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 Wir Schließen Uns Ein

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dikas



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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Dom Jan 18, 2009 5:15 pm

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Nervosa?.... Nervosíssima era mais esse o termo a utilizar. Não se lembrava da última vez que tinha marcado um encontro com um rapaz. Oh!... a quem é que tentava enganar? Nunca tinha marcado um encontro com um rapaz, os seus namoros na escola não passavam disso – namoros na escola. Mas agora pela primeira vez era diferente. Sentia-se cheia de calor. Devia estar coradíssima, mas não conseguia evitar. Porque é que só pensava em Tom quando estava ali para se encontrar com Tom 2? Não podia. Ia arranjar maneira de o tirar da cabeça desse por onde desse.

Chegou ao CineStar Berlin e viu Tom à porta da bilheteira a andar de um lado para o outro. Ao menos não era a única que estava nervosa com aquele encontro. Aproximou-se de Tom com um sorriso tímido que não conseguia conter devido ao nervosismo.

- Olá! – disse Dreia
- Andreia… -disse Tom sorrindo e dando-lhe dois beijinhos
- Já estavas à espera há muito tempo? – perguntou ela
- Um bocadinho. Mas tu chegaste mesmo a horas, eu é que vim mais cedo para ter a certeza que estava cá quando chegasses… – disse Tom

Dreia sorriu. Não estava de todo habituada aquele tratamento, mas sentia-se bem, como se fosse realmente especial para alguém. Gostava daquela sensação. Estava mesmo a precisar de ser mimada e sentir-se importante para alguém.

- Vamos comprar os bilhetes? – disse Dreia corada
- Não é preciso. Já tenho os bilhetes comigo – disse Tom sorrindo – Mas podíamos ir comprar uma bebida e pipocas. Gostas de pipocas?
- Adoro!–
disse ela

Encaminharam-se para o bar do cinema, onde Tom fez questão de comprar um pacote grande de pipocas e duas bebidas, não deixando Dreia pagar nada. Foram andando para o cinema, mas a sala ainda estava a ser limpa. Ficaram um pouco à porta da sala à espera de poder entrar, a falarem um bocadinho e conhecerem-se melhor.

- Posso-te perguntar que idade é que tens? Eu sei que não se pergunta a idade a uma senhora… - disse Tom justificando-se
- Não tem problema, não tenho porquê esconder a minha idade. Tenho 17 anos – disse Dreia
- A sério? Pensei que fosses mais velha… – disse Tom com uma cara espantado
- Porquê? Que idade é que tens? – perguntou Dreia
- …22 – disse Tom
- A sério? – perguntou Dreia a rir – Não parece nada. Então e o que é que fazes, para além de trabalhar na Berghain?
- Estou no último ano de advocacia
– disse Tom – O dinheiro que faço na Berghain ajuda-me a pagar o curso e o quarto, porque eu não sou daqui, sou de Stuttgart.
- Não conheço…
– disse Andreia
- Ainda é longe de Berlin – disse Tom

As portas da sala abriam. Dreia e Tom foram convidados a entrar. Um rapaz levou-os até aos lugares que lhes pertenciam. Centrais e no cima da sala, Tom tinha comprado lugares VIP. Dreia ficou espantada, sabia que os bilhetes para lugares VIP eram muito mais caros. Ele estava mesmo a tentar mimá-la. Sentaram-se nos seus lugares e a sala foi enchendo aos poucos e poucos, embora não houvesse muita gente a ir ao cinema à sessão a seguir ao almoço, e os lugares VIP, estavam vazios, eram só eles.

As luzes apagaram. O filme começou. Dreia estava entretida a ver o filme, já à algum tempo que tinha vontade de ir ao cinema ver aquele filme, mas não conseguia estar concentrada como gostaria, estava nervosa com o que poderia acontecer naquele cinema com as luzes apagadas. Não sabia se queria que acontecesse alguma coisa ou não, mas não teve muito tempo para pensar pois sentiu a mão de Tom tocar na sua enquanto procurava uma pipoca, e estremeceu. O seu coração estava irrequieto, mas não era o irrequieto que o Kaulitz lhe provocava, não era a excitação e a paixão que ardia no seu peito, era um nervosismo de não saber o que fazer ou como estar. Tom olhou para ela e sorriu, Dreia retribuiu o sorriso olhando para ele, e Tom sentiu-se à vontade para aproximar a sua cara, da de Dreia, encurtando o espaço entre os lábios deles. Dreia sentiu-se um pouco mais nervosa do que o que já estava. Queria ou não esquecer Tom de uma vez por todas? Queria ou não continuar com a sua vida? Sempre tinha ouvido dizer que se curavam paixões com outras. Tom 2 tinha um efeito sobre ela, mesmo que não passasse de atracção, mas não o queria usar, nem magoar, embora talvez ele fosse aquilo de que ela precisava naquele momento. Deixou-se beijar. Tom pegou na sua cara com ambas as mãos e beijou Dreia. Dreia segurava no pacote de pipocas, não sabia o que fazer, não tinha exactamente vontade de o sentir como acontecia com o Kaulitz, não se sentia à vontade para o abraçar ou beijar com mais veemência. Não que estivesse a fazer um sacrifício, mas na realidade não sabia exactamente o que estava a fazer. No fundo, não estava a fazer nada, estava a deixar que lhe fizessem, como se assistisse às investidas de Tom de forma passiva.

Quando o filme acabou e as luzes voltaram a acender, Dreia estava envergonhada, não sabia como reagir, o que fazer após aqueles momentos entre os dois. Mas Tom tomou comando.

- Estava a ver que nunca mais acendiam as luzes para poder olhar para os teus olhos e dizer-te que és linda… - disse Tom pegando-lhe na mão

Dreia sentiu-se corar ainda mais do que sabia que já estava. Porque é que ele tinha de ser tão querido e dizer aquelas coisas todas?

- Quero-te levar ao meu lugar preferido em Berlin. Fica aqui perto. Sempre que sinto saudades de casa vou para lá pensar – disse Tom – Queres vir?
- Claro…
– disse Dreia sorrindo timidamente

Saíram do cinema e foram a andar até a margem do rio. Tom pegou na mão de Dreia como se fossem um casal de namorados e de vez em quando a meio da conversa parava, olhava para ela como se estivesse a ver uma deusa, tomava-a nos seus braços e beijava-a. Dreia que ao princípio estranhava aquelas demonstrações de afecto por não o conhecer bem, começou a sentir-se cada vez mais à vontade e a deixar-se levar. Tom parecia ser muito bom rapaz e ser realmente divertido. Passearam um pouco à beira rio de mão dada, até Tom anunciar que tinham chegado ao seu bar preferido. O Beach Bar de Berlin.

Dreia abriu a boca em espanto, nunca tinha reparado naquele bar. O que o separava do rio era apenas um passeio e um jardim verdejante cheio de cadeiras de praia onde estavam imensos casais e grupos de amigos jovens a tomar banhos de sol. Ideal para passar um final de tarde com alguém especial. Tom puxou-a pela mão até duas cadeiras cor-de-laranja e chamou o empregado, pedindo dois sumos de laranja, sem sequer perguntar a Dreia o que ela queria. Dreia sorriu.

- Sumo de laranja? – perguntou ela a rir-se
- Sim…para um final de tarde especial – disse Tom dando a mão a Dreia e inclinando a cabeça para trás para receber todo o sol que lhe era devido.

Dreia imitou o gesto de Tom. Sentia a mão dele na sua. Tom Kaulitz nunca lhe tinha dado a mão. Pensou em como seria bom sentir aquela mão de guitarrista na sua, os dedos compridos acarinharem as costas da sua mão e mais uma vez deu consigo a pensar em como ele nunca tinha gostado dela, em como ele não merecia que ela pensasse sequer nele. Automaticamente deu consigo a acarinhar a mão de Tom 2 com o polegar, precisava de dar o amor que tinha dentro de si. E precisava de o receber, e Tom 2 percebia o significado de gostar de alguém, pois retribuiu o gesto de afecto que tinha para consigo fazendo o mesmo, acariciando a mão de Dreia. Dreia sorriu. Sim… podia não estar apaixonada por Tom 2, mas ele gostava dela e queria-a ver feliz. E sabia que com o tempo podia ser. Ia ser feliz nos braços dele, porque merecia.

Quando as bebidas chegaram, largaram as mãos, e Tom propôs um brinde.

- A nós. Ao inicio de algo… - disse Tom sorrindo e olhando para os olhos penetrantes de Dreia.
- Ao inicio de algo… - repetiu Dreia, quando no seu interior pensava “E ao fim dele…”

- Andreia… eu sei que posso parecer um rapaz à moda antiga, mas… gostava muito que namorasses comigo…
- disse Tom

Dreia ficou sem reacção. Ok… isto era andar muito rápido. Ela nem sequer o conhecia bem, ou gostava dele para assumir um relacionamento assim às cegas. Era capaz de não ser a melhor solução para o seu problema, mas ao mesmo tempo… Um rapaz às antigas? Não sabia que eles ainda existiam, e no fundo era mesmo disso que precisava, alguém que levasse as coisas a sério e quisesse um compromisso, alguém que a quisesse por inteiro e não só por uma noite.

- Eu sei… é muito cedo para falar em namoro…desculpa! – disse Tom ao ver que Dreia não tinha qualquer reacção
- Não! É a altura ideal… claro que quero namorar contigo Tom… – disse Dreia sorrindo debilmente

Tom beijou Dreia e abraçou-a dizendo-lhe ao ouvido.

- Adoro-te, desde o primeiro dia em que te vi!


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- TOM KAULITZ! … TOM KAULITZ!

Tom já não a conseguia ouvir. Gostava de ouvir as miúdas gritarem o nome dele, sentir-se desejado e saber que estava a deixá-las malucas, mas esta estava a abusar. Era a típica pega que estava com ele pela fama que ele tinha, e que provavelmente pensava que ia ficar rica às suas custas. A sua vontade era de lhe tapar a cabeça com uma almofada e continuar aquilo que estava agora a perder vontade de fazer.

- CANTA PARA MIM! – gritava ela

Tom estava a tentar abstrair-se dos seus gritos, quando ouviu aquele “Canta para mim” a ser gritado bem perto dos seus ouvidos. E assim não conseguia continuar. Saiu de cima dela e deixou-se ficar excitado de joelhos na cama com as mãos a descansarem sobre as pernas, e a miúda de pernas abertas à sua frente a olhar para ele com cara de quem estava à espera que ele fosse melhor.

- Assim não dá querida… - disse Tom
- Então? És ou não és o Sex Gott? – disse a rapariga passando com o seu pé direito nas virilhas de Tom à espera que ele ficasse ainda mais excitado com ela.
- Sou… mas eu não canto! Quem canta é o meu irmão, se queres que te cantem tens de ir ao quarto do lado… – disse Tom
- Não…eu quero o Sex Gott disse ela ajoelhando-se à frente de Tom e lambendo-lhe o seu tronco nu.
- Então se queres o Sex Gott, menos conversa e mais acção… – disse Tom empurrando-a para trás e afastando-lhe os joelhos para se poder colocar no seu interior.

Tom debruçou-se sobre ela e colocou uma mão sobre o seu peito pequeno massajando-o. Deslizou a mão pela barriga dela e só parou quando estava prestes a colocar a sua mão nas suas partes mais íntimas e a ouviu gritar novamente.

- SIM! SIM!

Tom parou, e pôs a mão sobre a boca da rapariga que tinha engatado numa discoteca onde nunca tinha estado antes.

- Menos conversa….mais acção… - disse ele de novo destapando-lhe a boca de seguida

- Eu prometo que não digo mais nada… – disse a rapariga ofegante. Tudo o que queria era ter a sua noite louca com Tom “Sex Gott” Kaulitz.

- Não quero que prometas nada, até porque te quero ouvir gritar … e muito, mas só quando te der razões para isso… – disse Tom posicionando-se para entrar novamente dentro da rapariga e fazendo-o num golpe de surpresa, despontando na rapariga o efeito desejado – um conjunto de gemidos altos e teatrais de quem estava a ter a noite da sua vida com aquele que sabia o que fazia, e o fazia bem.
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Dom Jan 18, 2009 5:16 pm

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Estavam os dois sentados no chão a brincar com Scotty. Bill tinha arranjado uma bolinha nova para ele, e Scotty parecia adorar aquela bola porque andava louco de um lado para o outro a ver a bola passar das mãos de Bill para as de Bea. Bill pegou na bola e ameaçou mandá-la para longe. Scotty foi a correr na direcção para a qual Bill tinha fingido mandar a bola. Bea e Bill começaram a rir, Scotty era muito fofo, mas devia muito à inteligência (como aliás todos os outros cães que se deixavam enganar tão facilmente). Scotty apercebeu-se que a bola tinha ficado nas mãos de Bill e voltou a correr ter com o dono tentando tirar-lhe a bola das mãos. Bill mandou a bola em direcção à mesa da sala e Scotty saiu disparado atrás da bola. Olhou para Bea e ela estava a rir ao ver Scotty correr atrás da bola. Bill aproximou-se dela e colocou a cabeça no seu colo. Bea olhou para ele e baixou a cabeça de modo a alcançar-lhe os lábios, beijando-o ternamente. Scotty que entretanto tinha apanhado a bola, fugia em direcção aos quartos com ela, com medo que o dono a tirasse novamente.

Bea colocou a mão na cabeça de Bill e começou a fazer festinhas carinhosas na sua cabeça. Nunca se tinha imaginado a gostar tanto dele, e nunca se tinha imaginado ao lado de um rapaz de cabelos compridos e um estilo tão alternativo, as voltas que o mundo dava. Mas estava extremamente feliz do seu lado, ele era tudo de bom, já não passava um segundo sem o ter ao seu lado, ou na sua cabeça. Bill elevou uma mão e começou a mexer no cabelo comprido dela, enrolando uma madeixa do seu cabelo com os dedos e sorriu ao ver-se naquela situação tão carinhosa com aquela que para ele representava a sua melhor amiga, e o amor da sua vida.

Bill sentou-se, abraçou e beijou Bea, introduzindo na sua boca a língua que sabia provocar nela um imenso prazer. Bea pegou na t-shirt de Bill (como se ele tivesse colarinhos) e puxou-o até si, abraçando de seguida o seu corpo. A amizade que nutriam um pelo outro tinha bases fortes, talvez por isso o desejo que sentiam um pelo outro fosse contido nas suas demonstrações, porque não queriam passar a linha do respeito, e porque se sentiam um pouco intimidados com o corpo do outro, por nunca o terem visto com o desejo que agora viam. Mas Bea começava a sentir-se cada vez mais à vontade, e embora achasse que era cedo para dar um passo em frente na sua relação com Bill (queria levar as coisas com calma), começava agora a procurar um pouco mais daquilo que sabia que Bill tinha para lhe dar.

Bea começou por descer uma mão sobre as costas de Bill sem nunca parar de o beijar, ao chegar à cintura dele, colocou a mão por dentro da t-shirt tocando na sua pele nua. Percorreu as costas dele sentindo-o arrepiar-se. Bill compreendeu que a intimidade deles começava agora a crescer para um novo sentido, e que podia sentir-se mais à vontade com ela, e aventurar-se um pouco mais e começou por levar os seus lábios até ao pescoço de Bea, beijando-o e roçando a ponta do seu nariz nele provocando em Bea uma quantidade infindável de cócegas e riso. Voltou a beijá-la apaixonadamente e com a sua mão direita percorreu a cintura de Bea, sentindo o seu corpo em forma de viola, continuou a percorrer o corpo dela e passou a sua mão ao de leve no rabo dela, continuando pela sua perna, deixando a mão ficar sobre a coxa de Bea, à medida que a beijava cada vez com mais vontade e de forma mais ofensiva. Bea levantou-se um pouco, colocando-se de joelhos e Bill puxou-a pelas coxas para si, fazendo com que Bea se sentasse sobre o seu colo. Bill colocou uma mão à volta da cintura de Bea e outra na nuca dela, enquanto Bea segurava a cara de Bill com as duas mãos e o beijava fazendo com que os seus dedos entrassem e entrelaçassem algumas madeixas do longo cabelo de Bill. Quando estavam já os dois a sentirem-se cheios de calor e com uma vontade enorme de se despirem e consumirem a paixão que agora os unia, um barulho de algo a partir-se veio da cozinha, e Bea afastou os lábios dos de Bill e ambos olharam para a direcção de onde o barulho vinha.

- Deve ser o Scotty… – disse Bill colocando uma mão na cabeça por lhe terem interrompido o momento a dois.
- Eu vou lá… - disse Bea levantando-se do colo de Bill
- Espera… - disse Bill segurando-a por uma mão e esticando-lhe os lábios para que ela o beijasse novamente.

Bea ajoelhou-se no chão e voltou a pegar na cara de Bill com ambas as mãos e beijou-o sentindo dentro de si um ardor no peito, era a paixão que sentia por Bill queimá-la à medida que crescia. Bill rodou-a com os seus braços compridos e deitou-a sobre o seu colo beijando-a uma e outra vez como se o seu beijo lhe desse o oxigénio que precisava para respirar. Quando Bea se conseguiu finalmente desprender dos braços de Bill, foi até à cozinha, dizendo em português:

- Então Scotty…o que é que andas a fazer…?

Ao entrar pela porta da cozinha reparou que estava perante uma rapariga que vestia apenas uns boxers de mulher que deixavam a bordinha do rabo à mostra, a varrer cacos do chão. Bea pensou estar a ver mal, mas numa casa onde morasse Tom, tinha de se habituar a ver cenas daquelas todos os dias.

- Olá… – disse Bea assustando a rapariga que não estava à espera de a ver – E tu és?
- A do Tom!
– disse a rapariga com um sorriso de orelha a orelha como que se vangloriando - … Tu és a do Bill?

Bea sentiu uma raiva dentro de si tão grande, por Tom ser tão estúpido e descer tão baixo ao preferir pegas daquelas em vez de raparigas decentes como Andreia que gostavam realmente dele por aquilo que ele era, que deu-lhe uma vontade enorme de dar uma estalada à rapariga e dizer-lhe que acordasse para a vida e se vestisse, mas como não tinha o direito de dizer o que ela devia ou não fazer, resolveu aproveitar aquele momento e gozar com a cara dele.

- Não, eu sou a das 4h da tarde. Vocês ainda demoram muito? – perguntou Bea
- Eu não sabia que ele ia estar com mais alguém… - disse a rapariga com uma cara perdida

- Se ele conseguir… da última vez que cá vim ele não conseguiu – disse Bea fazendo uma cara de incomodada – Ele é um bocadinho fraquinho, depois da primeira fica sempre com dificuldades para as outras…

- Ainda bem que fui a primeira…
– disse a rapariga levantando as sobrancelhas
- Pois foi. Prendeste-o? – perguntou Bea sorrindo maliciosamente
- Prendi-o?... Não – disse a rapariga com uma cara assustada
- Para a próxima prende-o…ele adora – disse Bea piscando-lhe um olho.

- …Vou ver se me lembro – disse a rapariga – Bem…vou andando, não quero que vocês se atrasem por minha causa.
- Ahhhh…obrigada, é que eu tenho uma consulta de nutricionista a seguir por isso até agradecia que pudesses ser rápida, não me quero atrasar…e já sei como é o Tom, primeiro que ele faça o seu trabalho demora sempre tanto tempo…
– disse Bea
- Não…claro…eu vou só buscar a minha roupa e já saio… – disse a rapariga – Obrigada pelos concelhos

- Não precisas de agradecer – disse Bea sorrindo angelicalmente.

Bea assistiu à rapariga a sair da cozinha atrapalhada e não conseguiu evitar de se rir. Tinha sido mazinha, mas adorava ver a cara do Tom se alguma vez dormisse novamente com aquela rapariga. Como é que ele era capaz de gostar de raparigas assim… Metia-lhe mesmo impressão. Voltou para a sala e contou a Bill a cena que tinha acabado de ver.

- Então e não me chamaste? Eu queria ver a rapariga… – disse Bill a rir
- Tuuuu…estás-me a sair muito saídinho da casca bicho… - disse Bea tapando-lhe os olhos

Bill lutou com as mãos de Bea que lhe tapavam os olhos e quando conseguiu tirá-las da frente da cara, pegou em ambas as mãos de Bea e mandou-a para o chão. Bill deitou-se do seu lado e acarinhou a face de Bea com as costas da sua mão. Bea sorriu e puxou Bill pelo pescoço até si e continuou a sessão de beijos que tinha sido interrompida pela amiguinha de Tom.


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Tom estava deitado na sua cama, quando a rapariga voltou a entrar no quarto dele. Para seu espanto em vez de ir ter com ele e continuar o servicinho começou a apanhar a sua roupa que estava espalhada no chão.

- Então? – perguntou Tom
- Desculpa, ter demorado tanto tempo… - disse ela vestindo-se à pressa
- Vais embora? – disse ele sentando-se na cama e levantando os braços para os lados com a palma das mãos para cima, em forma de indignação por ser abandonado assim tão rápido.
- Sim. Mas eu para a próxima prendo-te… já sei que gostas! – disse ela sorrindo

- Prendes-me? – perguntou ele levantando as sobrancelhas
- Sim, mas se quiseres que use chicotes ou outras coisas, por mim é na boa. O que quiseres… - disse ela piscando-lhe o olho

- Deixa estar… - disse Tom assustado com a rapariga – Vai lá… e fecha a porta, quando saíres.
- Adeus Tom Kaulitz. És sem dúvida um Sex Gott
- disse ela piscando o olho a Tom e saindo do seu quarto.

Tom levantou-se da cama num pulo e foi tomar um duche. “Que freakpensou. A rapariga não lhe parecia muito normal com a gritaria toda da noite anterior, mas não pensou que ela fosse fã daquele tipo de coisas. Tinha-se livrado de boa.
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Seg Jan 19, 2009 5:18 pm

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- Eu não acredito que tu fizeste isso! – disse Dreia a rir

Dreia estava sentada na cama de Bea a assistir à amiga fazer a mala. Bea preparava-se para a viagem que ia fazer no dia a seguir com Bill. Não sabia o que a esperava, nem para onde ia, mas tinha a certeza que qualquer sitio seria bom, desde que fosse na companhia dele. Aquilo que sentia por Bill crescia de dia para dia a olhos vistos. O seu pensamento estava em Bill 24 horas por dia, fosse numa pessoa que via passar por si na rua que lhe lembrava uma expressão de Bill, um nome que ouvia que a fazia lembrar ele, uma música, uma lembrança de um momento vivido a dois. Ele estava sempre presente. A semana de férias com ele ia ser mágica, iria com certeza fazer com que a sua paixão se incendiasse a um ritmo alucinante. Estava desejosa de poder estar com ele… a sós.

- O que é que querias? A miúda estava toda nua, com uns mini boxers a passear-se em casa deles. Imagina que tinha sido o Bill a ir à cozinha? Eu matava o Tom… – disse Bea
- Mas ela estava mesmo nua? – perguntou Dreia a querer saber pormenores
- Mesmo! E era uma magricelas, sem peito, sem nada. Deve andar desesperado! – disse Bea
- Só pode…ele gosta de umas boas curvas… – disse Dreia lembrando-se dos momentos em que Tom deslizava as mãos pelas suas curvas com uma vivacidade que parecia querer tomá-la através daquelas mãos firmes e compridas.

- É preciso ter uma lata para andar a levar aquelas pegas todas lá para casa. O Bill detesta. Diz que aquilo parece um bordel, principalmente depois de tu e ele….”acabarem– disse Bea
- Pois…ele devia de andar desesperado a querer levar as amiguinhas para a cama à vontade e eu ocupava-lhe muito tempo. Está melhor assim… - disse Dreia

- Acredita que estás muito melhor sem ele… - disse Bea – Vocês usaram sempre protecção, não foi? Não quero que apanhes nenhuma doença…

- Aiiiii…que horror, nem me fales nisso!
– disse Dreia – Sempre fomos cuidadosos!
- É horror, mas acontece! E com a quantidade de raparigas que lhe passam pelas mãos, nunca se sabe…
- disse Bea – E esta não tinha nada bom aspecto…
- Que decadência…
– disse Dreia abanando a cabeça da direita para a esquerda em forma de desaprovação – É muito triste ver alguém de quem nós gostamos chegar tão baixo…
- Podes crer… safaste-te de boa! – disse Bea

Dreia não sabia o que sentir com aquela revelação. Ainda gostava dele, não tanto quanto outrora, mas gostava. Ainda sentia a sua falta, mas, aquela cena era mesmo degradante. Ficava feliz por estar longe dele e por não presenciar aquelas cenas, e principalmente por não estar envolvida com ele e compactuar com aquele degredo de vida. Mas a ideia de ter contraído alguma doença através dele deixava-a preocupada… ele próprio lhe dissera que tinha dormido com outras enquanto estava consigo, já para não falar do historial que tinha antes de si… à partida parecia estar tudo bem, não tinha notado nenhuma diferença em si nos últimos meses, mas não lhe fazia mal nenhum fazer umas análises ou ir a um ginecologista ver se estava tudo realmente bem…

- E como é que vão as coisas com o Tom 2? – perguntou Bea
- Vão bem. Já estamos juntos há duas semanas. Ele é muito querido… - disse Dreia sorrindo timidamente
- É isso que tens para me dizer? Que ele é querido? – perguntou Bea
- Sim…e que gosta muito de mim, e que me está sempre a fazer surpresas e a mimar… - disse Dreia

- Tu não gostas dele, pois não? – perguntou Bea que já conhecia Andreia bem
- Com o tempo vou lá… ele é muito bom para mim… – disse Dreia

- Tu andas com ele só por causa do Tom? – perguntou Bea
- Claro que não…não tem nada a ver como Tom, tem a ver comigo…tem a ver com eu querer seguir em frente e ser feliz. E ele tem-me feito muito bem. Ando muito mais feliz e animada com a vida – disse Dreia – E ele é romântico, e preocupa-se comigo, e vai até aos mais pequenos pormenores…

- Mas não é o Tom…
– disse Bea
- É sim…é o Tom! Não é o Kaulitz, mas é o meu Tom… – disse Dreia

- Querida…eu percebo a tua revolta contra aquele anormal, e percebo que queiras ser feliz e que o Tom 2 te faz feliz, mas não te enganes a ti, e não enganes o pobre rapaz que gosta realmente de ti, senão vais estar a fazer-lhe o mesmo, que o Tom te fez – disse Bea

- Eu seria incapaz de me fazer ao melhor amigo do Tom e de andar a dormir com metade de Berlin, aliás da Alemanha, da Europa e dos Estados Unidos, por isso acho que nem há comparação possível Bea… - disse Dreia chateada.
- Eu sei que não eras capaz de fazer isso… mas percebes o que te estou a dizer? – perguntou Bea
- Percebo… - disse Dreia

- Mas falando de coisas mais felizes… achas que o teu pai se importa de me dar boleia para o aeroporto amanhã? – perguntou Bea
- Uhhhhh… viagem romântica a dois…. – disse Dreia a rir e a piscar o olho.
- Nem me digas…estou tão curiosa para saber aonde é que ele me vai levar – disse Bea – Não estava nada à espera deste convite…
- O Bill é incrível… quem me dera ter-me apaixonado por ele
– disse Dreia em forma de desabafo
- Olha para elaaaaa…. A cobiçar o meu Kaulitz – disse Bea a brincar – Lá porque escolheste a ovelha negra, não tenho nada a ver com isso.

Dreia irrompeu num ataque de riso que contagiou Bea. Tom era a ovelha negra. Sem dúvida. Ao lado de Bill, Tom era irresponsável, mulherengo e desinteressado com o que o rodeava, mas ao mesmo tempo era sexy, charmoso, bonito, divertido, excitante, não trocava um momento ao lado dele por nada, nem ninguém. Embora agora tivesse de o ver com outros olhos…

- Para quem não queria nada com ele… – disse Dreia piscando-lhe o olho
- O Bill é incrível. Tão querido e terno e dedicado e meigo…. – disse Bea revirando os olhos para cima e mordendo o lábio inferior demonstrando desejo.

- Vocês já… - disse Drea
- Não! – disse Bea – Tudo com o seu tempo. Com calma…deixando as coisas fluírem naturalmente. Ele não é o Tom…
- Pois não, porque o Tom com duas semanas de jejum, ficava louco…
- disse Dreia a rir
- Mas já me sinto mais à vontade com ele… e para onde quer que nós vamos, vai acontecer qualquer coisa de certeza – disse Bea – A tensão começa a ser alguma… Já estivemos quase, quase, mas depois apareceu aquela mastronça na cozinha toda nua a partir coisas…

- Se ele for como o Tom… vais ter uma agradável surpresa…
- disse Dreia sorrindo nervosamente.

- Conta…. – disse Bea entusiasmada
- Tu sabes… eles são gémeos… - disse Dreia corando
- Sim, mas não compares a experiência de um com a do outro. Além disso o Bill não tem ninguém à 3 anos… - disse Bea
- Não estou a falar de experiência… - disse Dreia

- Hmmm… tamanho? – perguntou Bea com um sorriso maroto na cara

Dreia limitou-se a corar um pouco mais e a abanar a cabeça afirmativamente de cima para baixo.

- Bem… se ele for tão bom na cama como é no resto… Meu Deus! – disse Bea – Mas ouve lá….como é que tu sabes que o Tom é grande se eras virgem antes de dormires com ele? Tu foste para a cama com o 2?


[Flashback]

Tom 2 era rapaz e gostava realmente dela. Era certo e sabido que mais dia, menos dia iria tentar aproximar-se dela de forma mais arrojada. Dreia sabia que esse dia devia estar a chegar, porque ele começava a aventurar-se nas suas curvas, perigosamente. Gostava dele. Ele dava-lhe tudo o que precisava, mas não estava preparada para dormir com ele, não sentia desejo a nível sexual, tinha uma atracção que não passava disso. Gostava de passear com ele, curtir, e fazer aquelas coisas normais que os casais faziam, mas não queria ir tão longe.

Estava em casa de Tom, deitada no sofá com ele a ver televisão. Estava deitada de lado, de costas para ele, encaixando na perfeição no seu corpo alto e esguio, quando sentiu a mão de Tom numa das suas aventuras. Sentiu-a passar pela linha da sua cintura e fazer força para virá-la de barriga para cima. Dreia deixou-se levar. Tom passou a sua mão pela cara de Dreia e beijou-a de forma ternurenta e sentimental, e foi-se colocando devagarinho em cima dela, tomando uma posição de controlo. Dreia não queria avançar. Não se sentia preparada. Beijou-o, abraçando o seu corpo até sentir que Tom começava a mostrar interesse em despi-la e explorar o seu corpo mais de perto. Dreia virou a cara para o lado, fugindo dos seus beijos.

- Não… - disse Dreia
- Não tenhas medo… - disse Tom aproximando os seus lábios dos de Dreia, mas não conseguindo alcançá-la pois ela continuava a desviá-los - Eu amo-te!

Dreia sentiu aquelas palavras ecoarem dentro de si. Nunca lhas tinham dito e ela desejava tanto ouvi-las…

- Eu sei, mas ainda é cedo… - disse Dreia sentindo-se nervosa e com vontade de fugir dali.
- …Andreia…és virgem? – perguntou Tom carinhosamente

Não lhe queria mentir…

- Sou… – tinha mentido
- Eu percebo que tenhas medo, mas não precisas de ter… - disse Tom docilmente
- Sim, mas… eu preferia esperar mais um tempo, até me sentir mais à vontade – disse Dreia – Não ficas chateado?
- Claro que não. Eu espero o tempo que for preciso
– disse Tom beijando-a

Dreia respirou fundo. Tinha-se safado desta vez, não sabia como, nem por quanto tempo…



[Flashback]

- Achas? Não… era incapaz de ir para a cama com ele…. Por o menos por agora … não sinto aquele desejo que sentia quando estava com o Tom…nem me sinto à vontade com ele para isso… - disse Dreia – Mas eu sou uma rapariga informada, e sabes que com 1.85m, ele tinha de ser proporcional… e o Bill ainda é mais alto… - disse Dreia piscando o olho a Bea.

