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 In die Nacht

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dikas



Mensagens : 252
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qui Dez 11, 2008 7:18 pm

48º Capitulo Twisted Evil




Carol estava na cabine de som a filmar Tom gravar uma faixa do novo cd, trocavam sorrisos cúmplices e olhares de deleite. Tom roçava a sua língua no piercing e mordia o lábio inferior para conter o desejo de largar a guitarra e atacar Carol.

Tom acabou de tocar, pousou cuidadosamente a sua guitarra no chão e fez uma careta para a câmara. Carol desligou a câmara rindo-se da figura de Tom e ele puxou-a para si, colocou-a sentada no seu colo e assaltou-lhe os lábios carnudos rodeando o corpo dela com as suas mãos. Carol retribuiu aquele beijo ladeando os seus braços à volta do pescoço de Tom. Tom foi colocando uma mão por baixo do top de Carol, sentindo a pele quente dela arrepiar-se e com a outra foi de encontro ao seu peito, massajando-o.

- Pára! – disse Carol, sentindo que ele estava a ir longe demais
- Hm Hm… – disse Tom colocando a sua mão que outrora percorria o peito de Carol no seu pescoço e roçando os seus lábios pelo pescoço dela beijando-o e lambendo-o languidamente.
- Tom…. – disse ela quase sem forças por ele lhe atacar o seu ponto fraco.

Tom não ouvia Carol, estava empenhado em responder ao seu desejo carnívoro de a ter.

- Tom … - disse ela afastando-o de si e pondo-se em pé – Aqui não!

Tom pôs-se de pé e rodeou a cintura de Carol com os seus braço. Beijou-lhe os lábios encostando-a pouco a pouco contra a parede do estúdio.

- Tom… - dizia Carol já a ficar sem palavras – Se alguém entrar…
- Ninguém vai entrar…
– disse ele tirando-lhe a câmara da mão – E se fizéssemos um filme? – disse ele fazendo-lhe olhinhos
- Oh…vá pára! – disse Carol afastando-se de Tom e compondo-se na medida do possível – Vamos para a sala de mistura ver como ficou a gravação.

Carol preparava-se para sair quando sentiu a mão de Tom agarrá-la no pulso e puxá-la até si. Carol foi contra o corpo de Tom e olhou-o nos olhos percebendo que ele a desejava. Tom olhava para os lábios carnudos de Carol, não conseguia estar afastado deles, queria-os 24horas por dia. Beijou-a como se a sua vida dependesse daquele beijo, deixando Carol ficar sem fôlego.
Carol voltou a soltar-se de Tom, desta vez com as pernas a tremerem.

- Aqui não Tom! – disse ela uma vez mais
- Assim deixas-me louco… – disse ele ajeitando o boné
- Ainda não viste nada! – disse ela sorrindo e dando-lhe um beijo rápido e mortal nos lábios, aproveitando para lhe morder o piercing.

Para se sentir realmente feliz, faltava-lhe assentar um pormenor com Carol… tinha um pouco de receio de tocar no assunto mas, era inevitável fazê-lo.

- Carol… – chamou ele ao vê-la sair pela porta da cabine de som
- Sim – disse ela voltando-se para trás.
- Eu preferia que por agora ninguém soubesse de nada. Importas-te? – perguntou ele olhando-a intimidado pelo que ela poderia achar da sua pergunta
- Não. É preferível… – disse ela acautelando-se. Nunca se sabia o que podia acontecer entre eles, e fosse o que fosse quanto menos pessoas soubessem, menos olhares de pena teria de suportar quando as coisas dessem para o torto.
- Mas deixa-me só contar ao Bill. Mesmo que não lhe conte ele vai perceber… ontem já andava a fazer filmes sobre a minha felicidade súbita – disse Tom
- Anda feliz Sr Tom? – perguntou ela chegando-se bem perto dele e roçando a ponta do seu nariz no seu queixo, sorrindo e olhando-o com um olhar felino.
- Dizem que sim… – disse ele sorrindo para ela
- Ok…conta ao Bill, ele é de confiança! – disse Carol

– Ahhhh…Tom – voltou ela a chamá-lo quando já se encaminhavam para o pé dos outros – Eu contei à Nat ontem… - disse ela franzindo a testa.
- Já estava à espera que lhe quisesses contar…é na boa! A Nat é fixe! – disse Tom já contando com aquela revelação, sabia que as raparigas contavam tudo umas às outras, principalmente aquelas duas que não se largavam – Mas isso quer dizer que provavelmente o Andreas também já sabe – disse Tom
- Provavelmente… - disse Carol a rir

Concordaram deixar aquele assunto assim assente, só os amigos mais próximos saberiam do seu recente envolvimento. Tom sentia-se aliviado, preferia não envolver muita gente entre si e Carol, queria que as coisas fossem mais simples desta vez, queria criar uma base de confiança com ela, e sabia que precisava do seu espaço, da sua privacidade para conseguir superar os seus próprios medos e fobias de compromisso.

Carol não se podia dizer surpresa pela proposta de Tom, de certa forma tinha pensado no mesmo, da última vez as coisas não tinham resultado bem, e o pior tinha sido os olhares de pena que lhe direccionavam, como se ela fosse uma pobre menina indefesa apanhada nas armadilhas do lobo mau. Ela não se via assim, soube o tempo todo para o que ia e estava disposta a estar ao lado de Tom sabendo que a vida dele não era a de um rapaz normal. Desta vez estava mais segura de si própria, sabia que talvez esta proposta fosse uma tentativa de mais uma vez escapar a qualquer compromisso que pudesse existir entre eles, mas Carol já tinha estado tempo suficiente sem Tom para saber que pior que aceitá-lo com todos os seus defeitos era sentir uma dor insuportável de querer tê-lo e não poder. Ia deixar andar… quem sabe com o tempo ele mudasse! Naquele momento estava bem, não se queria preocupar com o que viria a seguir. Chamem-na ingénua … ela apelidava-se de feliz!

O resto da tarde decorria com tranquilidade, Carol evitava olhar para Tom, ele era homem… logo… primário, não saberia esconder os seus impulsos com a facilidade e controlo com que ela o fazia, como tal optava por ignorá-lo um bocadinho só para que ele não desse muito nas vistas.

A noite já ia longa, Carol já tinha gravado Bill na cabine de som, e embora ele continuasse a gravar a voz dos coros, já não tinha cassete para gravar mais. Voltou para a sala de mistura para se juntar aos outros, mas para seu espanto ao entrar na sala deu de caras com Tom deitado no sofá, com as mãos atrás da cabeça e olhar concentrado para um ponto do tecto.

- Os outros? – perguntou Carol não vendo Gustav e Georg
- Saíram, foram beber um copo… – disse Tom olhando para ela sem se mexer
- Estás aqui sozinho e abandonado? – disse ela aproximando-se dele e fazendo-lhe um olhar de menina indefesa
- Parece que sim… – disse ele passando a língua pelo seu piercing

Carol sentou-se sobre Tom, colocando uma perna de cada lado do seu tronco. Tom tirou as suas mãos de detrás da cabeça e colocou-as sobre as ancas de Carol sorrindo atrevidamente.

- Olha que pode entrar alguém… - disse Tom gozando com a ela e piscando-lhe o olho.
- Sr. Tom….Sr. Tom…pensei que estivesse disposto para….uma rapidinha – disse ela passando as suas mãos pelo tronco de Tom e inclinando a sua cabeça para a esquerda
- Sra Caroline, já devia saber que eu não sou rapaz de rapidinhas, se é para ser feito, é para ser bem feito! – disse ele puxando-a até si e beijando os seus lábios
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dikas



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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Sex Dez 12, 2008 6:13 pm

49º Capitulo



Estava sentada na sala de mistura… no grande sofá da sala de mistura….naquele sofá da sala de mistura onde já se tinha misturado, embrulhado ou mesmo enrolado com Tom. Mas desta vez estava sentada com Georg do seu lado direito e Nat do seu lado esquerdo seguida de Andreas. Bill e Tom estavam em pé debruçados sobre a mesa de mistura a mexer num dos infindáveis botões que a mesa tinha, ouvindo e reouvindo as gravações que Bill tinha acabado de fazer. Gustav estava sentado na cadeira em frente da mesa de mistura a tentar perceber o que os gémeos faziam.

As gravações tinham ficado óptimas. O cd estava finalmente pronto para ser misturado e editado para começar a ser produzido em massa e distribuído pelos quatro cantos do mundo. As fãs iam ficar loucas entre as baladas mais lindas que já tinham produzido e um rock puramente alemão, iam converter meio mundo com o poder da sua música.

Carol observava os irmãos Kaulitz a guerrilharem pelos botões da mesa de mistura, imaginava-os em pequenos à briga por coisas simples e percebia porque é que Bill lhe tinha dito uma vez que chegavam a andar um atrás do outro de panelas na mão para se espancarem. Eram parecidos e casmurros, cada um à sua maneira, e como eram irmãos e conheciam-se desde sempre, não tinham pudor em dizer tudo o que lhes vinha à cabeça (verdade seja dita que uma hora depois já nem se lembravam do porquê da briga).

Georg que assistia aquela cena com o ar mais normal do mundo, olhou para o lado e viu uma Carol de olhar espantado.

- Não te preocupes, isto é normal! – disse Georg
- Nunca os tinha visto assim – disse Carol
- Eles não levam desaforos para casa, daqui a um bocadinho já estão de volta ao normal, mas não convém interferir nas brigas deles porque eles são bem capazes de fazerem um complô e unirem-se contra ti… – disse Geo, já entendido em brigas entre gémeos.
- O quê Geo? – disse Bill virando-se para trás ao ouvir algo que lhe parecia ser acerca dele
- Sim hobbit, o que é que andas para aí a dizer? – disse Tom apoiando o irmão
- Nada Kaulitzs…continuem concentrados no botão que vos interessa – disse Geo, e virando-se para Carol disse – Vês? Ficam logo melhores amigos.

Carol ria-se. Nunca tinha assistido a uma cena daquelas, mas no fundo calculava que o amor que os unia era capaz de destruir qualquer um que se pusesse no seu caminho, mesmo que na altura estivessem às turras um com o outro. Não havia outros dois rapazes no mundo como aqueles, disso ela tinha a certeza.

A verdade é que aquela era uma noite importante para eles, e com a importância vinha o stress e a vontade de fazer tudo pelo melhor. Já tinham passado três semanas desde o início das gravações, e tinham demorado mais tempo do que tinham previsto para o fazerem, mas tinha corrido tudo bem, e o que interessava é que estavam contentes com o produto final. Começavam agora uma longa jornada em busca da melhor edição das músicas, em ajustar o som da guitarra, baixo, voz e bateria e fazer com que as músicas pudessem soar no seu maior potencial. Tinham estimado duas semanas para a edição, e depois era só entregar e esperar que a editora discográfica ficasse tão contente com o trabalho que tinham desenvolvido como eles (era impossível não ficar…o cd estava realmente bom)!

Tom e Bill chegaram finalmente a um consenso sobre a função dos botões e anunciaram que amanhã começariam a fazer a mistura porque a noite ia longa.

Bill propôs passarem todos lá por casa para fazer um brinde ao fim das gravações e comemorar o início da fase de mistura. Ninguém foi capaz de dizer que não e sem grandes oposições passaram para o apartamento dos gémeos.

Tom distribuiu uma bebida por cada um e foi Bill que iniciou o brinde

- Ao sucesso e à realização de mais um sonho… - disse Bill
- Às viagens… - disse Gustav
- À saúde e sorte… – disse Georg
- …E aos concertos - acrescentou Tom
- Então e o que é que aconteceu ao teu brinde habitual? Já não dás conta das meninas? Andas fraquinho Tommi? – disse Georg rindo-se
- Vai sonhando Geo. Eu já não preciso de brindar a elas, elas vêm ter comigo na mesma. Já tu podias começar a alterar o teu brinde para ver se tens mais sorte… – disse Tom a picá-lo – Ahhhh espera…tu pediste sorte!

Na sala soava uma gargalhada em uníssono, aqueles dois seriam assim para sempre, Tom e Georg, sempre a picarem-se um ao outro, mas nunca levavam a mal o que o outro dizia e cada vez faziam pior, era como assistir a uma comédia romântica.

A meio da noite Carol estava a ficar cansada, e como os outros ainda andavam de um lado para o outro na sala de jogos a celebrar ela pediu discretamente aos donos da casa se podia ir para um quarto de hóspedes dormitar um bocadinho, ao que Tom prontamente respondeu:

- Não. Podes ir para o meu quarto que não tarda muito dou uma escapadela sem que ninguém dê por isso e vou lá ter contigo – disse piscando-lhe o olho

Assim fez Carol. Já não entrava naquele quarto à muito tempo… mas continuava igual. Era um espelho de Tom… uma vez lá dentro não conseguiu evitar cheirar a roupa que estava em cima de um cadeirão no canto do quarto dele, cheirava a suor, mas ela não se importava, era o suor do corpo dele, suor do seu trabalho e produto do seu esforço e dedicação a um dia inteiro em estúdio. Pegou numa t-shirt verde e deitou-se na cama de Tom abraçando-a.

Estava quase a adormecer quando sentiu baterem à porta, olhou na direcção dela e viu uma cabeça a espreitar. Era Tom.

- Posso? – perguntou ele cordialmente
- Claro totó. Estás no teu quarto! – disse ela sorrindo
- Hmm…estou a ver que já me substituis-te… – disse ele fechando a porta do quarto e deitando-se ao lado de Carol abraçando-a pela cintura.
- Não se pode perder tempo… - disse ela pegando na mão de Tom e entrelaçando os seus dedos nos dele, colocando as suas mãos junto ao seu peito.
- Ao menos é com a minha t-shirt. Sabes que ela é boa, mas não tão boa como o seu dono… – disse ele beijando-lhe a face
- Não duvido… – disse ela sorrindo ao receber as carícias de Tom

Tom juntou o seu corpo às costas do dela e deixou-se ficar do seu lado com a mão entrelaçada na mão de Carol e junto do seu peito. Também ele estava cansado e gostava de poder descansar assim do seu lado… Mas Carol quebrou o silêncio quando Tom estava prestes a fechar os olhos.

- Tom… – disse ela baixinho para perceber se ele ainda se mantinha acordado
- Sim… - disse ele baixinho também
- Porque é que não brindaste às meninas? – perguntou ela meio ensonada
- Porque não preciso delas… – disse Tom apertando mais o seu corpo para junto do dela

E o silêncio voltou a reinar no quarto de Tom. Carol adormeceu abraçada a ele, com um sorriso na cara. Ele estava ali, e tinha a certeza naquele momento que ele era seu.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Sex Dez 12, 2008 6:16 pm

50º Capitulo Suspect



“Merda!” pensou. O estore tinha ficado aberto! A luz entrava no quarto como se a quisesse obrigar a levantar. Não sabia que horas eram, mas devia ser cedo, cedo demais para se levantar com a vontade de dormir que tinha em cima. Rodou na cama e aninhou-se na almofada para continuar a dormir, mas foi ao encontro de um monte de rastas que lhe faziam comichão no nariz. Afastou-se um pouco daquele corpo que estava ao seu lado, e abriu os olhos. Era ele. Estava virado de costas para si, aconchegado na cama.
Carol sentou-se na cama e espreitou por cima do ombro de Tom, estava a dormir. Tinha a boca ligeiramente aberta, deixando ver o seu piercing com maior clareza. Carol sorriu, Tom era tão lindo quando dormia, só o tinha visto assim uma vez, na noite do concerto, quando ele tinha adormecido em sua casa com o cansaço da noite que tinham partilhado. Era mesmo bonito, tinha feições definidas, pele macia e perfeita, era capaz de jurar que não se faziam rapazes assim, ele devia ser um anjo!

Dispersa nos seus pensamentos, perdeu o sono. Levantou-se, deu a volta à cama, abaixou-se e depositou nos lábios de Tom um beijo ao de leve. Era capaz de jurar que o viu sorrir ligeiramente, mas ele continuava a dormir ferrado.

Foi directa à casa de banho, olhou-se ao espelho “Ainda bem que acordei primeiro!” pensou ela, estava horrível, um autêntico traste, cabelo todo desgrenhado, roupa toda virada do avesso, umas olheiras daquelas que metiam medo ao susto. Ainda bem que Tom não a tinha visto assim. Pensou em tomar um banho, mas não tinha roupa para vestir. Saiu da casa de banho e desceu as escadas até ao piso de baixo. Foi directa à cozinha à procura de algo para comer. Abriu o frigorifico e não encontrou nada que lhe suscitasse interesse, fechou a porta do frigorifico e mandou um pulo, assustando-se com a figura alta e esguia que estava atrás dela.

- Que susto! – disse Carol colocando a mão direita sobre o peito e fechando os olhos
- Desculpa. Não te queria assustar – disse Bill sorrindo ao vê-la assustada
- Estava à procura de qualquer coisa para comer. Estou cheia de fome… – disse Carol
- Senta-te aí – disse Bill apontando para um cadeira da cozinha – Eu preparo qualquer coisa num instante.
- Obrigada! – disse ela sentando-se e abrindo a boca ainda meia ensonada

Bill começou a andar de um lado para o outro e em questão de segundos estava a colocar na mesa uma quantidade infindável de comida com um aspecto maravilhoso, que recordava a Carol aquele dia em que tinha ido tomar o pequeno-almoço com ele lá a casa.

- A Nat e o Andreas? – perguntou Carol que na noite anterior tinha ficado de ir embora com eles
- Foram para casa – disse Bill pondo um prato para si e para Carol na mesa
- Porque é que não me foram acordar? – perguntou ela
- Porque estavas com o Tom e eles já sabem como é que o Tom é… - disse Bill sentando-se à mesa
- Mas nós não estávamos a fazer nada, estávamos só a dormir – disse ela
- Sim, mas eles queriam deixar-vos sozinhos a curtirem o vosso recente … qualquer coisa – disse Bill
- Qualquer coisa? – disse Carol a rir
- Sim! Vocês não se decidem sobre o que é que têm um com o outro… – disse Bill a rir
- Qualquer coisa é lindo! – disse Carol a rir

- Então e está tudo bem com vocês? – perguntou Bill pondo uma colherada de cereais na boca
- Sim. Tinhas razão quando dizias que ele andava diferente. Não sei bem ao certo o que é, mas a distância fez-nos bem. – disse Carol
- Eu disse! E quando ele chegou cá a casa com um sorriso parvo também calculei logo que fosse por causa de ti – disse Bill
- A sério? – disse Carol sorrindo timidamente por se sentir de certa forma especial
- Sim, devias tê-lo visto, todo energético de um lado para o outro. Totalmente diferente do que ele andava nos últimos tempos – disse Bill

Carol mordeu o lábio inferior só de imaginar Tom a andar de um lado para o outro contente e feliz por causa dela. Ficava ainda com mais vontade de o apertar e beijar.

