidade ao teu coração – disse Bill levantando-se e indo ter com ela
- E se eu não quiser dar uma oportunidade ao coração? – perguntou Carol olhando para ele
- Já é altura de o fazeres…. Tu e o Tom são muito parecidos nisso…negam o coração “como o diabo à cruz”! Há quem desse tudo por ter essa oportunidade sabias? – disse Bill pensando em si mesmo
- Eu sei, mas eu não estou preparada para dar ao teu irmão o meu coração e ficar sem ele – disse Carol
- Nada te garante que ficas sem ele – disse Bill abraçando Carol
- Com o Tom? Tudo me garante que fico sem ele! – retorquiu Carol
- Ele anda diferente… acho que merece uma segunda oportunidade – disse Bill
- Pois…não sei! – disse Carol para acabar com a conversa

Bill não queria chateá-la com aquela conversa, mas agora que se sentia mais leve ao dizer tudo o que tinha entalado na garganta queria mesmo vê-la ao lado do irmão, sabia que eles ainda tinham muito para dar um ao outro e quanto mais tempo estivessem separados pior seria.

- Tens de passar lá no estúdio para ver como vão as gravações – disse Bill mudando de conversa
- O Tom disse-me o mesmo ontem – disse Carol
- Ai foi? – disse Bill levantando uma sobrancelha e sorrindo
- Foi…e não te ponhas já a magicar coisas! – disse ela a ver o sorriso maroto de Bill
- Amanhã o Andreas vai lá ter à tarde, podias combinar com ele e com a Nat e iam também… – disse Bill entusiasmado
- Ok…eu logo falo com a Nat para ver se combinamos ir juntos.

A conversa tinha ficado por ali, não tinha sido nada do que Nat esperava que fosse, Bill tinha-a confrontado com os seus sentimentos, coisa que ela não fazia à muito tempo (e tinha decidido ignorar fazer), talvez por isso lhe custasse ultrapassar os seus problemas, porque não os tinha enfrentado como devia. Mas agora que estava de bem com Tom e com Bill, talvez pudesse seguir em frente…o que quer que isso quisesse dizer!

Combinaram não falar mais naquilo que se tinha passado entre eles, tinha sido um momento de fraqueza dos dois, no fundo gostavam muito um do outro, mas não passava de pura amizade, daquela verdadeira que vivia para além de uma paixão, ou de um erro como o que eles tinham cometido. Prometeram mutuamente nunca contar a Tom do seu envolvimento, não havia necessidade, sabiam que não tornaria a acontecer e que o passado permanecia inalterável, que tudo o que tinham vivido era fruto da carência e amizade que os unia, Tom não precisava de saber…não precisava de sofrer.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Ter Dez 09, 2008 5:17 pm

44º Capitulo :




Andreas conhecia como a palma da sua mão aquele estúdio. Tinha estado lá de todas as vezes que eles gravavam algum cd ou single. Andava com uma determinação de quem estava em casa, por isso foi fácil para Nat e Carol seguirem-no sem grandes hesitações. Em pouco menos de 5 minutos estavam a entrar numas grandes portas feitas de madeira grossa e vidro. Do outro lado estava Bill, Gustav e Georg.

Carol entrou a seguir a Andreas e Nat, olhou para os rapazes, estavam todos com um ar um pouco cansado. Deu dois beijinhos a Georg e Gustav e adicionou aos beijos de Bill um abraço forte, gostava de sentir os seus braços rodearem-na com força, sentia-se sempre protegida neles (já para não falar no laço de amizade fortíssimo que existia entre eles, tinha de ser selado com um abraço daqueles sempre que se viam).

Nas colunas de som ecoava uma guitarra, Carol não tinha dúvidas de que se tratava de Tom a tocar, reconhecia aquele som e aquela maneira de tocar (já para não dizer que era o único guitarrista da banda e o único que não estava presente na sala), calculou que ele estivesse na cabine de som a gravar a sua parte da música. Também reconhecia aquela música, tinha-a ouvido numa noite em que tinha jantado em casa dos gémeos e ele a tocara para os amigos. Era linda, não sabia explicar porquê mas tocava-lhe, talvez fosse da recordação de o ver tocar, ou talvez pela música ser realmente bonita, sentia-se hipnotizada por aquele som.