- Aiiiii…não me faças pensar nisso se faz favor… - disse Bea mordendo o lábio inferior – Senão, não saio do quarto de hotel na próxima semana…
As raparigas riram-se. Era bom ter uma amiga com quem pudesse falar de tudo, mesmo que fosse para disparatar sobre sexo, ou dizer mal das amiguinhas de Tom. A verdade é que Bea tinha-se apaixonado por Bill de tal forma que se imaginava a fazer amor com ele variadíssimas vezes, e de todas elas sentia um aperto no coração que lhe dizia que Bill a iria surpreender muito. Aquelas mãos grandes, que quando lhe pegavam na cara a faziam sentir segura e contida nele, ou quando a abraçavam, a faziam sentir presa em segurança máxima. O beijo de Bill, o piercing de Bill, era capaz de ser levada à loucura por aqueles lábios carnudos e a expressão do olhar dele, que tanto era extremamente meigo, como se um momento para o outro se revelava selvagem e com um apetite voraz. Tinha visto esse olhar naquele dia em casa dele, no dia em que estavam prestes a consumir o amor que os unia, no dia em que sentiu as mãos dele percorrerem o seu corpo provocando-lhe um desejo e um sentimento de pertença como há muito não sentia.

- Mas achas que o teu pai me pode levar ao aeroporto amanhã? – perguntou Bea
- Claro que sim… - disse Dreia levantando-se da cama de Bea – Está quase na hora do jantar, tenho de ir. Não queres ir jantar lá a casa?
- Não, deixa estar. Não quero dar trabalho à tua mãe…
- disse Bea pondo-se em cima da mala para a tentar fechar.
- Não dás trabalho nenhum… anda lá! – disse Andreia
- Ok… mas vai primeiro lá abaixo avisar que me convidaste enquanto eu acabo de fechar a mala… – disse Bea fazendo força para que a mala fechasse.
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Seg Jan 19, 2009 5:19 pm

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Viajar com Bill não era simples. Não podiam ser vistos juntos, por isso, Heinz, um amigo de Bill que não era conhecido do grande público, estava na porta de entrada para as embarcações de 1ª classe do aeroporto de Berlin, à espera de Bea para lhe dar o seu bilhete de avião.

Quando chegou, Bea despediu-se de Dreia e do pai dela e agradeceu a boleia até ao aeroporto. Dirigiu-se para a porta de entrada das embarcações de 1ª classe, onde encontrou Heinz que lhe deu dois beijinhos, desejando-lhe boa viagem, e anunciando que Bill já tinha entrado. Heinz fê-la prometer que não olhava para o destino da viagem que estava escrita no bilhete. Bea garantiu que cumpria a promessa, mas sabia que ia ter dificuldade, a curiosidade estava a deixá-la nervosa. Foi até à porta de embarque e viu um avião da Lufthansa Airlines. Perdeu a esperança de descobrir tão cedo qual era o seu destino. O ecrã que anunciava o destino do avião estava já desligado, pois Bea estava estrategicamente 10 minutos atrasada para ninguém supor que ela poderia ir naquele avião, caso se viesse a descobrir alguma ligação entre ela e Bill. Entrou no avião e recebeu os bons dias da hospedeira, que simpática exibia um sorriso de plástico, não por má educação, mas por obrigação de sorrir o tempo todo. A hospedeira fez questão de a levar até ao seu lugar.

Quando Bea viu Bill, riu-se, parecia aquela rapariga que tinha conhecido no veterinário à uns meses atrás. Colocou a sua mochila nos compartimentos para o efeito e sentou-se ao lado dele.

- Bons dias… – disse Bea
- Bom dia minha senhora – disse Bill por debaixo dos seus óculos escuros e boné.
- É um prazer vê-lo por aqui… – disse Bea
- Já tinha saudades minhas? – perguntou Bill sorrindo
- Muitas… – disse Bea movendo devagarinho a mão e tocando na mão dele levemente para o sentir.

Bill e Bea estavam sentados na classe executiva do avião da Lufthansa, embora não existisse muita gente à sua volta, eles não queriam dar muito nas vistas, nem parecerem demasiado íntimos. Quando a hospedeira começou a falar, Bill pediu a Bea que tapasse os ouvidos para não saber para onde ia. Bea seguiu as instruções de Bill, com uma curiosidade que a consumia. Quando Bill disse para ela destapar os ouvidos, Bea fê-lo. O que Bill não contava é que Bea percebesse a língua que estava agora a ser falada. A língua do destino. Bea olhou para Bill e sorriu…

- Com que então vamos para Cancun? – disse Bea sorrindo
- Ohhh…fizeste batota! – disse Bill chateado pela surpresa estar estragada
- Não…a hospedeira é que acabou de dizer “vuelo con destino a Cancún” e tu disseste-me para destapar os ouvidos… – disse Bea a sorrir

- Tu percebes espanhol? – perguntou o Bill espantado.
- Si, todos los portugueses entienden español bicho! – disse Bea a rir
- Wow… Não faço ideia o que disseste, mas foi muito sexy… - disse Bill mordendo o lábio inferior

Bea nem queria acreditar. Cancun… sempre tinha desejado ir lá, aquelas praias paradisíacas que pareciam saídas de um filme, o calor, o exotismo, e a juntar a tudo isso, a companhia de Bill, iam ser umas férias inesquecíveis.

Para Bill aquela viagem de avião ia ser uma tortura. Estava ao lado de Bea, no entanto, estava tão distante dela. Tudo o que lhe apetecia era levantar o braço, da cadeira que os separava, e aconchegá-la no seu peito, mas não podia. Tinha de manter as aparências. O reconhecimento público às vezes tinha as suas contrapartidas.

Quando chegaram a terra, saíram em separado do avião, como se não se conhecessem, e foram buscar as malas. À porta do aeroporto estava um motorista à espera deles com uma placa que dizia – Miss Martins. Bea foi a primeira a sair e entrou logo no carro. Passado pouco mais de 5 minutos, Bea viu a porta do carro abrir e Bill entrar. Assim que Bill fechou a porta, virou-se para ela e beijou-a, tirando partido daqueles lábios que tinham estado ao seu lado durante cerca de 19 horas, sem lhes poder tocar, estava faminto por sentir a sua textura aveludada e macia. Quando o motorista entrou no carro, separou-se de Bea e entrelaçou os dedos nas suas mãos. Não queria passar nem mais um segundo longe dela.

Chegados ao hotel, o motorista estava já incumbido de fazer o check in, enquanto Bill e Bea ficavam no carro a namorar um bocadinho, matando saudades dos braços um do outro. Bill tinha reservado uma ilha para os dois, tinham privacidade total, nessa ilha só existia o seu bungalow e a mãe natureza. A ilha tinha ligação ao resto do resort através de uma ponte de madeira. Saíram do carro e seguiram o paquete de mãos dadas. Estavam ambos impressionados com o resort, parecia saído de um filme paradisíaco. Bea sentia-se uma autêntica criança a olhar para tudo, e era de noite, imaginava o poder da luminosidade a bater naquele mar extenso, e a iluminar aquelas praias vastíssimas de dia. Bill estava sem palavras. Tinha escolhido a dedo aquele resort, pela privacidade e tipo de pessoas que o costumavam frequentar, mas nas fotografias não parecia ser tão perfeito e único. Reservara a ilha honeymoon para eles. O bungalow estava decorado com motivos orientais, o chão tinha placas de vidro, onde se via a água e os peixes passar por baixo dos seus pés. Dividia-se num quarto, sala, casa de banho e cozinha, com uma área ao ar livre, que tinha um jacuzzi de água aquecida e uma zona com espreguiçadeiras para apanharem banhos de sol durante o dia. Nem Bill, nem Bea estavam à espera de encontrar um sítio tão idílico para passar aquela semana. Quando o paquete foi embora, Bill tomou Bea nos braços e levantou-a do chão, rodando-a do ar ao mesmo tempo que lhe dava um beijo nos lábios. Não havia como escapar à felicidade de estar naquele sítio com ela. Era tudo, e era perfeito.

Decidiram ir dar uma volta pelo resort para conhecer todos os cantinhos, e investigar se as pessoas que ali passavam férias reconheciam ou não Bill, para saberem até que ponto podiam estar à vontade fora da sua ilha privada.

Bea vestiu um vestido comprido até aos pés com um padrão que lhe fazia lembrar as cores da Grécia, aquela mescla de brancos e azuis de várias tonalidades, vestido esse que atava ao pescoço. Bill mudou-se para umas calças de ganga pretas e uma t-shirt vermelha com desenhos de caveiras com asas e espadas a atravessarem-na. Não colocou nenhum acessório, nem maquilhagem, para não arriscar chamar a atenção.

Saíram do seu bungalow de mãos dadas, como o casal apaixonado que eram, e não demorou muito até encontrarem no meio da villa uma festa mexicana, onde toda a gente tinha um sombrero na cabeça e uma Margarita na mão. Repararam que as pessoas eram maioritariamente casais já de idade (provavelmente na reforma) e recém-casados em lua-de-mel, ninguém parecia reparar que eles estavam ali, toda a gente se estava a divertir e a concentrar nas pessoas que os acompanhavam. Optaram por arriscar e foram até ao bar pedir duas margaritas, sentaram-se nos banquinhos do bar a falar sem nunca largarem a mão um do outro, ou trocarem ocasionalmente beijos apaixonados, entre sorrisos e olhares cúmplices. Bill e Bea pareciam apenas mais um casal apaixonado no meio de muitos outros.

Bea convidou Bill para dançar, mas Bill não queria. Não gostava de dançar, só quando estava em palco e sentia a energia e o poder da sua música e a deixava exteriorizar soltando tudo o que tinha contido dentro de si. Mas Bea insistiu, levantou-se do banco e puxou Bill pela mão para a pista de dança. Bill continuou a fazer força no sítio em que estava e a não querer dançar. Bea largou a mão dele e foi para a pista dançar, enquanto sorria na direcção de Bill num acto de provocação pura. Bill mordeu o lábio inferior e abanava a cabeça da direita para a esquerda, enquanto olhava para ela. Bea era linda, e a sua forma de dançar cativava-o. Imaginava-se junto dela para sempre, junto daquela alegria e vivacidade que o deixavam aos seus pés com o coração aos saltos e um amor como nunca antes tinha sentido por ninguém. Num acto de coragem, levantou-se e foi ter com Bea, aproximou-se dela e abraçou-a deixando-se levar pelo ritmo que ela tinha no corpo, não conseguiu evitar de a beijar e deliciar-se com aqueles lábios doces e salgados de sabor a Margarita.

A música ia animada e Bill já estava mais descontraído, dançando ao ritmo da música mexicana que tocava. Já tinha reparado no modo como Bea estava vestida, tudo nela lhe chamava a atenção, qualquer pormenor. Gostava de a ver assim, aquele vestido trazia-lhe boas recordações. Marcava o início daquilo que eles viviam hoje. Aproximou os seus lábios do ouvido de Bea e disse:

- Adoro ver-te com esse vestido… - disse Bill beijando-lhe a orelha e provocando em Bea um arrepio – Foi o vestido que usaste na noite em que fomos sair juntos pela primeira vez…

Bea parou de dançar e olhou Bill nos olhos. Como é que ele se lembrava? Abraçou-o com mais força e juntou a sua cabeça ao peito de Bill sentindo os braços dele apertarem o seu corpo. Olhou para cima e beijou a ponta do queixo dele, fazendo com que Bill sorrisse.

- Adoro-te sabias? – disse Bea
- E eu adoro-te ainda mais schatzi (tesourinho) – disse Bill beijando a testa de Bea e apertando-a mais contra o seu corpo como se a quisesse anexar a si.

A música parecia estar a mudar de ritmo, e começavam a soar músicas internacionais, tanto de rock como pop. Quando Bea ouviu soar aquela música que tão bem conhecia, olhou para Bill nos olhos e viu-os ganhar uma luminosidade diferente, um sorriso de criança irradiou dos seus lábios. Bill não conseguia esconder a alegria que tinha em si. Estava no México, nos braços de Bea, a ouvir a sua banda preferida. Coldplay, com a música Violet Hill. Bea virou-se de costas para ele encostando-se ao seu corpo, Bill colocou ambas as mãos sobre a barriga de Bea, e juntos dançavam a um ritmo de slow, da direita para a esquerda num passo estudado. Bea colocou ambas as mãos sobre as mãos de Bill e encostou a cabeça para trás ficando apoiada no ombro de Bill. Fechou os olhos e deixou-se levar por ele. Bill aproximou o seu nariz do cabelo de Bea e inspirou fundo, era o cheiro dela, tão característico. Sorriu e cantou-lhe ao ouvido:

- “I took my love down to Violet Hill. There we sat in snow. All that time she was silent still. So if you love me. Won't you let me know?”

Aquela voz soava-lhe a veludo nos ouvidos. Bea virou-se de frente para Bill e ele olhava-a com um ar sério e resplandecente. Tomou nas suas mãos a cara de Bill e beijou-o com todo o sentimento que tinha dentro de si, acarinhando ao mesmo tempo a face dele com as suas mãos. Bill abraçou Bea, que sentiu que precisava de estar com ele a sós, alheia a todos os que o rodeavam. Desejava-o tanto. Queria dar-lhe a prova do seu amor, queria dar-se e senti-lo em si, saber que os seus corpos se uniam como um só e que deles emanavam o sentimento mais puro que a habitava.
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Ter Jan 20, 2009 7:09 pm

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Desejava-o tanto. Queria dar-lhe a prova do seu amor, queria dar-se e senti-lo em si, saber que os seus corpos se uniam como um só e que deles emanavam o sentimento mais puro que a habitava.


Pegou na mão de Bill e puxou-o para fora da festa. Bill não percebeu o porquê daquela reacção imediatamente, estavam a divertir-se tanto, pela primeira vez em muito tempo ele conseguia estar no meio das pessoas sem ser reconhecido, sentia-se bem ali. Bea olhou para ele e sorriu. Continuou a puxá-lo pela mão e atravessou a ponte que ligava o resort à ilha deles. Bill começava a perceber o que ela queria, queria estar a sós com ele, e só Deus sabia o quanto ele a desejava e queria poder consumar o amor que sentia por ela, sentiu o coração acelerar e a sua respiração ficar afectada por aquele pensamento. Quando chegaram à ilha, Bill preparava-se para virar na direcção da casa, mas Bea surpreendentemente puxou-o na direcção oposta, e levou-o para a praia. Quando parou, olhou para o oceano e suspirou, a paisagem era linda, a companhia perfeita, não se imaginava em nenhum outro sítio, com mais ninguém do seu lado. A lua cheia iluminava a vastidão do oceano, conferindo-lhe um tom prateado e brilhante, aquele momento parecia ter sido desenhado pelas mãos de alguém. Olhou para Bill e abraçou-o, começando por beijar-lhe o pescoço em carícias que o deixaram arrepiado. Bill queria poder dar-lhe um pouco daquilo que sentia naquele momento. Alcançou o pescoço dela mordendo-o e beijando-o com vontade, fazendo com que ela fechasse os olhos e sentisse apenas o toque dos lábios dele. Sabiam o que ia acontecer, e queriam que acontecesse, não conseguiam afastar o corpo um do outro, como se fossem hímenes que se atraíam mutuamente.

Bea começou a fazer força para baixo e Bill deixou-se levar. Deitaram-se na areia e Bill colocou-se por cima dela, beijando o seu corpo: o seu pescoço, decote e cara, à medida que a sua mão direita percorria a linha da cintura de Bea e a puxava contra si num gesto de desejo puro. Bea sorria com as carícias e toques dele que provocavam um fogo dentro de si, e segurava com uma mão a cabeça de Bill acariciando-a e com outra percorria as costas dele por baixo da t-shirt. Bill voltou aos lábios de Bea, e demorou-se neles, fazendo um reconhecimento daquele espaço com a sua língua, mordiscou o lábio inferior dela, provocando em Bea um sorriso tentador que o fez assaltar-lhe os lábios com uma força restabelecida, enquanto começava a efectuar movimentos ondulatórios com a sua pélvis, que deixaram Bea louca de desejo por o sentir sobre si. Baixou as mãos até ao cinto de Bill e começou a desapertá-lo lentamente, queria viver cada minuto e cada segundo daquele fogo que ardia em si, queria sentir o coração explodir da emoção que tinha contida no seu interior e levá-lo à loucura com o seu toque. Bill não estava com ninguém à 3 anos, era praticamente virgem no que tocava a relações sexuais, mas o desejo que sentia por ela, faziam-no esquecer esse pormenor, não sabia ao certo o que estava a fazer, mas algo naquele corpo e naquela rapariga o atraía tanto que ele dava consigo a devorá-la como se fosse o homem mais experiente do mundo. O seu corpo e instinto comandavam. Quando sentiu Bea alcançar o seu cinto, Bill investiu sobre os lábios de Bea com uma força selvagem que a encorajaram para continuar. Bill deslizou a mão para a coxa de Bea e puxou o seu vestido para cima, sentindo pela primeira vez o toque macio das coxas de Bea em contacto com a sua mão. Bea baixou um pouco as calças de Bill, o suficiente para deixar o seu rabo, coberto pelos boxers, de fora, e sentiu Bill acariciar a sua barriga com mão, provocando-lhe ainda mais desejo do que aquele que julgava ser possível sentir. Queria poder tê-lo ali mesmo. Sentiu Bill deslizar as cuecas dela para baixo e tirou-as com os pés, colocando ambas as pernas à volta do corpo de Bill, cruzando-as nas suas costas, sentiu a língua de Bill percorrer-lhe o pescoço e a orelha mordiscando-a carinhosamente, a consistência dura do piercing brincava com o lóbulo da sua orelha e não se conteve em soltar um gemido de prazer. Não aguentava mais, precisava dele. Estava mais do que pronta para se dar pela primeira vez aquele que a fazia sentir tão especial e amada. Viu Bill debater-se com os seus boxers, numa tentativa de os puxar para baixo, e decidiu ajudá-lo, puxando para baixo do lado oposto.

Não demorou muito até o sentir em si, começou por o fazer devagar e com movimentos pensados, que faziam com que os dois se beijassem e trocassem festas e carícias, e a pouco e pouco aumentou a velocidade e o desejo com que entrava nela, provocando em ambos a ausência de reacção e troca de afectos, apenas se sentiam um ao outro naquele momento. Bea não conseguia conter os sons que de si pareciam brotar ao sentir Bill avançar sobre o seu corpo cada vez com mais potência e vivacidade. Via Bill com os lábios entreabertos e olhos fechados, numa expressão concentrada e prazeirosa que a deixava mais à vontade para soltar a energia que estava em si e agarrou Bill pelo rabo, sentindo ainda melhor cada movimento que ele fazia para entrar dentro de si.


Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool


Dobrou-se para apanhar as cuecas que estavam no chão e tornou a vesti-las. Olhou para Bill e viu-o fechar a braguilha das calças e o cinto com um sorriso de felicidade na cara que nunca tinha visto nele antes. Aproximou-se dele e abraçou-o beijando aqueles lábios que tanto prazer lhe davam. Sentia-se uma pessoa nova ao pé dele, sem dúvida melhor. Agora tinha certeza que as palavras que Bill lhe dissera eram verdade: “Antes de te conhecer era metade da pessoa que sou hoje, porque tu me completas…”.

Foram para o bungalow de mãos dadas e com um sorriso que espelhava o que sentiam um pelo outro. Ao chegarem Bill foi até à varanda e ligou o jacuzzi, enquanto Bea ia à cozinha beber um copo de água. Bill entrou na cozinha e colocou-se por trás dela, tapando-lhe os olhos. Bea deixou-se levar, sorrindo curiosa com o que Bill lhe tinha preparado. Quando chegaram à varanda, Bill destapou os olhos de Bea, e ela pôde ver o jacuzzi iluminado e a borbulhar. Olhou para Bill e viu nele uma expressão ávida, que começava agora a identificar bem. Bill mordia o lábio inferior ao mesmo tempo que sorria e franzia a testa levantando uma sobrancelha. Ficou espantada com a fome e ferocidade que ele tinha em si, não pensou que ele fosse capaz de tão cedo estar desejoso para mais, mas compreendia-o tão bem… também ela o desejava ter em si novamente.

Aproximou-se dele e levantou-lhe a t-shirt tirando-a pelos braços, e viu-os. Agora mais que nunca tinha a certeza que aquele corpo tinha sido feito para o seu. Os vincos de Bill que delineavam a sua barriga perfeita… sempre tinha tido uma atracção fora do vulgar com eles, e Gonçalo não os tinha, mas Bill estava ali, à sua frente e exibia uma barriga magra e exemplarmente bem constituída. Aqueles vincos despertaram na sua cabeça o caminho que levava aquilo que se escondia por baixo das suas calças. Sentiu uma vontade louca de lhe arrancar as calças. Passou com a mão sobre os vincos dele vezes sem conta e beijou-o, desejava-o ainda mais, mesmo quando pensava não ser possível (embora agora que sabia do que ele era capaz, não queria outra coisa). Beijou-o e beijou-o com vontade, até introduzir a sua mão por dentro das calças de Bill, seguindo o vinco que se desvanecia por dentro delas. Bill fez deslizar as suas mãos pelas costas de Bea à procura do fecho do vestido dela, e foi dar com ele numa lateral por baixo do braço esquerdo de Bea, puxou-o demoradamente para baixo, queria ouvir aquele som, um som que parecia música para os seus ouvidos. Quando o fecho parou, puxou o vestido de Bea para cima, deixando-a somente em lingerie.

Bea sentou-se na borda do jacuzzi, e observou o peito dele. Sim, gostava de o observar, absorver com os olhos aquilo que as suas mãos e o seu corpo tinha sentido à momentos atrás. E não conseguiu tirar olhos daquela tatuagem que se escondia no fundo da sua barriga do lado direito. Uma estrela, aliás várias estrelas. Estrelas que o marcavam, como sendo o homem para si. Se tudo o que tinham vivido até então não o comprovava, aquelas estrelas não deixavam a menor dúvida. A estrela era o seu símbolo preferido desde pequena, o seu quarto em Lisboa estava repleto de estrelas, na escola o seu estojo e cadernos tinham estrelas em todo o lado, a estrela sempre tinha sido o símbolo que a caracterizava, e ele estava marcado com ela. Era seu. Pertencia-lhe. Segurou na cintura dele com ambas as mãos e puxou-o para si. Queria ver a estrela de perto, queria ver até onde aqueles vincos iam. Abriu-lhe novamente o cinto e puxou as calças para baixo, deixando-o em boxers, e com a estrela a descoberto. Olhou para Bill e viu-o com uma expressão apaixonada, sentiu-o passar as mãos na sua cabeça e sentiu-se impelida para ir de encontro aquela marca que os unia ainda mais, puxou a cintura dele mesmo até si e beijou e lambeu a estrela, a sua estrela.

Bill estava fora de si com as demonstrações de intimidade e amor que Bea tinha para consigo. Pegou nas mãos perfeitas de Bea e puxou-a para cima. Beijou os seus lábios carnudos sentindo o desejo tomar conta de si de novo, e abraçou o seu corpo, ao mesmo tempo que entrava no jacuzzi e a puxava para dentro. Sentou-se num dos cantos do e observou Bea ajoelhar-se no meio do jacuzzi, levantou uma sobrancelha e passou com a língua nos lábios para os humedecer e puxou-a para si. Queria-a ali, colada a ele, não conseguia passar mais um segundo afastado daquela que representava a cor e a paixão da sua vida. Bea deixou-se levar e sentou-se em cima do colo dele, sentindo a água quente borbulhar à sua volta e provocar-lhe cócegas e arrepios em todo o corpo. Abraçou o corpo de Bill e beijou-lhe o pescoço e o peito, enquanto sentia as mãos dele percorrerem as suas costas e procurarem o fecho do seu soutien. Colocou uma mão no queixo de Bill e inclinou-o para trás lambendo o seu pescoço desde o peito até ao queixo, e desatou-se a rir a seguir por aquele gesto guloso e sedento de o consumir. Bill endireitou a cabeça e viu-a rir sedutoramente, sorriu mordendo o lábio inferior e perfez os lábios dela com os seus num beijo feroz e apaixonado. Conseguiu abrir o soutien de Bea e com ambas as mãos, fez deslizar as alças pelos seus ombros, assistindo a elas caírem de forma sensual, desencaminhando os seus pensamentos para aquilo que lhe iria fazer a seguir. Olhou para o peito a descoberto de Bea e sentiu-se irremediavelmente excitado, aquele peito robusto, redondo e branquinho. Colocou ambas as mãos sobre ele e confirmou aquilo que a sua cabeça lhe dizia, era perfeito, macio e apetecível. Bea sentia-o massajar o seu peito e ficar excitado. Colocou uma mão sobre cada uma das finas pernas de Bill e acariciou-as em festas e apertões desejosos de o possuir, e lentamente foi até à sua cintura e puxou os boxers dele para baixo. Viu os olhos de Bill iluminarem-se e ganharem a expressão de desejo que começava a conhecer. Beijou os lábios dele, procurando o piercing que a deixava louca e mordeu-lhe a língua de propósito fazendo com que ele soltasse um grito de dor e se risse com aquele gesto. Bill sentiu-se ainda mais picado para lhe dar uma lição, e afastou-a de si. Bea ficou a olhar para ele a sorrir sedutoramente, sabia que ele não lhe resistiria por mais que se mostrasse ofendido pelo que ela tinha feito, mas Bill nem sequer tinha pensado em afastá-la de si por causa disso, a única razão pela qual ele a tinha afastado era mesmo para lhe tirar as cuecas e fazê-la gritar. Colocou uma mão de cada lado da cintura de Bea e puxou-lhe violentamente as cuecas, mandando-as para fora do jacuzzi, fazendo com que Bea se tivesse de segurar para não ir atrás e abrisse a boca e os olhos numa expressão de espanto, mas agradavelmente surpreendida. Bill puxou-a pela cintura até si, e sentou-a novamente no seu colo, inclinou o pescoço dela para o lado com uma mão e beijou-o com gosto, inebriando-a nas suas carícias, para de seguida o morder, como se de um vampiro se tratasse, provocando nela o mesmo grito de dor que ela lhe provocada quando esta lhe tinha mordido a língua. Bea afastou-se de Bill com a boca aberta em expressão de espanto, e colocou uma mão sobre o pescoço. Bill olhou para ela sorrindo e levantou a sobrancelha numa expressão que deixava transparecer um “cá se fazem, cá se pagam”. Não resistindo, assaltou-lhe os lábios. Colocou ambas as mãos sobre o rabo de Bea e levantou-a para que pudesse, agora sim, mostrar-lhe aquilo que valia. Posicionou-a e penetrou no seu interior com uma vontade desmesurada de eliminar a necessidade que sentia dela, e deixou que o seu corpo o comandasse novamente. Bea colocou uma mão sobre a borda do jacuzzi para se segurar e outra sobre um ombro de Bill e deixou-se dançar ao ritmo dele.
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Ter Jan 20, 2009 7:09 pm

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Tinha marcado uma consulta no ginecologista para a seguir às aulas. Não tinha tido coragem de dizer nada à mãe, e não se sentia bem por causa disso, mas se não lhe tinha contado que tinha perdido a virgindade com Tom, também não lhe podia contar que tinha medo que pudesse ter contraído alguma doença desse relacionamento breve e fugaz. Com Tom 2 era diferente, a sua mãe sabia da sua existência e era sua amiga e confidente, como sempre tinha sido (até Tom aparecer na sua vida) … Caso se verificasse que tinha algum problema, aí sim, tinha mesmo de contar à mãe o que se tinha passado e rezar para que ela não a pusesse de castigo para o resto da vida.

Quando as aulas acabaram, foi directa a casa de Bea dar comida a Bettler e brincar um bocadinho com ele. Estava tão nervosa que nem conseguia almoçar. Nunca tinha ido ao ginecologista e a ideia de ir não a agradava de todo.

Quando chegou a hora marcada, Dreia estava no ginecologista a ser atendida por um médico muito simpático que a deixou totalmente à vontade. Era um médico muito alto e novo, devia ter cerca de 30 a 35 anos. Claro que não se sentia à vontade para fazer os exames que teve de fazer e expor a sua vida íntima tão abertamente com alguém que não conhecia, mas era necessário, e o médico não fez qualquer julgamento daquilo que ela lhe contou, apenas realizou os exames e disse que gostaria de a ver tomar um contraceptivo como a pílula assim que tivesse o resultado dos exames em seu poder. Dreia assentiu, não queria de modo algum engravidar aos 17 anos. Já seria difícil contar à mãe da sua aventura com Tom caso tivesse um problema grave, acrescentar a notícia de que iria ser avó, era um pesadelo.

Voltou para casa de consciência tranquila de que tinha feito o que podia. Sabia que sempre tinha tido precaução em usar preservativo com Tom, mas queria aguardar pelo resultado dos exames para ter a certeza que estava tudo bem. Quanto à pílula, não sabia como ia dizer à sua mãe que queria começar a tomá-la, ela ia imediatamente pensar que algo tinha acontecido entre ela e o 2…


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Estava sentada num dos bancos do bar da Berghain, tinha ido lá fazer uma surpresa a Tom 2, que estava radiante de a ver e ter por perto. Começava a sentir-se cada vez mais à vontade perto dele e nos braços dele, ele era realmente bom e gostava mesmo dela, e isso fazia-a sentir especial e amada, o que podia pedir mais? Não era isso que ela desejava?

Tom 2 andava ocupado de um lado para o outro do bar a servir bebidas, e não tinha muito tempo para estar com ela. Ofereceu-lhe uma bebida, o seu vodka RedBull, e beijou-a, abandonando-a de seguida para continuar o seu trabalho. Bea limitou-se a virar-se para a pista de dança e observar aqueles que dançavam ao mesmo tempo que vibrava com a música que passava. Pouco tempo depois Tom 2 arranjou maneira de fazer um intervalo e foi ter com ela, colocou-se à sua frente, entre as suas pernas, e beijou-a, abraçando o seu corpo.

- Hmmmm… - disse ele virando os olhos para o tecto e fingindo que saboreava algo na sua boca - ….sabes a vodka RedBull?

Dreia riu-se e abraçou-o.

- Adorei a surpresa! A noite até vai passar mais rápido… - disse ele beijando-a.
- Ainda bem. Estava farta de estar em casa! – disse Dreia
- Que bom para mim! – disse Tom com um sorriso nos lábios abraçando-a – Sempre chegaste a ir ao ginecologista hoje?
- Sim –
disse Dreia timidamente que tinha dito a Tom 2 que gostava de ir ao ginecologista antes que eles tivessem qualquer tipo de relação sexual para se sentir mais à vontade e ver se estava tudo bem consigo.

- E, como é que estão as coisas? – perguntou Tom preocupado com ela.
- Não sei. Fiz os exames, agora só daqui a duas semanas é que tenho os resultados… - disse Dreia corando um pouco por tocar naquele assunto.

- Vais ver que está tudo bem… – disse Tom beijando-a para lhe dar força – Ahhh… é verdade, um dos teus amigos está cá.

- Quem?
– perguntou Dreia
- O Tom Kaulitz – disse Tom naturalmente

- Ahhh… - disse Dreia sentindo o coração bater com mais força que o normal – Eu depois falo com ele, agora temos de aproveitar que estás no teu intervalo – disse ela sorrindo timidamente e sentindo-se corar com aquela revelação.