- Vocês hoje começam a misturar o cd? – perguntou Carol
- Sim. O Tom ainda não acordou? – perguntou ele
- Não
- Já são 10h, era suposto estarmos às 10h30 no estúdio
– disse Bill – tenho que o ir acordar senão chegamos atrasados.
- Deixa estar, eu vou lá
– disse Carol levantando-se e dirigindo-se ao quarto de Tom

Ao chegar à frente da porta do quarto de Tom, Carol deteve-se e sorriu, abriu a porta devagarinho e viu que Tom continuava na mesma posição em que estava quando o tinha deixado. Entrou pé ante pé e fechou a porta atrás de si com delicadeza. Chegou-se ao pé da cama, ajoelhou-se no chão e colocou a sua mão direita sobre o ombro de Tom e beijou-lhe os lábios com suavidade. Tom acordou estremecendo com o toque dela. Abriu os olhos devagar e ao vê-la tão perto sorriu e virou-se de barriga para cima esticando os braços para se espreguiçar. Carol colocou as suas mãos sobre o peito de Tom e disse:

- Bom dia dorminhoco! Tens de te levantar, tens que estar no estúdio em meia hora.

Tom baixou os braços e puxou-a para si, fazendo com que ela ficasse deitada sobre o seu corpo e abraçou-a com força. Gostava de a sentir junto a ele, e que melhor maneira de acordar que tê-la assim? Beijou-lhe a testa ternamente. Carol sorriu, e abraçou-o com toda a força que conseguia até ele soltar uma manifestação de falta de ar. Carol riu, olhou para os olhos ensonados dele e deu-lhe um xoxo naqueles lábios apetitosos. Levantou-se, saindo de cima dele e disse:

- Vá, levanta-te que tens coisas marcadas
- Não me apetece…
– disse ele puxando Carol pela perna até si
- Dormes depois, agora vai fazer as tuas fãs felizes… – disse ela puxando-o pelas mãos para se levantar.

Tom acabou por se levantar a muito custo e tomar um banho rápido. Ele e Bill foram para o estúdio, iniciar a sua viagem na mistura do novo cd, Carol não invejava o trabalho que eles tinham pela frente. Foi a casa tomar um banho e trocar de roupa e seguiu rumo ao estúdio para continuar as gravações do que seria um dvd a não perder…
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Sab Dez 13, 2008 7:13 pm

51º Capitulo Wink




Tinham passado duas semanas. O cd estava finalmente terminado e para surpresa de todos tinha ficado ainda melhor do que aquilo que pensavam. Se tudo corresse bem dentro de uma semana estariam a gravar o vídeo do primeiro single e a viajar pela Europa e Estados Unidos da América a promover o novo cd, depois era esperar pela adesão e programar a tour.

Para comemorar tinham combinado ir sair para a mansão com todos os seus amigos mais próximos, beber um copo.

Tom tinha ficado de apanhar Carol em sua casa a seguir ao jantar para seguirem para a mansão, mas ela tinha-se atrasado (caso raro) e para não fazer uma das estrelas da noite atrasar-se acabou por apanhar boleia com Andreas e Nat.

Chegados à mansão ficaram boquiabertos. Jost tinha reservado a mansão inteira para eles. Por todos os lados viam-se caras conhecidas do panorama musical e artístico alemão, Carol nunca tinha visto tantas caras conhecidas por metro quadrado, começava a sentir-se mal em estar ali no meio deles, ainda bem que tinha Nat ao pé de si.

Nunca tinha ficado no rés-do-chão da mansão, as salas privadas eram só no 1º piso e sempre que lá tinha ido com Tom tinham optado por uma sala em privado. Mas era incrível, a decoração era surreal, parecia uma discoteca, com pista de dança e bar mas decorada como uma estufa. Havia plantas em todo o lado, e verdadeiras, não eram daquelas que geralmente se viam nas outras discotecas (artificiais), eram plantas lindas e bem tratadas que rodeavam a sala dando um ar selvagem e ao mesmo tempo exótico. Espreitou para o interior da sala timidamente e viu Bill a conversar com Sido e Samy Deluxe, Georg falava com Jost e com pessoas que Carol não reconhecia, Gustav estava entretido a falar com parte dos Cinema Bizarre, só não via Tom.
Virou costas e esbarrou contra alguém que não reconheceu imediatamente.

- Carol, não é? – disse ela dando-lhe dois beijinhos, exibindo um sorriso amistoso na cara
- …Sim! – disse Carol retribuindo os dois beijinhos
- Já ouviste as novas músicas? – perguntou ela
- Já. Estão muito boas! – disse ela meia envergonhada por não se lembrar de onde conhecia aquela cara
- O Bill disse-me que amanhã sem falta me enviava um cd…estou super curiosa – disse ela exibindo um sorriso aberto nos lábios

Foi aí que Carol se lembrou daquela noite em que tinha conhecido Nena, no seu concerto e tinha passado um bom tempo à conversa com ela, tinha sido muito simpática consigo. Como é que não se tinha lembrado de Nena antes? Que erro, se Bill soubesse tinha-a destituído do cargo de companhia para os concertos de Nena.

- Vai adorar – disse Carol sorrindo abertamente agora que reconhecia Nena
- Trata-me por tu! - disse Nena simpaticamente

Uma voz no fundo soou chamando por Nena.

- Tenho que ir. Foi bom encontrar-te aqui! – disse Nena à medida que se encaminhava na direcção de quem a chamava.

Nat aproximou-se imediatamente de Carol

- Tu estavas a falar com a Nena – disse Nat de boca aberta
- Ja – disse Carol a sorrir
- Não! TU estavas a falar com a Nena – repetiu Nat boquiaberta
- Ja, ela reconheceu-me, e até se lembrava do meu nome! – disse Carol ainda embasbacada
- Fogo! – disse Nat impressionada

- Já viste o Tom? – perguntou Carol
- Não, deve estar na outra sala – disse Nat
- Que outra sala? – perguntou Carol
- Do outro lado da escada à outra sala – disse Nat apontando para o outro lado
- Nem tinha reparado, vou lá ver… - disse Carol

Carol dirigiu-se até ao outro lado da escadaria, e para sua surpresa encontrou uma sala ainda maior que a anterior e com uma decoração totalmente oposta, se a outra era muito “natura”, esta era muito “metrópole”, estava toda decorada em tons de cinzento e preto, formas minimalistas e rectas, as paredes faziam-lhe lembrar o cenário do programa do Conan O’Brien ou Jay Leno, parecia um papel de parede com imagens da cidade à noite, era incrível, deixou-se observar espantada aquela sala, só passados uns segundos se lembrou do que a levava até ela, Tom.

Percorreu a sala com os seus olhos à procura de um rapaz de boné e rastas loiras e lá estava ele. Ao contrário dos outros, Tom estava rodeado de raparigas que falavam entusiasmadas com ele, e ele não parecia menos entusiasmado que elas. Sentiu um aperto no coração (era inevitável), mas não quis dar parte fraca, nem mostrar-se inferior a qualquer uma daquelas pegas com um monte de silicone que o rodeava, num passo decidido e determinado encaminhou-se direitinha a ele e com um olhar provocador, chegou ao pé de Tom e das raparigas que o rodeavam e pôs a sua mão no ombro de Tom olhando para ele com olhar de felina (ao qual o Tom ficou agradavelmente surpreso) e sobre os olhares invejosos das raparigas que olhavam para eles os dois, deu um beijo suave e demorado na face de Tom e disse num tom que soava a desejo puro:

- Bons olhos o vejam …

E dito isto, virou costas e saiu da sala com o mesmo passo determinado com que entrara. A meio do caminho rodou a sua cara sobre o ombro direito para ver a reacção dele e sentiu-se nas nuvens ao vê-lo preso com o olhar em si e a passar a língua no piercing enquanto as outras continuavam a pavonear-se à sua volta. “Missão Cumprida!” pensou Carol.

A partir de agora tinha de ser assim… decidida e determinada em conquistá-lo e afastá-lo daquele mulherio desgraçado, e o plano era ser pior que elas. Provocar e tentá-lo. Estava feliz… o plano funcionara.

Foi ter com Andreas e Nat à outra sala. Estavam entretidos a falar com Bill. Aproximou-se deles com um sorriso na cara que lhe foi retribuído por Bill que a abraçou assim que Carol chegou ao pé de si.

- Grande dia Sr. Bill – disse Carol sorrindo
- Podes crer, já estou nervoso só de pensar na reacção das pessoas ao novo cd… – disse ele esfregando uma mão na outra
- Vai ser a melhor que consigas imaginar – disse Nat sorrindo ao vê-lo todo nervoso

Mas não foi preciso esperar muito. Sem saberem como, começou a ecoar na sala as suas novas músicas. Jost tinha preparado uma surpresa aos rapazes e tinha arranjado maneira de dar a conhecer aos seus amigos em primeira-mão o novo trabalho dos Tokio Hotel.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Sab Dez 13, 2008 7:13 pm

52º Capitulo




Mas não foi preciso esperar muito. Sem saberem como, começou a ecoar na sala as suas novas músicas. Jost tinha preparado uma surpresa aos rapazes e tinha arranjado maneira de dar a conhecer aos seus amigos em primeira-mão o novo trabalho dos Tokio Hotel.


Formou-se um silêncio sepulcral na sala. Toda a gente tinha percebido que aquele era o novo trabalho deles, e escutavam com atenção, cada palavra que Bill cantava, cada som que Tom, Gustav e Georg produziam.
Tom entrou na sala a correr com um sorriso na cara e foi directo ao irmão.

- Somos nós – disse ele abraçando Bill

Deixaram-se ficar a ouvir a música que tocava, ao mesmo tempo que espreitavam a reacção dos seus amigos, e verdade seja dita, a partir desse momento Nat, Carol e Andreas tiveram que se afastar deles, porque começou a chover congratulações e abraços sinceros aos rapazes, as pessoas estavam maravilhadas com aquele som, ouviam-se comentários como “O melhor de sempre”, “Agora é que ninguém vos pára na Alemanha”, “Vocês são o verdadeiro orgulho do nosso país”. Os rapazes estavam babados e derretidos com os elogios, os olhos brilhavam com uma alegria que transbordava qualquer barragem ou rio que pudesse existir.
Carol olhava-os à distância e sorria de orgulho dos seus amigos, mais uma vez tinham conseguido! E iam com certeza destroçar muitos corações como o dela.

- O que é que há lá em cima? – perguntou Nat a Carol
- Salas privadas. Cada uma com uma decoração mais louca que a outra. Não te lembras de eu te ter contado de mim e do Tom? – perguntou Carol
- Aiiii foi aqui? – perguntou Nat interessada
- Foi! Recomendo-te vivamente que vás espreitar as salas e que tomes conta de uma delas com o teu loirinho– disse Carol piscando-lhe o olho
- Parece-me uma óptima ideia – disse Nat piscando o olho a Carol e indo directa a Andreas puxando-o pelo braço e levando-o até à grande escadaria.

Carol ria-se ao ver a amiga tão feliz com Andreas e tão sedenta de viver e experienciar novas aventuras. Sem dar conta disso foi rodeada pelo grupinho de raparigas que estavam com Tom há poucos minutos atrás, e olhou à sua volta com um ar de desprezo de quem diz “Sim?”.

- O novo cd deles é lindo, não é? – disse uma enlaçando com os dedos uma madeixa do seu próprio cabelo
- Gostaste? – perguntou Carol sentindo-se fora do seu habitat normal mas sorrindo como uma parvinha para se tentar enquadrar no grupo que via à sua frente.
- Sim…é lindo! – disse outra toda contente
- Mas eles são muito melhores… – disse a primeira
- Podes crer – disse Carol entrando na personagem – principalmente aquele das rastas…aí nem sei o nome dele…. – disse ela como uma perfeita anormal
- É o Bill – disse a primeira
- Não é nada, esse é o outro. Este é o Wolfgang – disse a segunda
- Eu acho que ele não se chama assim… – disse uma terceira

Carol nem queria acreditar naquela tristeza. Como é que aquelas personagens tinham vindo parar aquela festa se nem os conheciam? Deviam ser groupies, só queriam atrai-los para cama e esmifrarem-lhes dinheiro, mas estavam com azar…os rapazes não eram daquele tipo. Até Tom manteria distância delas sabendo que elas andavam atrás do dinheiro dele.
Carol fingiu-se aflitinha e desapareceu para a casa de banho. Agora que estava sozinha na festa não sabia como ia passar o tempo, queria distância daquelas mamalhudas sem cérebro. Os seus amigos estavam ocupados com os convidados, Nat e Andreas estavam a dar asas ao seu amor e ela estava ali, escondida na casa de banho a fazer figura de parva, como uma miudinha envergonhada numa festa de anos.

Saiu da casa de banho e foi até à sala da “metrópole”, pediu uma bebida e deixou-se ficar um bocadinho ali, sentada numa mesa no cantinho a ouvir as novas músicas que já conhecia de cor e salteado dos Tokio Hotel. Eis senão quando entram dois entertainers que se puseram a menos de dois metros a cuspir fogo. A imagem era brutal e o efeito muito louco “O Jost pensou em tudo!” pensou Carol, mas queria paz e sossego e tinha acabado de perder o espaço.

Levantou-se e dirigiu-se para as escadas, ia lá para cima. Assim podia encontrar uma sala e ficar lá quietinha no seu canto sem que a chateassem e sem ter de fazer pose para a socialite alemã. Quando chegou ao pé da grande escadaria deteve-se, algo mais forte que ela a fez parar e espreitar para dentro da sala “natura” e viu-o. Estava de copo na mão a falar com Samy Deluxe, Carol sorriu-lhe e piscou-lhe o olho antes de subir para o 1º andar da mansão (que tão bem conhecia), imaginou que Tom devia estar nas nuvens a ter a atenção de Samy Deluxe só para si, e ficou contente por ele, realmente contente, como se fosse ela a falar com o seu maior ídolo.
Ao subir deu de caras com o gerente da mansão que para sua surpresa a reconheceu imediatamente.

- Boa noite minha Sra, é um prazer tê-la connosco novamente. Está tudo conforme o seu gosto – disse ele fazendo-lhe uma vénia cordial
- Tudo de muito bom gosto, obrigada. – disse Carol passando por ele, mas voltou atrás e perguntou – Sabe se a sala das estrelas está vazia?
- Com certeza. Faça favor de me acompanhar
– disse o gerente e embrenhou-se a caminho da sala onde pela 1ª vez tinha estado com Tom.

O gerente abriu a porta e confirmou que estava vazia e num gesto cordial convidou Carol a entrar.

- Faça favor. Deseja alguma bebida? – perguntou o gerente
- Não, obrigada – respondeu Carol a olhar maravilhada para aquela sala e sentindo um aperto no seu coração… aquela sala trazia-lhe recordações tão boas.
- Sim senhora. Alguma coisa não hesite em chamar-me – disse ele, e saiu da sala fechando a porta atrás de si.

Carol demorou-se a olhar para aquela sala, aquele puff, as recordações assaltaram-lhe o pensamento.



[Flashback]

- Costumas trazer todas as raparigas aqui? – Perguntou Carol. Queria saber se se confirmava a sua primeira impressão dele. Seria um playboy que usava e abusava de quem bem queria?
- Não. Geralmente não passam da primeira noite. – Não percebia porque estava a dizer aquilo, que estupidez! Ela não tinha de saber.





- Hoje não bebes! – Disse ela. E de um só trago bebeu o conteúdo da taça dele e pousou-a ao lado da sua.

Carol aproximou-se dele, roçou o seu nariz no dele. Ele avançou para a beijar, mas ela desviou a cara para a esquerda e roçou a sua bochecha direita na bochecha dele, pouco a pouco foi substituindo a sua bochecha pelos seus lábios carnudos, num toque muito ao de leve, foi até ao pescoço de Tom e beijou-o.
Tom sentia-se possuído por aquela essência uma vez mais, ela estava ali à sua frente a provocá-lo. Aquele cheiro. Aqueles lábios macios de volta do seu pescoço. Mas ele só se lembrava da noite anterior, e tinha medo de uma vez mais falhar.
Carol percebeu que ele estava intimidado. Pousou as suas mãos na cara de Tom e com os polegares percorreu os seus lábios que se entreabriram. Tom fechou os olhos, queria senti-la. Os polegares foram substituídos pelos seus lábios que o devoravam com uma fome insaciável de quem tinha contas para por em dia e esperava a noite da sua vida naquele lugar mágico e inesquecível.
Tom cedeu ao beijo e puxou-a contra si, colocando-a no seu colo. Percorreu o corpo dela com as mãos, sentia-a arrepiar-se, arranhou-a por baixo do top, ao longo das suas costas fazendo com que ela soltasse um gemido de prazer e dor. Beijou cada centímetro que encontrou a descoberto: a sua cara, pescoço, ombros, peito e voltou a demorar-se no pescoço. Sabia que era o ponto fraco dela, mas não conseguia evitar o seu cheiro e sentir que tinha domínio sobre ela quando lhe tocava ali.
Carol estava disposta a possui-lo ali, naquele puff espaçoso. Queria senti-lo dentro dela de uma vez por todas, já não conseguia mais aguentar aqueles beijos e carícias. Mas algo o fez parar. Olhou para ele com um olhar suplicante.

- Não consigo! - Disse ele no pique da excitação.


[Flashback]


As recordações deixaram-na saudosista, foi até à varanda e olhou o horizonte, a cidade ficava tão longe dali…estava no meio do nada, e gostava.
Pousou as mãos no parapeito da varanda e sorriu, como é que era possível que Tom tivesse parado a meio? Deu consigo a rir às gargalhadas por alguma vez ter pensado que ele poderia não ser capaz de a possuir como ela desejava. Para primeira impressão ele tinha estado muito mal, mas talvez isso a tivesse feito ir ao céu e voltar quando no lago ele lhe mostrou aquilo que valia….e se valia!

Sentiu umas mãos abraçarem a sua cintura e uns lábios atacarem o seu pescoço. Virou-se para trás e lá estava ele.