- Então vieram-nos visitar? – disse Georg
- Ja. Queriamos testemunhar em primeira-mão o vosso próximo fracasso – disse Andreas a rir
- Ohh…não sejas assim mor – disse Nat batendo no braço de Andreas
- Deixa estar Nat…ele que depois vá sonhando em viajar connosco na promoção do cd – disse Georg rindo

Georg entretia-se na conversa com Andreas e Nat. Carol olhava-os um pouco à distância, eram sempre assim. Georg era sempre o que levava com as piadinhas todas, mas ele levava a bem e ria-se com os rapazes, e Carol achava imensa graça aquela amizade. Estava imersa nos seus pensamentos quando sentiu uma mão no seu ombro, virou-se para trás para encontrar Bill.

- Então, pensaste no que te disse ontem? – disse Bill
- Não. Não leves a mal, mas não quero pensar muito no assunto – disse Carol
- Não levo nada a mal! Mas já sabes qual é a minha opinião. E quanto mais tempo esperares, pior vai ser – disse Bill fazendo-lhe uma festa carinhosa no cabelo.
- Ai Bill…Bill…o que é que eu te faço! – disse ela dando-lhe um abraço

Tom tinha acabado de gravar o seu solo na guitarra, regressava agora para ao pé do resto da banda. Ao entrar na sala ficou surpreso por ver Andreas, Nat e Carol lá dentro. Andreas tinha-lhe dito que ia ter com eles, mas não lhe tinha dito quando, e muito menos que vinha acompanhado das raparigas. Mas mais surpreso ficou ao encontrar o seu irmão abraçado a Carol, sabia que eles se davam bem, mas não sabia que se davam assim tão bem para andarem aos abraçinhos.

Entrou na sala e cumprimentou todos.

- Ficou bom? – perguntou Tom a Bill
- O quê? – perguntou Bill sem saber do que o irmão falava
- A gravação, ficou bem ou achas que repita? – disse Tom
- Eh pá…desculpa…mas eles chegaram mesmo agora e ficámos a falar nem prestei atenção. Vamos por a cassete para trás para ver… – disse Bill enquanto rebobinava a cassete.

Bill pôs a cassete para trás e pressionou play. Fez-se silêncio na sala para ouvir Tom tocar. Nas colunas de som ecoava uma guitarra.
Tom estava concentrado em ouvir aquilo que tinha acabado de gravar, mas ao mesmo tempo não conseguia tirar os olhos de Carol, que parecia estar focada num ponto da mesa de mistura a ouvi-lo tocar e apresentava um leve sorriso nos lábios. Sabia que ela gostava da música…

- Está bom… – disse Bill quando a música chegou ao fim
- Não. Eu consigo fazer melhor – disse Tom
- Eu também acho que está bom – disse Gustav
- Mas eu sinto-me inspirado – disse Tom direccionando os seus olhos para o olhar de Carol que se focava nele – Deixem-me só gravar mais uma vez…

Tom voltou para a cabine de som. Sabia que ela estava lá fora a ouvi-lo, queria dar o seu melhor, sabia que o podia fazer agora que ela estava lá fora, afinal de contas ela tinha sido a sua inspiração para maior parte das músicas que ele tinha composto nos últimos tempos, e aquela tinha sido a primeira música que tinha composto para ela, na noite em que tinha descoberto que ela tinha tido um caso com aquele merdas da discoteca, na noite que tinha passado em branco, a remoer a sua raiva e tristeza. Tinha sido também ao som daquela música que a tinha voltado a ver pela primeira vez após a cena da discoteca. Queria-a tocar mais uma vez com ela ali, queria libertar toda a energia que sentia presa dentro de si e dar o seu melhor. Sentia-se preparado para o fazer.

E assim o fez. Tom tocou a música uma vez mais, e desta vez foi diferente, mesmo para quem ouvia. Era como se ele estivesse dentro da guitarra e o som saísse dele mesmo, como uma extensão de si que se limitava a transmitir em sons aquilo que no seu interior sentia.

Ao acabar de tocar, voltou para junto dos outros na sala de mistura.
A sala estava diferente…estavam todos sentados à espera dele, e a olharem-no com um ar de espanto.