Claro que Dreia não conseguiu concentrar-se em mais a não ser na presença de Tom no mesmo espaço que ela passado tanto tempo. Era preciso azar, ir lá no dia em que Tom também lá estava. Os dois Toms juntos. Abraçou, beijou e conversou com Tom 2 durante a sua pausa, mas assim que o chamaram para voltar para o bar sentiu o peso daquela notícia cair realmente em si. Sabia que não estava bem em lado nenhum, porque Tom costumava passear-se no 5º piso da Berghain à vontade, e a qualquer momento ele poderia sair da sala privada para ir ao bar ou à casa de banho, e teria de se cruzar com ele. Talvez fosse melhor deixar-se estar num cantinho e evitar o contacto com ele. Disse a Tom 2 que se ia sentar num sofá e saiu do bar em direcção a uma das grandes janelas daquela bola de cristal gigante, onde estava um sofá vazio. Sentou-se com a sua bebida e continuou a observar as pessoas que estavam ali naquela noite, embora na sua cabeça não parassem de passar imagens da última noite em que ali tinha estado, vestida de gata.

Nem 15 minutos tinham passado quando viu Tom vir na sua direcção com dois vodka RedBull na mão. Dreia ainda tentou desviar o olhar para o chão e respirar fundo para se acalmar, mas Tom vinha mesmo ter consigo. Sentiu uma onda de calor, como só sentia quando o via. O coração acelerou contra a sua vontade e sentiu as faces corarem. Tom aproximou-se dela com um sorriso tímido na cara e sentou-se ao seu lado, deu-lhe dois beijinhos e ofereceu-lhe uma das bebidas que tinha na mão. Dreia agradeceu, sentindo-se sem graça.

- Tudo bem? – perguntou Tom olhando-a de alto a baixo e demorando-se no seu decote.
- Sim… e contigo? – perguntou Dreia incomodada
- Tudo. O teu amigo disse-me que estavas aqui. Vieste sozinha? – perguntou Tom
- Sim… – disse Dreia sentindo que as palavras não queriam sair.

- Pois, eu estou aí com o Andreas. Os Bs foram de férias. Ouvi dizer que Cancun é absolutamente paradisíaco e que a viagem não podia estar a correr melhor… – disse Tom piscando-lhe o olho
- Ouvi dizer que sim… - disse Dreia sentindo-se desconfortável com a proximidade de Tom e com aquele piscar de olhos sedutor.

- Tu ficaste a tomar conta do Bettler, não é? – perguntou Tom bebendo um gole da sua bebida.
- Sim – disse Dreia reduzindo ao máximo a interacção daquela conversa, não percebia o porquê de ele se estar a interessar tanto em falar com ela se nunca antes o tinha feito decentemente sem pensar em levá-la para a cama a seguir. Talvez fosse isso que ele queria…mas estava com azar. Agora namorava com Tom 2 e fazia tenções de o respeitar, como ele merecia ser respeitado. Se antes tinha pensado em provocá-lo e fazê-lo ver aquilo que tinha perdido, agora só queria distância. Começava a perceber que conseguia esquecê-lo nos braços de Tom 2, bastava não o ver. Aquele encontro ia-lhe dificultar o processo…

- E está tudo bem? Se precisares de alguma coisa, é só dizer… -disse Tom
- Está tudo óptimo, obrigada – disse Dreia sorrindo cinicamente.

- Então… tu e o empregadinho… - disse Tom fazendo olhinhos
- … eu e o Tom namoramos – disse Dreia pegando na sua bebida e bebendo um gole grande como se lhe desse força para continuar aquela conversa.
- Namoram? – disse Tom espantado – Wow, sempre conseguiste encontrar alguém… foste rápida!

- Desculpa?
– disse Dreia sentindo-se injuriada por aquelas palavras.
- É bom que tenhas seguido em frente como querias – disse Tom
- Claro que segui em frente. Eu disse que ia seguir em frente… – disse Dreia a ficar irritada pela atitude de Tom

- Talvez o que dizias sentir por mim não fosse amor… - disse Tom levantando uma sobrancelha
– Não era amor de certeza… - disse Dreia sabendo que mentia com todos os dentes que tinha na boca
- Pois… eu vi-te aos beijos com ele no bar à bocadinho, mas não queria interromper. Pensei que fosse só uma curte… – disse Tom puxando de um cigarro e encostando-se para trás no sofá.

A atitude de Tom parecia querer dizer que ele ia ficar ali algum tempo, estava-se a por confortável demais para seu gosto. Gostava de o ter conseguido evitar, mas se ele a tinha visto aos beijos com Tom 2 bem antes dela fugir do bar, não tinha grande escapatória. Não percebia o porquê do interrogatório de Tom, e daquela amizade tão grande, vinda do nada, para estar a falar com ele da sua vida pessoal.

- Ele leva as coisas a sério, não é um rapaz de curtes… - disse Dreia

- Estou a ver… - disse Tom que percebeu a indirecta, mas não se sentiu minimamente afectado – Não consegues com o original vais para a cópia… um gajo que tem o mesmo nome que eu e se mascara a mim no Carnaval… Não pensei que fosses assim tão fã do Sex Gott que até te contentavas com uma mera cópia.

- Ele não tem nada a ver contigo. Nada! – disse Dreia sentindo-se com vontade de matar Tom por ser tão convencido e achar que o mundo girava à sua volta.
- Claro que não… - disse Tom ironicamente

- Ele é muito melhor que tu… – disse Dreia sorrindo
- Imagino… - disse Tom a rir-se

- Não, não imaginas! Ele beija muito melhor que tu… – disse Dreia sentindo estúpida por mandar aquilo à cara de Tom, principalmente por ser mentira. Não que Tom 2 não beijasse bem, mas não era um beijo que a deixava sem chão como o de Tom, não tinha aquele piercing e a perícia dos lábios experientes de Tom.
- Está bem… - disse Tom não convencido

- E a tua reputação de Sex Gott… esquece-a! – disse Dreia atacando no seu ponto fraco.
- DUVIDO! – disse Tom picado chegando-se à frente.
- Não duvides Tom… ele é mais velho… - disse Dreia jogando todos os trunfos contra ele.
- Pode ser mais velho, mas não é mais experiente de certeza… – disse Tom rindo-se com superioridade.

- Ainda bem… se não ia estar a cometer o mesmo erro duas vezes seguidas… – mandou Dreia a cara de Tom

- Ao menos assim, quando estiverem juntos e gritares pelo meu nome… não te enganas… – disse Tom sorrindo maliciosamente e passando a língua no piercing provocando-a.

Dreia não aguentava ouvir mais uma palavra. Tom estava a abusar da sua sorte. Dreia podia ser uma rapariga simples e bastante calma, mas havia um limite que ele não podia ultrapassar, e ele já a tinha desrespeitado demais para achar que podia continuar a fazer dela o que queria. Sentiu um impulso de raiva e deu um estalo a Tom, deixando-o estático no sofá de boca aberta a olhar para ela.

- Falas assim com quem quiseres, mas comigo não. Acho que o mínimo que mereço é respeito… – disse ela levantando-se – E não te leves assim tanto em conta… se eu digo que há quem seja BEM melhor que tu, é porque acredita que há!
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Qua Jan 21, 2009 7:01 pm

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Paraíso - Do latim paradīsus e este do grego παράδεισος. Céu; Lugar de delícias onde segundo o Antigo Testamento, Deus colocou Adão e Eva; Morada dos anjos e dos bem-aventurados; Éden.


Era a última vez que abria os olhos naquele paraíso tropical que lhe enchia o coração e a alma de uma paz interior que nunca antes tinha experimentado. O quarto que era testemunha de inúmeras noites, tardes e manhãs de prazer, enchia-se de luz. Bea abriu os olhos devagarinho. Queria absorver aquela luz com toda a clareza e nitidez que ela merecia. Bill e Bea partiam rumo a Berlin naquela noite, era o último dia em Cancun, e queria aproveitar o último dia para tornar aquela viagem ainda mais inesquecível.

Sentiu um peso sobre a cintura. Olhou para baixo e viu a mão de Bill pender sobre o seu corpo. Sorriu. Mesmo a dormir ele parecia não conseguir tirar as mãos de cima de si. Pegou na mão de Bill e levou-a até à sua cara enlaçando-a nas suas duas mãos. Sorriu com aquele gesto carinhoso, fechando os olhos para absorver aquele momento e ver se descansava mais um bocadinho, agarrada agora a ele. Bill acordou ao sentir a sua mão ser puxada por Bea, e aproximou-se o máximo possível do corpo dela, perfazendo todo o espaço que os separava. Fechou os olhos e colocou o nariz sobre os cabelos loiros dela, respirando fundo e sentindo o aroma que emanava deles. Bea sorriu com o gesto de Bill e aconchegou ainda mais a mão dele nas suas mãos dando-lhe um beijo carinhoso. Bill colocou os seus lábios sobre a orelha de Bea e beijou-a de forma afectiva, provocando-lhe um arrepio e o prolongamento do seu sorriso, e como que em forma de um sussurro começou a cantar-lhe ao ouvido:

- Komm und rette mich, ich verbenne innerlich? Komm und retter mich... ich schaff´s nicht ohne dich ...
(Come and rescue me, I’m burning can’t you see? Come and rescue me…only you can set me free…)

Bea virou-se de barriga para cima e olhou para Bill sorrindo. Bill continuou a cantar exibindo um sorriso nos lábios à medida que olhava para os grandes olhos castanhos de Bea. Bea abraçou Bill e beijou-lhe o pescoço de forma ternurenta, adorava acordar assim… estava sem dúvida no paraíso. Desejava não ter de acordar nunca mais com a cama vazia do seu lado. A presença de Bill era obrigatória para a sua felicidade.

- Adoro acordar contigo a cantar… - disse Bea após dar um beijo sentido a Bill.
- Quando estou feliz só me apetece cantar… - disse Bill passando a mão pela face de Bea.

- SÓ? – perguntou Bea rindo e colocando uma expressão de espanto na cara.
- Hmmm….talvez não seja a única coisa que me passe pela cabeça… – disse Bill levantando uma sobrancelha e mordendo o lábio inferior, naquela expressão tão característica que denotava o desejo que sentia por ela.

Bill passou uma mão pela barriga de Bea levantando a parte de cima do seu pijama e baixou a cabeça, beijando-a e brincando sedutoramente com o seu piercing no umbigo dela. Bea fitou um ponto no tecto com os olhos e tentou controlar-se, Bill provocava-lhe um sem número de cócegas que a deixavam desarmada. Bill tinha-se revelado uma verdadeira surpresa naquela semana. Pensou que ele fosse um bicho, mas afinal era uma fera. Era um verdadeiro leão que lhe tinha mostrado a sua garra…. E que garra! Estava rendida a ele de alma e coração. Estava viciada no seu amor, e no seu sexo.

- Assim deixas-me …. – começou ela, sem saber como definir o seu estado de demência e descontrole.

Bill parou os jogos de sedução com a barriga de Bea e levantou a cabeça. Olhou para ela, e viu uma expressão sôfrega no seu olhar. Sorriu e beijou-a sugando o seu lábio inferior.

- Como é que eu te deixo? – perguntou ele roçando o seu nariz no dela
- Assim… - disse ela respirando fundo num suspiro.
- SÓ? – perguntou ele a rir – Acho que consigo melhor que isso… - disse ele levantando uma sobrancelha e colocando aquela expressão no olhar que Bea reconhecia bem.

Bill sentou-se na cama e tirou a t-shirt, deixando a descoberto a estrela e os vincos que sabia agora serem alvo de puro desejo. Bea olhou para aquela parte do corpo dele e trincou o lábio inferior colocando uma expressão de sofrimento ao vê-lo assim.

- Hmmm… bem me parecia que conseguia melhor…e ainda não fiz nada… - disse Bill afastado o lençol de cima de Bea e colocando-se sobre ela.

Bea levantou os braços num convite para que Bill lhe tirasse também a parte de cima do pijama e esticou a língua para fora alcançando os lábios dele e lambendo-os, forçando a que eles se abrissem e esboçassem um sorriso sedutor. Bill mandou o top dela para longe e fez-se aos lábios dela com vontade de aproveitar cada milímetro deles.





Bill estava deitado sobre a sua toalha de praia a aproveitar os últimos raios de sol do dia. Bea estava de pé a molhar os pés na água quente de Cancun. Ia sentir falta daquele paraíso, ia sentir falta da felicidade que tinha descoberto ali, naquele cantinho mágico, mas esperava poder prolongá-la por muito tempo. Olhou para trás e viu Bill sentado na sua toalha a olhar para ela de forma carinhosa e sorridente. Esboçou um sorriso. Adorava saber que era a causa daquele sorriso e da sua felicidade, adorava saber que era sua e que nos braços um do outro eram realmente felizes, sem máscaras.

Aproximou-se de Bill e ajoelhou-se à sua frente. Bill abriu as pernas, puxou-a para si, colocando-a entre elas e beijou-a, abraçando-a pela cintura. Bea virou-se de costas e sentou-se, encaixando-se entre as pernas de Bill e colocando as mãos sobre as pernas flectidas dele. Bill chegou-se o máximo possível a Bea e abraçou-a por trás. O sol que adoptava tons de laranja e vermelho, começava agora a desaparecer, o que tornava o momento a dois, ainda mais romântico e especial. Tinha sido assim a semana inteira, Bill e Bea tinham assistido a todos os pores-do-sol juntos, mas este tinha um sabor diferente, era o último. Bill encostou a face à face de Bea e fechou os olhos dando primazia aos cheiros daquela terra e aos sons da natureza. Bea fechou também os olhos, queria apenas senti-lo a ele, estava entre as suas pernas, entre os seus braços, encostada ao seu tronco e face, e era feliz, era realmente feliz ali, sem responsabilidades, a não ser na felicidade dele.

- Nem acredito que amanhã estamos de volta ao caos… – disse Bea virando a face para Bill e beijando a sua cara.
- Nem acredito que amanhã não vou acordar contigo… - disse Bill apertando-a nos braços

- Eu não percebo porque é que o teu irmão é que tem a fama de Sex Gott – disse Bea a sorrir maliciosamente – Tu és um verdadeiro leão… insaciável….

- Hmmm… leão? Então o que é que aconteceu ao bicho?
– perguntou Bill.
- Sofreu um upgrade… – disse Bea a rir

Bill começou a rir e abraçou-a com força. Pegou na cara de Bea com uma mão e rodou-a o suficiente para alcançar os lábios dela e beijá-los selvaticamente, para provar que era merecedor do upgrade que ela lhe dava.

- Estive a pensar e…. gostava de oficializar a nossa relação… - disse Bill

Bea virou-se de frente para Bill e ajoelhou-se no espaço entre as suas pernas olhando-o nos olhos.

- Tens a certeza? – perguntou Bea receosa do que essa noticia poderia despontar.
- Sim! Eu amo-te schatzi … quero estar do teu lado sem precisar de me esconder de ninguém… – disse Bill segurando na cara de Bea com ambas as mãos.

- Mas… e as tuas fãs? – pergntou Bea
- Elas hão-de perceber que do teu lado sou feliz, e acabarão por aceitar – disse Bill – Eu sempre disse que quando arranjasse uma namorada dizia… e tu não és só uma simples namorada, tu és a mulher da minha vida! Quanto mais cedo elas se habituarem à ideia de que estás do meu lado e vieste para ficar, melhor.

Bea olhou para Bill emocionada. Como é que ele conseguia ser tão perfeito? Como é que a surpreendia dia após dia? Mandou-se para cima dele abraçando-o, o que fez com que Bill caísse de costas sobre a areia e Bea ficasse deitada sobre o seu corpo. Bill sorriu e abraçou o corpo de Bea com força. Bea afastou-se um bocadinho e olhou-o nos olhos, aqueles olhos que a deixavam sem fôlego sempre que a olhavam com carinho e desejo. Beijou-o até perder o ar, perscrutando cada centímetro da boca dele com a sua língua. Bill rebolou para a esquerda, ficando sobre Bea e começou a inspeccionar o seu corpo com as mãos grandes e delicadas que a tocavam de forma firme e confiante. Beijou o pescoço de Bea provocando-lhe inúmeros arrepios e parou para olhar para ela, Bea sorria deliciada com as carícias que ele lhe fazia, o seu corpo adoptava uma postura recessiva, de quem esperava que ele fizesse dela o que bem entendesse. Beijou os lábios carnudos que o viciavam naquele amor que ardia dentro de si e sentou-se novamente na toalha, abanando as mãos para fazer vento na direcção da sua cara, soprando para o ar ao mesmo tempo. Bill estava a ficar cheio de calor, mas era o tipo de calor que só se conseguia refrescar com uma dose de Bea. Agora era sempre assim. Não se conseguia manter afastado dela um segundo que fosse, queria sempre mais, queria sempre possui-la e levá-la à loucura com o seu amor.

Bea olhava para Bill e ria, as expressões dele eram irresistíveis. Deitou-se sobre o colo de Bill rindo da sua expressão. Bill mordeu o lábio inferior ao olhar para ela e colocou uma mão sobre a sua cabeça, afagando o seu cabelo loiro.

- Adoro ver-te assim… - disse Bea sorrindo e passando uma mão sobre o peito desnudado de Bill.
- Ainda bem, porque não sei estar de outra maneira ao teu lado… fico sempre assim … - disse Bill revirando os olhos.

- Em modo leão? – perguntou Bea rindo
- Em modo fera devoradora… - disse Bill a rir
- Gosto disso… - disse Bea beijando a barriga de Bill, onde vivia a sua estrela.

- Quando chegar a Berlin vou falar com o Tobi, sobre a tua segurança… – disse Bill – Não sei o que fazia se te acontecesse alguma coisa!

- Wow… - disse Bea levantando-se do colo de Bill e sentando-se muito direita a olhar para ele – Que segurança?
- Eu quero que andes com um guarda-costas… por o menos nos primeiros tempos!
– disse Bill olhando com um ar sério para ela.
- Eu não vou andar com um guarda-costas atrás Bill… - disse Bea – Quero andar à vontade, como sempre andei…

- Mas é o guarda-costas vai fazer com que possas andar à vontade… – disse Bill
- Mas eu não quero! Imagina o que não será eu chegar à faculdade com um guarda-costas atrás! Eles já não gostam de mim, havia de ser lindo… - disse a Bea pensando nisso

- Schatzi, eu sei que é difícil perder a liberdade, eu passei pelo mesmo, mas não quero que te aconteça nada. Tu não sabes como são as minhas fãs… podem muito bem meter na cabeça que és um alvo a abater…. eu morria se te acontecesse alguma coisa, sabendo que podia ter feito algo para evitar isso – disse Bill chegando-se perto de Bea e olhando-a com um olhar triste – Eu não vou dizer quem és, só direi que existes e que sou verdadeiramente feliz do teu lado…

- Não quero andar com outra sombra a não seres tu… – disse Bea abraçando Bill – Ainda vai demorar algum tempo até descobrirem quem sou… deixa-me aproveitar os meus últimos tempos de liberdade, depois se for necessário logo se vê a questão do guarda-costas, pode ser?
- Ok…
- disse Bill que não queria contrariar Bea.

Bill abraçou-a com força nos seus braços, o sol já tinha desaparecido, agora o céu apresentava um tom escuro. Bill temia pela segurança de Bea, não suportaria se algo lhe acontecesse, mas ela era tão casmurra… esperava não se arrepender desta sua decisão. Ia sentir falta da liberdade que tinha naquela ilha, ia sentir falta de poder ser ele mesmo, não esconder nada, andar de mãos dadas com Bea, beijá-la, abraçá-la em público sem objectivas direccionadas para si, mas contava que em breve a sua vida pudesse ser assim. Uma vez que oficializasse a sua relação com Bea, não precisava de se esconder de ninguém.
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Qua Jan 21, 2009 7:01 pm

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- Bill… - disse Bea numa voz adormecida e esticando a mão para o lado apalpando o espaço em vazio da sua cama.

Bea abriu os olhos com dificuldade, o lugar de Bill estava vazio… pela primeira vez numa semana acordava sem ele do seu lado. Ouviu o som da campainha tocar novamente e lembrou-se daquilo que a acordara à segundos atrás, da força que a tinha feito procurar pelo seu corpo estrelado. Pegou no telemóvel que estava pousado na sua mesinha de cabeceira e viu que tinha uma mensagem. Preocupou-se em ver que horas eram, à medida que a campainha voltava a soar. 3 horas da tarde….Bea tinha praticamente hibernado desde a sua chegada de Cancun.

Levantou-se e foi até à porta ver quem era. Espreitou pela ocular e viu Dreia a virar costas para ir embora. Abriu a porta com uma rapidez invulgar para quem tinha acabado de acordar.

- Dreiaaaaa – disse Bea contente por ver a amiga.

Dreia virou a cabeça para trás ao ouvir a porta abrir, e não conteve um sorriso rasgado de ver que a amiga. Afinal estava em casa, e ia poder matar as saudades dela. Correu até Bea e abraçou-a com uma força, que mesmo não sendo muita era a suficiente para deixar Bea que acabava de acordar sem fôlego.

- Que saudadesssss! – disse Dreia
- Aiiii….respirar… viver… - disse Bea sufocando
- Desculpa! – disse Dreia soltando a amiga a rir.

- Tenho sono…entra… - disse Bea puxando Dreia pelo braço e dirigindo-se para o seu quarto onde se meteu debaixo dos lençóis como que a preparar-se para continuar a noite de sono.

- Tu não vais dormi, pois não? – perguntou Dreia sentando-se do seu lado.
- Vou só fechar os olhos um bocadinho para descansar… - disse Bea
- Não vais nada! Temos muita coisa para fazer… – disse Dreia empolgada.
- Temos? – perguntou Bea abrindo um olho debilmente para ver a cara de Dreia esboçar um sorriso enorme.

- Sim! Advinha quem faz anos amanhã! – disse Dreia toda contente
- …..Não sei! – disse Bea abrindo um pouco o olho que permanecia fechado
- Tenta adivinhar… - disse Dreia

- Tu? – perguntou Bea sentando-se na cama.
- Não… - disse Dreia abanando a cabeça da esquerda para a direita.
- O 2? – perguntou Bea.
- Não… - disse Dreia sorrindo
- Não sei…. Dá-me uma pista… - disse Bea sorrindo

- ….Senhor dos Anéis! – disse Dreia sorrindo

- Hobbit! – disse Bea sorrindo
- Nem mais… - disse Dreia – 31 de Março…E advinha quem faz na semana a seguir…
- Não sei… o Gusti?
– perguntou Bea ainda meia a dormir.
- Nãoooo…. Euuuuuuu! – disse Dreia não se contendo.

- Ohhh…pensei que fosse alguém importante! – disse Bea enterrando-se novamente nos lençóis.
- Não gozessss… – disse Dreia abanado a amiga sobre o riso de ambas.

- E então…o que estás a pensar fazer? – perguntou Bea
- Uma festa na Veranstaltung - disse Dreia – Que achas?
- Fixe! Não vou lá há imenso tempo!
– disse Bea – E o que é que isso tem a ver com o Georg?
- Estava a pensar juntar as festas. Tipo, os nossos amigos são os mesmos, e assim em vez de estar a fazer uma festa, aproveitava e comemorava os anos na festa dele…
- disse Dreia

- Vais estragar a festa ao hobbit – disse Bea sorrindo
- Não vou nada… ele estava a pensar fazer a festa de dia 5 para 6, assim dava para passar a 0h convosco e entrar na maioridade do vosso lado… que achas? – perguntou Dreia entusiasmada.
- Acho bem… é um dois em um…festa do Georg e os teus anos. Festa em dobro. Gosto… - disse Bea fechando os olhos e ajeitando-se na cama.

- Mas tu és capaz de parar de dormir? – pediu Dreia rindo da figura de Bea – O que é que andaste a fazer para vir tão cansada da viagem?
- Uuuhhhh….tu não vais querer saber
– disse Bea sorrindo
- Ok… – disse Dreia sorrindo maliciosamente

- …..Confirma-se – disse Bea abrindo os olhos e sorrindo para Dreia ao mesmo tempo que levantava a sobrancelha.
- O quê? – perguntou Dreia
- São gémeos… em tudo! - disse Bea a rir-se

- Ahhhhh… eu disse! – disse Dreia batendo palmas e rindo ao mesmo tempo.
- … O titulo de Sex Gott foi mal entregue… - disse Bea sentando-se novamente na cama, totalmente desperta com o tema da conversa.

- Olha que não… - disse Dreia abanando a cabeça da direita para a esquerda.
- Olha que sim… tu não tens noção como é o Bill… é impossível… ninguém pode ser assim! E se o Tom for 1/3 já é muito bom… acredita! – disse Bea – Ele tem energia para dar e vender.
- Eles são gémeos… o Bill pode ser bom e ter mais energia, mas o Tom… tem a perícia e a experiência, ele sabe bem o que faz…
- disse Dreia revivendo na sua cabeça momentos que desejava já ter conseguido esquecer. Eram momentos daqueles que dificultavam a sua felicidade ao lado de qualquer outro rapaz que não fosse Tom.
- Ok… eu também não faço questão de experimentar o Tom para ver qual deles é o melhor, o Bill já me dá tudo o que podia desejar e mais, por isso vou acreditar na tua palavra, mas…. Tu não tens noção… O Bill é…- disse Bea revirando os olhos e mordendo o lábio inferior deixando-se cair de costas sobre a cama.

Dreia riu-se da felicidade de Bea. Era visível que Bill tinha enchido e preenchido todas as fantasias que Bea tinha, e pelos vistos tinha feito com que as expectativas dela fossem largamente superadas. Se Bill fosse como Tom só poderia mesmo surpreender e deixar o corpo dormente de todo o prazer que lhe infligia. Lembrou-se dos momentos com ele… de como era feliz em tê-lo dentro de si, em sentir o seu toque e as suas rastas percorrerem a sua pele macia provocando-lhe um sem fim de cócegas e prazer. Abanou mentalmente a cabeça para afastar aqueles pensamentos e lembrou-se do seu último encontro com Tom… por mais que o amor que sentia por ele permanecesse aberto como uma ferida incurável, sentia agora uma raiva dele irracional. Estava na ténue linha entre amor e ódio. Precisava de desabafar com Bea… mas Bea quebrou a sua linha de pensamento ao dizer:

- Ele quer oficializar a relação…

- Já?
– perguntou Dreia espantada – A coisa está mesmo séria…
- Eu sei… por mim até podíamos esperar, mas… eu gosto deste lado dele! Leva as coisas a sério, é sensível ao amor e quer poder vivê-lo sem se ter de esconder… Nunca pensei gostar tanto deste tipo de lamechices…
- Com o Bill ao teu lado habitua-te… ele é só romance e magia no ar…
- disse Dreia a rir
- Chama-lhe magia, chama… ele engana bem… - disse Bea tapando a cara com as mãos para esconder o ar estúpido de felicidade estampado na sua cara.

Dreia sorriu. A felicidade de Bea era tão evidente. Nunca a tinha visto assim, nem quando estava com Gonçalo. Respirou fundo e tomou coragem para continuar a sua linha de pensamento em relação a Tom…

- Outro dia encontrei o Tom… – disse Dreia deitando-se ao lado de Bea
- E então? – perguntou Bea meia a medo do que ele andava a fazer nos dias que corriam.
- Dei-lhe uma estalada… - disse Dreia corando.

- Wow! O que é que o anormal fez? – perguntou Bea virando-se de lado para fitar Dreia.
- Foi estúpido, otário, arrogante, convencido, parvo, e tudo o que lhe quiseres chamar… - disse Dreia chateada – Viu-me com o 2 e mandou-me à cara que só estava com ele para o substituir… e que o 2 era uma cópia dele….deve-se achar muito importante!

Bea olhou para Dreia, e franziu a testa. Dreia sabia que no fundo, Bea pensava da mesma maneira, mas não a queria dizer tão directamente quanto Tom tinha feito, embora, já o tivesse feito de formas similares e tão ou mais directas.

- Acredita…eu e o 2 estamos muito bem! Gosto cada vez mais dele… – disse Dreia abrindo muito os olhos para Bea – Eu até lhe tinha ido fazer uma surpresa e tudo, as coisas estavam a correr bem… mas depois apareceu o outro anormal e estragou tudo…Ahhh…e disse que quando estivesse na cama com o 2 e gritasse por ele, não me enganava no nome…

- Ele disse isso? Essa é baixa…é muito porco…
- disse Bea abanando a cabeça – Fizeste bem em bater-lhe, até lhe devias ter batido mais… ver se ele aprende a respeitar alguém.

- Pois… -
disse Dreia – E ainda aproveitei para lhe mandar a boca de que o 2 era muito melhor na cama que ele, devias tê-lo visto todo picado… - disse Dreia a rir.
- Uhhhh o ponto fraco do Sex Gott… se ele soubesse o potencial que o irmão esconde debaixo da carinha de anjo, não tinha coragem de se intitular de Sex Gott
- disse Bea sorrindo

- E lá continuas tu com a cena do Bill….já percebi que tiveste uma semana muito agitada. Pouco sono e muito exercício físico… – disse Dreia a rir
- Pouco sono??? Eu não sei o que é dormir à uma semana… - disse Bea sorrindo de felicidade.

- Mas e tu e o 2, está tudo bem mesmo? – perguntou Bea
- Mesmo… - disse Dreia sorrindo

- Sempre foste ao ginecologista? – perguntou Bea preocupada com a amiga.
- Sim… - disse Dreia suspirando – Para a semana tenho o resultado dos exames…estou com medo… se tiver algum problema, não sei o que faço…
- Não te preocupes… vai estar tudo bem, vais ver! Mas fizeste bem em ir fazer os exames, mais vale prevenir! Até porque para o 2 tu és virgem…convém que não apareças com nenhum problema ou ele vai duvidar de ti…
- disse Bea sorrindo – O que é que te deu na cabeça para inventar aquela história?
- Foi a primeira coisa que me veio à cabeça para não ele não insistir…
- disse Dreia.
- Aiiiii, essa cabecinha…. – disse Bea abraçando a amiga e fechando novamente os olhos como se quisesse adormecer assim.

- Tu não vais adormecer pois não? – perguntou Dreia – São quase 4 horas da tarde! E eu queria que me ajudasses a preparar as coisas para a festa…
- Dá-me mais meia horinha de sono e depois ajudo-te…
- disse Bea bocejando.

- Estou tramada contigo…. – disse Dreia soltando-se dos braços da amiga e levantando-se.
- A culpa é do Bill … - disse Bea sorrindo novamente.
- Tenho de ter uma conversinha com ele… isto não se faz… deixar-te neste estado… - disse Dreia
- Não …deixa estar… eu não me importo de estar assim! Vale a pena… - disse Bea a rir.

Dreia revirou os olhos para cima e saiu do quarto e de casa de Bea em direcção à sua casa. Bea estava mesmo a precisar de descanso. Pelos vistos Bill enganava bem, mas podia imaginar o que não seria um homem daqueles estar 3 anos sem ninguém e deparar-se com um amor correspondido nos seus braços num destino paradisíaco. Dreia sabia que não hesitaria em fazer o mesmo que ele.