- Eu sabia que estavas aqui! Estás-te a rir do quê? – perguntou ele beijando-lhe selvaticamente os lábios
- De ti… – disse ela colocando os seus braços à volta do pescoço de Tom
- De mim? – perguntou ele espantado ao vê-la rir tanto
- Sim, de quando me trouxeste aqui pela primeira vez e me deixaste pendurada… – disse ela mordendo-lhe o piercing apetitoso que espreitava no lábio dele
- Não foi bem assim….o Tommizinho portou-se muito bem nesse dia. Já repetíamos a cena do lago… – disse ele fazendo olhinhos a Carol
- Sim, havia de ser lindo, em frente aos teus convidados todos, para toda a gente ver… – disse ela colocando ambas as mãos no rabo de Tom.
- E não era uma coisa boa de se ver? – perguntou Tom imitando Carol e colocando as suas mãos no rabo dela
- Sim, linda! – disse Carol beijando-o e apertando o rabo de Tom – Mas olha que já me compensavas pelas más recordações desta sala… – acrescentou Carol lançando o olhar de felina que lhe tinha feito no início da noite.
- Os teus desejos, são ordens para mim – disse Tom pegando nela ao colo pelo rabo e levando-a para o grande puff vermelho.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Dom Dez 14, 2008 8:13 pm

53º Capitulo farao




Era o segundo dia de gravações do vídeo clip do primeiro single do novo cd dos Tokio Hotel. Os rapazes tinham ido para uma terrinha qualquer no interior da Alemanha, para filmarem. Regressavam nesse mesmo dia à noite para se prepararem para começar a promoção do cd pela Europa e Estados Unidos. Carol preocupava-se com esta viagem. Andreas ia com eles, e ela e Nat ficariam em casa a stressar, mas era por uma boa razão, depois de todo o esforço e dedicação que eles tinham posto no novo cd, mereciam que todos os holofotes se virassem para si e dessem as atenções devidas. Carol tinha de se mentalizar que era somente 1 mês de ausência, já tinha passado por mais, e desta vez tinha um apoio ainda mais especial, o de Nat que passava pelo mesmo que ela.

Carol estava em casa, deitada no sofá da sala a ver um filme romântico, estava parva consigo mesma. Como é que em apenas 2 dias de distância de Tom já estava toda sentimentalóide? Estava a ficar tocada por aquele rapaz e começava a não se importar muito. Quando estava com ele era tão feliz, e só a ideia de estar com ele deixava-a feliz também… Sim! Podia agora garantir que estava perdidamente apaixonado por aquele puto de sorriso maroto e metalizado. Acontecesse o que acontecesse o coração dela estava nas suas mãos, não tinha forças para o pedir de volta, queria que ele o levasse na promoção do cd, e que tratasse dele como do seu.

O telemóvel de Carol, que estava no seu quarto, começou a tocar, na esperança de ser um telefonema de Tom, Carol levantou-se com uma velocidade incrível e atendeu o telefone.

- Estou? – disse ela
- Estou sweety! – disse uma voz grave e sensual do outro lado da linha
- Então como é que estão a correr as gravações? – perguntou ela enquanto se encaminhava de volta ao sofá da sala
- Uma seca… já gravei umas 20 vezes e ainda querem que grave mais… – disse Tom
- Que ultraje! Eles não sabem que tu és lindo de morrer e ficas bem à primeira? – disse Carol a provocá-lo e contendo o riso
- Hmm…estou a gostar da conversa – disse ele mordendo o lábio inferior
- Tenho de ir aí falar com eles – disse Carol fazendo-se de má
- Vem! – disse Tom entusiasmado
- Era bom, mas não dá! Vocês ainda voltam hoje? – perguntou ela
- Sim, mas já devemos ir tarde, e ainda são 2h30 de viagem – disse ele mostrando-se enfadado e cansado
- Ohhh… deve ser difícil passar o dia a pousar e a fazer-se de lindo – disse ela a gozar com ele
- Fazer-me? Eu sou lindo – disse ele a rir
- Claro que sim, mas para o Georg deve ser complicado… – disse Carol gozando com ele
- Sim, o hobbit bem se esforça… – disse Tom a rir do comentário de Carol

- Olha…amanhã és meu? – perguntou Carol directamente
- UuUhhhh…gosto dessas perguntas – disse Tom sorrindo maliciosamente – Sou teu as vezes que quiseres – acrescentou
- Então prepara-te, vamos ter de fazer uma despedida em grande… – disse Carol provocando-o
- Comigo é tudo sempre em grande sweety, já devias saber! – disse Tom
- Não sei de nada, acho que preciso que me proves isso amanhã. Aparece pela hora do almoço, ok? – disse ela na esperança de provocar o Tom selvagem dentro dele.
- Algo me diz que vou almoçar bem amanhã – disse Tom – Lá estarei sweety! Agora tenho que ir, fazer de lindo mais um bocadinho… – acrescentou ele a rir
- Vai lá. Beijinhos… – disse Carol a rir de Tom
- Beijões – disse Tom

Carol desligou o telemóvel e pousou-o no sofá, deixou o seu corpo escorregar pelo sofá abaixo até ficar deitada, e pôs a cabeça a funcionar, no dia a seguir tinha de preparar algo mesmo em grande para Tom, tinha de o deixar de rastos, fazer com que ele a desejasse e pensasse nela durante o mês inteiro que estariam separados, tinha de o fazer desejá-la tanto que não seria capaz de sair do quarto de hotel para escolher meninas para as levar para o seu quarto, de tal forma que ele desejasse passar as noites todas ao telefone com ela em vez de fazer exercício físico aquelas horas tardias. Tinha de pensar bem naquilo que ia fazer….
Mas para sua surpresa não foi preciso pensar muito. Iam ter uma noite perfeita. Iam-se divertir e muito. Levantou-se num pulo, vestiu-se e foi ao supermercado fazer umas comprinhas. Ia deixá-lo KO no que dependesse de si.


farao farao farao farao farao farao farao farao farao


Tom tinha acabado de desligar o telemóvel e voltava para junto do realizador do vídeo. Estava realmente farto daquilo, tinha dado o seu melhor à 5 filmagens atrás e tinha pensado que as suas imagens estavam mais que gravadas, mas não… O realizador revia as imagens do dia e parecia estar insatisfeito com o resultado. Tom foi ter com Bill e lançou-lhe um olhar de tédio que Bill percebeu imediatamente.

- Achas que falta muito? – perguntou Tom
- Espero que não – disse Bill

Tom pensava na conversa com Carol, estava desejoso de saber aquilo que ela lhe ia preparar. Adorava os seus joguinhos de prazer, deixavam-no louco. Estava a chegar o dia em que teria de se afastar novamente de Carol, e não sabia como ia reagir…1 mês ainda era muito tempo! Nunca se sabe o que podia acontecer. Tom sentia-se bem do lado de Carol, até à data não tinha sentido necessidade de estar com mais ninguém, e oportunidade não teria faltado se ele quisesse, era só estalar os dedos. Agora ia ter de passar pela prova de fogo. A tentação e a vontade de se corromper iam andar de mãos dadas, disso não tinha dúvidas nenhuma…
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Dom Dez 14, 2008 8:15 pm

54º Capitulo Twisted Evil




Tom ia bater à porta, mas reparou que esta estava encostada. Abriu a porta devagarinho e colocou a sua cabeça no interior do apartamento de Carol. Caiu-lhe tudo! Ela tinha dito que ia preparar uma tarde inesquecível, mas não estava à espera de tamanha produção.

Entrou e fechou a porta trás de si, olhava a sala de Carol de alto a baixo, estava irreconhecível. Os estores estavam para baixo criando um ambiente nocturno, via uma vela em cada cantinho da sala, todas elas acesas. No ar estava uma essência que reconheceu imediatamente como sendo o seu perfume, aquele cheiro que o deixava louco de desejo, que o transtornava e o deixava irracional desde o primeiro dia em que o tinha sentido. Olhou com mais atenção e viu um bilhete na parede que ficava em frente à porta de entrada do apartamento. Estava colado à parede com um pedaço de fita-cola. Tom sorriu e foi até ao bilhete que dizia:

Vai à estante e na terceira prateleira a contar de baixo vais encontrar uma fotografia minha com uma surpresa por trás.

Tom sorriu novamente, adorava estes joguinhos, ficava louco de prazer, principalmente quando sentia o seu cheiro a rodeá-lo. Foi até à estante de Carol e contou a terceira prateleira a contar de baixo e lá estava ela, uma fotografia de Carol em frente ao Big Ben em Londres de braços abertos e um sorriso de felicidade estampado no rosto. Pegou na moldura e sentiu um papel atrás dela. Virou a moldura e leu-o:

Estás nas minhas mãos!
Já percebeste que quem manda hoje sou eu?
Então sê bom menino e espreita dentro da caixinha de madeira da 1ª prateleira da estante.


Estava a gostar… o domínio que ela exercia nele deixava-o ainda mais excitado, mal podia esperar pelo que ia acontecer quando a visse, tinha vontade de a devorar com o olhar, mas fazia questão de lhe por as mãos em cima (e não só)! Tom pôs-se de cócoras e alcançou uma caixinha de madeira que segurava e evitava que alguns livros caíssem. Abriu devagarinho a caixa, queria saborear cada momento daquela descoberta com a maior intensidade possível. Ao ver o que se encontrava no seu interior riu, mas riu sonoramente e com vontade de rir. Tom pôs a sua mão no interior da caixa e retirou uma caixa mais pequenina que dizia: Preservativos XXL by Durex. Abanou a cabeça da esquerda para a direita mordendo o seu lábio inferior, só ela para lhe preparar tudo aquilo e ainda atiçá-lo mais à medida que seguia os seus passos um por um. Debaixo da caixa de preservativos tinha mais um recado de Carol onde se podia ler:

Guarda-os bem. Vais precisar deles todos!
Agora que já estás prevenido, algo me diz que devias parar pela cozinha…


Tom sorria e humedecia os seus lábios à medida que se sentia cada vez mais próximo de alcançar o seu prémio final, aquele que ansiava e desejava loucamente. Foi até à cozinha e ao entrar deparou-se com o mesmo cenário que tinha visto na sala, velas espalhadas por todos os cantos e recantos. No frigorífico estava uma seta recortada em papel azul e colada na porta branca do mesmo. Tom aproximou-se e abriu a porta, no seu interior estava mais um papel de Carol:

Queres comemorar?
Então leva champagne e encontra-me no leito do teu prazer.


Estava prestes a encontrá-la, prestes a senti-la, a experimentá-la e usá-la pela milésima vez na sua vida e continuava a sentir a excitação e o desejo que sentia no primeiro dia em que a tinha conhecido. Nunca tinha pensado que alguma rapariga fosse capaz de o fazer sentir assim, noite após noite desejo e prazer, a mesma e única rapariga.

Pegou no champagne e colocou-o debaixo do braço, não queria perder mais tempo, nem podia perder, sentia o seu corpo a responder ao estímulo daquele jogo, precisava dela para estar completo.
Foi até à porta do quarto dela, estava fechada, na porta um papel dava-lhe uma última indicação:

Esquece tudo o que já viste e o que foste até agora…hoje és somente meu!

Tom sorriu, sim…era seu, hoje e há muito tempo! Ela dominava-o há muito, já não conseguia passar sem ela. Sorriu com um nervosismo estranho de quem tinha medo do que poderia encontrar dentro daquele quarto, mas não era medo que ele sentia… era luxúria pura.

Respirou fundo e abriu a porta devagarinho, conseguia ver que o interior do quarto continuava decorado como o resto da casa, abriu a porta até ao fim e deu um passo em frente. Viu-a. Estava deitada em cima da sua cama a sorrir para ele, pouco tinha vestido, apenas uma lingerie preta que nunca lhe tinha visto, mas que parecia ter sido feita a pensar nela, Tom sentiu um aperto no coração.

- Vem… - disse ela

Tom aproximou-se da cama com fome de a devorar, Carol riu-se da sua expressão esfomeada, tinha conseguido exactamente aquilo que queria. Levantou a sua perna esquerda e colocou-a no tronco de Tom ao reparar que ele se apressava para saltar para cima de si.

- Primeiro o champagne… – disse ela impedindo-o de progredir

Tom sorriu. Se ela queria brindar, era com todo o prazer que o faria. Estava por sua conta. Abriu o champagne, assistindo à rolha saltar para longe. Tirou o seu boné e despejou um pouco de champagne na sua boca. Carol olhava-o arrepiada, como é que ele continuava a ser absolutamente apetecível como no primeiro dia em que o conhecera? Deitou a sua cabeça para trás e abriu a boca num gesto que pedia que ele lhe desse champagne à boca. Tom não hesitou, em entornar um pouco de champagne sobre a boca de Carol e como que por descuido deixou cair umas gotas sobre o seu peito que prontamente se propôs a lamber. Carol afastou a cabeça dele do seu peito com desdém.

- Despe-te! – disse ela numa voz de comando (sabia que o tinha na mão)

Tom tirou a sua roupa a uma velocidade fulminante. Estava agora à sua frente em boxers. Carol ajoelhou-se na cama e puxou-o para si, beijou-lhe o peito desnudado enquanto passava as suas mãos pelo corpo dele, arranhou as suas costas com agressividade, e ao senti-lo arrepiar-se, empurrou-o para a sua cama. Colocou uma perna de cada lado do tronco de Tom e esticou-se até à mesinha de cabeceira onde tinha uma taça com morangos e chantilly, sabia que ele adorava morangos, ia consegui-lo deixar ainda mais louco.
Tirou um morango e passou-o em chantilly, fingiu que lhe fazia um “aviãozinho” com o morango deixando-o louco a tentar alcançá-lo, mas acabou por se dobrar sobre Tom e colocar o morango na sua boca saboreando aquele paladar adocicado. Tirou outro morango da taça e voltou a passá-lo por chantilly, desta vez, esfregou-o no peito de Tom e lambeu-o acabando a sua limpeza na boca de Tom que a beijava como nunca a tinha beijado antes, estava desesperado por a ter. Carol não resistiu à força daquele e beijo e deixou-se levar, pouco tempo depois, não havia quem comandasse nem quem obedecesse, estavam os dois misturados e empenhados em satisfazerem-se mutuamente. Sem darem conta estavam totalmente despidos e prestes a concretizarem aquela tarde de prazer. Carol puxou de um preservativo, colocou-o em Tom que estava sensível ao seu toque e posicionou-se para o sentir dentro de si. Tom entrou dentro de Carol e num movimento compassado sentiam-se mutuamente e gemiam do prazer acumulado e da energia que tinham presa dentro de si, aumentavam e diminuíam o ritmo conforme as forças que sentiam no seu corpo, mas não paravam, mantinham as carícia, os toques, os beijos as expressões faciais e davam-se como se tinham aprendido a dar desde o primeiro dia em que tinham conhecido o corpo do outro, só pararam ao sentir o corpo hirto do outro dar de si…
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Seg Dez 15, 2008 7:47 pm

HaLLoOoOooo, bounce bounce bounce

Só para relembrar que a fic tem 65 capitulos e como tal...estamos a 10 do final! Espero que estejam a gostar e que o final seja do vosso agrado! Adoraria ter um feedback da vossa parte no final, caso achem que o devem fazer! Wink
Quando acabar de postar a In Die Nacht irei começar a postar a WiR logo de seguida...
A WiR ainda está em construção.... e para minha surpresa tem tido maior adesão e sucesso que a In Die Nacht por isso espero k gostem.... deixo-vos só com uma pequena descrição (k n diz nada LololOL) sobre o k por aí vem...



Cada pessoa tranca-se no seu mundo. Uns por embaraço, outros por desgosto, vergonha, cansaço, para encobrir mentiras, por conformismo, para se esconder….
Toda a gente tem um segredo e todos lidam com ele numa batalha interior. Por mais que o consigam admitir, serão verdadeiramente capazes de o ultrapassar?

Bea pensa que sim.

Wir Schließen Uns Ein retrata os sonhos, aspirações e desejos daqueles que vivem a vida à procura da felicidade.


* * * KiSsEs GrAnDes & HopE You Like It * * *





55º Capitulo Suspect



Faltava cerca de 1 mês para começar mais um ano na faculdade, o último. Depois deste ano de esforço poderia finalmente começar a fazer aquilo que mais gostava, planear arquitectónicamente o design interior de casas, nem podia esperar para começar a fazer aquilo que gostava realmente e deixar os estudos para trás das costas.

Tom tinha partido com o resto da banda há duas semanas, sentia a sua falta imensamente, quase como se ele fosse parte do ar que ela respirava, estava totalmente rendida aos encantos daquele rapaz de olhos amendoados e cabelo com rastas. Estava apaixonada e dependente daquilo que ele lhe dava, se acontecesse algo na promoção do álbum com outra rapariga não lhe conseguiria perdoar, ia ficar destroçada para sempre, principalmente depois da última tarde que tinham passado juntos, aquela tarde tinha posto ainda num pedestal maior a performance de Tom, ele estava cada vez melhor, sabia exactamente onde lhe tocar para a deixar em êxtase, não suportaria a perda daquelas mãos em si. Nem tão pouco as imaginava a tocarem noutra pessoa.

Tom telefonava-lhe todos os dias, não estavam muito tempo ao telefone, mas era o tempo necessário para apaziguar o seu coração e ouvir aquela voz sensual que a deixava louca, como se se tratasse de uma droga que tinha de tomar diariamente para que o seu dia pudesse correr com a tranquilidade possível.

Nat estava com Carol. Também ela andava a suspirar por todos os cantos e a sonhar com o dia em que poderia abraçar e beijar o seu loirinho. Nunca tinha estado separada de Andreas. Confiava a 100% nele, mas não conseguia evitar sentir um ligeiro receio, ele era o melhor amigo dos gémeos e sabia que as raparigas eram capazes de fazer qualquer coisa para se aproximarem deles, mesmo que isso significasse fazerem-se a Andreas, e Andreas era homem, e os homens têm carne fraca... nunca é pouco sentir receio de perder aquilo que nos é mais querido, e Andreas era isso tudo e muito mais para Natalie.

Estavam sentadas no escritório de volta do computador a ver vídeos dos rapazes no YouTube, sempre era uma maneira de passarem o tempo e sentirem-se perto deles, quando o telefone de Carol começou a tocar. Carol levantou-se como uma flecha e foi a correr até à sala atendê-lo.