- Não ficou melhor? – perguntou Tom
- Ficou… mas não percebo como, a outra estava boa! – disse Gustav
- Eu disse que estava inspirado – disse Tom olhando para Carol que o olhava atentamente e que ao sentir o seu olhar sobre o dela desviou-o para o chão da sala.

Carol, Nat e Andreas ficaram no estúdio com os rapazes a fazer-lhes companhia, a tarde passou mais rápido que o costume, entre ouvi-los tocar e andar de um lado para o outro na brincadeira com os rapazes.
Carol tinha-se divertido imenso, e tinha ficado prometido voltar lá, até porque tinha dado a ideia de gravarem um Making Off do novo álbum, e ofereceu-se para os ajudar nas filmagens (tinha a certeza que as fâs iam ficar malucas quando os vissem num dvd não só a fazer a promoção do novo cd mas também imagens deles a gravarem-no em estúdio).
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qua Dez 10, 2008 7:19 pm

45º Capitulo




Já tinha passado uma semana desde que Carol se tinha oferecido para fazer as filmagens dos Tokio Hotel em estúdio a gravar o seu novo álbum. Os dias pareciam passar a correr, dava-se super bem com os rapazes e eles tratavam-na como uma princesa, sempre atenciosos e bem dispostos. Gravavam músicas atrás de músicas, umas melhores que as outras. Carol sabia que as fãs iam ficar ao rubro quando as ouvissem. O cd estava a ficar tão bom como qualquer um dos anteriores, mas desta vez os rapazes estavam mais sólidos e confiantes naquilo que faziam, a experiência transparecia nas suas músicas.

Estava uma tarde óptima de Verão. Carol tinha combinado ir tomar um café ao fim da tarde (quando os rapazes fizessem a sua habitual pausa para comer qualquer coisa) com Nat a um café ali ao pé do estúdio. As gravações tinham corrido muito bem nesse dia, chegada à hora da pausa já só faltava Bill gravar as vozes. Carol pegou na sua mala e acenou aos rapazes dizendo que ia tomar café lá abaixo com Nat e que voltava a tempo das gravações de Bill. Os rapazes não se importaram.

Carol saiu da sala de mistura e dirigiu-se com a confiança que tinha visto em Andreas à uma semana atrás, até ao elevador. Entrou no elevador e ficou a olhar para o espelho enquanto arranjava a sua roupa. As portas fecharam-se mas Carol achou estranho que o elevador não começasse a andar. De repente as portas voltaram a abrir, e umas mãos apareceram por entre as portas do elevador. Era capaz de as reconhecer em qualquer lado do mundo, aquelas mãos de guitarrista… conhecia-as bem de outros tempos.

- Desculpa! Tenho de ir lá abaixo ao carro. Esqueci-me do telemóvel – disse Tom entrando no elevador com a voz ofegante de ter vindo a correr para o apanhar a tempo.
- Não tem problema – disse Carol esboçando um sorriso.

A viagem de elevador era curta, mas por mais curta que fosse criava sempre um clima que obrigava as pessoas a terem necessidade de dizer qualquer coisa, mas entre Tom e Carol não havia essa necessidade, ou melhor, havia, mas eles preferiam estar calados a dizer algo que pudesse danificar a amizade que andavam a construir aos poucos e poucos.

O elevador ia no 3º andar quando fez um barulho esquisito e parou. Tom e Carol trocaram um olhar de dúvida, e Tom voltou a tocar no botão do Rés-do-chão. O elevador não obedecia à sua ordem. Ao ver que Tom não conseguia por o elevador a andar, Carol tentou a sua sorte e tocou incessantemente em todos os botões, na esperança que algum os levasse para um piso onde pudessem sair do elevador e continuar o seu caminho pelas escadas. Mas a sua sorte revelou-se igual à de Tom.

- Boa! Era o que nos faltava ficarmos presos aqui – disse Carol lembrando-se do compromisso que tinha marcado com Nat (embora esta chegasse sempre atrasada)
- Tem calma, vais ver que nos tiram daqui num instante! – disse Tom ao reparar que Carol estava com um ar nervoso

Carol tocou na campainha do elevador, esta estava ligada a uma campainha na casa do porteiro, assim que soava era uma questão de minutos até tirarem quem estivesse preso no elevador de lá de dentro. Agora só restava esperar.