Bea deixou-se estar na cama. Fechou os olhos e imaginou-se novamente em Cancun, nos braços de Bill, mas uma luz piscava incessantemente vinda do seu telemóvel, e por mais que quisesse ignorá-la, não conseguia. Esticou a mão o necessário para alcançar o telemóvel e abriu a mensagem que tinha pendente. Leu-a com um brilho nos olhos, sorriu timidamente e abraçou o telemóvel, onde se podia ler:

De: Bill
Acordar sem ti não é acordar, é viver sonâmbulo até ao momento em que te vir novamente e puder despertar em ti. Quero-te, desejo-te, amo-te… Bom dia schatzi!
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Qui Jan 22, 2009 6:25 pm

আ 57 আ








Dreia estava irrequieta, se não tivesse Bea sentada ao seu lado a segurar-lhe a mão era capaz de explodir. Não percebia, nem queria perceber o porquê de Tom estar tão interessado a falar com Tom 2, quando todos os seus amigos estavam na festa, e podia estar com qualquer um deles. Estava sentada num sofá da Veranstaltung de olhos fixos naqueles dois corpos altos e esguios que estavam em pé, à sua frente, no meio da sala privada que tinha sido reservada para o aniversário de Georg, a conversarem animadamente. Ruía-se de curiosidade para saber o que tanto tinham eles em comum para falarem durante tanto tempo. Viu o olhar de Tom 2 desviar-se para si por breves momentos e nele viu um brilho incrível. Dreia sorriu nervosamente e apertou com mais força a mão de Bea.

- Calma… - disse Bea segurando com ambas as mãos a mão de Dreia.

Dreia olhou para Bea com uma expressão ansiosa e desesperada. Estava muito nervosa, não queria de todo que os Toms fossem amigos, não queria qualquer proximidade entre eles. Queria eliminar o Kaulitz da sua vida, não fazer com que ele se tornasse o melhor amigo do seu namorado. Respirou fundo. Sentia-se cheia de calor e tinha razões para tal. Tom 2 não sabia que ela e Tom tinham estado envolvidos, se Tom deixasse escapar alguma coisa, 2 iria perceber logo que ela não era virgem. Ao lado do Sex Gott ninguém se mantinha virgem.

- E se o Tom lhe disser alguma coisa? – disse Dreia franzindo a testa.
- Não lhe devias ter mentido… Agora é um risco que corres… – disse Bea – mas também, eles estão tão sorridentes que duvido que estejam a falar disso…
- Espero que sim…
- disse Dreia sentindo o coração agitado dentro do seu peito.

Bill aproximou-se delas e sentou-se ao lado de Bea colocando uma mão sobre a sua perna e dando-lhe um beijo nos lábios que retratava a saudade de estar afastado dela um segundo que fosse. Olhou para Dreia e percebeu que a tenção naquele sofá estava ao rubro. Olhou em frente e viu os Toms a conversarem. Olhou de seguida para Bea e levantou uma sobrancelha numa expressão de espanto.

- O que é que se passa com aqueles dois? – perguntou Bill a Bea
- Não sabemos… mas não gostamos daquele convívio – disse Bea franzindo a testa – Podias arranjar maneira do teu irmão ir conviver com o Georg ou assim, não? Ele é que faz anos, não é o 2!
- Por ti?
– disse Bill sorrindo – Tudo…

Depositou um beijo terno nos lábios de Bea e levantou-se andando na direcção dos Toms. Dreia e Bea assistiram à aproximação de Bill, que sorria e gesticulava falando em algo que devia ser verdadeiramente divertido porque ambos os Toms se riam com vontade. Bea sorriu ao ver Bill distrair aqueles dois. Ele era sempre assim, um poço de alegria que avivava a alma de qualquer um, não era só a dela. Era capaz de jurar que os seus olhos brilhavam como diamantes puros, ao vê-lo assim… como é que tinha vivido tanto tempo sem ele? Como é que só o facto de o ver a falar com o irmão e Tom 2 a deixava com o coração acelerado, e repleta de desejo de estar do seu lado, abraçada ao seu corpo?

Dreia estava tão empenhada em tentar perceber o que Bill dizia que não ouviu Georg chamar por si. Foi preciso ver um corpo tapar a sua visão privilegiada dos Kaulitz a falarem com Tom 2, para olhar para cima e deparar-se com Georg de sorriso rasgado à sua frente.

- Então? – perguntou Georg – Estou a chamar-te à meia hora!
- Desculpa, estava a falar com a Bea e nem ouvi…
– disse Dreia disfarçando.
- Dás-me a honra de passar a meia-noite contigo? – perguntou Georg.

Dreia olhou para o relógio que trazia no pulso e viu que eram 11h55. Levantou-se e pegou na mão de Georg e Bea.

- Claro que sim! Quero estar com os meus amigos… - disse Dreia – Deixa-me só chamar o Tom e o Bill.

Dreia foi ter com os três rapazes que conversavam animadamente no meio da sala e ouviu um pouco da conversa. Falavam de carros. Aliás, os Toms falavam de carros, porque Bill estava de braços cruzados a ouvir a conversa e a mandar bocas por não perceber nada do que eles diziam. Pediu desculpa pela interrupção, e requisitou a presença de Tom 2 e Bill, olhando para Tom Kaulitz com uma ira invulgar que não conhecia em si. Pegou na mão de cada um deles e arrastou-os até Bea e Georg, deixando o Kaulitz plantado no meio da sala sozinho.

Bill abraçou Bea por trás e beijou-lhe o pescoço. Bea sorriu e colocou as suas mãos sobre as de Bill, adorava senti-lo preso a si. Dreia colocou a mão à volta da cintura de Tom 2 e beijou-o, recebendo da parte de Tom o mesmo acolhimento. Georg anunciou que faltava pouco para a meia-noite, para Andreia completar os seus 18 anos, e iniciou a contagem decrescente.

- 5…4…3…2…1… - gritavam os seus amigos em uníssono.

Tom 2 abraçou Dreia elevando-a no ar e beijou-a com vontade, dizendo:

- Parabéns liebe. Obrigado por me deixares fazer parte da tua vida, és perfeita demais para acreditar que não és um sonho! Amo-te!

Dreia sorriu e beijou-o sentindo uma chama consumi-la por dentro. Sim. Tom 2 era tudo o que ela desejava, era tudo o que sempre quis que Tom Kaulitz fosse. Sentia-se verdadeiramente feliz nos seus braços, aquelas palavras faziam-na sentir-se especial e amada. Abraçou-o com força e beijou-o com vontade, percorrendo o interior da sua boca com a língua que curiosa procurava saciar a sua sede entre os lábios dele. Ouviu Bea tossir de forma sonoramente falsa, e afastou-se de Tom para a ver ao seu lado com um sorriso rasgado. Largou Tom e abraçou Bea com toda a força que tinha dentro de si. Estava feliz. Estava cada vez mais perto de se poder sentir una consigo mesma, e Bea era um dos grandes pilares da sua vida. Já não imaginava a sua vida sem ela.

- Parabéns querida… Espero que a maioridade te traga mais juízo! Mas se não trouxer eu vou estar sempre do teu lado para… - disse Bea sentindo-se ser interrompida por alguém que as abraçava às duas com força.

- E eu??? – disse Bill apertando Bea e Dreia nos seus braços grandes – Também quero dar um abraço à Dreia…
- Ciumento, não podes ver a Bea dois segundo comigo, tens de vir a correr…
- disse Dreia rindo.
- Não é todos os dias que se pode abraçar a mulher da nossa vida e a nossa melhor amiga num dois em um! – disse Bill a rir

Depositou um beijo na bochecha de Dreia e disse com um sorriso bem rasgado:

- Parabéns!
- Obrigada Bill
– disse Dreia contente por ter os seus dois melhores amigos num abraço tão ternurento.

Soltaram-se dos braços um dos outros, e Dreia viu Bea ser atacada por uma quantidade infindável de beijos apaixonados de Bill que a abraçava pela cintura e a raptava em direcção a um dos sofás. Dreia não conseguiu evitar de sorrir. Aqueles dois vinham ainda mais apaixonados e perfeitos um para o outro desde que tinham regressado de Cancun, como se precisassem um do outro para respirar. O amor estava no ar e recomendava-se.
Sentiu uma mão tocar-lhe levemente no ombro e virou-se para trás, para se deparar com Tom….o seu Tom…. Tom 2! Sorriu e abraçou-o pelos ombros.

- Estás feliz? – perguntou ele dando-lhe um beijo nos lábios.
- Muito! – disse ela sorrindo.
- Então vai lá cumprimentar os teus amigos, depois gostava de falar contigo a sós. Tenho uma prendinha para ti… – disse Tom beijando-a.

Dreia levantou ambas as sobrancelhas e sorriu. Uma prenda? Que bom… adorava surpresas. Largou Tom e cumprimentou o resto das pessoas presentes na sala que se aglomeravam à sua volta na possibilidade de lhe darem dois beijinhos e desejarem-lhe felicidades para os seus 18 anos. Cumprimentou toda a gente, menos ele… Tom Kaulitz. Tom não se tinha dignado a ir ter com ela para lhe dar dois beijinhos. Passou os olhos pela sala e não o viu em lado nenhum. Como é que ele era capaz de ser tão insensível ao ponto de se ir embora no momento em que ela fazia anos, e nem sequer a cumprimentar? Sentiu uma vontade de chorar imensa, por saber que no seu intimo, ainda gostava dele, por saber que a dor que sentia, era substituída por uma dor superior de cada vez que o via e estava com ele. Só Tom 2 lhe fazia sentir bem. Precisava de eliminar o Kaulitz de vez da sua vida para não sentir aquele peso e angústia dentro de si.

Acabou de cumprimentar os amigos e olhou para o sofá onde os Bs estavam entretidos a beber uma taça de champagne e a rir entusiasmados com a troca de carinhos e conversa que estavam a ter a dois. Sorriu e procurou Tom 2. Encontrou-o de copo na mão encostado a uma das grandes janelas da Veranstaltung a ver a paisagem. Aproximou-se dele e abraçou-o por trás. Não queria ter pensado naquilo, mas veio-lhe imediatamente à cabeça o dia em que na casa de Gustav tinha feito o mesmo a Tom e tinha descoberto que ele andava a sair com outras raparigas enquanto dormia consigo. Tom 2 virou-se ao contrário para ficar de frente para Dreia e viu que ela tinha um olhar triste nos olhos. Abraçou-a e deu-lhe um beijo na testa.

- Estás pronta para a tua prenda? – perguntou Tom 2.

Dreia abanou afirmativamente a cabeça de cima para baixo. Tom 2 pegou na mão dela e levou-a até ao exterior da discoteca, até ao seu carro. Abriu a porta do pendura e debruçou-se para dentro do carro alcançando o porta-luvas. Abriu-o e tirou de lá dentro dois pequenos embrulhos com o formato rectangular. Fechou o porta-luvas e a porta do carro. Virou-se para Andreia e sorriu. Pousou o copo que ainda trazia na mão em cima do carro e olhou para os dois embrulhos. Dreia sorria impaciente e cheia de curiosidade para saber o que ele lhe tinha preparado.
Tom 2 estendeu um dos embrulhos a Dreia dizendo:

- Abre este primeiro!

Dreia pegou no pequeno embrulho com curiosidade. Abriu-o com uma rapidez fulminante, e deparou-se com um cartão em branco. Olhou para Tom 2 com um ar espantado. Porque é que ele lhe dava um cartão sem nada?

- Abre-o! – disse Tom sorrindo.

Dreia abriu o cartão e lá dentro viu escrito à mão: Tudo o que te quero dar é amor, neste e em todos os aniversário que fizeres para o resto da tua vida. Amo-te desde o dia em que te vi, és a pessoa mais importante da minha vida. És o meu anjo liebe! E entrego-me a ti de alma e coração.

Sentiu um peso tomar conta do seu interior. Nunca lhe tinham dito nada sequer parecido àquilo que ali estava escrito. Porque é que Tom 2 era tão perfeito? Tornava-se irremediável gostar dele, era um beco sem saída, ele conquistava-a a cada dia que passava. Olhou para ele e saltou para os seus braços. Não precisava de nada material, precisava de amor, era a melhor prenda que alguém lhe podia dar. Amor.

- Sou a tua prenda se me quiseres… - disse Tom 2 apertando-a nos seus braços - Mas ainda tens outra…
- Não preciso, nem quero mais nada… - disse Dreia beijando Tom
- Mas já que a comprei…. – disse Tom sorrindo e dando-lhe para as mãos o outro embrulho.

Dreia abriu o segundo embrulho com mais calma. Tirou de lá de dentro o recibo de um pagamento, onde todos os custos tinham sido riscados a caneta de feltro preta. Olhou para Tom2 sem saber muito bem o que aquilo significava.

- Falei com a tua mãe e ela deixou-me fazer-te esta surpresa… - disse Tom 2.
- O que é isto? – perguntou Dreia sorrindo.
- As tuas aulas de código… - disse Tom 2.

- O quê?? – perguntou Dreia incrédula.
- Agora que fizeste 18 anos já podes tirar a carta. Tens as aulas de código pagas, quando quiseres é só começar a ir assistir às aulas… - disse Tom 2 sorrindo e abraçando-a pela cintura – depois podes ir ter comigo à Berghain mais vezes.

Dreia sorriu e abraçou-o com força. Estava desejosa de começar a guiar e ganhar alguma independência, já tinha planeado uma conversa para ter com os seus pais sobre esse assunto, mas pelos vistos Tom 2 tinha lido a sua mente e falado com eles antes sequer de ela preparar a conversa.

- Gostaste? – pergutnou ele.
- Adoreiiiiiii… - disse Dreia sorrindo e beijando-o – Obrigada!

- Estava à bocado a falar com o Tom e ele disse que ias gostar… - disse Tom 2
- Contas-te ao Tom a prenda que me ias dar? – perguntou Dreia corando.
- Sim. Não precisas de te sentir envergonhada, ele foi muito fixe… - disse Tom 2.
- Mas disseste-lhe só das aulas de código ou do cartão também? – perguntou Dreia curiosa em saber o que Tom sabia.
- De tudo! Ele disse que ias adorar, que gostavas de coisas românticas… – disse Tom 2 – Vocês são muito amigos?
- Nem por isso… sou mais amiga do Bill
– disse Dreia sentindo-se nervosa com aquela situação.
- Mas olha que ele parece conhecer-te muito bem… - disse Tom 2 pegando no copo que estava em cima do carro – Voltamos lá para cima?
- Sim…
- disse Dreia sorrindo debilmente.

Porque é que Tom 2 tinha de ter contado tudo ao outro anormal. Não queria que ele soubesse nada da sua intimidade com o 2. Queria distância, mas ele parecia estar em todo o lado sempre.
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Qui Jan 22, 2009 6:26 pm

‡ 58 ‡





Entrou na sala sozinha. Tom 2 tinha ficado a falar com uns amigos que avistara no bar da discoteca. Viu Bea e Bill sentados no mesmo sítio onde os tinha deixado. Foi directa a eles… ou assim pensava. Sentiu uma mão impedi-la a meio do caminho. Alguém a segurava pelo braço, e não precisava de se virar para trás para saber quem era. Conhecia aquele toque de cor e salteado, aquelas mãos, aquela firmeza e aquele calor que se instaurava dentro de si sempre que as sentia. Virou-se e viu Tom sorrir-lhe. Dreia sentiu-se corar de forma perturbadora, não o tinha visto na sala. Tom aproximou-se dela, reduzindo o espaço que os separava e deu-lhe um beijo na bochecha, sem que ela tivesse tempo de reagir.

- Parabéns! – disse Tom sorrindo e estendendo-lhe uma taça de champagne para a mão.
- Obrigada… - disse Dreia recebendo a taça e preparando-se para beber um gole.
- Espera… vamos brindar? – perguntou Tom passando a língua demoradamente pelo seu piercing.

Dreia hesitou. Não queria brindar com ele. Mas queria… claro que queria brindar com ele. Isso e devorar aquele piercing que espreitava nos seus lábios, sentir novamente aquelas mãos, e a textura suave e macia dos seus lábios, passar aquele dia tão importante da sua vida com ele, nos braços dele. Era o que mais desejava, sentir o amor que Tom 2 lhe dava nos braços do Kaulitz. Porquê? Porque é que cada vez que o via ou falavam nele tinha de ser assim? Porque é que o amava tanto que o desejava mesmo sabendo que isso a acabava sempre por magoar? Porque é que era feliz com Tom 2, mas acabava sempre por pensar no Kaulitz? Ele era o seu ponto fraco, como uma droga, e ela precisava dele.

- Sim… - disse Dreia chocando o seu copo contra o de Tom e bebendo de um só trago metade do seu conteúdo.

- Já recebeste as tuas prendas? – perguntou Tom brincando com o copo nas mãos.
- Já… - disse Dreia incomodada com os seus pensamentos – …Porque é que tinhas de ir falar com o Tom?
- Ele é que me pediu a opinião…
– disse Tom
- Mas tu é que foste falar com ele… - disse Dreia
- Sim. Queria saber se sempre se confirmava que ele era melhor que eu… - disse Tom rindo maliciosamente.

Dreia sentiu um peso ainda maior no seu interior. Estava tudo estragado, se Tom 2 tivesse dito alguma coisa a Tom sobre ainda não terem ido para a cama, ia precisar de um buraco onde se enfiar…

- E? Estás a pensar ir para a cama com ele para experimentar? – perguntou Dreia de forma arrogante e magoada.

- Não foi preciso… – disse Tom a sorrir – Dar-te um cartãozinho a dizer que te ama muito…sinceramente Dreia… eu conheço-te, sei que não é disso que gostas… – disse Tom semi-cerrando os olhos e mordendo o lábio inferior numa expressão de desejo.
- Pelos vistos não me conheces... Foi a melhor prenda que alguém me podia ter dado. Algo que tu obviamente não farias… - disse Dreia sentindo raiva de Tom.

- De certeza. Mas eu sempre te soube dar outras coisas e tu sempre gostaste bastante… - disse Tom
- O quê? É que sinceramente não me lembro Tom… porque andares com as tuas amiguinhas nunca me deu prazer nenhum… – disse Dreia - … Fazeres-te à Bea nas minhas costas também não… e deixares claro que não gostavas de mim muito menos!

- E o sexo?
– perguntou Tom olhando para os olhos de gata que adoptavam uma cor esverdeada.
- Já tive melhor… - disse Dreia fazendo-se de superior – Deixa de te julgares tão bom. Ainda por cima quando não tens razões para isso… A humildade ficava-te bem! Sou feliz com o Tom. Ele dá-me tudo! Principalmente amor, que é coisa que nunca senti contigo.

- Falas como se algum dia tivéssemos namorado!
– disse Tom assustado com o rumo da conversa.
- Não te preocupes… eu sei que não. Tu deixas-te bem claro que era só sexo… comigo e com as outras todas… – disse Dreia sorrindo ironicamente.

- Ainda estás chateada comigo? – perguntou Tom incrédulo – Eu não gosto de compromissos, não sou como o Bill, não sinto amor… sinto desejo. Há algum mal nisso?
- Não, claro que não. Mas por mim já tinha enterrado este assunto há muito tempo. Não percebo porque é que continuas a insistir comigo se já te disse que tenho um namorado e sou feliz com ele…
– disse Dreia.

- Porque nos divertimos bastante juntos, e somos amigos e às vezes recordar é bom… Sem compromissos… - disse Tom passando a mão nos longos cabelos de Dreia.
- Só podes estar a gozar comigo! Eu não sou como tu. Eu tenho sentimentos. Gosto do Tom e nunca o trairia. Nem acredito que tens a lata de insinuar uma coisa dessas… Estás cada vez pior…devias procurar um grupo de ajuda! – disse Dreia afastando-se de Tom

- Tu é que sabes…eu só sugeri… - disse Tom fazendo-se de santo – Não achas que quem devia estar chateado contigo era eu? Deste-me um estalo na Berghain
- Ahhh…então é por causa disso?
– perguntou Dreia – Esquece Tom, não vale mesmo a pena! Tu merecias aquela estalada e muitas outras…

- Só me deixas mais excitado…
- disse Tom pousando a língua sobre o piercing.

- Pára de ser assim, procura os Sexólicos Anónimos faz qualquer coisa, mas muda de vida porque estás a ficar obsessivo, e assim nem vou querer ser tua amiga, se vieres com essa conversa sempre que nos encontrarmos… - disse Dreia chateada
- … Já vi que não estou com sorte! – disse Tom sorrindo como se tivesse a gozar com ela aquele tempo todo.

Dreia viu Tom 2 entrar na sala com duas taças de champagne na mão e sorriu. Olhou para o Kaulitz e levantou-lhe uma sobrancelha sorrindo, afastou-se dele em direcção de Tom 2 e pegou numa das taças de champagne brindando com 2, em provocação a Tom que à minutos atrás tinha pedido para ele brindar com ele. No fim do brinde abraçou-o e beijou-o demoradamente.

Bea assistia à conversa de Tom e Dreia atentamente, não tão atentamente como Bill que parara literalmente, estático a olhar para eles os dois. Quando Tom passou a mão no cabelo de Dreia, e ela se afastou Bea rangeu os dentes e sentiu imediatamente Bill colocar os braços à volta do seu corpo. Bill abraçou-a com força e deu-lhe um beijo na cara.

- Deixa-os resolverem as coisas por eles… – disse Bill
- O teu irmão goza com a cara dela… - disse Bea raivosa
- Mas a Dreia não é tontinha. Ela sabe defender-se! Quem prega uma estalada ao Tom prega duas… – disse Bill a rir

Bea olhou para Bill e começou a rir-se, abraçou-o e beijou-lhe o pescoço pensando nas palavras dele, de facto Dreia tinha crescido muito desde que tinha “acabado” tudo com Tom. Sentiu as mãos de Bill procurarem a sua cara e posicionarem-na para receber os seus lábios e o piercing que a fazia esquecer qualquer problema ou pensamento que habitasse a sua cabeça.

- Posso-te pedir uma coisa? – perguntou Bill ternurentamente roçando o seu nariz no nariz de Bea.
- Isso nem se pergunta… - disse Bea sorrindo derretida com aquele gesto fofo de Bill.
- Gostava que fosses amiga do meu irmão… - disse Bill

Bea estava à espera de tudo menos daquele pedido, englobado no meio da troca de afectos entre eles os dois. Afastou-se ligeiramente de Bill e olhou-o nos olhos com uma expressão um pouco confusa.

- Vocês são as pessoas mais importantes na minha vida. Gostava que se dessem bem! – disse Bill com uma cara triste.
- Tu sabes que eu não gosto nada da maneira dele ser com as raparigas. E ele magoou muito a Dreia, e fez-se a mim… - disse Bea enumerando aquilo que não gostava em Tom.
- Eu sei. Mas ele é muito boa pessoa. Tem esse problema com o sexo feminino, mas ele é sensível, divertido, muito amigo. Gosta é de se mostrar forte e machão, mas no fundo é como eu… – disse Bill

- Ele nunca conseguiria ser como tu… - disse Bea abraçando Bill pelo pescoço e depositando-lhe um beijo nos lábios.

- Ele é parte de mim… - disse Bill olhando-a sério.

- E achas que ele seria capaz de ser amigo de uma rapariga sem querer algo mais? – perguntou Bea sinceramente.
- Acho! – disse Bill com toda a certeza – Principalmente de ti. A minha namorada, a minha melhor amiga, a cunhada dele… – disse Bill piscando o olho – Ele gosta imenso de ti… e eu acho que às vezes lhe fazia bem ouvir um concelho feminino…

- Mas sabes que eu passo-me facilmente com ele…
- disse Bea
- Sei…por isso é que te estou a pedir para fazeres um esforço e falares com ele. Gostava muito que vocês se dessem bem e fossem amigos… mesmo que não concordes com o estilo de vida dele. Eu também não concordo, mas aceito, porque ele é meu irmão, e é uma pessoa incrível… – disse Bill

Bea observava o modo como Bill falava de Tom, havia nas palavras dele um amor e uma ligação tão forte. Sabia que sem Tom, ele não seria o mesmo Bill, sabia que Tom significava tudo para ele, e mesmo que não gostasse de Tom, valia a pena fazer um esforço, por o menos tentar dar-se bem com ele, em nome do amor que sentia por Bill, em nome do seu futuro. Esperava envelhecer ao lado de Bill, e isso iria implicar envelhecer ao lado de Tom também. Quanto mais cedo convivessem em paz, melhor.

- Por ti? – disse Bea repetindo as palavras que ouvira de Bill no inicio dessa noite – Tudo!
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Sex Jan 23, 2009 4:10 pm

 59 






Um mês e meio sem Bill… ia ser um pesadelo. Ia precisar de ser muito forte para aguentar estar sozinha depois de ter aprendido a sentir e viver um amor tão intenso nos braços dele. Estava deitada de barriga para cima debaixo dos lençóis da cama dele. Recuperava o fôlego daquela que tinha sido a sua despedida de Bill. Tinha dormido pela primeira vez em casa dele para aproveitar todo o tempo possível do seu lado. Ao contrário das noites em Cancun, esta tinha sido uma noite diferente, tinha sido mais calma, meiga e extremosa. Tinham feito amor, no verdadeiro sentido da palavra, um sem número de vezes, tinham-se dado um ao outro e partilhado o sentimento que os unia de forma dedicada e afectuosa. Não existia mais ninguém a não ser o outro, não existia outro corpo a não ser o deles, unido.

Olhou para o lado e viu o peito de Bill subir e descer a uma velocidade acelerada. Também ele tentava agora controlar a sua respiração. Bea beijou o peito dele e deitou nele a sua cabeça, respirando ao seu ritmo. Bill abraçou o corpo de Bea contra o seu e sorriu, queria aproveitar todos os momentos possíveis para a ter junto a si. Um mês e meio sem ela ia ser uma tortura. Um dia longe dela já parecia uma eternidade, quanto mais um mês e meio, e o pior é que sabia que uma vez que voltasse, só teria duas semanas em casa e iniciava a tour do novo álbum, possivelmente até ao fim do ano, e isso despedaça-lhe o coração. Queria estar com ela, e faria tudo para que isso acontecesse com a maior regularidade possível. A sua respiração começava agora a acalmar, beijou a cabeça de Bea que permanecia no seu peito e apertou-a contra si com firmeza.

- Ich liebe dich so sehr schatzi… (amo-te tanto tesourinho) - disse Bill visivelmente emocionado com aquela despedida.

Bea virou-se de barriga para baixo e colocou o seu queixo sobre o peito de Bill, olhando-o nos olhos. Aqueles olhos que espelhavam emoção e tristeza, e que deixavam o seu coração ainda mais partido do que já estava.

- Und ich Sie… (e eu a ti…) – disse Bea suspirando, e acrescentando em português – Amo-te mais do que algum dia pensei amar alguém. Tornaste-me numa lamechas e sentimentalóide…
- Hmmm… português… Sexy sexy…
– disse Bill mordendo o lábio inferior e levantando uma sobrancelha.

Bea sorriu e foi até aos lábios de Bill, comprovar o sabor doce deles.

- Como é que se diz ich liebe dich em português? – perguntou Bill sorrindo – Quero saber dizer que te amo em todas as línguas, a começar pela tua!
- Amo-te!
– disse Bea devagarinho e pronunciando bem a palavra.
- Amute… - disse Bill levantando uma sobrancelha e sorrindo sedutoramente por não saber se estava a dizer bem.

Bea sorriu e alcançou os lábios dele, para lhe demonstrar por gestos e actos como se demonstrava em português e em qualquer outra língua aquilo que sentia por ele.

- Amo-te Bill… - disse Bea encostando a sua testa à de Bill e fechando os olhos.
- Amute Betrriz … – disse Bill fechando também os olhos e abraçando o corpo dela – Agora fala um bocadinho mais em português… – disse Bill rindo de forma sedutora. Ouvi-la falar na sua língua materna deixava-o irremediavelmente excitado.

Bea aproximou os lábios do ouvido de Bill e beijou-o lentamente para depois num sussurro lhe dizer ao ouvido:

- …. O que tu queres sei eu! – e desatou numa gargalhada sincera que contagiou Bill e fez com que ele a tivesse de subornar para que ela lhe traduzisse aquilo que tinha dito. Um suborno lento e apaixonado…


Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool Cool


Bea estava na cozinha da casa dos gémeos a arranjar um saquinho com as coisas de Scotty. Tinha-se oferecido para tomar conta dele durante este mês e meio em que Bill e Tom iam estar fora. Queria sentir-se o mais próxima possível de Bill, e Scotty era tudo para ele, poder tomar conta do seu cão e sentir a alegria de o ter perto de si todos os dias, ia alegrar também o próximo mês e meio e deixá-la mais animada para enfrentar a ausência de Bill.

Tom acabava de chegar a casa do último passeio de Scotty na rua, antes deste se mudar para casa de Bea. Scotty irrompeu pela cozinha adentro histérico do passeio, foi direito a Bea, com a caudinha abanar e Bea baixou-se para lhe fazer festinhas e receber uma lambidela amistosa de Scotty na bochecha. Bea sorria, Scotty era sempre tão carinhosos e seu amigo. Viu uns ténis e umas calças largas à sua frente e levantou a cabeça para ver Tom a sorrir para si. Levantou-se e continuou o que estava a fazer, dizendo:

- Bom dia!
- Bom dia…
– respondeu Tom sorrindo – O Bill já está pronto?
- Não. Ainda está a tomar banho…
- disse Bea

E antes que conseguisse dizer mais alguma coisa, sentiu umas patas envolverem a sua perna direita com uma força esmagadora, como se, se tratasse de uma lapa. Olhou para baixo e viu Scotty preso à sua perna e a começar a fazer movimentos ondulatórios contra ela. Tom começou a rir-se, orgulhoso da virilidade do seu cão. Bea abanava a perna e gritava com Scotty para que ele a largasse, mas não parecia ter nenhum efeito. Scotty estava a fazer imensa força e Bea não o conseguia afastar. Começou a bater-lhe com o saco que tinha em cima da bancada da cozinha, o mesmo saco que iria transportar os pertences de Scotty até sua casa. Tom dobrava-se sobre a barriga a rir com aquela cena. Bea estava a ficar realmente chateada com ele, por rir e não fazer nada para a ajudar.

- THOMAS… ajuda-me… - disse Bea chateada à medida que continuava a abanar a perna e a sentir Scotty prender-se ainda com mais força a si – Importas-te de fazer alguma coisa?

Tom continuou a rir, e foi até à torneira do lava-loiças, abriu-a e pegou numa concha de água, mandando-a para cima de Scotty, que se afastou da perna de Bea num instante. Fechou a água e continuou a rir perante a situação que tinha acabado de testemunhar.

Bea tinha ficado chateada com Tom, vira-a em aflição e não era capaz de fazer nada. Sentou-se numa das cadeiras da mesa da cozinha e levantou a calça para ver até que ponto Scotty não a teria aleijado, ainda sentia a força e pressão que Scotty tinha feito contra a sua perna. Mas parecia estar tudo bem, não estava sequer arranhada, era mesmo só a impressão de o ter tido colado a si. Scotty não tinha culpa, era o instinto animal, sabia que ele não fazia por mal. Já Tom, podia ter feito alguma coisa mais cedo.

- Estás bem? – perguntou Tom a rir
- Estou… mas não é graças a ti! – disse Bea puxando a calça para baixo novamente.
- Se não fosse eu, ele tinha continuado… - disse Tom a sentir-se injuriado – Parece que tens um efeito forte em todos os machos desta casa… - disse Tom a rir-se novamente.

Bea levantou-se da cadeira e olhou para Tom com um olhar que espelhava a raiva que sentia por ele naquele momento. Se um olhar matasse, Tom não viveria para contar aquela história a ninguém.

- Não faltasse a tua boquinha… - disse Bea – Caso não te lembres sou namorada do teu irmão…
- Calma cunhadinha… ficas logo toda picada…
- disse Tom sorrindo – Era suposto ser um elogio…
- Só se for na Alemanha! Porque em Portugal chama-se falta de respeito…
- disse Bea chateada.

- O quê? Dizer que és boa e que até os cães te desejam? – perguntou Tom directamente.
- Sinceramente Thomas… Já te calavas! - disse Bea continuando a arranjar as coisas para Scotty ir para sua casa.