- Estou?
- Carolllllllllllll
– disse Bill numa voz super feliz
- Billlllllllllllllll, estás bom? – perguntou ela
- Tudo bem e contigo? – retorquiu ele
- Também. Estou cheia de saudades vossas – disse ela
- E nós tuas, principalmente o Sr Tom. Deste-lhe mesmo a volta à cabeça… – disse Bill rindo-se
- Sabes como é…. – disse ela rindo-se também
- Bem…estás a ficar com o ego em alta, fazes-me lembrar uma certa pessoa – disse Bill gozando com ela
- Não faço ideia de quem estejas a falar – disse ela rindo
- Olha… vou passar ao teu qualquer coisa, porque ele está aqui impaciente para falar contigo. Só te queria deixar um beijinho – disse Bill que olhava para Tom e pensava em como era esquisito ver o irmão assim por causa de uma rapariga.
- Beijinhos Billlll – gritou a rir-se Carol

- Olá – soou uma voz sensual e grave que Carol reconheceu imediatamente como sendo Tom
- Olá sexy – disse ela a rir-se
- Hmm…Gosto da recepção – disse ele humedecendo os lábios e imaginando-a
- Andaste a portar bem? – perguntou ela num tom a gozar
- Sempre! Como um verdadeiro cavalheiro, deixo-as sempre virem-se primeiro – disse Tom a gozar
- Uhhhh Tom…poupa-me as descrições – disse ela sentindo-se incomodada
- Estou a gozar sweety! Não tens nada com que te preocupar… - disse ele sorrindo
- Hmm…ainda não te envolveste com nenhumas meninas? – perguntou ela
- Não preciso delas… – disse ele pensando na última tarde em que tinham estado juntos
- Estou a ver que estás muito confiante! – disse ela
- Tenho razões para isso… – disse ele
- Aí sim? – perguntou ela
- Sim… - afirmou ele



[Flashback]

Estavam deitados sobre a cama, exaustos mas felizes, no fundo eram parecidos em tantas coisas, e o sexo era a principal. Gostavam muito de sexo, e gostavam muito do sexo do outro.

Tom estava prestes a ir embora, ia passar 1 mês fora de casa a viajar e a promover o novo cd, conhecia-o bem, sabia que não podia esperar muito dele, por mais diferente e mudado ele parecesse estar. Não queria tocar naquele assunto, mas não conseguia tê-lo entalado na garganta. Tomou coragem.

- Se te envolveres com outra rapariga… - começou ela a dizer
- Não vamos falar nisso… - disse ele tomando a cara dela nas suas mãos
- Eu preciso de falar Tom… – disse ela tirando as mãos dele da sua cara – Se te envolveres com outra rapariga… eu não farei o mesmo com nenhum outro rapaz! – disse ela olhando para os olhos dele que fitavam um ponto no tecto

- Porque é que me dizes isso? – perguntou ele virando-se na cama e ficando de lado virado para ela
- Porque quero que saibas… Quero que saibas que não tenho necessidade de provar nada a ninguém. Não existe ninguém para além de ti. Ninguém me poderá dar aquilo que quero e que procuro, só tu – disse desviando o olhar dele, era a primeira vez que se declarava assim abertamente a ele e tinha medo da sua reacção.

- Carol, eu nunca te disse que… - começou Tom
- Eu sei Tom – disse ela – Não te estou a dizer isto por querer alguma coisa em troca, só to digo porque achei que devesses saber que gosto de ti, que já não te vejo como uma simples fonte de sexo e prazer.

Tom olhou-a nos olhos, calculava que lhe devia estar a custar dizer aquilo, sabia que provavelmente estava à espera que ele lhe retribuísse aquelas palavras, mas não estava preparado para o fazer, por mais que gostasse dela não sabia como ia reagir estando 1 mês longe de Carol e não estava ainda preparado para se declarar a nenhuma rapariga, mesmo que fosse a ela.

Agora sabia que transportava consigo o peso do coração de Carol, já a tinha decepcionado uma vez, não queria decepcioná-la de novo e perder o seu carinho e a sua amizade para sempre, não sabia se era forte o suficiente para conseguir suportar essa dor.


[Flashback]


Última edição por dikas em Seg Dez 15, 2008 7:55 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Seg Dez 15, 2008 7:48 pm

56º Capitulo Wink




Los Angeles, bela Los Angeles. Como ele gostava de Los Angeles, do tempo, das pessoas, dos sítios que visitava, era a verdadeira América dos sonhos de qualquer um. Para qualquer lado que olhasse tinha mulheres lindas, umas altas, outras baixas, loiras, ruivas e morenas, com silicone, sem silicone, vestidas com brutas mini saias e a passearem-se em carrões descapotáveis a provocar e a exibirem o dinheiro que têm. Era sem dúvida a terra das maravilhas.

Tinham passado 3 semanas desde que partira da Alemanha para promover o seu novo álbum, e não podia estar a correr melhor, a adesão ao single promocional estava a ser incrível, em todo o lado se ouvia o nome deles, até ali, nos Estados Unidos da América, eram a nova banda sensação do momento.

Tom estava a arranjar-se para ir sair. Tinha sido convidado (bem como o resto da banda) para ir assistir a um concerto das Pussycat Dolls, queria estar no seu melhor. A seguir ao concerto teriam uma after party cheia de gente conhecida do panorama musical mundial e ele tinha de representar os Tokio Hotel e a música alemã no seu mais alto nível. Olhou-se uma última vez ao espelho e ajeitou o boné.

Saiu do quarto e foi bater à porta do quarto de Bill que ainda estava a acabar de ser maquilhado, sentou-se na cama dele a ver televisão, à medida que iam chegando Gustav e Georg que como ele estavam excitadíssimos por terem sido englobados neste evento. Bill acabou de se arranjar e seguiram até à entrada do hotel, onde já lhes esperava um carro que os levaria até à sala de espectáculos onde ia decorrer o concerto.

Chegados lá, tinham reservado para eles, uma mesa com os cumprimentos da casa e das Pussycat Dolls e uma garrafa de champagne. A mesa ficava num 1º andar (baixinho) de onde poderiam ver a actuação das raparigas com perfeita nitidez. À sua volta estavam também outras mesas reservadas para Jay-Z e Beyoncé, Neyo, Heidi Klum e Seal, entre outros. Estavam finalmente entre a elite mundial.

O concerto decorreu com a maior naturalidade. Tom babava-se ao ver aqueles corpos esculpidos abanarem-se e mexerem-se em cima do palco. Não se importava com o que elas cantavam, mas a maneira como dançavam e provocavam aqueles que as viam, deixavam-no louco, preso naqueles corpos suados. Deu consigo a imaginar-se próximo delas… quem sabe de mais do que uma ao mesmo tempo. Sempre tinha sido uma das suas fantasias, ter duas mulheres na sua cama, e as Pussycat conseguiriam sem dúvida pô-lo maluco.

No fim do concerto dirigiram-se para um clube que ficava próximo dali, onde decorria a after party. Os rapazes estavam maravilhados… o local era lindo, as pessoas eram incríveis, nunca tinham visto tantas pessoas bonitas por metro quadrado, para qualquer lado que se virassem viam alguém mais perfeito. As mulheres eram sem dúvida convidativas, e faziam questão de o fazer parecer e transparecer, os seus vestidos mais pareciam trapos, não pela qualidade, mas pela quantidade, não deixavam muito para a imaginação, estava tudo à vista, e eles não se importavam.

Tom estava encantado e lisonjeado por estar no meio daquela panóplia de convidados de honra. Os seus olhos miravam e comiam todos os corpos femininos esbeltos e perfeitos que passavam à sua volta. Há 3 semanas que não tinha ninguém, tinha conseguido manter-se fiel a Carol a muito custo (nem sabia como), noites e noites seguidas de convites para noites inesquecíveis, raparigas que o deixavam louco só de olhar, mas ele tinha conseguido manter-se calmo e pensar nela, pensar naquilo que ela lhe tinha dito, naquilo que ele significava para ela e naquilo que ela significava para ele (principalmente quando tinham estado afastados). Mas cada vez tornava-se mais complicado, ele sabia que não era fiel, ele sabia que não tinha nascido para ser de alguém, ele era livre e gostava de o ser.

- É hoje que te safas? – perguntou Tom a Bill na esperança de desanuviar a cabeça daqueles pensamentos que o assombravam
- Sim, sim…é que é já a seguir – disse Bill olhando para Tom com ar de desprezo
- Fazia-te bem! – disse Tom enquanto passava os olhos pela sala e humedecia os lábios passando com a sua língua demoradamente no piercing
- Oh Tom! Tu não te ponhas com ideias… – disse Bill olhando para aqueles gestos que Tom exibia e que ele já tão bem conhecia
- Calma maninho. Não estou a fazer nada, olhar não é crime… – disse ele
- Com esse olhar bem podia ser! – disse Bill vendo Tom deleitado
- Fogo Bill, sou um homem descomprometido… – disse Tom chateado pelo irmão estar a fazer de paizinho para cima dele
- Estás a gozar? Vais começar com essa história do “sem compromissos” de novo? – disse Bill incrédulo
- Eu só disse que estou a olhar e que não tem mal nenhum! Não faço tenções de sair com ninguém daqui. E isso inclui-te a ti…vê se arranjas uma curte ou assim que não te quero ver voltar para o hotel sozinho. Já basta um Kaulitz deprimido – disse Tom incentivando o irmão

Tom falava a sério, estava tentado, queria ficar tentado, mas faria o possível para conseguir passar aquela noite controlado. Era uma prova de fogo pela qual tinha de passar mais dia, menos dia.

Encostou-se ao balcão enquanto pedia uma bebida, olhava à sua volta e via Georg e Gustav entretidos e cercados por raparigas, daquelas que ele gostava, daquelas que ele não se importaria minimamente de estar cercado. Virou-se para a frente e viu um rabo mesmo à frente da sua cara, a barmaid tinha deixado cair algo no chão e dobrava-se mesmo à sua frente com uma bruta mini saia, fazendo ver os rebordos do seu rabo redondinho e perfeito “Hmmm…” pensou Tom, era mesmo daquilo que ele precisava. Abanou a cabeça para que os pensamentos de esvaíssem e sentiu uma mão pousar suavemente no seu ombro. Olhou para trás e viu um sorriso branco e perfeito e uns olhos brilhantes iluminarem-se na sua direcção. Era ela, a sua Pussycat Doll preferida - Nicole Scherzinger, boa todos os dias, com aquele corpão que o deixava louco e um decote do tamanho do mundo. Tom sorriu e deu-lhe dois beijinhos felicitando-a pelo concerto maravilhoso que tinham dado naquela noite (não que ele tivesse prestado muita atenção às músicas…mas a performance tinha estado no auge). Nicole chegava-se perto da orelha dele para falar, Tom sentia arrepios percorrerem-lhe a espinha sempre que a respiração dela tocava gentilmente na sua orelha e no seu pescoço. A voz dela parecia extremamente sensual e provocadora, principalmente para um rapaz como ele que se aguentava à 3 semanas intacto e que admirava aquele corpo perfeito que tocava no seu.

- Estás a gostar da festa? – perguntou Nicole tocando ao de leve com os seus lábios na orelha de Tom.
- Sim, está muito fixe! – disse ele chegando os seus lábios ao ouvido dela também.
- Ainda não viste nada… Mais tarde é que vai ser a festa a sério. Vamos fazer uma festa privada na casa da Ashley. Devias passar por lá… - disse Nicole colocando uma mão no boné de Tom (como que a ajeitá-lo) e outra na bebida que acabava de lhe ser servida, levando-a à boca e dando um gole nela.
- Tenho de falar com os outros, mas em principio é na boa – disse Tom tentando apagar da sua cabeça todos os pensamentos eróticos que estava a ter.
- Não te preocupes com eles….vai tu! Eu vou estar lá… – disse ela mordiscando-lhe a orelha

Tom sentiu-se invadido por uma onda de calor. A sua Pussycat preferida, a deusa da Nicole Scherzinger estava ali, à sua frente, totalmente disponível a dar-lhe trela e ele ainda estava com dúvidas em aceitar o seu convite. Ele não era assim, o antigo Tom tinha-a levado imediatamente para um sítio recatado e tinha-lhe feito desbravar os céus e os infernos do prazer. Não se reconhecia… era Carol…era o coração de Carol que carregava com ele… sentiu o coração palpitar, e sentiu o coração dela no seu peito a ficar pequeno…

- Ahh estás aí! Ando à tua procura há imenso tempo! – disse Bill, e olhando para Nicole acrescentou – Nicoleeeee, o concerto foi óptimo. Adorei. Parabéns! – disse ele dando-lhe dois beijinhos
- Obrigada – sorriu ela
- Olha temos que ir, amanhã temos de acordar às 6h para apanhar o avião – disse Bill olhando o irmão com uma expressão que só ele percebia o que queria dizer.
- Ok – disse Tom olhando para ele como se tivesse sido salvo de cometer o maior erro da sua vida
- Ohhh, já vão? – perguntou Nicole, segurando Tom pelo ombro
- Tem de ser. Mas para a próxima ficamos mais um bocadinho – disse Bill exibindo um daqueles seus sorrisos que derretia qualquer pessoa e ao qual ninguém era capaz de dizer que não.
- Ok… - disse Nicole fazendo um ar de gatinha triste e chegando-se à orelha de Tom, fingindo que se ia despedir dele com um beijo acrescentou – Fico à tua espera!

Tom irrompeu com presa dali. Saiu do clube com Bill e ao chegar cá fora inspirou com fúria até sentir o seu cérebro congelar com a quantidade de ar inspirada e soltou o ar que tinha em si com firmeza. Puxou de um cigarro e acendeu, oferecendo um a Bill. Trocaram um olhar, Bill sabia exactamente o que ia na cabeça de Tom…. Tinha vacilado, tinha por minutos pensado deixar tudo o que tinha construído e voltar a cometer a loucura de se aventurar, mas Bill compreendia o irmão, era difícil dizer que não a uma mulher tão bonita e interessante como Nicole.

- Salvaste-me! – disse Tom olhando para Bill com uns olhos de sufoco
- Vá….vamos para o hotel! ....E vou acompanhado mano…por ti! Esta noite ninguém regressa sozinho! – disse Bill passando um braço por cima do ombro do irmão.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Ter Dez 16, 2008 7:38 pm

57º Capitulo cheers




3,2,1…… “SuRpReSaAaAaaaaAaa!!!” gritaram elas as duas em uníssono.

Estavam finalmente de volta. Tom abriu a porta de casa para encontrar Carol e Nat aos pulinhos à sua frente. Nem queria acreditar, 1 mês sem a ver, um mês a sentir um peso e um aperto no coração por ter de ser exemplar quando tudo o que queria era ser simplesmente ele. Estava feliz. Deteve-se à porta e olhou para trás, Bill olhava para ele com um sorriso de orelha a orelha, sabia que Bill tinha tido qualquer coisa a ver com aquilo. Era o melhor irmão do mundo, sempre pronto a fazê-lo feliz.
Olhou para Carol, e sorriu timidamente, agora que estava à sua frente nem acreditava, apetecia-lhe pegar nela, elevá-la no ar e levá-la para o seu quarto e não sair de lá tão cedo.
Aproximou-se dela, abraçou-a com força, pegou nela ao colo, e encostou a sua cara ao pescoço dela para sentir o seu cheiro, aquele cheiro inebriante, beijou-o o mais que pôde durante o tempo que a manteve no ar e ao pousá-la atacou-lhe os lábios devorando cada pedaço deles como se necessitasse daqueles lábios carnudos para viver.

Carol estava extasiada, também ela tinha estado 1 mês em sofrimento, por ela e por ele. Porque sofria com a separação daquele que para ela era a pessoa que tinha aprendido a amar e pela amargura de sentir o seu coração 24horas em risco de se despedaçar. Tinha de acreditar nele e naquilo que ele lhe dizia, mas cada minuto que passava afastada trazia saudades, recordações e divagações sobre o que ele andava a fazer com o tempo livre que tinha. Vê-lo assim à sua frente provocava-lhe um alivio enorme… aqueles braços em volta dela transmitiam-lhe novamente segurança, sentia-se bem neles, estava confiante e com o coração acelerado de sentir novamente o seu corpo preso ao dele.
O toque dos lábios de Tom no seu pescoço deixavam-na sem forças, não era capaz de recusar nada do que ele lhe pedisse naquele momento. Era sua, cada vez mais sua. O piercing de Tom provocava-lhe arrepios incontroláveis, sentia-o na sua consistência dura esmagar os seus lábios com desejo, sentia os lábios doridos e macerados, mas gostava e queria mais.

Andreas voltava para os braços de Nat… após 1 mês. Nat estava emocionada e tocada com aquele momento, sem se dar conta largou uma lágrima de contentamento por ter o seu loirinho novamente do seu lado. Tinham passado o último mês em contacto permanente, fosse por telefone ou por MSN, não conseguia viver sem aquela cabeça loira que lhe enchia o coração de alegria.

Bill entrou no apartamento seguido de Saki, que trazia as malas dos rapazes. Não tinha ninguém à sua espera. Era sempre assim. Ia para um quarto de hotel vazio e chegava a uma casa vazia, sem ninguém que o abraçasse e dissesse que o amava e que precisava dele.
Estava estranhamente habituado aquele ritual, mas não gostava, nem conseguia evitar pensar nisso e sentir-se triste de cada vez que via os outros felizes, não estava triste por eles, mas por si, pelo rumo que a sua vida sozinha levava. Os seus pensamentos foram interrompidos por Carol que numa correria se lançou nos seus braços gritando pelo seu nome. Bill não conseguiu evitar sorrir, era ela…a sua Carol, a sua melhor amiga! Sentia-se bem nos seus braços, e aquele abraço sincero apaziguava a sua dor de não ter quem esperasse pelo seu regresso.

- Que saudades Bill – disse Carol enquanto o apertava com força
- Estás bem? – perguntou Bill retribuindo o abraço apertado
- Melhor agora! – disse ela afastando-se dele, sorrindo e dando-lhe de seguida um beijo terno na cara.
- Oh vocês! – disse Tom chamando a atenção de Carol e Bill - Que intimidades são essas? – disse Tom referindo-se ao abraço e beijo sentido que Carol dava a Bill - Se não fosses meu irmão desconfiava… - disse ele na brincadeira.

Bill e Carol trocaram um olhar cúmplice…Tom nunca saberia o que se tinha passado durante o tempo em que eles estavam carentes e mais próximos um do outro, era passado, era o passado deles, sorriram um para o outro e foi Bill quem resolveu brincar com Tom.

- É para teres cuidado, se a deixares escapar é minha… – disse Bill apertando Carol nos seus braços à medida que ria.
- Então podes ir largando-a... – disse Tom chegando-se ao pé deles os dois e tirando Carol dos braços de Bill para os seus.

Nat assistia aquela cena com uma cara de espanto.
Andreas estava do seu lado, agarrado à sua cintura e a rir das brincadeiras típicas dos irmãos Kaulitz, mas ela sabia o que realmente se tinha passado entre Carol e Bill, e sabia que a união deles era muito forte. Eles estavam a brincar com o fogo, a gozar com aquelas coisas daquela maneira. Se não queriam que Tom descobrisse o que se tinha passado, não deviam nem sequer brincar com aquilo . Fez uma nota mental para falar com Carol sobre o assunto, a amiga tinha de ter mais cuidado ou podia perder Tom para sempre…

Carol e Nat tinham planeado um regresso calmo para os rapazes, sabiam que eles deviam estar cansados e desejosos para descansar. Compraram um bolo e uma garrafa de champagne para comemorar a promoção do álbum que tinha sido muito bem sucedida (mesmo na Alemanha só se falava deles, do novo single, do cd que prometia, e dos cantos do mundo que eles visitavam na sua promoção). A festa a sério seria em breve quando os gémeos fizessem anos (já só faltavam 3 dias).
Abriram o bolo, brindaram ao sucesso e deixaram-se ficar um pouco deitados no sofá com pena que Gustav e Georg não tivessem vindo até casa deles e não pudessem estar ali também a brindar. Assim que a noite começou a aparecer Andreas fez menção de ir para casa descansar, Nat acompanhou-o, e juntos foram embora.