Sentaram-se no chão.

- Já alguma vez ficaste presa num elevador? – perguntou Tom ao ver Carol nervosa e querendo distraí-la
- Não. Tu já? – perguntou ela
- Não – respondeu ele – mas ao menos este elevador não é daqueles abafados onde nem se consegue respirar.
- Pois não, é daqueles gelados que tem o ar condicionado no máximo…
– disse Carol esfregando com as mãos os seus braços que estavam a descoberto
- Pensa positivo…ao menos ficaste trancada comigo! E eu sou uma brasa, aqueço o elevador só de respirar o seu ar – disse Tom piscando-lhe o olho e sorrindo
- Tu não existes! – disse Carol rindo.
- Mas a sério, estás com frio? Queres a minha t-shirt? – disse Tom vendo que Carol esfregava os braços cada vez com mais força na esperança de se aquecer
- Não, senão depois ficas tu com frio – disse ela
- Anda cá… - disse Tom enquanto a puxava até si e enrolava os seus braços longos à volta do corpo de Carol que estremecia com o frio.

Carol estava realmente com frio, aquele ar condicionado estava possivelmente ligado a uma temperatura ridícula, de outra forma não se teria deixado levar até aos braços de Tom, por mais que as coisas entre eles estivessem melhor, não queria ter tido aqueles braços fortes envolverem o seu corpo, não quando já se tinha esquecido do que aquelas mãos eram capazes de fazer quando percorriam o seu corpo. Mas sentia-se bem melhor nos braços dele. Sentiu o seu coração acelerar um pouco, e o seu corpo aquecer como se dentro de si tivesse explodido uma bomba, mas em vez de transportar energia, transportava sentimentos e recordações.

Tom abraçava-a com firmeza, gostava de sentir o corpo de Carol pressionado junto ao seu, mesmo que por causa daquela situação aborrecida. Mesmo que lhe tivesse roubado aquele abraço. Sentia-se bem com ela junto de si novamente, sentia aquele cheiro que emanava do seu cabelo e do seu pescoço. Reconhecia-o tão bem, tinha sonhado com ele vezes sem conta na altura em que tinha ficado sem a ver… conhecia de cor aquela essência. Mas sempre que tinha possibilidade de a sentir descobria algo de novo, algo melhor, algo que mexia com ele e o deixava arrebatado. Era o cheiro dela… já não era somente o cheiro que lhe agradava, era o saber que ela estava ali ao pé de si, nos seus braços e que por causa disso é que o sentia.

Carol não se sentia bem com aquele frio. Decidiu deixar os seus medos e preconceitos para trás das costas e abraçou a cintura fina de Tom com os seus braços, unindo-se num abraço ainda mais forte, e colocou a sua cabeça no peito dele. Tom sentiu-a contra si, como outrora, e passou a sua mão direita pelos cabelos longos de Carol dizendo:

- Não tarda muito estamos lá fora…

Carol ergueu a cabeça que enterrara no peito de Tom e olhou-o nos olhos sorrindo-lhe pelo gesto carinhoso que Tom mostrava ter para consigo. Tom olhou para ela e viu-a olhar com um olhar meigo para ele, com um ar e uma expressão que há muito não via nela, não conseguiu evitar em sorrir-lhe de volta, e sem pensar, deu consigo a passar a língua no piercing que espreitava no seu lábio inferior.

Carol olhou para a boca dele, ali estava ele, a provocar-lhe, adorava quando ele fazia aquilo, há muito tempo que não o via fazer aquilo para si, mas gostava… sentiu um aumento de nervosismo no seu estômago, como se tivesse uma quantidade infindável de borboletas a esvoaçarem dentro de si.

Tom reparou que ela olhava para os seus lábios, e deu-se conta de que passava insistentemente com a língua nos lábios e no piercing, ela conhecia-o bem o suficiente para saber que ele o fazia intuitivamente e sem pensar, quando estava a ficar entusiasmado com algo. Sentiu-se pela primeira vez em muito tempo confiante, e passou a sua mão na bochecha de Carol, fazendo-lhe uma festa, à qual ela respondeu com um fechar de olhos. Tinha-a ali, nos seus braços de olhos fechados e receptiva dos seus afectos, mas não queria abusar, não queria estragar aquela aproximação, recusava-se a pisar o risco que poderia afastá-la dele de vez.