- Nós Kaulitz somos assim… - disse Tom sendo interrompido por Bill que entrava na cozinha.

- Somos assim como? – perguntou Bill indo ter com Bea e abraçando-a por trás beijando-lhe o pescoço.
- Bombas sexuais! – disse Tom sorrindo.

- Não precisas de lhe dizer… ela já sabe… - disse Bill mordendo sedutoramente o pescoço de Bea e sugando-o até lhe deixar a marca de um chupão.
- Acredito… agora só lhe falta experimentar um Kaulitz … - disse Tom a rir.

- Tommi… - disse Bill olhando para Tom com um olhar feroz. O leão mostrava a sua garra.
- Calma maninho… falta e vai continuar a faltar… – disse Tom. E continuando a ver o olhar de Bill intenso acrescentou - …Para todo o sempre…

- Está melhor…
- disse Bill desviando novamente a sua atenção 100% para Bea – Mas de onde é que vem essa conversa?
- O teu irmãozinho viu-me aflita com o Scotty preso à perna e não foi capaz de fazer nada, foi quase preciso implorar para ele se mexer …
- disse Bea.

- Tu sabes que eu gosto de as ouvir implorar maninho… - disse Tom justificando-se e a rir ao lembrar-se daquela cena.
- Tommi! – disse Bill novamente com uma cara muito séria. Cara essa que não conseguiu conter por muito tempo.

Bill desatou-se a rir, ao imaginar a situação. Provavelmente ele teria reagido da mesma forma.

- O Scotty tem bom gosto… - disse Bill orgulhoso do seu cão, beijando novamente o pescoço a Bea e apertando-a nos seus braços.
- Foi o que eu lhe disse… mas ela levou a mal… – disse Tom
- Mas tu disseste isso de forma diferente… Além disso tu não podes dizer essas coisas. Só o Bill… – disse Bea virando-se para trás e abraçando Bill pelos ombros depositando nele um beijo apaixonado.

- Eu acho que vocês estão a precisar de falar… - disse Bill sem desviar o olhar dos olhos de Bea, como se lhe estivesse a pedir para ter aquela conversa que ela tinha prometido tentar ter com Tom – Não achas Bea?

- Agora?
– perguntou ela sem vontade nem paciência para encarar Tom.
- Sim schatzi… agora ia ser óptimo… para eu ir mais descansado embora e saber que já tinhas falado com ele e que estava tudo bem entre vocês… - disse Bill tocando ao de leve nos lábios dela com os seus.

- Eu continuo aqui, caso se tenham esquecido… - disse Tom que estava totalmente aparte daquela conversa, que obviamente o englobava, mas que parecia desconhecer da sua existência naquela cozinha.

Bea olhou para Tom e suspirou, voltou-se novamente para Bill e depositou um beijo nos lábios dele, recolhendo daqueles lábios perfeitos a coragem que necessitava.

- Por ti…tudo… - disse Bea suspirando de novo e beijando o queixo de Bill. Soltou-se dos braços de Bill. Olhou para Tom, e sem grande paciência disse – Gostava de falar contigo…
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Sex Jan 23, 2009 4:10 pm

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- Por ti…tudo… - disse Bea suspirando de novo e beijando o queixo de Bill. Soltou-se dos braços de Bill e olhou para Tom, e sem grande paciência disse – Gostava de falar contigo


- Gostavas? Não parece nada… acho que estás mais a ser obrigada a falar comigo, do que a querer falar! – disse Tom franzindo a testa.
- Não tornes isto mais complicado… Vou secar um bocadinho o cabelo enquanto vocês falam… – disse Bill saindo da cozinha e dando uma palmadinha no ombro de Tom

Bea versus Tom. Duelo de titãs.
Bea sentou-se na cadeira da cozinha onde anteriormente tinha estado sentada e começou a escolher as palavras na sua cabeça para começar aquela conversa, enquanto Tom se encostava de braços cruzados à bancada da cozinha.

- Então? Qual é o drama? – perguntou Tom.
- O teu irmão quer que a gente se dê bem… - disse Bea.
- Eu também… sabes que sempre quis… – disse Tom passando a língua sobre os lábios.
- Ai Thomas… eu disse que ia fazer um esforço, não me dificultes a tarefa se faz favor… – disse Bea revirando os olhos enjoada com aqueles comentários dele.
- E então? O que é que fazemos agora? Abrimos o coração, dizemos que gostamos muito um do outro e damos um abraçinho? – perguntou Tom a ser irónico.

- Pode ser… - disse Bea concordando e fazendo com que Tom ficasse a olhar para ela espantado.
- Estava a gozar! – disse Tom
- Eu não… - disse Bea – Queres-me dizer alguma coisa?
- Não tenho nada para te dizer…
- disse Tom sentando-se na bancada da cozinha.

- Então começo eu… - disse Bea engolindo a seco e preparando-se para deitar cá para fora tudo o que tinha entalado e que achava que ele merecia ouvir. Talvez isso fosse dificultar a amizade entre eles a seguir… mas se era para abrir o coração não lhe ia ficar nada por dizer – Não gosto da maneira como tratas as mulheres. És machista, insensível, mulherengo, julgas-te superior, usas e abusas delas como se fossem objectos, e eu não gosto disso. Não gosto principalmente da maneira como me tratas a mim, sempre com gracinhas que não têm graça nenhuma, e da maneira como tratas a Dreia.

- Primeiro é assim… eu não tenho nada contra as mulheres nem as trato mal, trato-as até muito bem….acredita. Não prometo nada a ninguém, não as iludo para as levar para a cama, se elas estão a contar com mais, não é por eu as induzir em engano, porque nunca o fiz, nem precisei de fazer. Não uso ninguém como se fosse um objecto, sou tão objecto nas mãos delas, como elas nas minhas, não sou superior a ninguém. O proveito é mútuo – disse Tom com um ar sério que Bea desconhecia nele – Segundo, eu nunca te tratei mal, andei atrás de ti, mas tu nunca quiseste nada, o que é que ia fazer?

- Parar com as gracinhas? Não me chateares? Andavas a comer a minha melhor amiga e a fazer-te a mim ao mesmo tempo Thomas! – disse Bea incrédula.
- Mas não passava disso…comer a tua melhor amiga! Acredites ou não, há quem não se importe de compartilhar um rapaz com a melhor amiga… - disse Tom
- Isso é nojento… - disse Bea.

- Mas existe… e eu não sabia até que ponto tu não te irias deixar levar… tinha de tentar… - disse Tom – Quem não arrisca não petisca. E tu és uma rapariga com sex appeal, interessante, bonita e que dás luta…
- Ok…não vamos falar sobre isso… -
disse Bea pondo uma mão na cabeça com o rumo que a conversa estava a tomar.

- Mas não te precisas de preocupar, porque era incapaz de ter fosse o que fosse contigo agora que estás com o Bill… só gosto de te picar, porque tu ficas mesmo chateada com as minhas bocas e é giro… - disse Tom a sorrir.
- Andas basicamente a divertir-te às minhas custas… – disse Bea.
- Basicamente… – disse Tom a rir.

- Mas agora já sabes que não gosto mesmo que digas essas coisas… - disse Bea.
- É no gozo cunhadinha – disse Tom a rir – Não me tires esse prazer…

- Thomas!
– disse Bea olhando para ele séria.
- Ohhh… estragas sempre tudo! – disse Tom a rir – E quanto à Dreia. Mais uma vez… eu nunca lhe prometi nada. Quando ela me perguntou se tinha outras fui sincero. Quando me perguntou se gostava dela, também não lhe menti, se ela criou uma relação na cabeça dela não foi por a ter induzido em erro…
- Sim… eu percebo isso tudo… mas porque é que continuas a chateá-la? Ela está com o Tom e está bem… -
disse Bea
- Ohhh por favor Bea…. Não preciso de ser um especialista em relações para saber que ela só está a passar o tempo ao lado daquele pãozinho sem sal, aquilo não vai dar em nada. E nós sempre nos demos bem na cama, se ela quizer continuar a nossa amizade aceitando o meu estilo de vida, eu não vejo nada contra… - disse Tom
- Ela nunca trairia o Tom, nem por ti, nem por ninguém… – disse Bea – Ao contrário do que possas pensar, quando se gosta de alguém, não se sente a necessidade de ter mais ninguém na nossa cama…

- Acredito! Mas eu não gosto de ninguém, e sinto necessidade de ter gente na minha cama…
– disse Tom

- Mas eu não percebo o que é que te deu na cabeça para fazeres dela a tua queca oficial…. – disse Bea que sempre tivera aquela duvida.

- Sinceramente? Ao inicio foste tu… - disse Tom

- EU? – disse Bea apanhada desprevinida para aquela resposta.

- Sim… queria-te fazer ciúmes com ela, ver como reagias… mas depois a coisa até começou a correr bem. Divertiamo-nos imenso juntos, e era bom saber que a tinha garantida e que não precisava de andar atrás de ninguém todas as noites se não me apetecesse… - disse Tom

- Meu Deus…. Isso é doentio! – disse Bea abanando a cabeça de forma negativa da esquerda para a direita
- Tu disseste que querias que abrisse o coração… - disse Tom
- Sim… - disse Bea espantada coma sinceridade e frontalidade com que Tom encarava aquela conversa. Não conhecia aquele Tom.

- Então posso dizer-te uma coisa? Não levas a mal? – perguntou Tom
- Diz… - disse Bea um pouco a medo do que poderia sair dali.
- Eu gosto muito de ti, acho-te uma miúda mesmo impecável, tens a cabeça no sítio. Gosto muito de te ver com o Bill, ele tem muita sorte de ter encontrado alguém como tu. Espero que um dia, quando, e se, me apetecer assentar, encontrar uma rapariga como tu… - disse Tom

Bea pensou que Tom fosse fazer-lhe uma crítica, como ela até agora lhe estava a fazer. Não estava nada à espera que tudo o que Tom tivesse para lhe dizer fosse algo positivo e de certa forma bastante elogiador. Sentiu-se tocar por aquelas palavras. Começava a reconhecer um bocadinho de Bill em Tom, só era preciso ter paciência e fazer com que ele falasse a sério, sem gracinhas e rodeios. O Tom verdadeiro era também ele sensível, uma pessoa que pensava naquilo que fazia e não procurava magoar ninguém, apenas viver a sua vida em paz.

- Obrigada… - disse Bea sem saber exactamente o que dizer perante aquele elogio.
- Não é para agradeceres. Já que estamos a abrir o coração, tinha de te dizer isto… - disse Tom saltando da bancada da cozinha e abrindo os braços na direcção da Bea para o abraço que esperava no fim daquela confissão.

Bea levantou-se da cadeira e abraçou Tom.

- Lembras-te daquela rapariga do outro dia… - disse Bea franzindo a testa. Se ia abrir o coração…ia-lhe contar tudo…
- Qual delas? – perguntou Tom sorrindo de forma inocentemente sedutora.
- A maluquinha escanzelada… - disse Bea
- Lembro-me…. Fogo…. - disse Tom revirando os olhos só de se lembrar dos berros que ela dava e das ideias que ela tinha.

- Fui eu que lhe disse que tu gostavas de ser preso… - disse Bea sorrindo – Apeteceu-me gozar um bocadinho contigo, ela era uma magricelas escanzelada com um ar drogado horrível Thomas, tens de ter mais cuidado com as pessoas que trazes para casa…

- Tens noção de que perdi uma tarde brutal de sexo por tua culpa!!!
– Exclamou Tom como se estivesse muito ofendido
- Oh Thomas por amor de Deus….!!!! – disse Bea incrédula com as palavras de Tom.
- Estou a gozar! – disse Tom a rir – Foi uma porcaria na mesma… não haveria de ser melhor a seguir àquilo…essa foi mesmo fraquinha… e ela era mesmo maluquinha e burrinha…

- Tens de ter mais cuidado…
– disse Bea olhando para ele com um ar sério.
- Pareces o Bill a falar… – disse Tom sorrindo – Vocês são mesmo perfeitos um para o outro… Obrigado por te preocupares comigo cunhadinha… – disse Tom dando outro abraço a Bea.
- Já estás a abusar nos abraços! – disse Bea a rir e abraçando Tom também.

- Amigos? – perguntou Tom
- Amigos… mas com uma condição! – disse Bea olhando-o nos olhos.
- Venha ela… - disse Tom esfregando as mãos uma na outra a preparar-se para o que aí vinha.

- Não te fazes mais a mim, nem à Dreia… - disse Bea
- Não sei se consigo… - disse Tom com um ar sério e desmanchando-se a rir a seguir – Ok… não me vou armar em engraçadinho para não ofender as portuguesas!
- Nem mais…
- disse Bea a sorrir.

- Então também te posso impor uma condição? – perguntou Tom
- Claro… - disse Bea

- Não me trates mais por Thomas… - disse Tom a rir – Fazes-me lembrar a minha mãe quando está zangada comigo!
- Ok Tom…
- disse Bea a rir.

Desta vez foi Bea que foi ao encontro dos braços de Tom e apertou-o com força. Com este Tom podia construir uma amizade fundada em confiança e verdade. Deste Tom ela gostava, o Tom que era parte do Bill, a parte amigo, e não Don Juan.

- Mas tipo… Tu gostavas de mim, não gostavas? – perguntou Tom a rir, ainda abraçado a Bea.

Bea afastou-se de Tom e bateu-lhe com a mão no peito, mas desta vez a rir.

- Parvo! - disse Bea.
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Dom Jan 25, 2009 7:13 am

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- Estou? – atendeu Bea
- Tens alguma televisão ao pé? – perguntou Dreia sem sequer cumprimentar a amiga.
- Sim… - disse Bea espantada com aquela pergunta e o tom de voz alterado de Dreia.
- Muda para a RTL rápido. Vão passar uma reportagem especial sobre os Tokio Hotel, e mostraram uma imagem do Bill a admitir que tem namorada… – disse Dreia um pouco histérica.
- Estás a gozar? – perguntou Bea colocando a mão a tapar a boca.


Bea estava na faculdade, a fazer um trabalho de grupo com os seus colegas. Fazia uma semana desde que Bill tinha ido embora para a promoção do novo álbum. Os Tokio Hotel estavam nesse momento em França. Davam entrevistas todos os dias para rádios e imprensa, e faziam aparições em programas de televisão, para entrevistas e tocarem o primeiro single do 4º álbum. Bea tinha a oportunidade de ver Bill todos os dias no YouTube, e ouvir a sua voz quando este lhe telefonava à noite. Tinha-se tornado já parte do seu dia, como um ritual.

Quando estavam em Cancun, Bill tinha-lhe confessado que gostava de oficializar a relação deles, mas desde então nunca mais tinham falado nesse assunto. A verdade é que Bea tinha-se esquecido completamente dele por causa da partida de Bill.

- Não! Muda para a RTL, deve estar mesmo a começar… - disse Dreia – Logo a seguir ao jantar passo no sótão para falarmos.
- Ok…Obrigada querida!
– disse Bea excitada para saber o que Bill tinha dito – Beijinhos!
- Beijinhos! – disse Dreia contente.

Bea levantou-se da mesa onde estava reunida com os colegas a fazer o trabalho e foi até à pequena televisão que estava num canto da sala do bar, sobre um suporte. Como não conseguia chegar à televisão esticando apenas o braço, subiu para cima de uma cadeira, mudou para a RTL e levantou o som da televisão para ouvir bem. À sua volta os colegas observavam-na espantados. Não demorou mais que 30 segundos para aparecer a reportagem especial aos Tokio Hotel:


[Televisão]

Os Tokio Hotel, voltam a ser noticia.
O grupo constituído pelos gémeos Bill e Tom Kaulitz, Georg Listing e Gustav Schäfer, está em França a promover o último álbum da banda.
Numa entrevista à cadeia francesa TV5, o vocalista dos Tokio Hotel fez uma declaração que vai com certeza deixar muitos corações adolescentes partidos.

Entrevistador: Então e vocês continuam solteiros e à procura de amor?
Tom: Eu continuo…
Georg: Mas não é a procura de amor, pois não Tom? (risos)
Tom: É sim… de muito amor (risos)

Entrevistador: E vocês?
Georg: Solteiro e bom rapaz…
Gustav: Solteiro
Bill: … Comprometido! (sorrindo)

Entrevistador: Comprometido?
Bill: Sim, comprometido e muito feliz! (sorrindo)

Entrevistador: Quem é a sortuda?
Bill: Uma rapariga muito especial. (sorrindo)

Entrevistador: Uma fã?
Bill e Tom: Nem por isso… (risos)

Entrevistador: E gostavas de dizer alguma coisa às milhares de fãs que estão neste momento coladas à televisão?
Bill: Sim. Gostava de vos dizer que estou muito feliz e que espero que também fiquem felizes por mim. Tenho a certeza que se a conhecessem iriam gostar dela. (com os olhos a brilhar)

Entrevistador: Isto são declarações bombásticas…
Georg: E em primeira mão… (sorrindo)

Entrevistador: E é alemã?
Bill: Não vou dizer nada sobre ela. Não interessa quem é. Prometi que dizia quando encontrasse alguém especial na minha vida e quis manter a promessa. Essa pessoa existe. (com cara séria)

Entrevistador: Então e tu Tom? O teu irmão está comprometido, não queres assentar?
Tom: Agora? Nem pensar…agora vou ter o dobro do trabalho em manter as nossas fãs felizes, já que acabo de ganhar as fãs todas do Bill. E já que ninguém gosta dos Gs e eles ainda são virgens, tenho de de ser eu a dar conta do trabalho… (risos)


[Televisão]


- Não me digas que és fã dos Tokio Hotel… – perguntou uma colega de Bea que observava o ar de excitação com que Bea olhava para a televisão a ver Bill falar.
- Achas? – perguntou Bea com os olhos a brilharem. Não era fã dos Tokio Hotel, embora gostasse do som. Mas era fã do seu namorado, e dos seus amigos.
- Então porque é que foste mudar de canal e estás com um ar parvo a olhar para a televisão? – perguntou a colega.
- Porque me disseram para mudar para a RTL que vinha aí uma reportagem fixe… mas já deve ter passado… – disse Bea baixando o som da televisão.

Saltou da cadeira e voltou para a mesa. Sabia que ninguém tinha noção de quem ela era, mas sentia o seu corpo a estremecer do nervosismo que aquela reportagem lhe tinha causado. Ouvir Bill declarar o seu amor na televisão, ver como os olhos dele brilhavam e o sorriso se iluminava ao falar dela e do sentimento que os unia, tinha-a deixado emocionada e tocada. Desejava com todas as forças do seu ser tê-lo por perto para o poder abraçar e beijar. Precisava dele.


affraid affraid affraid affraid affraid affraid affraid affraid affraid affraid affraid affraid affraid affraid affraid affraid affraid affraid


Não tinha Bill, mas tinha a marca dele.
Demorou-se a olhar para o espelho e a ver o chupão que Bill lhe tinha feito no pescoço, na manhã da sua despedida. Já estava a desaparecer, mas Bea ainda conseguia ver a marca, e sentir os lábios dele presos ao seu pescoço. Sentou-se na cama virada para o espelho a olhar o seu reflexo, e sorriu para si mesma. A sua vida tinha sofrido uma mudança de 180º desde que tinha decidido ir para a Alemanha estudar, e Bill representava em grande parte a razão dessa mudança ter sido tão positiva. Tinha razões para sorrir, mesmo que sozinha.

Chamou Scotty, que dormia enroscado no tapete da sala, e este apareceu de imediato. Bea viu-o entrar no quarto com a cauda a abanar.

- Anda cá Scotty…Anda… – disse Bea estendendo os braços ao cão de Bill.

Bea sentou-se no chão e abraçou Scotty que abanava freneticamente a cauda. Suspirou. Sabia que Scotty nunca substituiria o seu Kaulitz, mas sentia-se mais próxima de Bill quando abraçava Scotty assim. Bill nutria por ele um sentimento incrível, nunca tinha visto ninguém gostar tanto de um animal. Era capaz de dizer que ele era apaixonado por Scotty. Era o menino dos seus olhos. E agora era também o menino dos olhos de Bea. Era graças a ele que Bea tinha conhecido Bill. Scotty era o símbolo do seu amor, do amor que os unia.

Estava abraçada a Scotty, quando ouviu bater à porta. Deu um beijinho na cabeça de Scotty e levantou-se do chão, olhando para o espelho e vendo uma vez mais a marca que tinha no pescoço. Foi atender a porta com um sorriso apaixonado, um sorriso demasiado lamechas para Bea, mas um sorriso que habitava os seus lábios desde o dia em que tinha reconhecido o seu amor por Bill. Abriu a porta a Dreia que a cumprimentou com dois beijinhos e um sorriso rasgado na cara.

- Viste? – perguntou Dreia entrando.
- Vi…. – disse Bea fechando a porta
- Oh Meu Deus… foi a maior prova de amor que ele te podia ter dado… – disse Dreia sentando-se no sofá.
- Não foi nada… foi só uma declaração à comunicação social… tu é que és uma romântica incurável! – disse Bea fazendo-se de durona. Não gostava da nova Bea, andava demasiadamente lamechas.
- Tu viste o sorriso dele? Aquilo não foi uma simples declaração à comunicação social, foi uma declaração a ti… - disse Dreia sorrindo.

- Achas? – perguntou Bea baixando a guarda.
- Claro que sim… - disse Dreia batendo com a mão no sofá, fazendo sinal a Bea para se sentar do seu lado – Estou tão feliz Bea… Sempre pensei que no dia em que um deles anunciasse que tinha uma namorada eu ia ficar triste, mas aconteceu exactamente o oposto. Parece que sinto o mesmo que naquele dia em que vos vi no vosso primeiro jantar romântico aqui no sótão. Estou tão feliz por vocês… - disse Dreia abraçando Bea

- Calma querida… nós não vamos casar, nem nada parecido! – disse Bea
- Eu sei – disse Dreia sorrindo – Tens noção que agora vão fazer o possível e o impossível para descobrir quem és?
- Acho que sim…
- disse Bea franzindo a testa
- Ainda vamos ter paparazzis à porta do prédio... – disse Dreia rindo
- Vai ser lindo… - disse Bea ironicamente colocando uma mão na cabeça – O que vale é que primeiro que descubram alguma coisa vai demorar, porque só daqui a um mês e uma semana é que vamos estar juntos e até lá não vão ter nada por onde pegar.
- Vão andar a seguir o Bill para todo o lado agora, a ver quem descobre primeiro quem é a namorada dele…
- disse Dreia – Não te invejo nada…

- Não?
– perguntou Bea levantando uma sobrancelha.
- Não! – disse Dreia com certeza.
- Não gostavas que o Tom tivesse dito que também estava a pensar assentar? – perguntou Bea
- Não… ele que continue a divertir-se à vontade. E é como ele disse, agora vai ter muito mais trabalho com o Bill fora do “mercado”… – disse Dreia

- Dreia…estás a falar comigo…. – disse Bea
- Eu sei… Fogo Bea, já te disse que quero esquecer o Tom! Tem sido difícil, mas eu gosto cada vez mais do 2… e eu sei que consigo. E agora vou ficar um mês e meio sem o ver… vai ser na boa… – disse Dreia.
- Estou para ver esse “vai ser na boa”. Deves andar colada aos blogs deles para saber tudo o que eles andam a fazer… - disse Bea
- Mas isso já eu fazia antes de ter tido fosse o que fosse com o Tom! – disse Dreia defendendo-se.

- E se bem me lembro também já gostavas dele nessa altura… - disse Bea
- Então Bea? Agora que te tornaste amiga do Tom já não me apoias na minha missão de o esquecer? – perguntou Dreia.
- Não é isso… é que eu sei que o que dizes, é o que gostavas que fosse verdade, mas no fundo não é isso que sentes, e acho que não tem mal nenhum abrires-te com a tua melhor amiga. Se não te abrires comigo vais-te abrir com quem? – disse Bea
- Eu sei… - disse Dreia baixando a cabeça.
- Então….abre-te comigo…. – disse Bea levantando a cabeça de Dreia com a sua mão e olhando-a nos olhos.

- Eu sinto-me feliz com o 2, a sério que sim. Ele faz-me tão bem… mas não sinto nada sequer parecido ao que sentia com o Tom. O Tom deixava-me descontrolada só com um olhar. O 2 é muito querido e meiguinho, mas falta sentir aquele fogo em mim, que me faça desejá-lo, mais do que para uma simples curte. Por isso se me perguntas se tenho inveja… Tenho! Mas só se essa inveja significasse que o Tom me ia ser fiel. Gostava que ele assumisse um compromisso comigo e que gostasse de mim. Mas eu sei que ele não é assim, e continuo a lutar para ser feliz do lado do 2. A chama mais dia, menos dia acende. Agora, ter inveja do Tom assentar para me trair, nunca! – disse Dreia

- Ele não te saí mesmo da cabeça, pois não? – perguntou Bea dando um abraço à amiga.
- Não… mas já esteve pior! – disse Dreia sentindo um aperto no coração.

- Malditos Kaulitz… só nos fazem sofrer… - disse Bea
- Desde quando é que o Bill te faz sofrer? Ele é perfeito… - disse Dreia
- Desde que vou ficar um mês e meio afastada dele e ele me tornou numa lamechas do piorio, capaz de me fazer abraçar ao Scotty para me sentir mais perto dele… - disse Bea confessando aquilo que também lhe atormentava a mente instantes antes da amiga ter chegado a sua casa.

- Tu estás totalmente domada… - disse Dreia a rir
- Domada??? Nada dissooooo… amansada talvez, mas a casmurra e a mau feitio continua aqui! – disse Bea a rir.
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Dom Jan 25, 2009 7:14 am

 62 








Estava novamente sentada naquela sala de espera cujas paredes conhecia bem, não de as ter visto muitas vezes, mas por tê-las inspeccionado ao pormenor da última vez que ali tinha estado. Estava nervosa, ansiosa e cheia de medo que o resultado dos exames saísse. Mas estava preparada para aceitar qualquer que fosse o resultado, e quanto mais rápido soubesse, melhor.

- Andreia Silva – chamou uma voz vinda das colunas de som.

Andreia levantou-se e respirando fundo encaminhou-se para o consultório do seu ginecologista. Cumprimentou-o e foi convidada a sentar-se na cadeira em frente à sua secretária. Andreia sentou-se visivelmente nervosa com aquela situação.

- Tudo bem consigo? – perguntou o médico, procurando numa gaveta o ficheiro de Andreia.
- Tudo… – disse Andreia sorrindo.
- Não esteja nervosa… – disse o médico encontrando o seu ficheiro e sentando-se na secretária abrindo um envelope com o resultado das suas análises.

- Está tudo bem? – perguntou Dreia ao ver o médico olhar para o resultado.
- Parece que sim… os exames não mostram qualquer problema consigo! – disse o médico com um sorriso simpático nos lábios – Já pode ficar mais calma.

Dreia respirou fundo de alívio. Não tinha consigo dormir na noite anterior só de se imaginar a ter de contar à sua mãe que tinha algum doença sexualmente transmitida. A verdade é que Tom sempre tinha tido todos os cuidados para que ela não precisasse de temer apanhar qualquer doença, mas nos dias que correm e com a vida activa que Tom levava, tudo era possível.

- Gostava que começasse a tomar a pílula, sem com isto estar a dizer que deve deixar de usar o preservativo. Ambos são muito importantes. Com a história que me contou possivelmente se não usasse o preservativo podia estar neste momento com uma doença infecciosa e um filho a caminho… – disse o médico de forma violenta para chocar Dreia
- Ai não diga isso… - disse Dreia horrorizada com a ideia de ter um filho aos 17 anos.
- É para prevenir isso mesmo… – disse o médico sorrindo ao ver que tinha conseguido o que queria.

O médico medicou Dreia com a pílula mais acertada para o seu corpo e despediu-se dela até dali a um ano. Seria bom sinal se ela só lá voltasse para um check-up e não por alguma razão pior.

Saiu do consultório médico a respirar de alivio por estar bem, e deu de caras com Tom 2 à porta do prédio do consultório. Não estava nada à espera de o ver ali. Ficou realmente espantada.

- O que é que estás aqui a fazer? – perguntou Dreia dando um beijo em Tom.
- Não conseguia ficar à espera que me dissesses alguma coisa, vi-te tão preocupada ontem que tinha de vir ter contigo para ver se estava tudo bem e se precisavas do meu apoio… – disse Tom abraçando-a

Dreia abraçou Tom com vontade. Sentia-se protegida nos braços dele agora que sabia que estava tudo bem consigo.

- Está tudo bem… - disse Dreia olhando para ele e dando-lhe um beijo na cara.
- A sério? – perguntou Tom sorrindo de contentamento.
- Sim… - disse Dreia sorrindo – Agora tenho de fazer mais umas análises ao sangue para poder começar a tomar a pílula.

Porque é que continuava a mentir-lhe? Porque é que continuava a afastá-lo mesmo depois dele se demonstrar incansável consigo? Porque é que não conseguia admitir que não queria mais que o afecto e a amizade dele? Sentia-se a pior pessoa do mundo por mentir vezes e vezes sem conta… ela não costumava ser assim… Tom Kaulitz tinha-a transformado tanto, e não necessariamente para melhor!

- Fazes bem, é melhor ter tudo controlado… - disse Tom com um ar um pouco desapontado mas ao mesmo tempo a querer mostrar-se forte por ela.
- Desculpa… Eu sei que tu queres dar um passo em frente na nossa relação mas… - disse Dreia corando.
- Não tem problema liebe, tu não tens culpa disso. Eu já te disse que espero o tempo que for preciso por ti… – disse Tom segurando na cara de Dreia com ambas as mãos e dando-lhe um beijo.


@ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @


Quatro entrevistas de imprensa, duas de rádio e três programas de televisão num dia. Bill estava exausto, tinha acordado às 5h da manhã para estar preparado às 6h30 e irem para estúdio. Itália era linda e as fãs eram dedicadas à banda. Bill estava deitado na cama do hotel e ouvia o grupo que estava à porta do hotel a cantar todo o seu reportório de músicas com uma energia entusiasmante.

Sentia falta dela. Do cheiro do seu cabelo, dos olhos grandes e penetrantes, da pele macia, dos lábios carnudos, das mãos perfeitas, do sorriso dela, da voz dela, até do seu feitio torcido tinha saudades. Pegou no telemóvel e marcou o seu número, precisava de ouvir a sua voz.

- Schatzi… - disse Bill suavemente.
- Bill… - disse Bea sorrindo por ouvir a voz dele – Tenho tantas saudades tuas, e ainda só passou uma semana e meia…
- E eu? Qualificar de saudades aquilo que sinto é pouco…
- disse Bill – Não paramos de um lado para o outro e mesmo assim não consigo parar de pensar em ti!
- Eu sei…eu tenho visto as vossas entrevistas no YouTube. O Jost esticou-se um bocadinho…vocês não param!
– disse Bea
- Tem de ser… - disse Bill – E quando começarem os concertos vai ser pior!
- Ohhh…não quero ver-te assim cansado
– disse Bea

- Precisava de ti agora, para sentir a tua cabeça sobre o meu peito e dormir descansado – disse Bill – Sem ti não é o mesmo, parece que falta sempre qualquer coisa para me deixar dormir bem!
- Eu estou contigo, acredita, não sais da minha cabeça um segundo
– disse Bea – Tenho visto as entrevistas e os comentários ao álbum e têm tido criticas óptimas!
- Sim… é incrível! Quando pensei que não podiam ser melhores que as do Scream…. Surpreendem-nos com criticas ainda melhores. Estamos em número um em quase todos os países onde o cd já foi lançado!
– disse Bill espantado.
- Claro que estão… e merecem esse lugar em todos eles! – disse Bea orgulhosa do seu namorado – Tem sido é um abuso nas entrevistas, o tempo que dedicam a perguntar-te coisas sobre a tua namorada…
- Acredita… –
disse Bill – Parece que a promoção é sobre o facto de eu ter uma namorada e não de estarmos a lançar um álbum…

- Que tristeza…
- disse Bea
- Tristeza nada! Nem eles sabem o quão espectacular tu és, senão em vez de fazerem três perguntas sobre o álbum, faziam zero… - disse Bill a rir – Como é que está o Scotty e o Bettler?
- Bons… o Scotty ocupou o teu lado da cama…
- disse Bea a rir – Durmo todas as noites com um Kaulitz!