Bill agradeceu a festinha surpresa e foi para o seu quarto a arrastar-se, estava cansadíssimo e precisava de hibernar durante um dia inteiro para restabelecer energias.

Carol deixou-se ficar nos braços de Tom, mantinham-se agarrados no sofá a matarem saudades do toque do corpo do outro. Beijavam e apalpavam cada centímetro que as suas mãos e lábios conseguiam alcançar. Queriam matar saudades da excitação e prazer que viviam sempre que se tocavam daquela forma. Carol sentia-se incendiar por dentro, era prazer, era paixão, era luxúria, era desejo… Tom punha a sua mão por baixo do top de Carol alcançando aquele corpo curvilíneo que tanto o deixava louco, encontrou o peito dela e massajou-o à medida que matava saudades dos lábios carnudos dela. Não conseguiu evitar em seguir o gesto da sua mão com os seus lábios e com a sua língua percorreu o pescoço de Carol e o peito dela, sugando a sua pele como se a quisesse absorver, deixando no corpo de Carol a sua marca - um chupão vermelho - fruto da fome que ele tinha pelo seu corpo, queria-a devorar.

Estava em cima dela, puxou-lhe o top para cima e beijou a sua barriga, mordiscando ao de leve a sua pele, provocando em Carol arrepios e uma vontade crescente de o tomar…mas não ali, não naquela sala. Segurou na cabeça dele com as suas mãos e levou os lábios de Tom até aos seus mordendo furtivamente o seu piercing. Tom olhou-a com os seus olhos amendoados sedentos dela, e mordeu-lhe o nariz, provocando uma valente gargalhada aos dois. Carol levantou-se do sofá, ajeitou a sua roupa e cabelo e pegou na mala que estava numa das cadeiras da sala fingindo que se ia embora. Queria ouvi-lo chamar por si…

Tom observou Carol de boca aberta, em espanto, pensou que talvez tivesse feito alguma coisa de errado para ela se ir embora assim sem dizer nada, deixando-o ali, deitado no sofá morto por a possuir. Levantou-se do sofá, envolveu os seus braços nos ombros dela e beijou-a, investigando o interior da boca dela com a sua língua. Suavemente tirou a mala dela das suas mãos e mandou-a para o chão. Carol afastou-se e olhou-o nos olhos… queria ouvi-lo dizer que a desejava, queria que ele lhe pedisse para ficar com ele naquela noite. Tom viu-a olhar para si e sorriu, tinha saudades daquele olhar sincero, conseguia perceber que ela queria mais, mas porque é que não lhe dava, porque é que queria ir embora? Beijou-a e foi-a empurrando até às escadas que davam acesso ao 1º andar onde estava o seu quarto…a sua cama. Carol parou ao sentir os seus pés irem contra o primeiro degrau e com uma voz fraca e tremida do desejo disse:

- É melhor ir, para poderes descansar à vontade – não sentia aquilo que dizia, mas queria ouvir a voz sensual dele dizer-lhe que necessitava dela, nem que fosse do seu corpo…
- Não – disse ele snifando parte da essência que ela transportava no seu pescoço – Fica comigo…
- Tens a certeza? – perguntou ela colocando os dedos sobre a boca de Tom, fechando os olhos para o sentir.
- Sim – disse ele sentindo-se excitado pelos dedos que o tocavam e deixando aqueles dedos introduzirem-se na sua boca, lambendo-os com a língua.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Ter Dez 16, 2008 7:38 pm

58º Capitulo :idea2:




- Conta-me tudo! – pediu Nat
- Tu saíste-me uma cusca que vou-te dizer! – disse Carol a rir
- O que é que queres? A tua vida sexual fascina-me! – disse Nat envolvendo os ombros da amiga com o seu braço à medida que se passeavam no centro comercial.
- Perv! – disse Carol a rir
- Com muito gosto! Tenho muito a aprender contigo. Tenho de preparar alguma coisa ao meu loirinho para o deixar maluco na festa de anos dos gémeos – perguntou Nat
- Eu acho que fazes muito bem. Ninguém resiste a um bom jogo de sedução – disse Carol

- Olha, há ali uma sex shop podíamos lá ir ver se nos dá ideias – disse Nat a rir
- Boa…pode ser que encontre uma prenda para o Tom. Não faço ideia do que lhe hei-de dar… – disse Carol à medida que se encaminhava para a loja

Nat e Carol foram até à sex shop e ficaram maravilhadas, tudo o que pudessem imaginar existia, aliás… tudo o que não conseguiam imaginar, existia. Nat teve logo umas quantas ideias para deixar Andreas louco. Decidiu arriscar e ser atrevida, comprou lingerie comestível e uns daqueles dados que ditavam o que fazer e a posição em que o deveriam fazer, ia sem dúvida apimentar a relação deles.

Carol observava com atenção prateleira a prateleira. A variedade era tanta que não sabia o que escolher, sabia que Tom se sentiria feliz com qualquer brinquedinho que ela lhe arranjasse. Andou às voltas, pediu a opinião de Nat e acabou por se decidir, seria difícil Tom não gostar mas… se não gostasse tinha sempre maneira de o compensar com o seu corpo, a isso ele não renunciava por nada.

Saíram da sex shop entusiasmadas afinal de contas aquilo que tinham comprado não era só para uso dos seus companheiros, elas também iriam retirar prazer… e muito se dependesse delas.

Sentaram-se numa geladaria para pararam um bocadinho e desfrutarem de um gelado e Andreas telefonou a Nat. Carol resolveu telefonar também a Tom para saber como ele estava e ouvir a sua voz. Pegou no telemóvel e procurou o número de Tom, não demorou muito a ouvir o telefone tocar e a ser atendido.

- Sweety – disse Tom numa voz entusiasmada
- Tom. Tudo bem? – disse Carol, dando-se conta que nunca arranjara nenhum nome carinhoso para o tratar, talvez por insegurança em relação à sua qualquer coisa com Tom
- Sempre e contigo? – perguntou ele
- Tudo bem. Sabes onde estou? – perguntou ela
- Não faço ideia. Onde é que estás? – perguntou ele curioso
- No centro comercial com a Nat. Acabei de comprar a prenda para um menino que eu cá sei… - disse ela mordendo o lábio inferior.
- A sério? Hmmm… Adoro surpresas! – disse ele animado
- E vais adorar esta de certeza – disse ela imaginando-o a receber a prenda
- Estás-me a deixar curioso – disse ele
- Mas não te vou contar nada por isso, nem tentes… - disse ela sorrindo
- Eu tenho maneiras muito persuasivas de te fazer falar… – disse ele passando o lábio sobre o piercing
- Uiiii…então acho que vamos ter de passar os próximos dias sem nos vermos, porque não sei se consigo resistir às tuas chantagens… - disse ela brincando com uma madeixa do seu cabelo
- Claro que não consegues, já devias saber que eu sou irresistível – disse Tom sorrindo
- E tu já devias saber que quem manda sou eu – disse ela a rir
- Ahhh… assim deixas-me maluco! – disse ele mordendo o lábio inferior
- E tu gostas – disse ela provocando-o

- Logo passas lá em casa? – perguntou ele já cheio de vontade de a ter junto a si
- Não. Passas tu lá em casa. O Bill não precisa de nos ouvir gritar! – disse ela com uma voz sensual para o provocar
- Bem… estou a ver que hoje estamos inspiradas… quero ver isso. Logo vou lá ter então… Beijinhos sweety – disse ele
- Beijinhos – disse Carol antes de desligar.

Sentia o coração palpitar. Ficava sempre assim depois de falar com ele, principalmente quando as conversas rondavam provocações.

Nat continuava ao telefone com Andreas, tinha um ar tão feliz. Carol sentia-se finalmente contente. Pela primeira vez podia assistir à felicidade da amiga e compartilhá-la. Demorou-se a pensar naquilo que deveria comprar para Bill, mas os seus pensamentos não demoraram mais que segundos, sabia exactamente o que lhe queria oferecer.

- Estás a pensar em quê? – perguntou Nat assim que acabou de desligar o telefone e viu a cara da amiga sorrir
- Na prenda do Bill. Já sei o que lhe vou comprar – disse Carol

No momento em que elas iam começar a falar sobre a prenda do Bill soou o telefone de Carol, que pensou que Tom não lhe tinha resistido e que provavelmente queria ir ter com ela naquele momento para matar o desejo. Mas ao olhar para o visor ficou surpresa por ver um número desconhecido. Resolveu atender.

- Estou? – atendeu a medo
- Estou, Carol? – perguntou uma voz que Carol não reconheceu
- Sim. Quem fala? – perguntou ela
- Daqui é David Jost. Tudo bem? – perguntou ele com uma voz simpática
- Ahhh…Olá David, tudo bem e consigo? – perguntou ela um pouco baralhada por aquele telefonema inesperado. Teria acontecido alguma coisa para ele lhe estar a ligar?
- Tudo bem. Olhe Carol, estava a telefonar-lhe para …

Nat olhava para a cara de Carol e estava confusa. Carol exibia uma expressão de espanto e dizia ocasionalmente [b"]Pois, é melhor[/b]!”, estava nitidamente espantada com a conversa que estava a ter mas assentia a tudo o que Jost lhe dizia.
Quando Carol desligou o telefone, olhou para Nat com a boca aberta e disse:

- Tu não vais acreditar no que é que o manager dos rapazes me acabou de pedir.
- Então?
– perguntou Nat curiosa
- Pediu-me para não ir à festa dos gémeos enquanto a comunicação social lá estivesse! – disse Carol abismada
- A sério? – perguntou Nat sem saber o que dizer
- A sério… disse que iam estar lá durante 30 minutos e que depois iam embora e a festa a sério ia começar – disse Carol

- Achas que foi o Tom que pediu? – perguntou Nat confusa
- Não… acho que isto é muito marketing, não é coisa do Tom. Mas ele tem razão. – disse ela admitindo
- Razão? Estás a gozar? – disse Nat com cara de espanto
- É melhor não forçar as coisas, qualquer olhar pode logo despontar uma história mirabolante e é melhor que não haja sequer qualquer relacionamento entre nós – disse Carol
- Sim, mas se tu ficares comigo e com o Andreas num cantinho ninguém vai reparar em ti … – disse Nat como se fosse a coisa mais simples do mundo
- Talvez… olha não sei… Não me custa nada chegar 30 minutos estrategicamente atrasada se isso evitar problemas para os rapazes – disse Carol sentindo-se um pouco triste mas compreendendo
- Sim, tens razão. É melhor jogar pelas regras de quem percebe do mundo dos famosos, mas é uma cena horrível teres de te andar a esconder – disse Nat
- Sim…mas eu não tenho nada oficial com o Tom, por isso tem de ser mesmo assim… - disse Carol
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qua Dez 17, 2008 6:29 pm

59º Capitulo affraid




Tom não concordava mas tinha de aceitar que era a melhor decisão a ser tomada. Não queria ter de justificar nada a ninguém, não queria que lhe criassem namoros nem rumores sobre absolutamente nada, e a melhor maneira disso acontecer era ela não estar lá naqueles primeiros 30 minutos. Tinha falado com Carol que também concordara e parecia estar tudo bem.

Estava acompanhado do seu irmão Bill, estavam a tirar fotografias para os vários órgãos de comunicação social, a dar entrevistas sobre o dia em que comemoravam 19 anos. O interesse recaía sobre os mesmo temas de sempre: namoradas, projectos para o futuro e o novo cd. Bill e Tom respondiam (como já lhes era característico) de forma efusiva e engraçada, a meterem-se sempre um com o outro, e a completarem o que um e outro diziam.

Nat estava acompanhado do seu namorado Andreas, o melhor amigo dos gémeos. Não conseguia deixar de pensar que o lugar da sua amiga era ali, do lado de Tom, e como qualquer coisa oficial. Eles “andavam” há tanto tempo, porque é que Tom continuava a fugir como uma criança e a não assumir que gostava dela da mesma maneira que ela dele. Tinha de manter a imagem de playboy? Ou seria mesmo ainda um playboy?

Já tinham passado 10 minutos desde o início oficial da festa dos irmãos Kaulitz. O local tinha sido escolhido por Bill. Estavam à beira rio, num clube privado que tinha sido totalmente alugado por eles naquela noite. A decoração do espaço era incrível, parecia uma extensão de uma ilha paradisíaca, a pista de dança tinha areia de praia no chão (coisa rara e nunca vista na Alemanha), os bartenders estavam vestidos em bikinis e calções de banho, os convidados tinham sido avisados previamente do tema da festa e vinham preparados com fato de banho. As mesas eram rodeadas apenas por puffs brancos, à sua volta encontravam-se palmeiras verdadeiras em grandes vasos, criando um ambiente exótico. No bar só se serviam cocktails de Verão. À volta das mesas e nos cantos do clube haviam jacuzzis que davam para 4 pessoas desfrutarem de massagens relaxantes.

Gustav e Georg eram também alvo de atenção por parte dos jornalistas que queriam uma fotografia deles e tentavam sacar uma cusquice ou outra sobre aquilo que os gémeos faziam no seu dia de anos.

Passados os 30 minutos a que a Comunicação Social tinha direito, Saki e Tobi escoltaram-nos para fora do clube, e os irmãos podiam finalmente respirar fundo e deixarem-se ser somente eles, Tom e Bill, os rapazes que faziam 19 anos, podiam agora cumprimentar demoradamente os seus amigos e agradecer o facto de terem vindo à sua festa.

Bill passeava-se pela sala a cumprimentar os convidados quando viu uma cara que lhe era desconhecia. Ninguém naquela festa lhe era desconhecido, era a sua festa de anos, só lá estavam os seus amigos, mas ele não reconhecia aqueles cabelos negros nem os grandes olhos castanhos-escuros. Sem se sentir intimidado foi ter com ela, agradecer a sua presença, como fazia com os outros convidados e saciar a sua curiosidade.

- És amiga do Tom? – perguntou-lhe ele
- Não. Sou amiga da irmã do Gustav. Desculpa ter vindo, mas ela não queria vir sozinha e o Gustav disse que não havia problema em vir – disse ela sentindo-se envergonhada
- Claro que não. Se és amiga dela, és nossa amiga – disse Bill sorrindo-lhe amistosamente o que despontou um sorriso na rapariga e consequentemente uma pressão no coração de Bill, há muito tempo que um sorriso não mexia assim com o seu coração – Como é que te chamas?
- Jess
– disse ela sentindo-se intimidada pelos olhos de Bill, como se eles estudassem todos os gestos que ela fazia
- Prazer em conhecer-te Jess, eu sou o Bill – disse ele simpaticamente e depositando-lhe dois beijinhos na cara – Queres beber alguma coisa?
- Pode ser…
– disse ela sentindo-se corar

Bill sorriu, aquela rapariga de olhar perdido, olhava-o constrangida, e corava com a sua presença, as suas faces rosadas pareciam ter um efeito directo no seu coração. Não a conhecia de lado nenhum, no entanto, sentia-se tão à vontade com ela como se a conhecesse desde sempre.
Foram até ao bar e Bill pediu um cocktail para cada.

- Já conheces o Gustav há muito tempo? – perguntou Bill na esperança de saber mais alguma coisa sobre ela
- Sim. Conheço a irmã dele desde a primária, somos melhores amigas desde que me lembro. Cheguei a ver-vos tocar umas quantas vezes quando ainda não eram muito conhecidos – disse ela tentando olhá-lo nos olhos
- A sério? Não me lembro de ti… – perguntou Bill curioso por nunca se lembrar daquelas faces rosadas
- Já foi há muito tempo – disse Jess justificando-o
- Mas eu tenho boa memória… - disse Bill

Bill manteve-se com Jess algum tempo até ser requisitado por Jost para continuar a cumprimentar os convidados, mas estava preso nela, no olhar dela. Era uma rapariga simples, parecia ser sincera e introvertida, não sabia porquê mas o seu olhar transmitia-lhe segurança e confiança. Há muito tempo que não conhecia ninguém novo que lhe despertasse interesse imediato…

Tom tinha cumprimentado toda a gente. Estava exausto de sorrisos, beijinhos e apertos de mão, mesmo que fosse para os seus amigos estava cansado, agora queria poder ser ele normalmente.
Ela ainda não tinha chegado, tinha dito que chegaria 30 minutos atrasada, mas já lá iam 40 e nem sinal de Carol, sentia-se impaciente. Decidiu ir ao bar, precisava beber alguma coisa. Para sua surpresa reconheceu imediatamente a cara que estava atrás do bar “Melanie!”. A última vez que a tinha visto tinha sido em casa dela, nem se tinha despedido. Na altura estava afastado de Carol e a precisar de se sentir vivo novamente e Melanie pareceu ser uma solução fácil, que se viria a revelar um erro. A satisfação física não tinha servido de nada, ele precisava de algo mais do que um orgasmo lhe poderia dar.
Estava vestida com um bikini amarelo e verde, mínimo, patrocinado pelo Brasil quase de certeza, havia pouco a revelar por debaixo daquele bikini. Assim que o viu, Melanie sorriu de orelha a orelha e dobrou-se sobre o bar para lhe dar dois beijinhos.

- Olá lindo. Parabéns! – disse ela
- Estás a trabalhar aqui? – perguntou ele espantado
- Sim. Comecei a semana passada. Bem, a festa está um máximo… – disse ela olhando a seu redor – O que é que queres beber?
- Arranja-me qualquer coisa de morango. O que quiseres…
– pediu ele
- Ok

Melanie passeava-se dentro do bar para alcançar todos os ingredientes necessários para fazer um dakiri de morango a Tom, Tom mantinha-se do outro lado do bar a inspeccionar aquele corpo magro e sem curvas (tirando a parte do silicone) que se abanava à sua frente. Sentia-se de certa forma mal por a ter abandonado naquele dia em sua casa sem dizer nada, tinha-a usado como um objecto, e embora soubesse que ela não se importava e que se lhe voltasse a telefonar ela faria exactamente a mesma coisa, sentia-se na obrigação de lhe pedir desculpas…ele não era assim, estava mal no momento em que tudo acontecera. Assim que Melanie se colocou à sua frente a juntar ingredientes respirou fundo e desbobinou:

- Desculpa ter saído sem dizer nada… - disse ele
- Não tens de pedir desculpa. Eu sabia que não estavas interessado em conversar, deixaste isso bem claro – disse ela sorrindo
- Pois… desculpa! Não devia ter saído assim – disse ele achando incrível o facto de ela se rebaixar aquele ponto, era mesmo a típica mulher com quem nunca se envolveria a sério, era o expoente máximo de puta, aquele tipo que não se importava de ser um objecto, que estava lá para ser usada e abusada, mas ele também a tinha procurado por isso mesmo.