Carol abriu os olhos e viu-o a olhar para si de forma ternurenta, aqueles olhos amendoados observavam cada centímetro da sua face, à medida que a mão forte de Tom passava gentilmente pela sua cara, provocando-lhe arrepios. Sem pensar naquilo que fazia ergueu o seu pescoço e tocou levemente nos lábios de Tom com os seus. Tom mostrou-se receptivo, deixou-se tocar, fechando os olhos e apertando-a contra si com suavidade.
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dikas



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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qua Dez 10, 2008 7:20 pm

46º Capitulo




Sem pensar naquilo que fazia ergueu o seu pescoço e tocou levemente nos lábios de Tom com os seus. Tom mostrou-se receptivo, deixou-se tocar, fechando os olhos e apertando-a contra si com suavidade.

Tom entreabriu os seus lábios, e sentiu Carol sugar do seu lábio inferior o piercing que nele habitava.

Carol voltou a enterrar a sua cabeça no tronco de Tom, abraçando-o com força, e sentindo aquelas mãos fortes à sua volta, sentiu-se protegida, como se qualquer que fosse o destino deles os dois dentro daquele elevador, ou demorasse o tempo que demorasse tirarem-nos dali para fora, tudo acabaria bem, sentia-se amparada naqueles braços.

Levantou a cabeça novamente, queria olhar uma vez mais para ele, não conseguia manter-se afastada da expressão carinhosa dos olhos de Tom, nunca o tinha visto assim.

Tom colocou a sua mão direita no pescoço de Carol e gentilmente voltou a beijá-la, demoradamente e com uma suavidade que não parecia sua. Carol entreabriu os lábios deixando que a língua de Tom averigua-se o seu interior, e sentiu-a massajar a sua língua em movimentos circulares e estudados. Tom separou-se dos lábios de Carol e sentiu-a virar-se ligeiramente para si, como se lhe desse um sinal para não parar. Tom inclinou o pescoço de Carol para o lado e deixou deslizar os seus lábios num toque ao de leve pela pele macia do pescoço dela, ao mesmo tempo que ia sentindo aquele cheiro característico dela e a sentia tremer com maior intensidade (sabia que era o seu ponto fraco).

Carol estava espantada com a gentileza e subtileza dos gestos de Tom, estaria mesmo diferente? Não sabia responder aquela pergunta, mas sabia que ansiava à muito pelo toque dele e mesmo que aquele não fosse o toque que conhecia, era dele, e sentia-o com a firmeza e segurança dele. Tremia involuntariamente com os beijos que ele lhe dava no pescoço, ele sabia como a fazer perder controlo e desejar mais. Pouco a pouco pôs a sua mão por baixo da t-shirt de Tom sentindo a pele nua e quente da sua barriga. Sentiu-o contorcer-se num arrepio à medida que ela percorria o seu peito com a mão. Tom tomava-lhe de assalto novamente a boca, desta vez com uma intensidade maior, que denotava desejo. Carol virou-se totalmente para ele e pôs-se de joelhos à sua frente, entre as pernas de Tom, continuando a provocar os lábios e a língua dele que insistiam em matar saudades dos seus lábios carnudos. Pegou na t-shirt de Tom e puxou-a para cima tirando-a e levando o boné de Tom atrás. Dobrou-se até chegar ao peito de Tom, e beijou-o enquanto Tom perscrutava com as suas mãos o corpo de Carol à descoberta, como se nunca o tivesse sentido. Rodeou com as suas mãos a cabeça de Carol e levou os lábios dela até aos seus. Desejava-a tanto… queria tomá-la ali, compensar o tempo perdido e afundar-se no seu corpo como antigamente.