Bill irrompeu num ataque de riso só Bea para o alegrar daquela forma, quando tudo o que desejava era poder estar do seu lado.

- Ele que se ponha a pau… diz-lhe para não ir aquecendo muito o lugar, porque não tarda nada eu estou de volta e quero o meu lugar… – disse Bill a rir.
- Há espaço para todos! – disse Bea a rir

- Eu já te disse que sou ciumento? – perguntou Bill a rir.
- Não… mas já o mostrastes com o Gonçalo… – disse Bea
- Pois… mas então digo-te… Eu sou muito ciumento! – disse Bill a rir.
- Eu gosto de gente ciumenta… - disse Bea com uma voz sedutora.

- Ahhhh… não me faças isso… – disse Bill desesperado.
- O quê? – perguntou Bea a rir.
- Falares-me com essa voz, só me dá vontade de… - disse Bill parando a meio.
- De quê? – perguntou Bea com a mesma voz sedutora de à segundos atrás.
- Tu não ias querer saber… - disse Bill
- Ia e quero… - disse Bea – Conta-me…
- De estar do teu lado, de beijar-te, abraçar-te, apalpar-te…
- disse Bill soprando para o ar, sabendo que estava a ficar louco de desejo e que não a tinha ao seu lado para o eliminar.

- Só? – perguntou Bea com a voz sensual – É que estava à espera que me fizesses mais que isso…
- E fazia, acredita…
- disse Bill – mas é melhor não pensar nisso porque senão hoje não durmo mesmo… só de pensar que podia estar contigo e estou aqui…

- I’ll be with you soon… Just me and you
- cantou Bea a Bill com a voz que sedutoramente tanto o perturbava.

- Wow… tens uma voz linda schatzi, e andavas a escondê-la de mim! – disse Bill espantado por nunca a ter ouvido cantar antes.
- Não tenho nada… - disse Bea
- Tens sim… tenho de te arranjar um lugar na banda, assim vais andar sempre comigo! – disse Bill
- Eu se fosse a ti, tinha medo… ainda te roubo o lugar de vocalista… – disse Bea a rir
- Ias ter de lutar muito pelo meu posto… e eu ia dar-te muita luta… – disse Bill sedutoramente.
- Venha a luta… não tenho medo de ti! - disse Bea com a voz sedutora – Ok…agora sou eu que não posso continuar com esta conversa…

- É melhor… Amute schatzi
– disse Bill – Até amanhã. Dorme bem…
- Tu também leãozinho… pensa em mim
– disse Bea
- Sempre…todo o dia, a toda a hora… – disse Bill sentindo um aperto no coração por já se estar a despedir dela.
- Dorme Bem… Beijinhos – disse Bea – Amo-te!
- Amute …
- disse Bill mandando um beijo por telefone a Bea e desligando-o de seguida. Quanto mais tempo prolongasse aquele telefonema pior seria…


@ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @ @


Escolheu-a da janela do seu quarto. Sabia que podia parecer uma atitude feia, mas já estava há três semanas em promoção do novo álbum e não tinha dormido com ninguém, porque o seu corpo à noite só pedia descanso, de tão cansado que estava. Mas no dia a seguir ia ter folga, e merecia dar-se uma prenda. O leque de raparigas que faziam fila à porta do hotel, tornava a decisão difícil, mas vira uma ruiva que devia ser pouco mais velha que ele, ter cerca de menos 15cm e um corpo que se identificava com aquele que para si era o corpo perfeito numa mulher. Pediu a um segurança que fosse lá abaixo buscar a rapariga e a trouxesse ao seu quarto. E assim aconteceu. Ficou à janela a ver a rapariga tapar a boca com as mãos ao receber a notícia de que tinha sido escolhida a dedo pelo Sex Gott para ser dele naquela noite. Vinha feliz, com um sorriso bonito, Tom imaginou-se a passar uma boa noite ao seu lado.

Ouviu bater à porta. Foi abri-la e viu que a rapariga de perto não parecia tão interessante, mas também servia para o que ele queria. Ela vinha sedenta de lhe dar tudo aquilo que ele desejava. Fez sinal para a rapariga entrar e fechou a porta, agradecendo ao segurança que a tinha ido buscar. Fazia tenções de falar um pouco com ela e tentá-la conquistar, e seduzir… gostava daquele jogo de sedução que o deixava excitado em todos os sentidos, e fazia sempre questão de jogar um pouco de charme e provocar, eram os seus preliminares preferidos, mas esta rapariga já estava a pousar a mala e a sua roupa numa cadeira, sem sequer ele ter aberto a boca. Ficou a olhar para ela espantado. Ele podia gostar de sexo, mas não gostava de putas, que iam ter com ele só para aquilo e iam embora. Gostava do antes, do durante e do depois do acto, faziam parte do seu imaginário como um todo. Mas também…estava realmente cansado e o que lhe apetecia era não fazer muito. Olhou para ela enquanto se despia e fez o mesmo, mandando a sua roupa para ao chão…
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Dom Jan 25, 2009 7:10 pm

 63 







Começava a caça á namorada mistério de Bill Kaulitz. Os blogs na internet enchiam-se de boatos e suposições sem qualquer fundamento. A imprensa publicava diversas capas com a fotografia de Bill ao lado de raparigas na esperança de que alguma delas acertasse na sua amada. As revistas cor-de-rosa publicavam artigos sob o nome “Quem é a rapariga mistério que conquistou o coração de Bill Kaulitz?”; “Bill Kaulitz comprometido e muito feliz”; “ 3 anos depois, Bill encontra o amor”; “Tudo sobre a namorada de Bill Kaulitz”.

Bea passeava Scotty num jardim perto de sua casa. O dia estava solarengo, a Primavera começava a fazer-se sentir em Berlin, embora o frio continuasse a insistir aparecer sem ser desejado. A caminho de casa, passou num quiosque e não conseguiu evitar em sorrir ao ver aquelas manchetes. Desde que Bill tinha feito o anúncio do seu recente envolvimento, que a imprensa não parava de especular sobre quem ela seria. Claro que apareceram logo boatos e raparigas de todo o mundo a afirmarem que eram a namorada dele, mas estranhamente, nenhuma delas parecia ter prova desse amor, e nenhuma delas parecia ter idade suficiente para namorar.

Estava já à porta de casa quando o telemóvel começou a tocar. Tirou-o do bolso e ficou espantada ao ver que era Gonçalo. Há muito tempo que não falava com ele, desde a sua última visita que a relação deles tinha ficado significativamente calma. Só falavam muito de vez em quando, e sempre por e-mail. Voltou a meter o telemóvel no bolso. Quando chegasse a casa telefonava-lhe. Entrou no prédio e esperou pelo elevador curiosa por saber o porquê daquele telefonema. Algo lhe dizia que não devia ser para saber se estava tudo bem com ela. O elevador chegou, e nele vinha a mãe de Andreia. Cumprimentou-a com um sorriso na cara e dois beijinhos. Adorava a mãe de Andreia, era mesmo impecável, daquelas pessoas com um instinto maternal incrível, amiga, companheira, era a sua mãe na Alemanha. Tinha muita sorte em ter encontrado aquela família no seu prédio.

Ao chegar a casa, Scotty foi a correr até à sua tacinha com água, e Bea foi pousar o casaco ao quarto, quando ouviu o telefone começar a tocar de novo. Era Gonçalo. Parecia demasiado interessado em que ela atendesse o telefonema com urgência, nem lhe dera tempo de lhe telefonar, já estava a ligar novamente. Passaram-lhe os piores cenários pela cabeça. Será que tinha acontecido alguma coisa? Gonçalo não costumava ser tão insistente quando lhe telefonava. Será que ele estava bem? A sua família…. Será que tinha acontecido alguma coisa à sua mãe ou pai? Sentiu o coração ficar pequeno dentro do seu peito e atendeu.

- Estou? – disse Bea assustada com o que poderia vir dali.
- Estou, Bi… Olá – disse Gonçalo – Tudo bem?
- Tudo…e por aí?
– perguntou Bea com medo da resposta.
- Também! – disse Gonçalo
- Ainda bem… pensei que tivesse acontecido alguma coisa. Não me costuas telefonar assim tão insistentemente… – disse Bea aliviada deitando-se sobre a sua cama.

- Desculpa ter-te assustado, foi sem intenção, mas precisava de falar contigo, porque estive a manhã toda a bater com a cabeça nas paredes e sei que só tu me podes ajudar… - disse Gonçalo com uma voz séria.
- E chamas isso estar tudo bem? O que é que se passa? – perguntou Bea voltando a ficar preocupada.

- Porque é que nunca me disseste que os teus amigos eram famosos? – perguntou Gonçalo com uma voz séria.

Bea sentiu o coração parar, e a respiração ausentar-se dos seus pulmões por uma fracção de segundos. Não estava de todo à espera daquela pergunta, nem agora, nem nunca. Nunca tinha contado a Gonçalo quem eles eram, mas sempre tinha pensado que isso não interessava. Eram os seus amigos, fossem o Zé da esquina ou os Tokio Hotel, mas… agora que era confrontada com aquela pergunta, não sabia como responder. Porque é que nunca lhe tinha dito nada se confiava nele de olhos fechados?

- Estou? – disse Gonçalo não ouvindo qualquer reacção por parte de Bea
- Sim… estou aqui! – disse Bea sem saber o que dizer.

- Porque é que não me disseste que eles eram famosos? – perguntou novamente Gonçalo.
- O que é que isso interessa? Não ia mudar nada, eles continuam a ser as mesmas pessoas que tu conheceste quando aqui estiveste! – disse Bea
- Claro… mas gostava de saber é porque é que fizeste questão de omitir a fama deles… - disse Gonçalo

- Sei lá… isso nunca me interessou, sinceramente não pensei que te interessasse também… – disse Bea desculpando-se – Mas como é que descobriste?
- Foi preciso entrar no quarto da minha irmã e ver um poster dos Tokio Hotel pendurado na parede. Ela já há imenso tempo que fala neles, mas eu só conhecia a música, nunca os tinha visto com atenção, mas quando vi o Bill, o Tom, o Gustav e o Georg… na parede do quarto dela….podes imaginar a minha cara de parvo!!!
– disse Gonçalo
- Imagino… desculpa não te ter contado nada! - disse Bea – Tu disseste-lhe que os conhecias?
- Disse… mas ela não acreditou
– disse Gonçalo

Bea suspirou de alívio. Ao menos os anos que Gonçalo tinha passado a atazanar a cabeça da irmã tinham servido para alguma coisa, assim ela não acreditava facilmente nas coisas que ele dizia, e por mais que ele estivesse estado na Alemanha, tinha sido só durante três dias, era muita coincidência e sorte conhecer e conviver com os seus ídolos quando havia pessoas que os procuravam durante meses e talvez anos e nunca teriam oportunidade de estar tão perto deles.

- Pois… - disse Bea aliviada – E estiveste a manhã toda a bater com a cabeça nas paredes por causa disso?
- Não, isso foi ontem à noite…
– disse Gonçalo
- Então, o que é que aconteceu para estares mal? – disse Bea sem perceber.

- Diz-me que não és tu…. – disse Gonçalo muito sério.
- Não sou eu o quê? – perguntou Bea sem perceber de onde aquela afirmação vinha.
- … A namorada do Bill! – disse Gonçalo com medo de ouvir a resposta.

Bea sentiu novamente o coração a parar. Como é que ele sabia que o Bill tinha namorada? Porque é que tinha suposto que era ela? Já a conhecia assim tão bem para saber que mais dia, menos dia iria apaixonar-se por Bill? Sentiu-se sem reacção, pior do que quando ele lhe perguntara o porquê de esconder a identidade dos amigos…

- Como é que sabes que o Bill tem uma namorada? – perguntou Bea
- Porque esta manhã ia comprar a Bola quando vi a Bravo, a Super Pop e a 100% Jovem com ele na capa a dizer isso…percebes porque é que estou a bater com a cabeça nas paredes? – disse Gonçalo

- Não! Nós não temos mais nada um com o outro… somos amigos! Até podia ser eu a namorada dele! – disse Bea
- Até podias ser tu? Não és? – perguntou Gonçalo que queria ouvir um sim ou não claro.
- Não estou a perceber Gonçalo… O que é que isso interessa? – perguntou Bea.
- Se for uma gaja qualquer não me interessa nada… ele que seja muito feliz! Mas se fores tu interessa-me… tu és a minha Bi, e aquele gajo estica-se tanto, tem a mania que é bom e que pode com todos, não gostei nada da atitude dele quando o conheci… - disse Gonçalo

- Ele estava mal naquele dia… - disse Bea lembrando-se da cena em casa de Gustav quando Bill tinha gritado com Gonçalo num acto de ciúmes que agora percebia bem de onde vinha.
- Não o tentes justificar, sabes bem que ele é um arruaceiro… - disse Gonçalo incrédulo com o facto de Bea escolher defender Bill a ele.
- Não é não, acredita. Ele é muito diferente daquilo que tu conheceste… – disse Bea.

- Porque é que o estás a defender? – disse Gonçalo chateado – Diz-me que não és tu Bi… por favor…

- Não posso dizer isso… - disse Bea
- Eu não acredito…
- disse Gonçalo com uma voz triste – És mesmo tu, não és?
- Gonçalo….
– começou Bea.
- Ele parece uma rapariga com tiques amaricados, nunca deve ter tido uma namorada na vida… - disse Gonçalo

- Gonçalo… - disse Bea novamente.
- E olha-me aqueles cabelos compridos, unhas pintadas, maquilhagem… eu não acredito que tu passas de mim para aquilo!!! – disse Gonçalo sentindo-se ofendido

- ÉS CAPAZ DE TE CALAR E OUVIR-ME? – gritou Bea chateada com o rumo da conversa. Esperou ouvir silêncio absoluto do outro lado e continuou – Aquilo tem nome, chama-se Bill. E não falas assim de um amigo meu… o que é que interessa o aspecto se eu gostar dele? Tu estás rodeado por pessoas lindas e maravilhosas que consideras amigas e acredita que à primeira oportunidade que tiverem de te deixarem para trás, deixam! O aspecto não é tudo Gonçalo! Além disso o Bill é perfeito como é, com o cabelo comprido, as unhas pintadas e a maquilhagem. Não lhe mudava nada!

- Tu não eras assim…
- disse Gonçalo espantado
- Infelizmente… Se tivesse aberto os olhos à mais tempo… - disse Bea
- Diz-me só que tu não és a namorada dele… - disse Gonçalo já sabendo que a resposta não ia ser fácil de ouvir.

- Já disse que não te posso dizer isso… - disse Bea
- Eu não vou contar a revista nenhuma Bi! – disse Gonçalo ofendido pela falta de confiança dela.
- Então porque é que queres saber? Dá-me uma boa razão… – disse Bea

- Porque me preocupo contigo, e tenho medo da tua segurança ao lado daquele gajo. Ele é violento, mais dia, menos dia ainda sofres as consequências da violência dele na pele… – disse Gonçalo

- O Bill bater numa rapariga??? – disse Bea a rir – Tu não o conheces mesmo… nem num rapaz, quanto mais…
- Eles parecem sempre uns santinhos e quando menos se espera… Além disso ele deve andar metido em drogas e álcool, os músicos andam sempre…
- disse Gonçalo com uma voz preocupada.
- Por amor de Deus Gonçalo… ele não tem nada a ver com isso… não te precisas de preocupar! – disse Bea

- Se me disseres que não és tu, eu não me preocupo mais… - disse Gonçalo – É só dizeres que não!
- Se fosse alguma coisa pessoal eu dizia-te Gonçalo, tu és meu amigo e sei que te preocupas comigo…mas como envolve a vida de uma pessoa amiga com mediatismo público não te posso dizer nada. Acho que percebes isso, não percebes? Mas acredita que não tens qualquer razão para te preocupar…
- disse Bea sentindo o telefone estremecer com o toque de uma nova chamada em espera. Olhou para o telemóvel e viu que era Tom a telefonar-lhe, podia ser importante… – Olha, tenho de desligar que estão a telefonar-me… não te preocupes mesmo com isso, acredita! Beijinhos…
- Não me convenceste! Mas depois falamos… Beijinhos Bi. Toma bem conta de ti…
- disse Gonçalo despedindo-se.


- Estou? – disse Bea
- Hallo cunhadinha. Tudo bem? – disse Tom bem disposto.
- Tudo e com vocês? – perguntou Bea
- Sempre. A duas semanas de voltar para casa, só podemos estar bem… - disse Tom – Olha, estava a telefonar-te por dois motivos, um é porque estamos agora no aeroporto de Londres e daqui a nada vamos apanhar o avião para Nova Iorque, e o Bill está sem bateria no telemóvel e pediu para ligar – disse Tom sendo assaltado por Bill que lhe roubava o telemóvel da mão para mandar um beijo à sua namorada.

- Schatziiiiii…. Amute!!! – disse Bill entre risos e lutas com Tom – Beijinhosssssssss!

Bea riu-se… era capaz de imaginar aqueles dois à luta pelo telemóvel.

- E eu amo-te a ti… – respondeu Bea.
- A mim? – perguntou Tom que já tinha o telefone de volta.
- Não! Ao teu gémeo perfeito… - disse Bea
- E eu sou o quê? - disse Tom a rir
- Tu és a ovelha negra! – disse Bea a rir
- Aiiiii… vou ter de mudar de cunhada…. Isto não está a correr bem! – disse Tom a rir.
- Atreve-te… - disse Bea ameaçando-o – Mas e o que é que me querias dizer?
- Precisava de uma opinião feminina e o Bill deu-me a ideia de falar contigo…
- disse Tom.
- Ahhhh…finalmente vou poder pôr juízo na tua cabeça… - disse Bea feliz por Tom lhe ter telefonado – Conta lá…

- O que é que achas de eu tirar o boné?
– perguntou Tom a rir
- Desculpa??? – perguntou Bea muito séria.
- Apetece-me tirar o chapéu, mas o Bill diz para eu não tirar… - disse Tom a rir

- Estás a gozar comigo??? – perguntou Bea muito séria.
- Não… mas o meu maninho está sempre a pensar em ti e achou que te devia telefonar a pedir autorização para tirar o chapéu… - disse Tom a rir
- Isto não é normal…. – disse Bea a rir – Podes passar o telemóvel a ele se faz favor?
- Ok… -
disse Tom a rir

- Hallooooo – disse Bill com um sorriso imenso nos lábios.
- Tu disseste ao teu irmão para me telefonar por causa do boné? – perguntou Bea a rir.
- Foi uma desculpa idiota para ouvir a tua voz antes de entrar no avião… - disse Bill a rir.
- Mesmo!!! Muito idiota… mas… ainda bem que o fizeste, estava mesmo a precisar ouvir-te! – disse Bea

- Então? Aconteceu alguma coisa? – perguntou Bill
- Estive a falar com o Gonçalo… ele está desconfiado que eu sou tua namorada… – disse Bea.
- Detesto esse gajo… - disse Bill rangendo os dentes – E o que é que lhe disseste?
- Nada…
- disse Bea – Disse que não lhe podia dizer, mas que ele não se tinha de preocupar com isso…

- E achas que ele sabe?
– perguntou Bill
- Tenho a certeza que sim… - disse Bea
- E ele é de confiança? – perguntou Bill que não gostava nem um pouco dele.
- É… acho que não nos temos de preocupar com isso! – disse Bea

- Schatzi estão a chamar-nos para entrar no avião…. Amo-te muito! – disse Bill
- E eu a ti! – disse Bea – Boa viagem! Diz qualquer coisa quando chegares…
- Eu digo… Quando me vir nos teus braços de novo vou pensar que é um sonho!
– disse Bill
- E eu farei o possível para que seja… - disse Bea – Beijos!
- Beijos!
– disse Bill desligando o telefone.
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Dom Jan 25, 2009 7:10 pm

 64 








Acordou sobressaltada sem saber porquê. Devia estar a ter um pesadelo. Virou-se para o outro lado e aninhou-se no sofá abraçada a uma almofada. Fechou os olhos na esperança de voltar a adormecer, mas não conseguiu. Abriu novamente os olhos e sentou-se no sofá passando as mãos pela cara. O que quer que a tivesse assombrado nos sonhos tinha-a desperto. Olhou para o relógio e viu que já passava da hora do jantar. Arrumou os livros que tinha espalhados na mesa de café e foi até ao frigorífico ver se encontrava alguma coisa que lhe apetecesse comer. Estava sem fome.

Só faltavam três dias para o ter nos braços novamente. Sonhava com aquele momento dia e noite. Com o corpo estrelado dele, com o seu abraço, os seus beijos metálicos, o seu cheiro suave. Parecia que agora que sabia que ele ia chegar em breve a ânsia de o ter perto de si era maior, como se o seu corpo se permitisse a sentir a falta total dele para depois ser compensado no seu regresso.

Tinha combinado com Dreia e Tom 2 ir beber um café a seguir ao jantar, mas sinceramente não estava com vontade nenhuma de sair de casa, nem de estar com um casal. Para lamechices já lhe chegava ela, não precisava de ter inveja de não ter o seu leão junto a si. À hora prevista Dreia apareceu no sótão anunciando que Tom 2 não podia ir tomar café porque tinha de acabar um trabalho para a faculdade que ia entregar no dia a seguir. Bea ficou contente e propôs a Dreia tomarem qualquer coisa mesmo lá por casa. Dreia aceitou. Também ela precisava de falar com a amiga. Precisava de desabafar, e sentia-se melhor em casa, do que num café qualquer, mesmo sabendo que ninguém percebia português.

Sentou-se no sofá de Bea, e descalçou-se, cruzando as pernas em cima do sofá e virando-se para Bea, que seguiu o exemplo, ficando frente a frente com Dreia.

- O 2 anda a insistir muito comigo, e tive de lhe dizer que já tenho o resultado das análises e a pílula medicada… - disse Dreia corando.
- A sério? – perguntou Bea franzindo a testa, sabia que não devia ser fácil – E agora o que é que vais fazer?
- Boa pergunta…
- disse Dreia

- Ele está sempre a dizer que espera…. Diz-lhe que não te sentes preparada… – disse Bea.
- Ninguém é de ferro. Já estamos juntos há quase 3 meses e ele tem sido impecável comigo. Eu acho que estou pronta para dar o passo em frente… – disse Dreia timidamente.
- Tens a certeza? – perguntou Bea preocupada com o bem estar da amiga.
- Não… mas também… eu gosto dele! Agora posso dizer-te com todas as certezas que gosto dele, gosto de como me sinto ao lado dele, com ou sem chama, ele faz-me bem! Por isso… pode ser que seja este o passo que falte dar… – disse Dreia.
- Tu é que sabes querida… mas deves fazer uma decisão consciente! – disse Bea – E…. o outro?
- Foi-se!
– disse Dreia com um sorriso de felicidade nos lábios – Acho que este tempo afastada dele me fez mesmo bem, era mesmo o que precisava para o esquecer!
- Talvez só tenhas a certeza absoluta disso quando estiveres com ele…
– disse Bea para não deitar foguetes antes do tempo.
- Sim… mas já não sentir a falta dele como sentia é bom. E não sentir dor, nem paixão, é muito bom! – disse Dreia
- Fico mesmo contente por ti… – disse Bea

- E tu? Estás desejosa que o Bill chegue, não? – perguntou Dreia
- Desde que ele se foi embora… - disse Bea suspirando – Mas está quase!

- A imprensa anda maluca à tua procura…
– disse Dreia
- Pois anda… e o meu problema é que outro dia estava um carro da Bravo parado à porta da faculdade e andavam a entrevistar pessoas. Mas eu passei por eles na boa e eles nem disseram nada… Espero estar enganada mas acho que de alguma maneira eles estão a descobrir quem sou… - disse Bea.

- A sério??? – disse Dreia colocando ambas as mãos a tapar a boca em espanto – Isso é muito mau… Os teus dias de descanso estão a acabar.
- Pois é…
- disse Bea – Mas não é nada com que já não estivesse a contar, porque quando o Bill voltar, não o vou largar um segundo. Eles só vão ficar cá duas semanas e depois começam a tour e eu os exames, por isso… tenho de aproveitar!

- Pois é… o ano está a chegar ao fim… - disse Dreia com um ar triste – Vais ter de voltar a Portugal…
- Nem me fales nisso…
- disse Bea triste – Não quero nada ter de regressar. Sou feliz aqui. Nunca fui feliz lá… Não te quero deixar a ti, nem ao Bill…

- Talvez possas pedir transferência…
– disse Dreia
- Estou a contar com isso… mas tenho de falar com os meus pais. Estou ausente há tanto tempo… tem sido difícil para eles também, vai ser complicado falar-lhes nisso… mas é o que estou mesmo a pensar fazer assim que ganhar coragem! – disse Bea.
- Adorava que pudesses ficar cá… já não me imagino sem ti – disse Dreia – E vir ao sótão falar contigo? Imagina os pobres inquilinos que vierem a seguir, vou estar sempre a bater-lhes à porta …

Bea riu. Andreia era tão importante na sua vida que não se imaginava mesmo a quilómetros de distância dela e sem amigas.

- Lembrei-me agora… Achas que o Gonçalo contou alguma coisa à imprensa? – perguntou a Dreia – Tu disseste que eles estavam na tua faculdade a investigar…

Gonçalo…


[Flashback]

A respiração ficava pesada. Sentia-o ofegar provocando um leve vento sobre o seu pescoço, que a deixava fatalmente arrepiada. O peso do corpo dele sobre o seu, o cheiro tão característico dele, uma mistura de Hugo Boss com o suor do seu corpo. O movimento que ele fazia uma e outra vez sobre si para sentir o prazer que estava prestes a alcançar. Ele sabia tudo o que ela gostava, tudo o que ele lhe tinha ensinado a gostar, tocava em todos os pontos com as suas mãos. Sentia-se prestes a expandir aquilo que sentia estar contido dentro de si. Queria evitar fazer barulho com medo que alguém os visse e a descobrisse nos braços dele, mas não conseguia. O modo como ele entrava em si e procurava ir mais fundo, fazia com que ela soltasse pequenos gemidos que embora contidos iam para além daquilo que ela queria fazer-se ouvir. Colocou o braço sobre a boca e mordeu-o com uma força animal que procurava calar os seus gemidos e marcar o seu braço ferozmente. Abriu os olhos e viu Gonçalo cercar-se do seu corpo. Estava nos braços dele novamente. Gostava de estar nos seus braços. Mas a sua cabeça torturava-a, não o queria, não queria estar com ele, queria Bill, precisava de Bill, do corpo estrelado de Bill, do cheiro de Bill, da força dele. Mas não queria parar. Queria continuar a senti-lo em si…

[Flashback]


Lembrou-se daquilo que a acordara. Do sonho que tivera com Gonçalo. Em quão satisfeita estava nos seus braços, mas ao mesmo tempo como a sua mente estava longe do seu toque e desejava apenas Bill. Sentiu-se estremecer com aquele pensamento…

- Espero que ele não tenha contado nada… - disse Bea com um olhar perdido – Eu sonhei com o Gonçalo… - disse Bea atormentada com aquele pensamento, tinha de o dizer a alguém…
- Conta… - disse Dreia interessada.

- Sonhei que estava com o Gonçalo… - disse Bea abananado a cabeça da esquerda para a direita não querendo acreditar naquele sonho. Porque é que o seu inconsciente lhe pregava aquela partida quando era tão feliz ao lado de Bill?
- Estavas com ele… – repetiu Andreia abrindo os olhos em espanto.
- Sim…estávamos a… - disse Bea colocando uma mão na cabeça por não saber como dizer aquilo – Mas eu não queria…eu lembro-me de desejar que fosse o Bill, mas não querer parar…
- Oh Meu Deus…
- disse Dreia um pouco chocada – Deve ser de andares carente e com saudades do Bill!

- E porque é que não era ele? Na minha cabeça eu queria que fosse…
- disse Bea
- Talvez porque o telefonema do Gonçalo te tenha ficado na cabeça… e o teu subconsciente tenha ficado marcado sem dares conta… – disse Dreia tentando arranjar uma justificação para aquele sonho.
- Eu não queria que ninguém me descobrisse com o Gonçalo… eu queria continuar… estava a sentir-me bem nos braços dele… – disse Bea abanando a cabeça em forma de desaprovação – Mas ao mesmo tempo queria o Bill…Queria que em vez do Gonçalo fosse o Bill, mas não era…

- É só um sonho Bea… nós não mandamos nos sonhos! Se soubesses a quantidade de vezes que já sonhei com o Tom… mas é só isso… um sonho… nós não mandamos neles… não te tortures por causa disso!
– disse Dreia percebendo bem a frustração e confusão que a amiga sentia.

- Mas o que é que achas que isto quer dizer? – perguntou Bea que acreditava que os sonhos eram manifestações de desejos inconscientes.
- Que estás carente e sentes a falta do Bill… só… mais nada! – disse Dreia.
- E porque é que não podia ser o Bill no sonho? – perguntou Bea.
- Porque está longe e não o podes ter… não sei! – disse Dreia

- Também o Gonçalo… - disse Bea – Não posso contar este sonho ao Bill…
- Acho que fazes bem. Ciumento como ele é, e detestando o Gonçalo, como detesta… não ia gostar nada de saber que tinhas sonhado com ele… ainda por cima… esse tipo de sonho… -
disse Dreia – Mas não te preocupes. Daqui a três dias tem-lo nos teus braços e não vais precisar do Gonçalo para nada…

Mas Bea tinha consciência de que não precisava de Gonçalo para nada… porque é que ele lhe tinha assaltado o pensamento? Ao lado de Bill nunca precisaria de mais ninguém… Só o queria e desejava a ele. A explicação de Dreia fazia sentido, mas o que mais a intrigava era o facto de saber que durante o sonho sentia um medo aliado a uma excitação de não ser descoberta e continuar nos braços de Gonçalo, mesmo desejando que ele fosse Bill…. Talvez fosse só carência do seu corpo. Mas isso nunca saberia, os sonhos ficam sempre por desvendar. No seu intimo sabia que só queria Bill e que mesmo que a dormir quisesse estar com Gonçalo, acordada sentia nojo de si mesma por ter tido tal atitude, mesmo que em sonho!
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Seg Jan 26, 2009 5:25 pm

 65 







Estava finalmente de volta, passado um mês e meio longe daquela que impulsionava o seu coração a bater. Sentia-se mais nervoso que o habitual, este regresso era esperado e sentido de forma diferente dos anteriores. Tinha a certeza que nos braços dela ia ser uma vez mais feliz. Já não pedia sequer o seu toque, pedia apenas para a ver e sentir o seu cheiro. Só isso o libertaria do sofrimento que tinha passado por estar longe dela.