Tom não conseguiu evitar em pensar no quão diferente Carol era, e como estava bem com ela, sem ter de se cruzar com raparigas como Melanie como no passado.

Melanie serviu a bebida a Tom e junto adicionou-lhe um bilhetinho. Tom conhecia bem os seus bilhetinhos, nem sequer o abriu, não tinha interesse naquilo que ela lhe tinha para dizer, fosse pessoalmente, ou em bilhetinho. Estava a ficar farto daquele tipo de mulher, não queria ter nada a ver com ela. Meteu o bilhete no bolso, sorriu a Melanie, pegou na sua bebida e saiu dali.


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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qua Dez 17, 2008 6:29 pm

60º Capitulo Wink




Resolveu chegar duplamente atrasada. Sabia que a comunicação social ia estar lá durante 30 minutos, mas pelo sim, pelo não, chegou 1hora atrasada, só para garantir que não haveria qualquer tipo de problemas. Estava linda, muito simples, mas muito bem. Envergava um vestido até aos joelhos azul forte com um decote em v que escondia o bikini que trazia por baixo do vestido. Chegou à porta e foi-lhe pedido o convite para entrar. Entregou-o e foi-lhe concedida passagem para aquele recinto que mais parecia um bar de praia. Estava espantado com o espaço. A primeira pessoa que viu foi Nat, a sua melhor amiga. Não hesitou em ir direita a ela e dar-lhe um grande abraço e beijinho, bem como ao seu mais que tudo, Andreas.

- Tudo bem miga? – perguntou Nat ainda preocupada com aquele esquema de fugir à comunicação social.
- Tudo! Nat não te preocupes, foi melhor assim… – disse ela sorrindo a Nat, ao ver que a amiga se preocupava com ela – Os rapazes?
- Andam por aí a cumprimentar os convidados – disse Andreas
- Ok. Vou procurá-los – disse Carol entusiasmada e cheia de vontade de lhes dar um valente abraço

Percorreu a sala com os seus olhos, mas não os encontrou. Circulou pela sala e encontrou Bill num canto entretido a falar com gente que ela não conhecia, aproximou-se dele e deixou-se ficar a uns metros de distância à espera que ele acabasse de falar, mas Bill viu-a e pediu desculpa às pessoas com quem estava, e dirigiu-se até ela com um sorriso rasgado nos lábios.

- Carollllllll – disse ele abraçando-a com força
- Bebééééééé – disse ela a gozar com ele (e afastando-se dele pegou nas bochechas e apertou-as como se de um bebé se tratasse)
-Auuuu – disse Bill a rir e a massajar as bochechas doridas do apertão

- Parabéns Bill – e dito isto estendeu-lhe um embrulho
- Ohhh Carol! Não precisavas de ter comprado nada! – disse ele sensibilizado com o gesto dela
- Pois! Mas eu queria dar-te alguma coisa. Espero que gostes… - disse ela sorrindo enquanto o via a lutar com o papel de embrulho.

Bill desembrulhou aquele pequeno embrulho que tinha nas suas mãos e quando atingiu o objecto que era a sua prenda, olhou para Carol de boca aberta e com um brilho imenso nos olhos.

- É lindo – disse ele visivelmente emocionado – Obrigado! – e num gesto de contentamento pegou no colar que tinha entre mãos e colocou-o. Era um colar simples, constituído apenas por pequenas bolas metálicas de cor preta. – Fica bem? – perguntou Bill
- Tudo te fica bem! – disse Carol feliz por ver que tinha acertado em cheio na prenda dele
- Vou ficar com ele posto. A partir de agora vamos ser inseparáveis. Obrigado Carol! – disse Bill dando-lhe um abraço forte, daqueles que a deixavam sem respiração.

Carol sabia que ele iria gostar do seu presente. Ele adorava colares, adorava a consistência do metal e a cor preta, para além disso, ele era um rapaz que ligava aos pormenores, e sabia que não lhe poderia dar nada mais precioso do que algo que ele pudesse levar com ele para todo o lado e que a recordasse dela de todas as vezes que o visse. Aquele colar carregava nele toda a amizade que eles sentiam um pelo outro.

Carol olhava para Bill espantada, sabia que era o seu aniversário e que ele estava muito feliz por ter os seus amigos com ele, mas havia um brilho qualquer especial naqueles olhos que ela tinha aprendido a ler. De vez em quando a sua atenção desviava-se, e isso era invulgar nele, Bill tinha o poder de a fazer sentir única numa sala como aquela – cheia de pessoas. Algo se passava. Quando o apanhou novamente a olhar para trás de si, não hesitou e olhou para trás, encontrou uma rapariga mesmo atrás de si com um sorriso tímido e faces rosadas. Carol olhou para Bill e sorriu, já o conhecia demasiadamente bem para saber que aquelas faces rosadas estavam a mexer com ele.

- Quem é? – perguntou ela desinibidamente
- Quem? – perguntou ele meio alienado
- A rapariga que te está a deixar assim – disse ela piscando-lhe o olho
- Nota-se assim tanto? – perguntou ele envergonhado
- Já te conheço Bill Kaulitz – disse ela colocando o seu dedo na ponta do nariz de Bill
- É amiga da irmã do Gustav – disse ele olhando novamente para trás de Carol na direcção de Jess

- Vai lá ter com ela – incentivou Carol
- Já estive com ela há bocado – disse Bill tentando não se mostrar muito interessado
- Não sejas parvinho, vai lá ter com ela. Hoje a noite é tua, tens de aproveitar. Vais ter com ela, conversam um bocadinho…conhece-la melhor e quem sabe não descubras nela aquela pessoa que tens andado à procura – disse Carol piscando-lhe o olho.

Bill deu-lhe um beijo na testa. Adorava Carol. Ia seguir o seu conselho.
Carol rodou sobre os seus pés e viu Bill ir ter com Jess, observou a reacção dela, estava nitidamente impressionada com Bill. Carol sorriu, adorava ver os seus amigos felizes e Bill merecia ser feliz, era uma pessoa excepcional.

Voltou a percorrer com o olhar o recinto à procura do seu gémeo e encontrou-o a sair do bar com um copo na mão. Levantou as sobrancelhas e mordeu o lábio inferior. Ele estava…apetecível! Foi directa a ele e deu-lhe dois beijinhos na cara (afinal de contas tinham de manter as aparências quando não estavam só entre amigos próximos).

- Parabéns – disse-lhe ela ao ouvido, enquanto o abraçava com força
- Ainda bem que chegaste – disse ele abraçando-a e deixando-se levar pelo seu cheiro – Quero estar contigo! – acrescentou ele

Carol afastou-se dele e viu no seu olhar o desejo que tão bem conhecia. Mas como é que ele queria estar com ela ali, em frente a toda a gente?
Tom abraçou-a de novo e roçando os seus lábios na orelha de Carol disse:

- Segue-me!

Carol olhou para ele com espanto mas ao mesmo tempo com satisfação. Tom estava ansioso por lhe poder tocar, e ela sentia-se especial pelo seu desejo recair nela. Manteve uma distância “de segurança” e seguiu Tom até à casa de banho. Ao entrar foi imediatamente assaltada por um beijo selvagem de Tom que a encostou contra a parede, Tom percorria com os lábios o pescoço, os ombros e os lábios dela e com uma mão levantava a saia do seu vestido. Carol estava ofegante e desejosa de o ter mas não assim, não como um objecto, já tinha passado por aquela experiência e não pretendia repeti-la mesmo que fosse ao lado de Tom.
Contrariada pelo seu próprio corpo, afastou-o de si.

- Não! Assim não… – disse ela encostada à parede, colocando as mãos sobre os olhos, tapando-os e sentindo o seu corpo estremecer.
- Porquê? – perguntou ele sem perceber o que se passava
- Na casa de banho não…nunca mais… – disse ela relembrando aquela noite em que se tinha dado numa casa de banho e se tinha sentido como lixo humano, como simples matéria de perversão de outro… lembrando-se daquela noite em que subjugada contra uma parede com o braço atrás das costas, lutava contra as suas lágrimas para não dar parte fraca nem mostrar o pânico que vivia dentro de si

Tom aproximou-se mais dela e tirou as mãos de Carol dos olhos e viu por baixo daquelas mãos uns olhos vermelhos e aguados, e percebeu pela primeira vez, a dor que ela sentia em relembrar aqueles momentos. Sentiu-se mal por a ter desvalorizado na noite em que tinham discutido, ela não se poderia sentir pior consigo mesma, e ele ainda a tinha empurrado mais para baixo criando a oportunidade perfeita para o merdas a seguir até à cada de banho. Passou o seu polegar pela face de Carol que deixava uma gota espreitar inocentemente a textura da sua face e abraçou-a com força, queria senti-la nos seus braços, queria que ela soubesse que nunca mais lhe aconteceria nada, ele estava ali para protegê-la de tudo o que se avizinhasse.

Carol deixou-se chorar “Que merda!” pensou, não queria chorar por aquilo que já tinha passado, mas não queria estar naquela situação na casa de banho, era inevitável ser assombrada por recordações más. Deixou-se chorar no ombro de Tom, sentia-se bem, protegida mas ao mesmo tempo frágil e desamparada por tudo aquilo que tinha passado. Quando se sentiu mais calma, levantou a cabeça e viu que o ombro de Tom estava visivelmente molhado e não conseguiu evitar de lhe sorrir, ele estava realmente diferente, mais carinhoso e sensível. Tom olhou-a nos olhos e depositou-lhe nos lábios um beijo terno, seguido de um abraço e uma festa na cabeça. Carol sentia-se tão próxima dele, mais que o habitual.

- Desculpa – disse ele – Acho que nunca me tinha apercebido realmente como tinha sido difícil para ti lidar com aquela situação
- Não precisas de pedir desculpa…eu é que me pus nela! Merecia sofrer as consequências dos meus erros
– disse ela
- Não digas isso! – disse ele pegando na cara de Carol com as suas mão e dando-lhe festinhas com os polegares, enquanto ela se mantinha de olhos fechados, a apreciar o toque suave dele.
- Adoro-te! – disse Carol abrindo os olhos e pegando na cara de Tom, levando os seus lábios aos dele, unindo-os num beijo apaixonado.

Tom não sabia como reagir aquele sentimento que tomava conta de si, não tinha reacção, não sabia o que fazer nem o que dizer. Carol apercebeu-se de que o tinha deixado envergonhado e perdido e resolveu abrir a sua mala e estender-lhe uma carta.

- É parte da tua prenda de anos – disse ela sorrindo – O resto fica para logo!


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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qui Dez 18, 2008 8:08 pm

61º Capitulo Wink




Saíram da casa de banho como entraram – em separado – para não dar nas vistas. Carol foi a primeira a sair e foi ter com Andreas, que estava sozinho, tinha sido abandonado por Nat que tinha ido à casa de banho. Deixaram-se estar juntos a conversar enquanto esperavam por Nat. Já planeavam assaltar um jacuzzi para os 3.

Nat saiu da casa de banho e deixou-se ficar cá fora a lavar as mãos e a ajeitar o seu vestido, quando viu Tom sair da casa de banho dos homens. Tinha um ar esquisito.

- Estás bem? – perguntou-lhe ela
- Sim – disse ele colocando-se ao lado de Nat a lavar as mãos. Tinha os olhos vidrados. Mas percebendo que Nat o achava estranho perguntou – Estás-te a divertir?
- Sim, a festa está muito fixe! – disse ela olhando-o com estranheza.

Tom limpou as mãos e sorriu na direcção de Nat à medida que se preparava para sair da casa de banho e remexia em algo no seu bolso. Nat estava confusa, ele estava realmente esquisito, aquele sorriso que ele lhe dera tinha sido tão amarelo e tão direccionado ao ar, nada a ver com o Tom que ela conhecia. Mas não haveria de ser nada, devia ser da tensão da festa e de se sentir mais velho e cada vez com menos juízo. Preparava-se para sair da casa de banho quando deu com um papel dobrado no chão. Devia ser de Tom, mas não sabia… abriu o papel e teve a certeza que só podia ser dele…. E de Carol! A amiga sabia tanto…

Saiu da casa de banho e foi directa a Andreas e Carol que falavam alegremente.

- Mor, vamos para o jacuzzi? – disse Andreas
- Boa! Vai lá ver se está algum livre loirinho disse Nat dando uma palmadinha no rabo a Andreas

- Sim senhora, e a perv sou eu… – disse Nat piscando o olho a Carol quando Andreas já tinha saído de ao pé delas
- Desculpa? – disse Carol a rir da figura da amiga mas sem compreender nada do que ela dizia
- Ah e tal… sabes muito! Até deixaste o rapaz encavacado – disse Nat
- Mas tu agora deste em maluquinha? Não estou a perceber nada do que estás a dizer! – disse Carol a rir

Nat riu e estendeu a Carol o bilhetinho que tinha encontrado na casa de banho.

- Eu sei que é privado. Mas pensa positivo ao menos fui eu que o encontrei… – disse ela
- Isto não é meu Nat. Olha a letra… – disse Carol apontando para a letra que figurava no bilhete sem sequer o ler
- De certeza? Mas isso acabou de cair do bolso do Tom – disse Nat

Carol tinha mais que a certeza absoluta que aquela não era a sua letra, nem tinha escrito aquele bilhete para Tom, mas resolveu lê-lo:

Logo passa lá em casa para receberes a tua prenda. Prepara-te para suar muito. Não tenciono dar-te descanso =p

- Tens a certeza que isto caiu do bolso do Tom? – disse Carol sentindo um aperto no seu coração
- Eu não vi cair, mas viu-o mexer nos bolsos e encontrei isso logo de seguida no chão – disse Nat percebendo pela cara da amiga que o playboy tinha voltado à acção – Mas pode não ser dele… – acrescentou ela
- Isto é mesmo coisa à Tom… - disse Carol sentindo-se pequena e procurando um puff para se sentar

Nat estava chocada, não acreditava que ele fosse capaz de fazer a amiga sofrer daquela maneira de novo. Agora percebia o porquê do olhar vidrado dele na casa de banho, já estava a preparar alguma….


Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink


Carol tinha acabado de sair da casa de banho. Tom estava sensibilizado com aquele momento que tinha acabado de viver naquela mesma casa de banho, sentia-se mal por a ver sofrer, queria poder apagar as más recordações dela para sempre. Deteve-se na casa de banho para que ninguém desconfiasse que eles tinham estado lá juntos. Tinha na mão a carta que Carol lhe tinha entregue, decidiu lê-la para ajudar a passar o tempo. Estava curioso para saber o que ela lhe tinha escrito.



Tom,

Escrevo-te num acto de cobardia, por saber que não tenho coragem de te dizer maior parte das coisas que gostava de dizer.
Quero desejar-te antes de mais Parabéns, que contes muitos e sempre felizes na companhia de todos aqueles que te amam (e acredita que são muitos) e daqueles que amas. Desejo-te do fundo do coração que sejas feliz e que concretizes todos os sonhos que tiveres para o teu futuro, és uma pessoa muito especial, a tua simpatia, alegria e vivacidade conquistaram-me de tal maneira que sou capaz de dizer que a minha vida sem ti neste momento, não teria significado. Eu sei que não gostas destes sentimentalismos, mas sinto necessidade de te dizer que dia para dia gosto mais de ti, pela pessoa que és, pela pessoa que sou quando estou do teu lado, pelo sonho que me fazes viver. A maneira como me olhas, como me sorris, como me tocas, como absorves a minha essência, como me desejas e me levas ao prazer, como me deixas fraca e com um aperto no coração, a maneira como me tomas nos teus braços quando estamos juntos. És tudo o que pensei nunca encontrar…
Tenho medo de te confessar aquilo que sinto por saber que não me amas, e não me sentes como eu te sinto, mas tenta perceber… precisava de te dizer isto e partilhar contigo um pequeno presente que já não me pertence à muito – o meu coração. Sei que não é grande coisa, mas é o que de mais puro e sagrado tenho em mim. Aceita-o. Ele carrega em si o peso deste sentimento que me consome.

Amo-te

Caroline Amsel




Tom leu e releu a carta que tinha entre mãos.
Já tinha lido muitas cartas de amor, recebia às milhares por mês, mas nunca tinha lido nada que lhe tocasse tão fundo. Era a primeira vez que Carol lhe dizia (mesmo que fosse por escrito) que o amava! E sabia que não eram somente palavras que lhe saiam da boca, era o que ela sentia. Sabia que lhe devia ter costado escrever aquela carta, e por isso valorizava-a ainda mais.

Voltou a reler a carta queria sentir aquelas palavras ecoarem-lhe na alma. Sentiu os olhos encherem-se de lágrimas, e rapidamente olhou para cima num gesto que impedia as lágrimas de abandonarem o seu porto seguro. Deixou-se ficar ali, a pensar nela. Porque é que ela tinha coragem de lhe dizer aquilo que sentia e ele continuava com medo de admitir a explosão de sentimentos que ela lhe provocava no seu interior?

Tinha de sair dali, compor-se e voltar para a festa.
Pôs a carta de Carol no bolso e saiu da casa de banho dos homens, dando de caras com Nat que lavava as suas mãos no compartimento comum das casas de banho. Tentou portar-se com naturalidade mas estava ainda um pouco adormecido pelas palavras de Carol e pela velocidade a que sentia o seu sangue correr nas veias. Lançou um sorriso a Nat e meteu a mão ao bolso, para garantir que tinha consigo aquela carta. Acontecesse o que acontecesse ele iria guardá-la para sempre. Era a primeira carta de amor a sério que recebia, não a podia perder. Abriu a porta da casa de banho e saiu. Olhou à sua volta e viu Bill entretido com Jess, sentiu-se feliz por ver um brilho diferente nos olhos do irmão, conhecia bem aquele brilho. Bill estava a apaixonar-se. Foi ter com Georg, precisava de destressar e com o hobbit sempre podia dizer umas piadas e levantar a sua moral.