Carol colocou as suas mãos sobre o cinto de Tom, à medida que ele lhe segurava na cara e a beijava. Já não estava inibida em relação a ele, pelo contrário, queria-o tanto, nem que fosse só mais uma vez, queria senti-lo dentro dela, queria o peso do corpo dele, queria o calor que ele lhe dava a euforia do orgasmo sentido a dois, queria-o por inteiro e não podia esperar mais, tinha de o ter por completo. Cuidadosamente desapertou o cinto de Tom e puxou as suas calças para baixo. Tom largou a cara de Carol e com as suas mãos percorreu o corpo dela, pescoço, peito, cintura, ancas e rodeou com as suas mãos o rabo dela, apertando-o com força contra si, fazendo com que Carol solta-se um grito abafado por entre os lábios enleados. Deslizou as suas mãos até ao botão das calças dela e desapertou-o, puxou-lhe a braguilha para baixo e fez deslizar as calças de Carol pelas pernas. Carol abraçou-o aumentando a intensidade com que o desejava e a intensidade com que o beijava, Tom retribuiu, voltando aquilo que ela se recordava dele ser, forte e selvagem, beijavam-se agora com um desejo e uma vontade imensa de saciar e libertar a energia que tinham contida dentro de si à meses. Queriam e desejavam-se mutuamente, já não tinham nada a esconder um do outro.

Foi Tom quem tomou o primeiro passo e tirou os seus boxers, segurou Carol pela cintura e fez deslizar as cuecas dela pelas suas pernas abaixo à medida que as acariciava. Carol deixou que ele lhe tirasse as cuecas e sentou-se no seu colo, Tom posicionou-a de forma a poder tomá-la na totalidade e sem medos nem hesitações entrou no seu interior.

Carol já não estava com ninguém desde a última vez que tinha estado com ele, desejava-o tanto, queria senti-lo no seu interior novamente, e quando finalmente o sentiu, arqueou as costas para trás numa libertação de desejo e deixou-se dominar pela intensidade e os movimentos compassados que ele fazia dentro de si, não conteve (nem quis conter) os gemidos nem sons de prazer que soltava durante o acto, sentia-o como se fosse a sua guitarra, ele tocava-a com a segurança e a rapidez com que tocava nela, percorrendo as mãos pelas suas costas e rabo, provocando nela um sem fim de arrepios. Sentia-o a tocar música dentro de si, e acabou com um esplendoroso grand finale que a deixou exausta, ofegante e sem reacção. Carol abraçou o corpo desnudado de Tom e ali se deixou ficar a recuperar as forças que tinha acabado de perder.

Tom abraçava-a com força e beijava-lhe o pescoço. Tinha-a de novo nos seus braços, só para si, e não a queria perder novamente, queria poder tê-la assim nos braços sempre a qualquer altura, precisava daquele corpo que conhecia todos os pontos fracos do seu, que lhe dava prazer ilimitado e que estava sempre cedente de mais e de melhor. Sim gostava dela, gostava do corpo dela e do prazer que ela lhe dava, como se um só toque dela o pudesse fazer feliz.

Deixaram-se ficar colados um ao outro, até Carol levantar a sua cabeça, e brincar com o piercing de Tom, mordia-o, sugava-o, lambia-o e assistia aos lábios de Tom sorrirem, aquele sorriso lindo que tanta falta lhe fazia, e à medida que ela o provocava mais e mais o sorriso dele abria até se transformar numa gargalhada forte e assaltar-lhe os lábios num beijo selvagem muito característico daquilo que eles eram quando estavam juntos.

Estavam à cerca de meia hora dentro daquele elevador. Vestiram-se e deixaram-se estar sentados no chão abraçados um ao outro, gostavam de sentir os seus corpos assim, juntos e unidos num só.

A ajuda ainda demorou a chegar, ao que parece o porteiro tinha saído e não estava em casa na altura em que o alarme tinha soado. Mas não se podiam queixar…
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qui Dez 11, 2008 7:18 pm

47º Capitulo pig



Nat estava sentada na esplanada do café combinado, já passava meia hora, e nada de Carol. Tinha feito um esforço para chegar a horas (só tinha chegado 10minutos atrasada) e pela primeira vez na vida Carol não estava já à sua espera. Já lhe tentara telefonar mas o telemóvel estava sem rede, já tocara no estúdio e Gustav tinha-lhe dito que Carol tinha descido para ir ter com ela… começava a ficar impaciente. Falava ao telefone com Andreas e contava-lhe o que se passava, quando viu Carol sair do prédio do estúdio com um sorriso radiante de orelha a orelha na sua direcção.