Estava tudo preparado para que a imprensa, implacável como só ela, não tivesse a menor possibilidade de apanhar Bea a caminho de casa de Bill. Um dos seguranças de confiança de Bill tinha ficado de it até casa de Bea buscá-la a ela, a Dreia e a Scotty e levá-los até ao apartamento dos gémeos para que lá se reencontrassem num jantar já preparado à muito. Mas tudo teria de decorrer com o máximo de descrição possível, para tal, à hora a que o avião dos Tokio Hotel aterrava no aeroporto de Berlin, o segurança iria buscá-los, para que não houvesse a possibilidade de os paparazzi que estavam agora empenhados em seguir Bill para todo o lado, pudessem estar à porta do seu apartamento também. Mas mesmo para aqueles que o esperavam à porta do prédio, Bill tinha pensado numa maneira de os enganar. Ao chegar a casa dos gémeos, o carro entraria na garagem e Bea e Dreia iriam na parte de trás do carro baixadas, para que não as vissem, e Scotty iria no lugar ao lado do condutor para que os fotógrafos pensassem que se tratava apenas do regresso de Scotty a casa, agora que os donos regressavam também.


Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink Wink


Bea e Dreia saíram do carro. Scotty estava eléctrico por voltar a casa e reconhecer todos os cheiros que aquela garagem lhe oferecia. Agradeceram ao segurança e encaminharam-se até aos elevadores. Ambas nervosas com o reencontro. Cada uma pelos seus motivos. Chegaram ao andar dos gémeos e Scotty encaminhou-se para a porta a abanar freneticamente a cauda. Dreia olhou para Bea como que à espera que esta abrisse a porta, mas Bea tinha um ar desnorteado. Virou-se para Dreia e disse:

- Se calhar era bom ter a chave, não?
- Pois, dava jeito! Tu não tens a chave?
– perguntou Dreia
- Não… nem nos lembrámos desse pormenor! – disse Bea a rir

Dreia começou-se a rir. Tantos esquemas para entrarem sem serem reconhecidas e tinham de ficar à porta. Sentaram-se no chão com Scotty que impaciente andava de um lado para o outro. Sempre que ouviam o elevador o coração de ambas acelerava significativamente.

Esperaram cerca de uma hora até Scotty que já estava deitado no chão a dormir se levantar e ir a correr até à porta do elevador ladrar e abanar a cauda como nunca antes tinham visto. Perceberam imediatamente que eles vinham aí. Bea sentiu o coração acelerar e o corpo começar a estremecer de se imaginar novamente nos braços de Bill. Levantou-se e ajeitou a roupa, sentindo um sem fim de borboletas esvoaçarem dentro do seu estômago. Dreia apercebeu-se que eles tinham finalmente chegado, sentiu as faces corarem e o coração adquirir um peso desmedido no seu peito. Levantou-se e imitou Bea, preparando-se para dar as boas vindas aos seus… amigos.

Quando a porta do elevador abriu, Scotty andava louco a saltar do colo de Bill para o colo de Tom, sempre a abanar a cauda e a lamber as mãos dos donos. Bill viu-a. Parecia uma visão. Um mês e meio depois, ela estava ali, à sua frente, como só ela conseguia ser, única, perfeita, diferente e absolutamente linda. Sorriu-lhe sentindo os olhos ficarem aguados com a emoção de a ter ali, a menos de dois metros de distância. Foi até ela e abraçou-a com toda a força que tinha em si, levantou-a ligeiramente do chão e beijou o seu pescoço perfumado, lembrava-se bem daquele cheiro, daquele odor que o deixava louco. Pousou-a novamente no chão e passou as mãos pela cara dela, queria senti-la, olhou para os seus olhos grandes que brilhavam como nunca antes os tinha visto brilhar e segurando na cara dela, perfez os seus lábios com os dele, matando as saudades que o consumiam há tanto tempo. Bea abraçou o corpo de Bill e deixou-se levar pelos lábios que lhe traziam a felicidade e harmonia de volta à sua vida.

Dreia assistia ao reencontro de Bill e Bea com uma emoção desmedida em si, sabia como aquele momento era importante na vida dos amigos, estavam há muito tempo afastados e o sofrimento que sentiam só podia morrer naquele encontro e naquelas demonstrações de carinho.

- E eu? Não levo sequer um abraço de boas vindas? – perguntou Tom dirigindo-se a Dreia.

Dreia sentiu os olhos de Tom sobre si, e olhou para ele. Há tanto tempo que estava afastada dele. Podia dizer que o tinha esquecido praticamente na totalidade, um abraço não iria destruir o caminho percorrido até ali. Dreia queria abraçá-lo, estava feliz pelo seu regresso. Sorriu e preparou os seus braços para acolherem o corpo de Tom, que há meses não se encontrava tão perto do seu. Ao sentir os braços dele à volta do seu corpo sentiu o corpo estremecer, ele continuava a ter um efeito incrível sobre si, mesmo que na cabeça já não tivesse. O seu corpo sabia que ele era único e que o prazer que lhe dava era merecedor do seu descontrolo. Apertou Tom para si e deu-lhe dois beijos na cara dando-lhe as boas vindas. Tom sorriu. Olhou para Bill e este continuava colado aos lábios e ao corpo de Bea. Foi abrir a porta de casa para que pudessem finalmente entrar. Dreia foi até à cozinha deixar o saquinho com as coisas de Scotty, enquanto Tom ia deixar as malas ao seu quarto e tomar um banho para relaxar. Os amigos mais próximos dos gémeos iam lá ter, mas ainda tinham um tempinho para aproveitar o regresso calmo a casa depois de um mês e meio.

Bill voltou a abraçar o corpo de Bea com força, nem queria acreditar que estava mesmo com ela, precisava de a sentir para acreditar. Soltou-a e juntos pegaram nas malas de Bill e levaram-nas para o quarto, onde lutaram para não estar muito tempo, caso contrário sabiam que não voltariam a sair dele. Foram de mãos dadas ter com Dreia que estava já na sala a brincar com Scotty. Tom apareceu pouco depois. Sentou-se no sofá com formato em L ao pé de Dreia, deixando o casalinho enroscado no outro sofá. Tom fazia tensões de meter conversa com Dreia para quebrar o silêncio constrangedor que se gerava naquela sala quando tocaram à porta. Foi até à porta e era Andreas. Bill levantou-se e foi cumprimentar o amigo à porta. Depois de Andreas chegar começaram a chegar todos os outros amigos dos gémeos, em menos de meia hora a casa estava cheia e as pizzas encomendadas.

Dreia sentia-se a mais. Conhecia toda a gente, dava-se bem com os amigos dos gémeos, mas sentia-se alienada naquele mundo. Bea passava maior parte do seu tempo com Bill, e Dreia percebia que a saudade era muita, e que naquele momento Bea precisava de estar com ele, não queria ser desmancha prazeres e estragar o momento do reencontro. Só lhe restava entreter-se com Scotty.

Bea convivia com Bill e os amigos dele, ouvindo as histórias que ele contava sobre as viagens e as peripécias que tinham acontecido enquanto estavam fora. Bill fazia questão de abraçar ou tocar em Bea com a mão, tinha estado tempo suficiente afastado dela para não querer vê-la longe de si um segundo que fosse.

Tom foi receber as pizzas à porta e pousou-as na mesa da sala. Foi à cozinha buscar guardanapos, sumos e copos e pousou tudo na sala para que cada um se servisse. Olhou em volta e viu que Dreia não estava presente. Pensou que ela estivesse na casa de banho ou assim e juntou-se aos amigos na luta por devorar as pizzas. Após comer uma primeira fatia, reparou que Dreia continuava desaparecida e foi ter com Bea para perguntar por ela. Bea já não a via à algum tempo, e ficou preocupada, mas Tom assegurou-lhe que a ia procurar. Pegou no telemóvel e telefonou a Dreia. Ouviu o som do telemóvel de Dreia vir da sala de jogos e foi até lá. Quando entrou na sala Dreia estava sentada no sofá, com o telemóvel nas mãos e Scotty deitado no seu colo a dormir e a receber miminhos.

- Estás aqui! – disse Tom desligando o telefone.
- Sim… - disse Dreia guardando o telemóvel – Porque é que me estavas a ligar?
- Não sabíamos onde andavas… –
disse Tom aproximando-se dela e sentando-se no sofá afagando a cabecinha de Scotty que estava encostada ao colo de Dreia – As pizzas já chegaram…
- Obrigada mas não estou com fome
– disse Andreia.

- Então? Passasse alguma coisa? – perguntou Tom.
- Não. Mas não tenho fome! – disse Andreia

- Tu ainda andas com o outro? – perguntou Tom curioso
- Sim, ainda ando com o Tom – disse Dreia frisando o nome do 2.
- E as coisas vão bem? – perguntou Tom
- Sim… - disse Dreia

- Nunca pensei que durasse tanto tempo! – disse Tom espantado.
- Porquê? – perguntou Dreia franzindo a testa.
- Porque pensei que não fosses uma rapariga capaz de aguentar estar ao lado de alguém de quem não gostas! – disse Tom humedecendo os lábios.
- E não sou! Por isso é que estou com ele… – disse Dreia.

- Então porque é que coras cada vez que me vês? Porque é que te senti estremecer nos meus braços há bocado quando me abraçaste? – perguntou Tom
- Porque és meu amigo, como o teu irmão, e sentia saudades vossas! – disse Dreia corando.
- E porque é que estás a corar agora? – perguntou Tom colocando um braço sobre o encosto do sofá e olhando para Dreia com uma intensidade tal que sabia que a ia deixar sem reacção.

- O que é que queres Tom? – perguntou Dreia directamente. Estava farta daqueles joguinhos dele.

- Não sei… - disse Tom olhando para os lábios carnudos de Dreia.
- Como é que não sabes? Toda a gente sabe o que quer, pode é não ter coragem de o admitir! – disse Dreia

- Então o que é que tu queres? – perguntou Tom.
- Não tens nada a ver com isso! – disse ela ofendida
- Então o que é que te leva a querer que tu tens alguma coisa a ver com o que eu quero? – perguntou Tom levantando a sobrancelha.

- Então porque é que estás aqui neste sofá comigo e não estás na sala com os teus amigos que não vês à um mês e meio? – perguntou Dreia

- Hmmm…. O que é que queres que te diga? – perguntou Tom – A verdade para ficares toda chateada comigo?
- Não é a mim que tens de dizer a verdade, é a ti mesmo!
– disse Dreia sorrindo ironicamente.

- Então queres que admita os meus sentimentos, é isso? – perguntou Tom olhando Dreia nos seus olhos de gata que adquiriam uma cor esverdeada que combinava na perfeição com as paredes do seu quarto, e que ficariam perfeitos na sua cama.
- Não te estou a pedir para admitires nada… - disse Dreia.

- Queres que te diga que te amo? Que sonho contigo todas as noites? – disse Tom aproximando-se dela – Que te quero do meu lado para o resto da vida? – e sorrindo maliciosamente acrescentou – Não posso. Não costumo enganar as pessoas só para as levar para a cama.
- És um estúpido e um insensível, sabias?
– disse Dreia tentando levantar-se sofá mas sendo impedida pela mão de Tom que a puxava para baixo. Scotty acordou e saiu do colo de Dreia para arranjar um espaço no chão onde continuar a dormir sossegado.

- Mas posso dizer que te desejo! Porque isso é verdade… desejo-te! Sei que em ti podia satisfazer todas as minhas necessidades mais primárias e ter um prazer incalculável. És a única pessoa que conhece bem o meu corpo e sabe do que gosto… – disse ele olhando para os lábios de Dreia e aproximando os seus lentamente.

- É só para isso que sirvo? Para satisfazer as tuas necessidades primárias? – disse Dreia virando a cara e afastando os seus lábios dos dele.
- Não, também satisfazes as racionais, as irracionais e as temporárias, tu satisfazes tudo em mim… ainda não encontrei ninguém que o fizesse tão bem como tu o fazias… – disse Tom pegando no queixo dela com a mão e virando a cara dela para si.

- Tens de procurar melhor Tom, hás-de encontrar uma pega qualquer que te satisfaça e que conheça o teu corpo tão bem como eu… - disse Dreia pegando na mão dele que lhe segurava no rosto e tirando-a dali.
- Estou farto de pegas… quero mais como tu… – disse Tom sabendo que ela haveria de ceder.
- Falas bem, mais como eu… não eu! – disse Dreia fazendo tensões de se levantar novamente e sentindo o seu braço uma vez mais a ser puxado.

- Ainda queres ser fiel ao outro mesmo sabendo que só comigo consegues ser feliz? – perguntou Tom olhando-a profundamente nos olhos.
- És tão convencido… - disse Dreia com desprezo - Eu sou fiel e feliz, e vou ser assim por muito tempo,enquanto tu vais ser um triste que vai continuar a achar que andares a comer toda a gente, algum dia te vai satisfazer!
- Acredita que me satisfaz… mas talvez não me importasse de partilhar a minha cama contigo a tempo inteiro… se tivesses disposta a partilhá-la também com outras... A três é tão mais divertido…
- disse Tom passando a língua sobre o piercing.

Dreia levantou o braço e fez menção de o levar uma vez mais a conhecer de perto a cara de Tom, dando-lhe uma chapada para recuperar alguma da dignidade que tinha e que merecia ser respeitada, mas quando estava mesmo perto de o atingir sentiu a mão dele pegar-lhe no braço e travar aquilo que ela estava prestes a fazer.

- Adoras tocar-me… - disse Tom obcecado pelos lábios dela.

Segurou na mão de Dreia com força e debruçou o seu corpo sobre o dela beijando-a selvaticamente, como nos velhos tempos, quando a desejava e a podia ter na totalidade. Introduziu a sua língua na boca de Dreia e brincou no seu interior com a língua dela que receptiva correspondia aquele beijo. Abraçou o corpo dela e percorreu com a sua mão direita o peito e as curvas que lhe pertenciam. Dreia estava incrédula, como é que ele era capaz de a fazer corresponder aquela investida se no seu interior estava desejosa de se ver livre dele. Lembrou-se do sonho de Bea, estava nos braços dele e queria estar, mas ao mesmo tempo a sua mente debatia-se contra o que acontecia. Sentiu o corpo corresponder aquele beijo, deixando-se levar e desejar que as mãos e os lábios dele não parassem. Estremeceu e sentiu o coração praticamente saltar do peito devido à velocidade a que batia. Arranjou forças em si para o afastar. Ele olhava para ela com uma expressão de deleite, sabia que bastava querer e tinha-o, ali mesmo. Era seu. Mas não queria… não ia estragar o que tinha construído ao lado de Tom 2 por uma noite com o Kaulitz que continuava interessado apenas em sexo. Voltou a elevar a sua mão e deu uma estalada em Tom. Levantou-se e saiu da sala num passo determinado, deixando mais uma vez Tom incrédulo.

Sabia que ela tinha gostado do beijo. Sabia-o porque ela tinha correspondido, tinha-se dado a ele naquele momento. Sabia-o porque ela corava e estremecia perto de si. Sabia-o porque sabia sempre que tinha o efeito que desejava sobre uma mulher. E Andreia por mais que não quisesse admitir estava na sua mão. Era sua desde o dia em que a tinha visto pela primeira vez.
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Seg Jan 26, 2009 5:26 pm

 66 







Enfiou-se na casa de banho a sentir o corpo tremer e o coração descontrolado. Porque é que o tinha desejado e correspondido aquele beijo quando tudo o que queria era estar longe e afastada dele? Porque é que ele continuava a insistir, se já sabia que dela não levava nada? Pegou no telemóvel e mandou uma mensagem a Bea:

Para: Bea
Vem ter à casa de banho por favor… Preciso de ti!

Bea recebeu a mensagem de Dreia e olhou à volta, viu que Tom não estava na sala e pensou logo no pior. Deu um beijo a Bill e afastou-se em direcção à casa de banho. Bateu à porta e Dreia abriu com um ar pesaroso. Percebeu logo que era algo relacionado com Tom, só podia mesmo ser. Continuava igual!

- O que é que o Tom fez? – perguntou logo fechando a porta atrás de si.
- …… Beijou-me – disse Dreia andando de um lado para outro da casa de banho com uma mão na anca e outra na cabeça.

- Que anormal…. Continua igual…. Se o vejo à frente nem sei o que lhe faço! – disse Bea num ataque de ira.

- Eu tenho de ir embora Bea, não consigo ficar mais tempo aqui! – disse Dreia com um olhar triste e suplicante que pedia ajuda.
- Claro querida… - disse Bea abraçando Dreia para a acalmar – Eu vou ter uma conversinha com o Tom…
- Não!
– disse Dreia soltando-se dos braços da amiga – Não quero saber mais dele!
- Mas quero eu! Ele tinha-me prometido acabar com estas coisas, e uma promessa é uma promessa…
- disse Bea chateada.

- Se tu ouvisses as coisas que ele me disse… só faz com que tenha mais raiva dele! – disse Dreia sentando-se no tampo da sanita.
- Acredito… mas acalma-te não vale a pena ficares assim por causa daquele anormal, já sabes que ele não sabe lidar com raparigas bonitas… – disse Bea ajoelhando-se em frente de Dreia.

- Ajudas-me a ir embora? – perguntou Dreia
- Claro… - disse Bea
- Mas eu gostava de me despedir do Bill e não dar muito nas vistas – disse Dreia
- Não te preocupes, está tudo na sala a comer, ninguém vai dar por ires embora. Vou chamar o Bill para te despedires dele. Fica aqui um bocadinho… – disse Bea levantando-se e saindo da casa de banho de seguida.

Entrou na sala e foi directa a Bill que continuava a falar com os amigos, enquanto comiam. Tom estava ao lado de Bill a ajudá-lo a contar as histórias do que se tinha passado na promoção do álbum. Pediu desculpas por raptar Bill e ouviu um comentário de Tom:

- Oh Bea já vais levá-lo para o quarto… Aguenta-te cunhadinha, mais logo já matas as saudades!

Bea olhou para Tom com ar de desprezo e uma raiva imensa.

- Já volto para te vir buscar Tom, não te preocupes… Também tenho uma conversinha para ter contigo… - disse Bea arrastando Bill dali e ouvindo os amigos dos gémeos gozarem com Tom.

- O que é que se passa schatzi? Não consegues aguentar as saudades do teu leão? – disse Bill uma vez que se encontravam no corredor.

Bill pegou nela pela cintura e encostou-a contra a parede beijando Bea apaixonadamente, fazendo com que ela ficasse sem respiração e desejasse ter a casa livre para eles matarem as saudades do corpo um do outro.

- Também… - disse Bea sugando o lábio inferior de Bill e trincando-o suavemente para o provocar – Mas não foi por isso que te chamei, foi para te despedires da Dreia. Ela vai embora, e quer despedir-se de ti.
- Já??
– disse Bill espantado.
- Agradece ao teu irmãozinho… - disse Bea chateada.
- O que é que ele fez? – perguntou Bill soltando Bea dos seus braços.
- Porcaria, para variar… beijou a Dreia… – disse Bea segurando Bill com uma mão pela zona do cinto para que ele não se afastasse muito dela.

Bill foi de encontro ao corpo de Bea novamente e colocou ambas as mãos nas ancas dela e sentiu-a puxá-lo mais para si, como se o quisesse ter em si naquele momento. Procurou os lábios dela e beijou-os sentindo as mãos de Bea procurarem os vincos que a deixavam louca. Bea parou, e colocou ambas as mãos no peito de Bill afastando-o gentilmente de si. Estava desejosa de o ter, não aguentava estar com ele e não senti-lo em si. Tinha saudades de sentir o peso do corpo dele e os seus lábios a percorrem-lhe o corpo. Mas não podiam dar-se. Ainda não, tinham de passar por aquela festa e conter o desejo, mesmo que este os deixasse loucos e descontrolados ao sentirem-se tão perto um do outro.

- A Dreia… - disse Bea ofegante com as investidas dos lábios e mãos de Bill.
- Hm Hm… - assentiu Bill beijando o pescoço de Bea e colocando as mãos dentro do top de Bea provocando-lhe um sem fim de arrepios e um gemido contido de prazer por sentir aquelas mãos em si novamente.
- Tens de te despedir da Andreia… - disse Bea fugindo com o pescoço aos lábios de Bill e saindo de ao pé da parede para se conter – ela está à tua espera na casa de banho.

- Eu vou… mas depois quero-te…
- disse Bill humedecendo os lábios deixando à vista o piercing que povoava aquela língua perfeita.

- Depois vou falar com o teu irmão… – disse Bea voltando a ficar chateada só de pensar na conversa que ia ter com Tom.
- Eu vou contigo… - disse Bill muito sério
- Não… tu vais ter com os teus amigos que estão na sala. Não os vais deixar sozinhos, eles vieram cá para estar contigo. Deixa estar que eu bato na cabeça do Tom pelos dois… - disse Bea encaminhando-se para a casa de banho.

Bea bateu à porta e Dreia abriu. Entraram os dois e Bea fechou a porta.

- Desculpa Dreia… - disse Bill
- Estou farta Bill… o teu irmão não aprende nunca, e eu não aguento mais esta pressão… - disse Dreia triste.
- Eu sei… desculpa….detesto que te tenhas de ir embora tão cedo! – disse Bill
- Mas não consigo ficar muito mais… desculpa! – disse Dreia – Fico muito contente que tenhas regressado e que esteja tudo bem! Espero que possamos encontrar-nos para estar juntos de novo, mas sem o teu irmão.
- Sim! A ver se combinamos esta semana ir sair ou assim…
- disse Bill abraçando Dreia – Desculpa!

- Não és tu que tens de pedir desculpas a ela…. É o Tom!
– disse Bea
- Mas eu não me sinto nada bem com isto… - disse Bill dando de seguida dois beijinhos a Dreia.
- Obrigada Bill! – disse Dreia - Adeus amiga! – disse Dreia dando dois beijinhos a Bea.

- Diz-me qualquer coisa quando chegares a casa, para eu não ficar preocupada! – disse Bea abraçando Dreia.

- Acho que não vou para casa… ainda vou ter com o 2 à Berghain para destressar um bocadinho... – disse Dreia
- Fazes bem! Então manda-me um toque quando chegares lá, para saber que está tudo bem! – disse Bea
- Ok! – disse Dreia.

Saíram da casa de banho os três com uma cara de enterro. Levaram Dreia até à porta e fecharam-na devagarinho para ninguém pensar que ela tinha ido embora. Bea olhou para Bill e levantou ambas as sobrancelhas abanando a cabeça da esquerda para a direita de forma negativa e decepcionada com Tom e com o facto de Dreia ter de ir embora. Bill abraçou-a e deu-lhe um beijo ao de leve nos lábios.

Entraram na sala, e Bill foi atacar a pizza, levando uma fatia para ao pé dos amigos. Bea aproximou-se de Tom e declarou para os que o rodeava poderem ouvir:

- É a tua vez…
- Estás com ar de poucos amigos….
– disse Tom
- Nem tu sabes… - disse Bea dando-lhe o braço e levando-o para fora da sala.

Assim que sairam da sala largou o braço de Tom e dirigiu-se para a cozinha, sendo seguida por ele. Depois dele entrar, Bea fechou a porta.

- Uhhhh… queres estar a sós comigo? É desta que vais experimentar o outro Kaulitz? Depois não vais querer voltar para o Bill… - disse Tom sorrindo.

- Cala-te! – disse Bea chateada – Não tinhas prometido deixar de mandar essas boquinhas? – disse Bea cruzando os braços.
- É no gozo Bea… - disse Tom sentando-se numa cadeira.

- É tudo no gozo? – perguntou Bea encostando-se à parede de braços cruzados.
- Claro que é… já te tinha dito! – disse Tom.
- E com a Dreia também foi no gozo? É que também tinhas prometido não te fazeres a ela e beijaste-a… – disse Bea

- Ela já te contou? Fogo… vocês raparigas são mesmo rápidas! – disse Tom

- O que é que tens na cabeça Tom? – perguntou Bea
- Acabo de chegar a casa…. apetece-me conviver… – disse Tom a sorrir
- Conviver? Oh Tom… por amor de Deus…. Pareces um animal irracional, sinceramente, não te consegues conter? – disse Bea

- Não me preciso de conter… - disse Tom

- Neste caso precisas! E agora? A rapariga ficou a sentir-se mal com esta situação toda, ela tem namorado, lembraste? – perguntou Bea
- Não tenho nada a ver com isso… o problema de ela ter namorado é dela, não é meu! Além disso ela retribuiu… - disse Tom
- Claro que retribuiu Tom, tu sabes que ela gostava muito de ti. Tu foste muito especial para ela. O primeiro amor é sempre importante… – disse Bea como se a tentar meter juízo na cabeça dele.

- Primeiro amor? – repetiu Tom a estranhar.
- Sim! – disse Bea sem pensar.

Dreia nunca tinha contado a Tom que tinha perdido a virgindade com ele, Tom não sabia de nada e se suspeitasse não passava disso, de uma suspeita sem fundamento. Bea tinha dito aquilo sem pensar, não era sua intenção revelar algo tão pessoal a respeito da amiga, principalmente quando ela tinha optado não contar nada.

- O que é que queres dizer com primeiro amor? Primeira pessoa que ela amou, ou primeira pessoa com quem dormiu? – perguntou Tom cerrando os olhos.
- Primeiro amor, amor - disse Bea não conseguindo fitar Tom nos olhos pela mentira que tentava conseguir passar.

- Estás a mentir… - disse Tom incrédulo por apanhar Bea a mentir. Levantou-se da cadeira e pôs-se frente a frente com Bea – Eu fui o primeiro dela?

- Não tenho nada a ver com isso…
- disse Bea olhando para Tom.
- Fogo Bea, custa-te muito dizer sim ou não? - disse Tom mais bruscamente.

- …..Foste, seu insensível! – assentiu Bea.

Tom foi até à janela da cozinha e olhou para a cidade a seus pés… Não acreditava que ela nunca lhe tivesse dito nada, um momento tão especial na vida de qualquer rapariga e ele nem se tinha dado conta de nada, nem mesmo com as hesitações dela, sabia que ela era tímida e pensou que fosse por causa disso que hesitava. Aquele momento em que eles tinha dormido juntos pela primeira vez devia ter sido especial para ela, sabia que ela era romântica e dava significado a essas coisas, mas ela tinha ido embora na manhã seguinte, tinha-se comportado como alguém que já tinha alguma experiência… nunca tinha pensado que ela pudesse ser virgem antes de si.

- Eu não reparei em nada… - disse Tom
- O quê? Estavas à espera que ela sangrasse para perceberes que ela era virgem? – disse Bea ironicamente.
- Por exemplo… - disse Tom virando-se de frente para Bea novamente.

- Oh Tom, 50% das mulheres não rompem o hímen quando perdem a virgindade. Não sangram! Devias saber isso… já que percebes tanto de mulheres e sexo! – disse Bea – Mas também o que é que saberes isto muda? Não muda nada… ela já não gosta de ti e está feliz com o Tom. E tu não a vais querer só por causa disto…
- Podes não acreditar mas o facto de me contares isto deixa-me ainda mais desejoso de a ter novamente
– disse Tom assustado com os seus pensamentos.

- Estás a gozar comigo? – disse Bea, já a pensar que tinha feito com que Tom ainda ficasse pior do que já estava.
- Não… acho-a extremamente sensual. Aquele beijo…. ! E agora saber que ela era virgem… dá-me uma vontade enorme de repetir aquela noite… – disse Tom humedecendo os lábios.
- Não tenhas ideias… - disse Bea – Tu não gostas dela, não vais brincar com os sentimentos dela!

- Eu sei… mas é mais forte que eu! Eu quero-a Bea!
– disse Tom olhando Bea nos olhos.
- Ela não é um objecto, nem um capricho teu para a teres só porque queres, por isso respeita-a e esquece-a de uma vez por todas. Podes ter qualquer rapariga no mundo… - disse Bea
- ...Menos ela! É por causa disso… - disse Tom – Porque sei que não a posso ter que as coisas se tornam tão mais excitantes.
- Acredito… mas já é tempo de começares a lidar com a rejeição!
– disse Bea – Promete que ficas por aqui…. Mas promete mesmo! A não ser que ela queira, promete-me pelo teu irmão, que não voltas a meter-te com ela!
- Ok… eu prometo!
– disse Tom

- Pelo Bill? – perguntou Bea
- …Pelo Bill! – disse Tom
- E por mim já agora… porque se voltares a fazer uma cena destas e a tentar alguma coisa eu juro que te deixo de falar Thomas! – disse Bea irritada.

- Não tinhas prometido deixar de me tratar por Thomas? – perguntou Tom.
- Parece que as promessas daquele dia não tinham valor… - disse Bea.


Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad


O táxi parava à porta da Berghain. Precisava dele, dos braços dele, de o ver e de sentir que pertencia a ele e só ele, que aquele beijo não era nada, não tinha significado. Pagou ao motorista e saiu do carro. Olhou para aquela grande bola de espelhos, e na sua cabeça continuava o pensamento que tinha tomado posse da sua mente no momento em que abandonava a casa dos Kaulitz: “Só quero ser livre, sentir o que quero sentir, viver o que quero viver”.
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Ter Jan 27, 2009 7:48 pm

 67 







Tom 2 estava no intervalo. Tinha-se juntado a Dreia num sofá da Berghain. Tom tinha ficado extasiado com a surpresa dela, há muito tempo que ela não o ia visitar sem aviso prévio, e era tão bom vê-la entrar na Berghain e procurá-lo com os seus olhos de gata. Dreia bebia um vodka ananás, tinha desistido naquela noite de beber vodka Redbull. O que pertencia ao passado devia ficar onde pertencia, no passado.

- A festa dos gémeos correu bem? – perguntou Tom
- Sim! É pena não teres ido… – disse Dreia.
- Era muito apertado para mim, tinha de estar aqui às 10h30… - disse Tom – Mas correu tudo bem na viagem deles?
- Sim…
- disse Dreia – Mas não falemos deles… a que horas saís hoje?
- À hora do costume, lá para as 6h30. Porquê?
– perguntou Tom.
- Porque gostava de estar um bocadinho contigo, mas isso é muito tarde. Os meus pais não me deixam ficar até essa hora… - disse Dreia abraçando Tom.
- Não tem problema, estás o tempo que estiveres, só o facto de estares aqui já é bom! – disse Tom beijando-lhe a testa – Tenho de voltar para o bar liebe, já passaram os meus 15 minutos. Até já!

Tom beijou Dreia e foi novamente para o bar continuar o seu trabalho. Ainda só era 1 da manhã, tinha muito trabalho pela frente.

Dreia recostou-se no sofá e fechou os olhos, ouvindo somente a música que tocava. Na sua cabeça vivia aquele beijo que Tom Kaulitz lhe tinha dado vezes e vezes sem conta. Sentia-se tão bem nos braços do 2, tinha sido a primeira pessoa em quem tinha pensado depois do beijo de Tom, era com ele e nos braços dele que se queria acalmar e sentir bem. Mas porque é que o beijo era tão bom? Porque é que ainda sentia o piercing dele passar nos seus lábios?

Sentiu o telemóvel começar a tremer dentro da mala e tirou-o. Ao ver o nome de Tom aparecer no visor ficou surpresa. Não estava à espera que ele lhe telefonasse, não o fazia há meses, desde que tinham terminado tudo. Não queria atender, mas tinha medo que tivesse acontecido alguma coisa e fosse realmente importante. Levantou-se e foi até à casa de banho, que continuava sem luzes e com sons estranhos a saírem das cabines e atendeu:

- Estou? – disse Dreia
- Estou, Dreia… - disse Tom
- Sim… - disse Dreia que achava irónico estar a falar com Tom e a ouvir pessoas a terem relações sexuais a escassos metros dela. Tom iria adorar estar naquele sítio, ela achava nojento e degradante.

- Desculpa a cena de à bocado… - disse ele dando o braço a torcer.
- Porque é que te hei-de desculpar se amanhã se estivermos juntos vais fazer o mesmo? – perguntou Dreia.