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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Qui Dez 18, 2008 8:09 pm

62º Capitulo Evil or Very Mad




“Estúpida, estúpida!” pensava Nat ao olhar para a amiga sentada num puff com as mãos enterradas na cabeça “Não…se ele a anda a trair ela tem de saber!” pensou Nat.
Andreas chegou ao pé de Nat envolveu-a pela cintura e beijou-lhe a face dizendo:

- Encontrei um jacuzzi perfeito para nós. Vamos?
- Não! Agora não dá…
- disse Nat fazendo sinal com a cabeça para Andreas olhar para Carol
- O que é que aconteceu? – perguntou Andreas preocupado
- O teu amiguinho voltou a fazer das dele… – disse Nat
- O que é que o Tom fez? – perguntou Andreas
- Anda a traí-la! – disse Nat contando a Andreas sobre o bilhete que Tom tinha deixado cair na casa de banho
- Fogo…aquele gajo não tem emenda – disse Andreas visivelmente chateado por ver Carol naquele estado – Espera aí , que eu já vou falar com ele.

Andreas saiu de ao pé de Nat e Carol, e procurou Tom. Foi encontrá-lo divertido com Georg a rir.

- Posso falar contigo? – perguntou Andreas
- Claro – disse Tom na boa
- O que é que tu andas a fazer? – perguntou Andreas directamente
- Em relação a quê? – disse Tom meio perdido
- Em relação à Carol. Andaste a meter com outras gajas mesmo à frente dos olhos dela. Já perdeste a vergonha completa? Ela não merece isso Tom – disse Andreas com cara de zangado
- Wow. Que granda filme! Estás-te a passar? – disse Tom fazendo uma expressão de confusão e espanto
- Não. Ela já descobriu do bilhetinho – disse Andreas
- Que bilhetinho meu? – perguntou Tom cada vez mais confuso
- O bilhetinho que te caiu das calças a marcar encontro logo à noite para ires receber a tua “prendinha”! – disse Andreas
- Ouve! É que não faço ideia do que estás a falar! – disse Tom olhando para trás de Andreas e vendo Carol sentada no puff com as mãos enterradas na cabeça e com um bilhete nas mãos – O que é que se passa com ela?
- Fodasse estás a gozar meu!?
– disse Andreas espantado com a ingenuidade de Tom

E Tom lembrou-se….o bilhetinho…. aquele bilhetino que devia ter rasgado imediatamente e não ter colocado no seu bolso quando Melanie lho tinha passado. E agora? Ela devia estar-se a sentir novamente um objecto, tinha acabado de se declarar e de lhe oferecer o seu coração e descobria um bilhete que indicava que ele lhe traía com outra. Tom colocou as mãos na cabeça, tinha de desfazer este mal entendido rapidamente, não queria que ela pensasse aquilo dele, não queria ficar sem ela novamente.

Desviou Andreas com a mão para poder passar e foi directo até Carol. Chegou ao pé dela e não se importou com o que ninguém pensava, ajoelhou-se à sua frente ficando olhos nos olhos com ela. Era a segunda vez naquela noite que a via chorar por sua causa, era a segunda vez naquela noite que sentia o seu coração ficar do tamanho de uma formiga com a dor que via espelhada nos olhos dela.

Carol sentiu a presença de alguém à sua frente e levantou a cabeça. Ao ver aqueles olhos amendoados que tão bem conhecia e que tanto amava, soltou um soluço por entre as lágrimas que lhe escorriam pela cara abaixo.

- Porque é que me fizeste isto Tom? – perguntou ela entre soluços
- Sweety, eu não fiz nada do que estás a pensar. Deixa-me explicar… – disse ele cobrindo os cabelos dela com as suas mãos
- Então este papel não é teu? Não te caiu do bolso? – perguntou Carol olhando-o nos olhos
- O papel é meu e caiu-me do bolso, mas eu nem sequer o tinha visto – disse Tom levantando o rosto de Carol que insistia em esconder-se nas suas mãos

- Por amor de Deus Tom! Ao menos admite – disse ela
- Eu admito tudo o que quiseres menos aquilo que não é verdade. Passaram-me esse papel no início da noite, e eu pu-lo no bolso, nem sequer o tinha visto. Juro. Confia em mim – disse ele colocando ambas as mãos nos joelhos dela
- E porque é que o guardaste? – perguntou Carol desconfiada
- Não sei! Foi uma estupidez. Devia ter deitado fora, mas foi um reflexo… – disse Tom juntando os seus lábios à testa dela – Acredita em mim sweety!

- Eu quero acreditar! – sussurrou ela
- Acredita… - disse ele beijando-lhe os lábios de forma suave em frente de todos aqueles que estavam naquela festa, e sentindo o sabor das lágrimas salgadas de Carol.

- Eu recebo bilhetes destes muitas vezes sweety! E antigamente eles surtiam efeito, mas agora é diferente. Os únicos bilhetes que quero receber são os teus, como aquele que me deste na casa de banho – disse ele segurando a cara dela nas suas mãos e olhando-a nos olhos, não a ia deixar fugir, estava ali contida em si, era sua.
- Já leste? – perguntou ela timidamente
- Sim – disse ele sorrindo-lhe

Carol encolheu novamente a cabeça, mas desta vez num gesto envergonhado de quem tinha de confrontar Tom com o seu amor. Tom levantou a cabeça dela e olhou-a nos olhos.

- Não tens nada que te envergonhar. A carta estava linda. Adorei – disse ele beijando-a e aproximando a sua boca de uma orelha dela acrescentou para que só ela ouvisse – Como é que te foste deixar apaixonar por alguém como eu? – e afastou-se dela olhando-a nos olhos que reluziam

- Como é que era possível não me apaixonar por alguém como tu? – perguntou Carol abraçando-o com força.

Tom suspirou. Sentia-a ali nos seus braços e no seu interior temia perde-la. Sentia o seu coração estremecer com o abraço dela. Aquela carta tinha-lhe despertado os sentidos, estava rendido a ela, mas sentia-se fraco para o dizer, no entanto nada poderia ser pior que perde-la, e por mais que aquelas palavras o prendessem, até que ponto ele não queria estar preso? Tinha chegado a altura de se decidir, não podia continuar a brincar com o coração dela se não queria nada, e não podia continuar a brincar com o seu coração ignorando-a. Ela era perfeita, dava-lhe tudo: sexo, amizade, amor, carinho, companheirismo, e… sexo do bom!

Tom manteve-a nos seus braços o máximo de tempo que conseguiu, até a sentir querer afastar-se de si. E interrompendo com um gesto da sua mão os lábios dela que se entreabriam para começar a falar. Pegou nas mãos dela, entrelaçando os seus dedos com os dela, e rendeu-se:

- Eu não te mereço, tu és boa demais para mim – disse Tom sentindo que não poderia mais voltar atrás, mas sentindo-se estranhamente satisfeito pelo que ia dizer – Adoro-te Carol

Carol olhou-o nos olhos, aqueles olhos que ela amava, sentiu o toque das mãos dele nas dela e bebendo as palavras de Tom, sorriu. Era a primeira vez que ele lhe dizia directamente que gostava dela. Abraçou-o como se nunca o tivesse feito antes e sentiu Tom beijar-lhe o pescoço e elevá-la no ar, pondo-a de pé à sua frente.

Quando voltou ao mundo real, reparou que as pessoas à sua volta continuavam na sua vida normal, a divertirem-se na festa, e que poucos eram aqueles que estavam parados a olhar para ela e Tom.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Sex Dez 19, 2008 7:16 pm

63º Capitulo Twisted Evil




Desejava-o mais que nunca, mais do que quando tinham estado 2 meses e meio separados. Muito mais. Esta noite ia ser especial, tinham partilhado aquilo que lhes corria no sangue, aquilo que sentiam sinceramente um pelo outro.

Carol tinha ido embora da festa antes de Tom, ele era o anfitrião e tinha de ficar até à última. Para seu espanto tinham passado o resto da noite agarrados um ao outro (pela primeira vez em público) e não tinham ouvido comentários nem se tinham sentido mal por assumirem à frente de toda a gente aquilo que os unia, mas mesmo assim não podiam correr o risco de saírem juntos da festa, porque podiam haver papparazzis na entrada à espera de uma oportunidade como aquela para fotografar Tom Kaulitz com a sua companhia da noite, o que ia fazer as delicias das primeiras páginas de muitas revistas cor-de-rosa.

Tom estacionou o seu carro à porta da casa de Carol, certo de que aquela noite iria começar e acabar ali, em casa dela.

Saiu do carro com os sentidos despertos e uma vontade imensa de agarrar aquela oportunidade que se dava a ele mesmo de ser feliz. Tocou à porta dela, e ouviu o trinco abrir com um som que parecia abrir-lhe também a porta até à sua alma. Apanhou o elevador até ao andar de Carol e a porta estava já aberta, Carol estava encostada a ela, a morder sensualmente o seu lábio inferior e de sobrancelha levantada. Tom sorriu, aproximou-se dela e beijou-a ternamente nos lábios, queria saboreá-los com calma, não tinha presa, a noite era uma criança e esperava vê-la crescer nos braços de Carol. Fechou a porta atrás de si e virou-se para ela.

- Sou teu! – disse ele para seu próprio espanto, estava ali de alma e coração, rendido a seus pés.

Carol puxou-o até si e beijou-o demoradamente e com uma flexibilidade de quem já conhecia aqueles lábios e aquele piercing de cor e salteado. Sugou-lhe o lábio inferior na esperança de o deixar maluco, mas ao reparar que ele estava demasiadamente concentrado nela e não se deixava levar pelo calor do momento, mordeu-lhe o lábio, recebendo um esperado queixume de dor. Foi empurrando Tom pelo corredor adentro à medida que sentia o corpo dele com as suas mãos e beijava o seu pescoço. Tirou-lhe a t-shirt, sentindo um corpo arrepiado entre as suas mãos.

Tom deteve-a, queria ouvi-la sentir o prazer que ele lhe proporcionava, encostou-a contra uma parede do corredor e voltou a dar uso às suas mãos, como anteriormente tinha feito na casa de banho e levantou devagarinho a saia do vestido dela, acariciando ao mesmo tempo a sua perna, à medida que com os seus lábios percorria o pescoço, os ombros, os lábios e o peito dela, mas desta vez não tinha a intensidade selvática que ele empenhava na casa de banho, era mais sentido, Carol conseguia perceber uma mudança nele, não estava atrás apenas do sexo dela, queria aquilo que ela dizia sentir por ele.

Carol sentiu Tom puxar-lhe as cuecas para baixo, e não conseguiu controlar os seus gemidos à medida que sentia as mãos dele investirem e tocarem-lhe no seu interior, procurando atingir aquele ponto que a deixava descontrolada. Começou a sentir-se desesperada por senti-lo em si, mas Tom não parava e insistia em satisfazê-la assim, ali no meio do corredor, deixando as suas pernas a tremer e a sua cara contorcida pelo prazer que ele lhe infligia. Deixou-a sem forças e à procura de algo na parede em que se pudesse segurar, mas Carol não encontrava nada e segurou-se a ele, que decidido e empenhado continuava a pressionar e a aumentar a velocidade que colocava nas suas mãos. Estava empenhado em levá-la ao delírio, em agradá-la na plenitude sem egoísmo, não se queria vir nem retirar prazer carnal daqueles gestos persistentes que fazia, queria vê-la feliz, queria satisfazê-la somente a ela, queria vê-la atingir o pico da excitação retirando o máximo prazer das mãos dele que ela dizia adorar, queria dar-lhe esse presente, despromovido de egoísmo, mas cheio de carinho que sentia por ela.

Carol lutava contra o seu corpo, queria aguentar a explosão que sentia estar próxima, queria esperar por ele, mas ao mesmo tempo não se queria conter e não conseguia fugir ao prazer que sentia, gemendo e soltando sons de júbilo. Acabou por sentir o seu coração explodir em prazer e deixar o seu corpo fraco e excitado cair sobre o de Tom que a observava bebendo cada expressão que a cara dela fazia.

Sentia-se ofegante e sem forças, Tom nunca lhe tinha feito aquilo. Segurou-se aos ombros dele e beijou-o debilmente sentindo que precisava de restabelecer as suas energias para o compensar e levá-lo ao delírio.

Assim que se sentiu mais capaz, beijou-o e puxou-o até ao seu quarto, empurrando-o para cima da cama. Foi até à sua mesinha de cabeceira e tirou da lá um presente. Sentou-se na cama e olhou para a cara de Tom, soube naquele momento que nada do que ela lhe pudesse dar iria significar tanto como aquele pedaço de papel que continha a sua escrita, o seu amor e o seu coração, mas tinha a certeza que ele não recusaria uma pequena brincadeira, e um jogo de sedução dos que ela tanto gostava.

- Espero que gostes e que te divirtas muito…. Comigo! – disse ela mordendo-lhe o lábio que continha o piercing

Tom sentou-se na cama e à medida que abria a prenda ia olhando para a cara de Carol que exibia um sorriso malandro. Ao desembrulhar a prenda soltou uma valente gargalhada e olhou para Carol com cara de espanto.

- Bem…. – disse ele ficando sem palavras à medida de rodava no ar e olhava de todo os ângulos possíveis as algemas com pêlo vermelho felpudo que ela lhe tinha acabado de oferecer – Não estava à espera…

- Gostas? – perguntou ela fazendo-lhe olhinhos
- Não sei… temos de experimentar – disse ele passando a língua pelo piercing e arqueando as sobrancelhas.
- Isso é o mais fácil – disse ela piscando-lhe o olho – e já viste o que está em baixo? – perguntou ela
- O quê? Ainda há mais? – perguntou ele voltando ao embrulho que tinha largado enquanto inspeccionava as algemas, e encontrando um pedaço de lenço vermelho. Olhou para ela espantado e perguntou – O que é isto Sra. Caroline?
- Isso Sr. Tom chama-se uma venda…
– disse ela passando uma perna por cima do corpo dele, ficando sentada encima dele.

Carol tirou a venda das mãos de Tom e fez tenções de a colocar nele, mas Tom colocou a sua mão à frente impedindo-a.

- Nem penses! – disse ele

Tirou a venda das mãos de Carol e colocou-a sobre os olhos dela sussurrando-lhe ao ouvido

- Hoje estás por minha conta!
- Hmm…
- disse ela
- Só quero que me sintas – disse ele à medida que a despedia.

Carol estava de olhos vendados, não sabia o que ele estava a fazer, mas confiava em Tom. Deixou-se levar à medida que só sentia o toque leve das suas mãos tirarem-lhe o vestido e deitarem-na sobre a cama. Ouviu o som do desapertar do cinto dele, esse já o conhecia bem e colocou as suas mãos no corpo de Tom que estava por cima do seu, sentindo com a ponta dos seus dedos cada centímetro da sua pele. Tom começou a brincar com a sua língua, percorrendo o corpo de Carol, demorando-se pelo seu umbigo, e provocando cócegas e arrepios a Carol que se ria sensualmente de prazer. Pegou nas algemas e colocou uma numa mão de Carol e a outra na sua própria mão dizendo:

- Só te quero ver presa a mim…

Carol sorriu ao perceber o que ele tinha acabado de fazer e puxou a mão dele até à sua boca onde a beijou. Adorava aquelas mãos de guitarrista, compridas e fortes.

Tom passeou a sua língua pelo corpo dela até se sentir impelido até à boca de Carol, onde se prolongou beijando-a demoradamente com empenho, sentindo cada gesto da sua língua no seu interior e quando se sentiu preparado tirou a parte de cima do bikini de Carol (a única peça que ainda lhe restava no corpo) e com a mão que estava presa à dela, pegou na mão de Carol e fez com que ela o sentisse a tirar os seus boxers. Queria que ela soubesse quais eram as suas intenções e o que se preparava para fazer. Tirou das suas calças que jaziam no chão ao lado da cama um preservativo e colocou-o. Olhou para Carol de olhos vendados e sorriso no rosto, queria que ela fosse feliz, queria ser feliz ao lado dela, e naquele momento, queria mesmo unir-se com ela como nunca o tinha feito anteriormente e proporcionar-lhe uma noite inesquecível onde só sentiria prazer. Posicionou-se entre as suas pernas e penetrou no seu interior sentindo um arrepio no corpo dela e ouvindo uma exclamação de surpresa e deleite por o sentir dentro de si. Manteve-se no seu interior até lhe proporcionar pela segunda vez naquela noite o prazer que queria que ela sentisse. Mas desta vez também ele recebia prazer físico, mas um prazer diferente do habitual, não era puramente carnal, tinha algo que fazia com que fosse realmente diferente e excepcional, era um prazer que estava carregado do seu sentimento por ela.

Tinha feito amor com Carol.
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Sex Dez 19, 2008 7:16 pm

64º Capitulo Laughing Laughing Laughing
(Penúltimo capituLo)



Estavam a uma escassa semana de começar o último ano na faculdade. Nat e Carol tinham ido ver os horários para o primeiro semestre e sentavam-se agora no bar da faculdade a tomar café e por a conversa em dia.

- Ainda não me disseste como correu a tua noite com o Andreas, os dados e a lingerie comestível… – disse Carol rindo-se para a amiga

- E há uma razão lógica para não te ter dito nada… – disse Nat envergonhada

- Então? – perguntou Carol interessada

- Foi horrível – disse Nat sentindo-se envergonhada – Depois da festa dos gémeos, fomos para casa do Andreas, e eu fui à casa de banho vestir a lingerie que tínhamos comprado toda contente. O Andreas ficou louco, entrei tanto na personagem que comecei a andar de um lado para o outro e disse-lhe que ele tinha de arrancar a lingerie com os dentes…

- Então, mas se ele estava a gostar e tu te estavas a sentir bem, o que é que aconteceu? – perguntou Carol não percebendo o problema

- Acontece que a lingerie não era comestível, não sei como! Acho que me enganei a trazer, e era de tecido normalíssimo, o Andreas andava louco a tentar rasgar aquela porcaria com os dentes e ia rasgando era a gengiva – disse Nat baixinho para que mais ninguém ouvisse

- A sério? – disse Carol soltando uma valente gargalhada – Só tu! Mas ao menos ainda tinham os dados… - disse Carol tentando controlar a respiração para falar.

- Pois…para todos os efeitos o Andreas partiu o dedo a jogar basquetebol… - disse Nat colocando a mão na testa com um ar de caso

- O Andreas partiu um dedo? – perguntou Carol preocupada

- Ja. Porcaria dos dados… aquelas posições todas esquisitas, ele torceu o dedo todo e eu ainda por cima estava em cima dele a fazer peso, olha… - disse Nat

- Mas isso é lindo – disse Carol a rir descontroladamente – Ele está bem?