- Nat! Já aqui estás há muito tempo? – perguntou ela extasiada e sem noção do tempo
- Ja. O que é que aconteceu? – perguntou Nat observando uma Carol diferente do costume
- O Tom! – disse Carol sorrindo e chegando a cara ligeiramente à frente proferindo o nome dele num tom baixo para que só Nat a ouvisse.
- O que é que ele fez? – disse Nat estranhando aquela felicidade súbita por causa de Tom
- Fiquei presa no elevador com ele… – disse Carol a rir
- E ficas contente com isso? Que grande evolução… – disse Nat achando esquisito
- Nat… o Tom e eu… - disse ela fazendo olhinhos à amiga
- NO ELEVADOR? – gritou Nat
- Shiuuuu… não me envergonhes – disse Carol olhando à sua volta para as pessoas que estavam na esplanada - …Sim!
- Oh Meu Deus… - disse Nat abanando levemente a cabeça de um lado para o outro com um olhar de preocupação.
- Pensei que ficasses contente… – disse Carol não percebendo a reacção da amiga
- Tu lembraste o que aconteceu da outra vez? – perguntou Nat
- Claro que me lembro… mas agora é diferente. Ele está diferente… – disse Carol
- Hmm…desculpa que te diga, mas não acredito em mudanças tão repentinas! – disse Nat
- Eu sei…temos que ir com calma! Aliás…estou para aqui a falar e nem falamos sobre o assunto, se calhar continua tudo na mesma, e isto não significou nada – disse Carol tirando o sorriso da cara
- Pois…isso é que convinha que soubesses antes de deitar foguetes, para evitares sentires-te enganada de novo, é melhor saberes exactamente para o que é que vais para poderes tomar uma decisão consciente – disse Nat aconselhando a amiga
- Tens razão… - disse Carol

- Mas e então? Foi bom? – perguntou Nat piscando o olho a Carol
- Muito bom! Mas muito, muito bom! Que homem! – disse Carol revirando os olhos para cima
- Ou puto! Estás-te a esquecer que ele é uns aninhos mais novo que tu… – disse Nat
- Ou animal se quiseres… - disse Carol a rir-se
- Ok, poupa-me esses detalhes! – disse Nat não querendo imaginar o Tom animal sexual


pig pig pig pig pig pig pig pig pig


Tom tinha ido à garagem buscar o telemóvel que tinha deixado esquecido no carro. Não resistiu em entrar no carro e sentar-se no lugar do condutor. Colocou ambas as mãos no volante e encostou a cabeça às mãos. Não conseguia tirar um sorriso da cara. Desejava-a desde a noite em que a tinha perdido, a sua indiferença nos últimos dias tinha-o levado a crer que a tinha perdido para sempre, mas não…ela estava ali de volta aos seus braços, mais linda que nunca, com aquele cheiro que o transtornava. Tinha-a sentido de novo, como sentia falta daquele toque destemido dela.

Encostou a cabeça para trás e fechou os olhos, deixou-se estar assim um bocadinho, precisava de se recompor, ainda se sentia aparvalhado com o que tinha acontecido dentro daquele elevador, teria sido um sonho? Não podia ser…ele tinha sentido cada toque dela, não podia ser um sonho! Ele não queria que fosse um sonho.

Pensou em tudo o que os tinha separado, em todo o sofrimento que tinha sentido e causado, e percebeu que não tinha tido razão em estar separado dela tanto tempo, tinha sido tempo demais sem razão aparente!

Ia ter de mudar se a queria do seu lado. Mas não queria. Queria o melhor dos dois mundos, ela e as outras. Não estava preparado para assumir um compromisso por mais que reconhecesse que gostava realmente dela e que era ela que queria do seu lado, que só ela lhe fazia verdadeiramente falta. Mas já a tinha magoado demais, como é que lhe haveria de dizer isso? Não queria fazê-la sentir-se como um objecto uma vez mais, aos olhos dele, ela não era um objecto… não tencionava descartar-se dela tão cedo! Mas não sabia se conseguiria arranjar as forças necessárias para se manter fiel a alguém. Fiel…só essa palavra provocava-lhe um aperto no coração. Mas por ela, talvez valesse a pena fazer esse esforço, não seria pior que estar sem ela…
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