- Sim. Fomos ao hospital e puseram-lhe gesso no dedo, e agora tem de ficar assim 3 semanas para aquilo ficar bom! Olha eu não nasci para estas coisas, só dá mau resultado… – disse Nat desconsolada

- Estou a ver que sim… Vocês os dois estão bem um para o outro! – disse Carol ainda a rir com vontade

- Mas tu hoje estás muito contente… é só das minhas desgraças ou aconteceu alguma coisa interessante ontem à noite com as algemas e a venda? – perguntou Nat curiosa

- Com a venda, sem a venda, com as algemas, sem as algemas… - disse Carol fazendo olhinhos a Nat

- Bem! Estou a ver que enquanto eu tinha uma noite para esquecer, tu foste tratada como uma rainha… – disse Nat invejando-a

- Não tens noção…o Tom ontem estava… não te sei explicar… ele nunca tinha sido assim. Acho que pela primeira vez o tive todo, ele por completo, mente e corpo, estava tudo ali! – disse Carol com os olhos a brilharem

- A sério? Domaste a fera? – perguntou Nat a brincar

- Não sei… é cedo para dizer. Mas ele ontem disse-me que me adorava Nat! Ele nunca tinha dito nada sequer parecido, e as coisas que ele me disse foram sentidas…eu sei que foram – disse Carol

- Parabéns miga. Acho que desta vez o Tom revelou-se uma pessoa diferente. Pode ser que desta vez funcione mesmo… - disse Nat

- Quem sabe! Com o Tom é sempre cedo demais para se dizer isso… - disse Carol esperançada de que a amiga estivesse certa.


Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing


Bill ria descontroladamente à medida que desligava o telemóvel e se encaminhava até ao terraço onde Tom relaxava no jacuzzi.

- O que é que foi? – perguntou Tom ao ver Bill rir daquela forma

- O Andreas partiu o dedo! – disse Bill agarrando-se à barriga de tanto rir

- E riste? – perguntou Tom a pensar que era desta que o irmão tinha dado em maluquinho – O que é que aconteceu?

- Uma mistura explosiva entre a Nat e uns dados eróticos…
– disse Bill levantando a sobrancelha direita

- Estás a gozar? – disse Tom a rir – Eu sabia que ele tinha dentro dele um espírito aventureiro… – disse Tom todo orgulhoso do amigo. Pelos vistos a Nat também tinha decidido agradar Andreas com um presentinho mais erótico na noite anterior.

- Pois…mas acho que esse espírito aventureiro teve pouca duração! – disse Bill rindo-se e pousando o seu telemóvel numa espreguiçadeira para se juntar a Tom no jacuzzi

- Coitado! Olha lá… ainda não me contaste como é que ficou a tua cena ontem à noite com a amiga da irmã do Gustav… – perguntou Tom interessado

- O nome dela é Jess – disse Bill

- Uiiiii….a Jess – disse Tom fazendo uma vozinha fina e beicinho na direcção de Bill

- Não sejas parvo! As coisas ficaram mais ou menos – disse Bill timidamente

- Hmm…e isso quer dizer o quê? – perguntou Tom interessado

- Quer dizer que amanhã vamos jantar fora… – disse Bill

- Ahhh granda maninho! Assim é que é… – disse Tom todo contente dando um abraço a Bill

- Fogo parece que nunca me viste com nenhuma rapariga – disse Bill tentando conter o riso e descolar Tom de si

- Não te vejo interessado numa à algum tempo…e isso maninho é bom sinal – disse Tom – Sei de um sítio perfeito onde a podias levar…

- Eu não quero ir a esses sítios que costumas frequentar Tom… - disse Bill levantando as sobrancelhas

- Ohhh… é fixe a sério! – disse Tom esfregando uma mão na outra de contentamento – Chama-se: Mansão

- Ah pois. Tu agora és um fã assíduo da mansão! – disse Bill piscando-lhe o olho

- E tu também podias ser. Acredita! Lá tens privacidade, conforto, beleza, e qualidade de serviço – disse Tom

- Tens razão! Sou capaz de a levar lá – disse Bill sentindo-se mais entusiasmado com a ideia.

- Olha para mim e para a Carol foi praticamente lá que tudo começou – disse Tom todo contente

- Tudo o quê? Estás a admitir que há qualquer coisa? – disse Bill apontando para o irmão e levantando uma sobrancelha num ar de desafio como se o tivesse apanhado a fazer algo.

- Sim… há qualquer coisa. Há mesmo qualquer coisa maninho! – disse Tom com um sorriso nos lábios

- Ah Ahhh… eu sabia que ias acabar por admitir! – disse Bill todo contente

- Acho que era inevitável…tu conheces-me melhor que ninguém! – disse Tom sorrindo timidamente, tinha sido apanhado nas teias dela, e não tinha por onde fugir. Nem queria!
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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Sab Dez 20, 2008 8:09 pm

Like a Star @ heaven Like a Star @ heaven Like a Star @ heaven Like a Star @ heaven Like a Star @ heaven 65º Capitulo Like a Star @ heaven Like a Star @ heaven Like a Star @ heaven Like a Star @ heaven Like a Star @ heaven




Não importava o sítio, não importava a hora. O importante era que fosse com ela, que fosse nos braços dela. Sentia-se derreter e amolecer por dentro sempre que a via e sabia que agora que vivia aquele sentimento na totalidade e que sabia que ela era sua e que ele era seu também, nada mais importava. Não tinha mais medo. Confiava nela, mais que em si…


Bill tinha saído. Ia jantar fora com Jess, iam à mansão e tudo indicava que a noite ia correr bem. O nervosismo de Bill deixava transparecer o quão importante aquele jantar era para ele.
Bill saiu de casa todo perfumado, maquilhado, penteado e aperaltado para o seu encontro. Ia fazer sensação no coração de Jess, disso Tom não tinha a mínima dúvida. E Jess já tinha tocado no coração do seu irmão. Era difícil chegar lá. Era preciso ser-se especial, mas conhecia o irmão e sabia que se a tinha escolhido era porque ela era tudo isso e muito mais. Jess estava bem entregue. Nos braços de Bill, podia ter a certeza que seria impecavelmente tratada e amada. Bill não tinha caprichos, tinha amor para dar, e dava-o sem medos nem pudores, não era como Tom que brincava com os seus próprios sentimentos durante anos a fio… (mas que finalmente se deixava levar pela explosão de sentidos que uma única rapariga tinha provocado em si, uma única e especial rapariga de seu nome Caroline).

Soou a campainha. Soou o seu coração. Agora era assim, qualquer sinal dela deixava-o alerta e nervoso. Correu até à porta e espreitou o intercomunicador. Era ela. Abriu a porta e foi a correr até ao seu quarto colocar uma última gota de perfume no pescoço, queria ter a certeza de que ela o sentiria, queria poder partilhar com ela o desejo que sentia quando sentia o seu cheiro. Voltou para ao pé da porta e abriu-a, esfregando uma mão na outra com o nervosismo de a ter ali em questão de segundos. O elevador chegou, dele viu sair Carol. Era realmente bonita, emanava e era tudo o que podia desejar numa rapariga para ter do seu lado. As suas curvas, o seu cheiro, o seu olhar límpido, o seu abraço, a sua espontaneidade e alegria, a sua perversidade, o seu corpo, o seu sexo. Tudo.

Carol saiu do elevador e sorriu, Tom estava lindo, sabia que ele se tinha esmerado naquela noite, pois tinha vestida aquela t-shirt verde que há bem pouco tempo lhe tinha feito companhia numa noite. Aproximou-se dele sem pudor e abraçando a sua cintura e colocando as suas mãos pousadas no rabo de Tom beijou-o, sentindo um aroma fresco nele que a agradou bastante. Tom colocou os seus braços à volta dos ombros de Carol e respondeu aquele beijo sentindo-se momentaneamente mais calmo, mas ao mesmo tempo excitadamente mais nervoso.

Tom convidou-a a entrar até à sala e foi com espanto que Carol olhou para a mesa da sala que estava posta para dois, iluminada somente por velas. Da aparelhagem saía uma música calma e relaxada, estava construído o ambiente perfeito para um jantar a dois, um jantar romântico preparado por Tom… desta, Carol não estava à espera.

Tom puxou a cadeira para Carol se sentar, Carol seguiu o convite gestual dele e sentou-se na cadeira que Tom prendia entre mãos. Tom empurrou a cadeira ligeiramente para a frente e depositou um beijo num dos ombros desnudados de Carol e foi até à cozinha buscar um set de fondue, com variedade de carnes e de molhos e sentou-se ao pé dela, que o admirava boquiaberta.

- Fondue? – disse ela
- Sim! Para compensar a última vez… – disse ele pegando-lhe na mão

Carol sorriu, aquele Tom era surpreendente, era capaz de ficar com ele assim para o resto da vida sem precisar de mais nada, nem ninguém.

Carol tirou um dos pauzinhos do fondue, espetou um pedaço de carne e colocou-o dentro do óleo, quando este estava cozinhado passou-o num dos molhos e levou à boca de Tom que se deliciava com aqueles jogos de sedução que ela fazia. Entre a troca de comida, de olhares e risos cúmplices, passaram um jantar muito agradável na companhia um do outro. Carol descalçou um sapato e roçou gentilmente por baixo da mesa, o seu pé pela perna de Tom, subindo devagarinho até chegar às suas virilhas. Tom sorriu, exibindo um sorriso e olhar maroto que só ele sabia fazer. Segurou no pé de Carol com as suas mãos à medida que passava a língua pelo piercing que atentava os seus lábios e massajou o pé dela com afecto e devoção. Carol admirava-o.

Acabado o jantar, Tom levantou-se e puxou Carol pela mão até si, pressionando o corpo dela contra o seu. Beijou-a e sentiu-a com as suas mãos e língua. Rodou a sua anca numa tentativa de a pôr a dançar, mas não passou disso, uma tentativa muito frustrada que os deixou agarrados um ao outro, colados num abraço a rir das suas figuras. Não eram assim… eram o Tom e a Carol.

- Fica aqui… – disse Tom desaparecendo na direcção das escadas que davam acesso ao primeiro andar do duplex

Carol ficou na sala sozinha, Tom tinha preparado uma noite especial para si, estava realmente diferente e mais terno, mas ao mesmo tempo não deixava de ser o Tom que ela conhecia, brincalhão, atrevido e espontâneo. Deu consigo a abanar-se de um lado para o outro de olhos fechados a sentir a música que ecoava na sala. Só abriu os olhos ao ouvir os passos de Tom descerem novamente as escadas. Olhou para ele admirada ao vê-lo trazer consigo a venda que lhe tinha oferecido nos seus anos.

- Estou a ver que gostaste mesmo da minha prenda! – disse ela fazendo-lhe olhinhos
- Nem sabes quanto… – disse ele chegando ao pé dela e colocando a venda sobre os olhos dela à medida que beijava os seus lábios e pescoço.

Tom acabou de colocar a venda nela e começou a empurrar Carol pela casa. Carol estava de olhos vendados e não percebia para onde ele a levava, mas confiava nele, e sabia que o que quer que fosse que ele lhe preparava ela ia gostar. Tom guiava Carol pela casa. Não a levava para as escadas, por isso sabia que se mantinha longe do quarto dele, mas não tinha a certeza de onde exactamente. Tom parou. Carol sorriu, sentia um formigueiro de excitação na sua barriga, não sabia o que esperar.

- Onde estou? – perguntou ela
- Espera! Já vais descobrir… – disse ele saindo de ao pé dela, e preparando-se para a surpresa que lhe queria fazer disse – Podes tirar!

Carol colocou as mãos sobre a venda que lhe tapava os olhos e tirou-a, não foi capaz de identificar imediatamente o sítio onde estava, porque os seus olhos tinham-se habituado à escuridão e pareciam estar enevoados e turvos. Pestanejou diversas vezes até se aperceber do que a rodeava, e colocar as suas mãos a tapar a boca que se encontrava aberta numa expressão de espanto, deslumbramento e surpresa.

Ao recuperar a visão Carol, deu conta de que estava na sala de música. Mas a sala de música estava irreconhecível, aquela sala outrora cheia de instrumentos musicais, estava agora repleta de jarras que ostentavam grandes e perfeitas rosas vermelhas. Carol não conseguia tirar as mãos da boca, estava realmente tocada por aquele gesto, nunca ninguém lhe tinha feito nada sequer parecido, e nunca esperou que se alguém o fizesse, esse alguém fosse Tom.

- Gostas? – perguntou Tom com um sorriso nos lábios e intimidado
-… Tom! – disse Carol não conseguindo pronunciar qualquer palavra – É lindo. Adoro! São para mim? – perguntou ela ainda em choque
- Todas – disse ele aproximando-se dela e abraçando-a

Carol recebeu aquele abraço cheio de sentimento, e deixou-se apertá-lo com força. Sabia que iria gostar daquilo que ele lhe tinha preparado, mas nunca em tempo algum poderia imaginar aquilo dele. As suas pernas tremiam com a surpresa que ele lhe tinha preparado. Beijou-o vezes e vezes sem conta, até os seus lábios doerem do confronto que sofriam com o piercing dele, e até ele dizer:

- Ainda há mais…

Carol olhou para ele com estranheza! “Mais?” pensou. Como é que era possível haver mais. O que mais poderia ele fazer para a deixar sem fôlego, sem chão debaixo dos seus pés? Não sabia, mas queria descobrir…

- Senta-te! – disse Tom apontando para um puff que estava na sala de música rodeado por grandes rosas vermelhas.

Carol seguiu as suas instruções religiosamente. Estava a seu comando.
Tom sentou-se em cima do seu amplificador como tantas vezes fazia, e colocou a guitarra acústica em cima das suas pernas.

- Eu sei que conheces esta música de trás para a frente. Mas talvez não saibas que a fiz a pensar em ti, quando estávamos afastados um do outro. Quando pensei que te tinha perdido para sempre… e sem saber já te amava secretamente. Queria que ma ouvisses tocar só para ti, porque ela pertence-te! – disse Tom numa voz determinada mas fraca com o nervosismo que sentia. Já tinha tocado em frente de multidões de milhares de pessoas, mas nunca uma única pessoa o tinha deixado tão intimidado, nem tão nervoso.

Tom olhou para as suas mãos e para as cordas da guitarra que segurava no seu colo, e após colocar os dedos na posição inicial, fechou os olhos e deixou que o seu coração o guiasse naquela melodia compassada.

Carol olhava-o emocionada. Não sabia que ele tinha composto aquela música para si. Conhecia-a bem, era a sua música preferida do novo álbum. Fechou os olhos e deixou-se invadir pela música que os dedos de Tom produziam, deixou-se invadir pelo sentimento e amor que ele punha naquelas notas que lhe enchiam a alma e o coração de uma alegria e felicidade que nunca antes tinha sentido e pensou nunca existir. Sentiu o seu coração pequeno, apertado, as suas pernas tremiam. Sentiu o incontrolável espreitar de uma lágrima no canto dos seus olhos...

Tom acabou de tocar. Abriu os olhos e viu-a frágil e vulnerável à sua frente, de olhos fechados e faces molhadas. Largou a guitarra e ajoelhou-se à frente dela, como fizera na sua festa de anos, e abraçou-a. Carol sentiu-se protegida nos braços fortes dele. Abriu os olhos e viu-o à sua frente. Por momentos pensou senti-lo estremer, o que lhe provocou um arrepio ao longo dos braços. Carol abanava a cabeça da direita para a esquerda incrédula com aquilo que sentia, com o prazer que ele lhe dava vezes e vezes sem conta, mesmo quando não lhe tocava.

- Carol… - disse Tom numa voz fraca e sensibilizada com o estado em que a via à sua frente e com o nervosismo que sentia dentro de si.

Carol levantou a cabeça para fitar os seus olhos amendoados. Tom limpou-lhe as últimas lágrimas de felicidade que corriam no seu rosto e passou a sua mão nos cabelos dela. Respirou fundo e tomou coragem para lhe perguntar aquilo que tinha entalado na garganta.

- …. Queres ser minha namorada?

Carol pensou já ter experimentado todo o tipo de emoção que a felicidade lhe pudesse proporcionar na vida, mas espantou-se ao sentir algo dentro de si que até então não tinha sentido, um sentimento novo, tão bonito e puro que ultrapassada todas as lágrimas que tinha sentido correrem na sua cara. Num gesto que transmitia tudo aquilo que tinha contido dentro de si abraçou-o com a força de quem se segura à vida, e beijou-o como até então nunca o tinha beijado. Sentiu-se especial, perfeita e por momentos completa.

- Sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim… – disse ela sussurrando ao ouvido de Tom à medida que o voltava a abraçar
- Adoro-te sweety – disse ele
- Eu também te adoro Tom – disse ela.


Conhecia Tom o suficiente para saber que esta noite tinha sido perfeita e irrepetível, ele não era um rapaz particularmente romântico, mas talvez por isso aquela noite fosse duplamente especial e cheia de significado. Mas ele tinha sem dúvida outras qualidades que a deixavam irremediavelmente rendida aos seus encantos. Tinha visto expresso em tudo o que ele tinha feito naquela noite, o carinho que ele tinha por si. Sabia que ali e naquele momento era a mulher mais sortuda à face da Terra. Ele era tudo o que Carol desejava, e agora era seu por inteiro, de alma e coração. Não sabia quanto tempo esta relação ia durar. Até quando ele iria conseguir manter-se fiel, mas não queria fazer planos, só queria viver o dia a dia como se fosse o último. Fosse o tempo que fosse iam ser os dias, semanas, meses, anos mais felizes da sua vida.


Não importava o sítio, não importava a hora. O importante era que fosse com ela, que fosse nos braços dela. Sentia-se derreter e amolecer por dentro sempre que a via e sabia que agora que vivia aquele sentimento na totalidade e que sabia que ela era sua e que ele era seu também, nada mais importava. Não tinha mais medo. Confiava nela, mais que em si…
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Baby angel



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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Seg Jan 05, 2009 11:54 am

Uau!!!Esta fic e realmente emocionante...eu e que me rendi aos encantos desta fic passei aqui 3 ou 4 dias a le-la so para não perder nem um bocadinho..Dou-te os parabens por para ja seres uma grande escritora e escreveres muito bem, e segundo por esta fic ser maravilhosamente linda...ADOREI-A!!!!
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dikas



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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Seg Jan 05, 2009 8:05 pm

Baby angel escreveu:
Uau!!!Esta fic e realmente emocionante...eu e que me rendi aos encantos desta fic passei aqui 3 ou 4 dias a le-la so para não perder nem um bocadinho..Dou-te os parabens por para ja seres uma grande escritora e escreveres muito bem, e segundo por esta fic ser maravilhosamente linda...ADOREI-A!!!!
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Uau digo eu Embarassed Embarassed Embarassed
Estou oficialmente babada e sem palavras... Obrigada pelo komment, é muito bom saber k gostaste da fic e k te cativou assim! Fiko mesmo muito kontente! Wink
BiGADa mesmo!

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MensagemAssunto: Re: In die Nacht   Hoje à(s) 1:07 am

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In die Nacht
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