- Estás em casa? – perguntou Tom
- O que é que isso te interessa? – respondeu Dreia chateada.
- Eu quero ir ter contigo… precisamos de falar! – disse Tom – Estás em casa?
- Não… não vale a pena ires ter a minha casa, porque não estou lá!
– disse Dreia.
- Então diz-me onde estás que eu vou ter contigo e falamos pessoalmente – disse Tom insistindo.

- Vim ter com o meu namorado… - disse Dreia friamente – Vais querer vir ter comigo agora?

- Estás na Berghain?
– perguntou Tom
- Sim… - disse Dreia
- Eu vou aí ter… - disse Tom
- Nem vale a pena vires Tom, eu não tenho nada para te dizer…. – disse Dreia
- Até já! – disse Tom desligando o telefone.

Dreia desligou o telefone sem acreditar que aquilo lhe estava a acontecer… Agora Tom Kaulitz queria falar consigo para quê? Ele nunca tinha feito nada sequer parecido. Imaginou os Toms juntos novamente e estremeceu. Não os queria juntos. Por o menos 2 estava a trabalhar e não podia sair do bar com regularidade.


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- Preciso falar contigo… - disse Bill ao ver Tom pegar num casaco para sair de casa.
- Tem de ser agora? – perguntou Tom.
- Sim! – disse Bill
- Vai matar as saudades da tua namorada maninho, eu volto já… falamos amanhã! – disse Tom pegando nas chaves do carro.

- Eu quero falar agora… - disse Bill metendo-se no caminho de Tom, impedindo a saída dele do seu quarto.
- Mano…tens a miúda no quarto e preferes falar comigo? Não estás farto de me aturar? Já foi toda a gente embora e tu ainda vens ter comigo para falar? – disse Tom sorrindo

- Scheisse Tommi, estou-te a dizer que quero falar contigo, por isso é bom que te sentes e oiças! – disse Bill chateado com a perda de tempo. Também ele estava desejoso de estar com Bea e quanto mais rápido conversasse com Tom, melhor.

Bill não costumava levantar a voz. Tom percebeu a mensagem. Sentou-se na cama, meteu a chave do carro ao bolso e ficou à espera que Bill falasse.

- O que é que tu andas a fazer Tom? – perguntou Bill retoricamente – Já não brincaste o suficiente com a Dreia? Já chega Tommi…já não tem graça… acabou aqui, ouviste? Vais pedir desculpas a ela amanhã… estou farto de te ver brincar com os sentimento ela… ela não merece! Parou por aqui, percebeste?
- Não te preocupes… já lhe telefonei a pedir desculpas e vou fazê-lo pessoalmente também…
– disse Tom acalmando Bill.

- Acho bem Tom… - disse Bill percebendo que o irmão tinha percebido a mensagem – Onde é que vais?
- À Berghain
- disse Tom levantando-se ao ver que Bill já tinha descarregado e que não valia mais a pena falar do assunto.
- Fazer o quê a estas horas? Não estás cansado da viagem? – perguntou Bill incrédulo por pensar que Tom ia à procura de uma one night stand.

- Vou ter com a Dreia… - disse Tom
- Scheisse…estás a gozar? – disse Bill – O que é que eu te acabei de dizer meu? Pára! Pensa!

- Tenho de lhe pedir desculpas pessoalmente…
– disse Tom – Sabes como eu sou, meti na cabeça que era hoje e vai ter de ser!
- Eu sei… -
disse Bill que conhecia melhor o irmão do que alguma vez iria conhecer qualquer outra pessoa no mundo - Mas tenta usar a cabeça. Pede desculpas e vai embora, não faças nenhuma coisa estúpida!
- Na boa … - disse Tom – Mas promete que não dizes nada à Bea…
- Achas? Para ter a noite estragada?
– disse Bill que só pensava no momento em que a podia ter novamente – Não digo nada…

- Até amanhã maninho… aproveita bem a fera e diverte-te, já que vais ser o único esta noite a ter sorte…
- disse Tom sorrindo
- Eu aproveito pelos dois… não te preocupes! – disse Bill piscando o olho a Tom e firmando novamente o seu concelho disse – Tom… a sério… não faças nada estúpido!

Tom sorriu e saiu do seu quarto com destino à Berghain.


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Chegou à Berghain e foi directo ao bar ter com Tom 2. Cumprimentou-o com um passou bem. 2 ficou espantado por o ver ali sabendo que ele tinha dado um jantar à poucas horas em sua casa. Mas Tom Kaulitz era internacionalmente famoso pelo seu apetite voraz, não lhe espantava que estivesse com vontade de matar saudades de uma alemã naquela noite. Tom pediu uma bebida e perguntou por Dreia. 2 disse-lhe onde ela estava e Tom sorriu. Pegou na bebida e dirigiu-se até ao sofá onde Dreia estava sentada.

Viu-o aproximar-se e sentiu um aperto no coração. Porque é que ele insistia em ir ter com ela naquela noite em que ela tinha procurado os braços de 2 para se sentir bem? Tom aproximou-se e sentou-se ao seu lado no sofá olhando para Dreia com uma expressão diferente da habitual, não vinha vidrado no seu físico, não vinha à procura de sexo nem de brincar com ela. Vinha com uma expressão estranhamente séria de quem queria realmente falar. Não abriu a boca. Não tinha nada para dizer a Tom. Limitou-se a olhar para ele com uma raiva desmesurada no seu interior.

- Desculpa… - disse Tom com uma expressão triste no olhar.
- Já tinhas dito isso ao telefone. Porque é que vieste até aqui pessoalmente? Não era preciso. Só vieste gastar gasolina! – disse Dreia friamente.

- Precisava de te pedir desculpa pessoalmente ou não me ia sentir bem comigo mesmo – disse Tom
- Já pediste… a não ser que tenhas mais alguma coisa para dizer, já podes ir embora – disse Dreia

- Não disseste se me desculpavas ou não… - disse Tom olhando fixamente para os olhos de Dreia.

- Tens de me mostrar que estás mudado. Dizer que te desculpo não serve de nada, se amanhã fizeres a mesma coisa… – disse Dreia.
- Não faço. Prometo que não tento mais nada a não ser que queiras… – disse Tom com um ar sério.

- Eu não quero Tom! – disse Dreia com um ar muito sério
- Então não vais precisar de te preocupar mais comigo. Podes viver feliz com o teu namorado… - disse Tom

- Só vendo… - disse Dreia que não acreditava na palavra dele.
- Podes confiar em mim… - disse Tom.
- Como disse…. só vendo! – disse Dreia que já se tinha magoado muitas vezes com ele.

- Posso perguntar-te uma coisa? – perguntou Tom
- Diz… - disse Dreia reticente com o que vinha dali.
- Quando nos envolvemos a primeira vez…. eras virgem? – perguntou ele

Dreia estava à espera de tudo menos daquela pergunta. Não sabia de onde aquilo vinha, não tinha nada a ver com a conversa. Já tinham passado tantos meses desde que eles se tinham envolvido pela primeira vez, o que é que o fazia interrogar-se sobre aquele tema passado tanto tempo?

- … - Dreia ficou sem reacção corando.
- Eras? – perguntou novamente Tom com os olhos a brilhar.
- O que é que isso interessa? – perguntou Dreia – Já foi à tanto tempo…

- Para mim interessa…
- disse Tom
- Tom, tu já deves ter tirado a virgindade a dezenas de raparigas. Ou pensas que as meninas que comes nas tuas viagens e que têm 16 anos são pegas que têm uma vida sexual muito activa? – disse Dreia

- Não me respondeste… - disse Tom
- E porque é que queres que responda? - começou Dreia por dizer

- Sim ou não? – disse Tom mais alto, sobrepondo-se à voz de Dreia. Queria uma resposta concreta e directa vinda da boca dela.
- Não interessa, já tiraste a virgindade a muitas! Mais uma, menos uma é igual… - disse Dreia desviando o olhar dele.

- Já te disse que para mim não é igual… Foste a única pessoa com que estive mais de duas ou três vezes. És minha amiga, ou por o menos eras… Sim ou não Dreia? – disse Tom raspando a agressividade.

- Já sei…estás a fazer uma contagem… - começou Dreia a rir e a gozar com a situação.
- SIM OU NÃO? – repetiu Tom mais alto ainda que Dreia.

- SIM! – disse Dreia – Já podes juntar mais uma à tua listinha… deves estar todo contente! – disse Dreia ironicamente.

Tom deixou-se ficar estático. Sempre era verdade. Sorriu timidamente por se sentir importante na vida dela e abraçou-a. Dreia deixou-se abraçar, não mexendo os braços em direcção ao corpo dele, fazia questão que ele soubesse que não queria qualquer proximidade dele. No seu interior sentiu-se tocada por aquele gesto. Ele valorizava algo que para ela tinha sido a noite mais importante e mágica da sua vida, nos braços do homem dos seus sonhos, nos braços dele. Sentiu os olhos a encherem-se de lágrimas, mas conteve-se o máximo possível para impedir a sua exteriorização.

- Obrigado! – disse Tom afastando-se dela e olhando-a nos olhos.
- Pelo quê? – perguntou Dreia
- Por me teres concedido essa honra… - disse Tom – Acredites ou não, sei dar valor a essas coisas! Foi uma grande noite…

- Ainda te lembras?
– perguntou Dreia franzindo a testa. Tom já tinha estado com tantas mulheres, como é que se lembrava daquele dia que para ele, era provavelmente apenas mais um.
- Claro que sim… deste-me luta, pensei que não ia acontecer nada nessa noite, mas surpreendeste-me de forma tão positiva… – disse Tom saudosista.

- Pois… não sabia se havia de arriscar ou não… – disse Dreia.

- Desculpa se te fiz arrepender… – disse Tom

- Arrepender? – perguntou Dreia sorrindo do nervosismo – Nunca me arrependi daquela noite! Foi perfeita!

Tom olhou para Dreia e sorriu novamente. Podia não gostar dela por amor, mas tinha um cantinho guardado no seu coração muito especial para Dreia, e depois daquele dia, esse cantinho tinha ganho uma decoração nova, tinha sido revestido por um sentimento que anteriormente não existia.
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Ter Jan 27, 2009 7:48 pm

 68 








Ficou estática a observar Tom levantar-se e ir-se embora naquele passo determinado que tão bem conhecia. Aquela noite estava a revelar-se uma caixinha de surpresas. Não estava à espera que o regresso de Tom mexesse tanto com ela. Não sabia que o toque dos lábios dele despertaria tantas recordações inconscientes no seu corpo. Não conseguia imaginar-se a sair mais cedo da festa dos gémeos quando já não os via há um mês e meio. Nunca pensaria acabar a sua noite na Berghain, e muito menos imaginou que Tom fosse ter com ela para lhe pedir desculpa pessoalmente, já para não falar do facto de no meio da conversa ele ter mencionado o facto dela ser virgem quando eles tinham ido para a cama pela primeira vez…

Assistia agora a Tom a ir embora do 5º piso da Berghain, estava realmente cansado e ia regressar a casa para matar saudades da sua cama. Dreia perguntava-se o que mais lhe estaria destinado para aquela noite. Aparentemente tudo parecia mais calmo, mas Dreia sentia-se desperta e sem vontade de ir para casa, o toque de Tom tinha despertado nela uma onda de desejo e uma vivacidade que precisava de exteriorizar. Levantou-se do sofá e foi até ao bar ter com Tom 2. Sentou-se num banco e esperou que ele fosse ter com ela de sorriso na cara.

- Queres beber alguma coisa? – perguntou Tom segurando numa mão de Dreia e acariciando-a com o polegar.
- Não. Quero estar um bocadinho contigo… - disse Dreia.
- Agora não posso sair daqui, estamos com o bar cheio – disse Tom 2.

- Tom… importas-te que hoje fique aqui contigo? – perguntou Dreia corando.
- Claro que não liebe disse Tom esticando-se sobre o bar e dando um beijo nos lábios de Dreia.

Tom voltou ao trabalho, e Dreia sentiu um peso sair-lhe do coração. Não queria estar sozinha, não queria que a cabeça pensasse no que não devia. Deixou-se ficar sentada no banco a ver Tom a trabalhar. De vez em quando Tom olhava para ela e piscava-lhe o olho com um sorriso na cara, Dreia sorria também, Tom era um rapaz deveras atraente e simpático. Pela primeira vez imaginou-se a partilhar um momento mais íntimo com ele. Depois daquela noite atribulada e cheia de Tom Kaulitz, tinha ficado com um sentimento de pertença dentro de si e uma vontade imensa de ser livre e viver a vida ao máximo. Pegou no telemóvel para ver as horas e já era tarde, estava na hora de regressar a casa, mas não lhe apetecia. Queria estar com Tom 2, queria poder mimá-lo e ser mimada nem que fosse por escassos minutos. A noite ia longa e Tom Kaulitz tinha conseguido uma vez mais despertar nela um desejo e excitação que há muito não sentia. Pensou bem naquilo que ia fazer e enviou uma mensagem à mãe:

Para: Mãe
A festa acabou mais tarde que o suposto, vou dormir a casa da Bea para não vos acordar. Não te preocupes, está tudo bem! Vou almoçar a casa amanhã. Beijinhos

Guardou o telemóvel de volta no bolso e mordeu o lábio inferior, não sabia exactamente o que estava a fazer, mas sabia que desejava ser dele naquela noite.

Quando Tom 2 conseguiu finalmente fazer uma pausa, foi ter com Dreia. Abraçou-a e beijou os lábios dela, que sedentos procuravam os dele com uma vivacidade como nunca antes os tinha sentido procurar. Olhou para Dreia e até na expressão do seu olhar algo estava diferente. Sorriu intrigado. Não conhecia aquela Andreia, mas gostava dela.

- Quando é que vais embora? – perguntou Tom segurando em ambas as mãos de Dreia.
- Já te queres ver livre de mim? – perguntou Dreia sorrindo – Tens coisas combinadas com outra, é?
- Sim, não dava muito jeito que estivesses aqui quando ela chegasse. Ela tem ciúmes teus!
– disse ele sorrindo.
- Porquê? – perguntou Dreia a entrar na brincadeira.
- Ela diz que eu te prefiro a ti… - disse Tom abraçando Dreia.
- E preferes? – perguntou Dreia timidamente
- Sem duvida… - disse Tom sorrindo.

Dreia sorriu e abraçou a cintura de Tom puxando o corpo dele para junto do seu.

- Se quiseres eu não me vou embora hoje… - disse Dreia

Tom ficou a olhar para Dreia espantado mas sem perceber exactamente o que ela queria dizer com aquilo.

- Se quiseres hoje só me vou embora quando tu fores… - disse Dreia mordendo o lábio inferior de modo a exteriorizar o nervosismo que sentia.
- E os teus pais? – perguntou Tom
- Já os avisei a dizer que não vou dormir a casa… - disse Dreia corando

Tom nem queria acreditar. Já andavam há três meses, sempre tinha sido paciente com ela e respeitado a sua vontade de esperar, mas agora que via que ela estava pronta para dar o passo seguinte estava radiante. Abraçou Dreia com força e beijou-a com vontade, percebendo agora de onde vinha o empenho que Dreia tinha colocado no beijo que tinham dado anteriormente.


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Entrou no quarto com a libido a alcançar níveis que nunca antes tinha atingido. Já não estava com ela à um mês e meio, sentia um ardor e um desejo dentro de si que o consumiam e o deixavam irracional, não conseguia pensar em mais nada a não ser no momento que poderia possui-la uma vez mais e adormecer nos seus braços, sentindo o peso da cabeça dela sobre o seu peito e o toque suave dos seus cabelos doirados sobre a pele.

Estava à espera de encontrá-la sobre a sua cama, como uma visão proveniente dos seus sonhos, mas para sua surpresa Bea não estava no quarto. Ficou decepcionado. A excitação que sentiu deu lugar a uma frustração que precisava de ser preenchida com aquilo que só ela lhe podia dar. Precisava urgentemente de a ter, já não aguentava um segundo mais que fosse. Só de pensar nela ficava em êxtase. Só de se imaginar a percorrer o seu corpo, sentia um calor abrasador. Só de se imaginar a navegar no seu interior sentia o coração acelerar e a respiração descontrolar-se. Precisava, almejava, exigia, necessitava e reclamava pelo corpo dela sem mais demora.

Tinha ficado tão espantado que não se apercebeu imediatamente que os sapatos de Bea estavam junto da janela do seu quarto. Aproximou-se da janela e viu escondido no chão ao lado da cama a roupa de Bea. Voltou a sentir uma onda de excitação a percorrer o seu corpo. Humedeceu os lábios e mordeu o seu lábio inferior a tentar conter o desejo exacerbado que sentia. Dobrou-se e apanhou do chão o soutien em tons de preto e cinzento da Clavin Klein que pertencia a Bea. Aproximou-o do nariz e inspirou a fragrância que estava contida nele, um cheiro a lavado e a Bea… o seu cheiro preferido. Perguntou-se onde estaria ela, e o porquê de o deixar mais louco do que já estava, se há um mês e meio que sonhava dia e noite com aquele momento. Ouviu a água correr na casa de banho e virou-se de costas na direcção da casa de banho. Levantou uma sobrancelha e esboçou um sorriso libidinoso. Sabia onde ela estava e o porquê de estar sem roupa, e adorou a ideia de partilhar um banho estimulante com ela. Descalçou os ténis que trazia calçados e tirou as meias. Desfez-se dos anéis, colares, e cinto que trazia vestidos e foi até à casa de banho. Abriu ligeiramente a porta e viu uma nuvem de fumo vir na sua direcção.

- Estava a ver que nunca mais vinhas ter comigo… - disse Bea

Bill entrou na casa de banho e fechou a porta. Olhou para ela, e viu o seu corpo branco e curvilíneo por detrás dos vidros transparentes do chuveiro e sentiu um impulso animal de a ter. Mordeu o lábio inferior e humedeceu os lábios sentindo o coração acelerar a um ritmo alucinante. Bea abriu uma porta do grande e espaçoso chuveiro e colocou parte do corpo fora, esticando um braço na direcção de Bill para o puxar para dentro.

- Anda… não precisamos esperar mais… - disse Bea com aquela voz sedutora que deixava Bill rendido a seus pés.

Bill aproximou-se da mão de Bea e pegou nela gentilmente, introduzindo os dedos dela na sua boca, e brincando com eles com o seu piercing, fazendo com que Bea sorrisse e o achasse encantadoramente sensual. Bill pegou na t-shirt e puxou-a para cima fazendo-a passar pela cabeça. Bea observava aquele corpo estrelado que tanta falta lhe tinha feito e os vincos que constituíam parte do seu desejo, aparecerem. Não podia esperar mais, tinha de o sentir. Alcançou a zona do botão das calças de Bill e puxou-o para dentro do chuveiro. Bill deixou-se levar, estava já a debater-se contra o desejo, quando tudo o que queria era dar-se e deixar-se levar pelo prazer. Começou a sentir a água quente percorrer-lhe o corpo e contorceu-se com o primeiro contacto que tinha com aquelas gotas de água que ferviam no seu corpo já aquecido pela excitação e fogo que sentia dentro de si. Passou as mãos pela cara e pelo cabelo, mandando os seus longos cabelos pretos para trás.

Bea encostou Bill à parede subjugando-o à sua iniciativa e começou por passar ambas as mãos no peito de Bill, até chegar aos vincos e à estrela que a deixavam avassalada. Estava realmente sedenta de desejo, precisava de o ter, já não era algo racional, era o corpo que pedia, como se Bill representasse a sua fonte de vida e através dele conseguisse sobreviver e alcançar a longevidade. Bill pegou na cara de Bea com ambas as mãos e percorreu os lábios dela com os seus, entranhando o seu piercing no interior de Bea. Queria sentir novamente o doce sabor dos seus lábios.

Começou por deixar as mãos deslizarem pelo corpo de Bea que parecia veludo a acolhê-las, deixando-as deslizar por aquelas curvas femininas de forma sensual e provocadora. Demorou-se no seu peito, sentia saudades dele. Atacou o pescoço de Bea mordendo-o e beijando-o de forma agressiva e possessiva, precisava dela, precisava mesmo dela! Rodou o seu corpo e levou o dela atrás, fazendo com que ela ficasse contra a parede e continuou a percorrer o corpo dela com as mãos, chegando às suas ancas e rabo, apertou-a contra si à medida que a sua língua percorria a linha imaginária que ia desde o pescoço de Bea até ao seu peito, onde se demorou a beijá-lo e lambe-lo. Puxou-a ligeiramente para cima com as mãos e Bea colocou ambas as pernas à volta do corpo de Bill deixando-se estar no seu colo a receber os beijos e carícias daquele pelo qual o seu corpo pedia cada vez mais. Bill sentia as calças de ganga coladas ao corpo, o que começava a ser incomodativo, pousou Bea no chão não descolando os seus lábios dos dela que procuravam os dele com fome. Colocou as mãos sobre o botão das suas calças, e Bea travou-o segurando nas mãos dele. Ajoelhou-se em frente a Bill e percorreu com os seus lábios carnudos a estrela e os vincos de Bill à medida que as suas mãos se debatiam com o botão e braguilha dele. Quando conseguiu desapertar-lhe as calças, puxou-as em conjunto com os boxers para baixo, com dificuldade, pois elas insistiam em colar-se às suas pernas magras. Mandou-as para um canto do espaçoso chuveiro e colocou uma mão em cada perna de Bill subindo-as devagarinho, acariciando a sua pele sensível ao toque dela, à medida que Bea subia também para ir de encontro aos lábios dele que entreabertos esperavam já pelos dela. Bea apoderou-se dos lábios dele e beijou-o languidamente sentindo Bill tornar-se cada vez mais naquele leão que ela tinha conhecido em Cancun, as mãos dele navegavam sobre o seu corpo molhado e excitado, os lábios dele eram firmes e fortes de tal maneira que Bea sentia os seus a ficarem dormentes da força e robustez com que Bill parecia querer devorá-la. Bea sentia já um descontrolo desmedido em si, o seu coração parecia querer causar-lhe uma arritmia, e a respiração ofegava ansiando pelo momento em que ele a levaria ao clímax.

Bill não conseguia deixar de inspeccionar o corpo dela de todas as maneiras possíveis, estava saudoso daquele corpo, daquele toque, daqueles sons que ela emitia quando estavam juntos, da sua respiração descontrolada, tudo o deixava ficar cada vez mais ávido por a ter. Mordeu o lábio inferior de Bea e ouviu-a soltar um gemido de dor. Afastou-se dos lábios dela, e olhou para os seus grandes olhos castanhos que espelhavam pura luxúria, voltou a olhar para os lábios dela e viu que tinha feito um pequeno golpe, e que o lábio de Bea começava a sangrar. Sorriu e passou os dedos sobre os lábios dela, que procuraram beijar os seus dedos. Bill raspou num toque leve a superfície dos seus lábios contra a orelha de Bea deixando-a ouvir claramente o quão ofegante a sua respiração já estava e o quanto não conseguia esperar nem mais um segundo por a ter. Alcançou com a sua mão direita a perna de Bea e levantou-a colocando-a à volta da sua cintura e segurando-a pela coxa. Posicionou-se e enterrando a sua cabeça no ombro de Bea entrou nela fundindo-se com o seu corpo. Bea sentiu-o entrar em si e agarrou-se ao tronco de Bill deixando as suas unhas cravarem a pele das suas costas, segurando-se e libertando a energia que tinha contida dentro de si. Bill estava realmente sôfrego por a ter. Entrava nela a uma velocidade rápida e determinada procurando atingir sem demoras, aquilo que à muito ansiava: um orgasmo com ela, nos braços dela. Sentiu Bill levantar a cabeça do seu ombro e procurar a sua orelha, ouviu-o arfar e intensificar os movimentos da sua pélvis com uma fome voraz capaz de a deixar sem chão. Sentia as suas costas embaterem contra a parede de forma agressiva mas estimulante e o seu corpo a dar de si e a deixar-se ficar sem forças nos braços dele que a apertavam com força deixando a marca das suas mãos no corpo macio de Bea. Contraiu o corpo para receber o prazer que ele lhe impunha e deixou-se libertar num espasmo de contentamento e êxtase por se sentir a atingir o orgasmo novamente nos braços dele. Bill saiu de dentro dela e deixou-se vir fora do seu corpo arrebatado.

Bea deixou o corpo cansado e dormente cair no chão do chuveiro e deixou-se acalmar sentindo cada gota de água percorrer o corpo que fatigado desejava já mais. Bill deixou-se cair no chão e com as suas mãos grandes e firmes procurou o corpo dela, abraçando-a e deixando-se ficar contido nela arfando e recuperando o fôlego que só Bea conseguia descontrolar daquela forma.
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Qua Jan 28, 2009 4:50 pm

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Tom tinha-lhe pedido para esperar um bocadinho na sala enquanto ele arrumava o quarto, Dreia tinha dito que não era preciso, mas ele insistira e ela tinha acabado por assentir. Estava na sala a fazer tempo. O companheiro de casa de Tom devia estar prestes a acordar, Tom contava-lhe que ele gostava de acordar cedo e ir correr ao longo do rio, e já passava das 7 horas da manhã quando Dreia e Tom tinham chegado a casa, por isso não devia faltar muito para se cruzarem. Dreia andava nervosa de um lado para o outro na sala. Estava consciente da decisão que tinha tomado, sabia que o queria. Desejava sentir-se amada novamente, tinha os seus sentidos despertos e uma excitação fora do vulgar desde o dia em que se tinha separado de Tom Kaulitz. Mas não conseguia deixar de se sentir nervosa, e despreparada para o que ia acontecer.

- Já está! – disse Tom aparecendo na sala com um sorriso radiante.

Dreia sorriu, sentindo-se estremecer e adquirir uma cor rosada. Foi de encontro a Tom e seguiu-o até ao seu quarto. Ao entrar reparou que o quarto estava impecavelmente arrumado. Pousou a sua mala e casaco na cadeira da secretária de Tom e olhou para o chão de modo nervoso, esfregando uma mão na outra sem saber exactamente o que fazer ou como começar. Tom apercebeu-se que ela estava intimidada e compreendia, afinal de contas era a primeira vez dela, ele ia dar-lhe a conhecer um mundo novo.

- Se não quiseres… - disse Tom vendo que ela nem o conseguia fitar nos olhos.
- Não… - disse Dreia interrompendo-o – Eu quero…

Tom sorriu. Estava feliz por finalmente poder tê-la nos seus braços como sempre tinha desejado desde do dia em que a tinha visto entrar pela primeira vez na Berghain. Foi até à aparelhagem e ligou-a, carregando no play. Nas colunas de som começou a soar de forma suave James Morrison… Tom virou-se para Dreia e sorriu. Foi até ela e olhando-a de forma ternurenta disse:

- Fiz uma selecção de músicas que me fazem lembrar de ti… espero que gostes e que te ajude a descontrair… – disse Tom

Dreia sorriu. Tom era carinhoso e atencioso, ia ter uma noite agradável nos seus braços, disso não tinha a menor dúvida. Deixou-o abraçar o seu corpo e procurar os seus lábios. Beijou-os com dedicação e afeição, não correspondendo à excitação que Dreia sentia apoderar-se de si. Mas deixou-se levar. Tom era meigo, demasiado meigo. Gostava mais do modo como o Kaulitz a pressionava e dominava, mas cada pessoa era como cada qual, e tinha a certeza que chegada a hora de lhe mostrar o seu valor e de a deixar extasiada, Tom 2 estaria ao nível do Kaulitz.

- Não tenhas medo… - disse Tom à medida que deixava as suas mãos procurarem a roupa de Andreia e despirem o seu top lentamente.

Dreia levantou os braços, deixando Tom tirar-lhe o top. Olhou para ele e viu nele uma expressão de felicidade, sabia que à muito que ele esperava por aquele momento, queria corresponder às suas expectativas, tanto quanto queria que ele correspondesse às suas. Pegou na t-shirt de Tom e tirou-a, deixando-a cair sobre o seu top que estava no chão. Procurou os lábios dele e beijou-o de forma mais agressiva para ver se o estimulava um pouco mais, mas em vez de corresponder Tom afastou os lábios e sorriu, não cedendo à provocação.

Era a vez de John Legend soar entre as paredes daquele quarto. Tom fez as suas mãos passarem pela cintura de Dreia e abrirem o fecho da sua saia, que se encontrava sobre o rabo dela, deixou as mãos deslizarem a saia para baixo passando-as pelo seu rabo. Dreia colocou as suas mãos sobre o peito desnudado de Tom e acariciou o seu tronco, abraçando-o e percorrendo as costas dele com as suas mãos que frias o deixaram arrepiado e em pele de galinha. Tom beijou o pescoço de Dreia suavemente provocando-lhe arrepios e andou até à cama, levando-a de costas até o sítio onde se dariam um ao outro pela primeira vez. Dreia deixou-se embater contra a cama e sentou-se nela. Tom baixou-se e passou uma mão sobre a perna direita dela, desde a cintura até um pouco abaixo do joelho onde foi de encontro à bota que ela trazia calçada. Abriu o fecho e puxou a bota de Dreia, pousando-a cuidadosamente ao lado da cama. Voltou a fazer o mesmo com a perna esquerda, passou primeiro a mão sobre a perna dela, até embater na bota e tirá-la, colocando-a junto da outra. Dreia abriu as pernas e Tom ajoelhou-se entre as pernas dela beijando e passando as mãos pelo seu peito. Dreia sentia-se excitada pelo toque dele, mas continuava a não sentir a chama que a consumia e a fazia ficar louca a desejar por mais. Não queria que Tom 2 fosse tão meigo e gentil com ela, queria que ele fosse implacável e que a fizesse esquecer que alguma vez tinha conhecido Tom Kaulitz, queria que ele lhe apagasse da memória o beijo, o toque e as palavras de Tom que a tinham deixado sedenta de se dar a ele. Pegou nas mãos de Tom e colocou-as novamente na sua cintura, como se a pedir que ele continuasse a despi-la e fosse mais arrojado no seu toque. Tom percebeu parte da mensagem, pegou nos collants de Dreia e fê-los deslizar pelas pernas dela abaixo. Dreia chegou-se para trás e deitou-se sobre a cama, observando Tom levantar-se e desapertar as suas calças. Tirou-as e mandou-as para o chão. Subiu para cima da cama e pôs-se sobre Dreia beijando a sua barriga e subindo devagarinho os beijos pelo seu peito, pescoço, cara e finalmente lábios. Dreia começava a sentir um peso no coração, um peso diferente daquele que sentia com Tom Kaulitz, esse era um peso de desejo e prazer, aquele era um peso de confusão e ânsia por algo que via agora que não a ia satisfazer nem lhe dar a paz de espírito que precisava naquele momento da sua vida. Tentou uma vez mais beijar Tom 2 com empenho e de forma mais selvagem, e ele uma vez mais afastou os lábios dela e olhou para os seus olhos.

Dreia sentia o seu coração despedaçar aos poucos dentro de si, sentia-se bem consigo mesma, sentia-se bem com a decisão que tinha tomado, mas o facto de ele não corresponder ao imaginário que ela tinha do que era sensual e sexual, não lhe estava a agradar. Queria fogo, paixão, atrevimento, possessão, como Tom Kaulitz lhe tinha ensinado a amar. Podia ser tímida e reservada, mas gostava das coisas bem feitas, como o Kaulitz fazia. Viu-se a olhar para Tom 2 sobre um prisma diferente, como se tivesse a ir para a cama com um amigo. Como no sonho de Bea, queria estar com o Kaulitz, e na sua cabeça procurava-o naquele corpo que estava sobre o seu, mas na realidade quem ali estava era o 2, mas ao contrário do sonho de Bea, onde ela tirava prazer daquilo que Gonçalo lhe fazia, Dreia não sentia o prazer que sabia poder sentir. Não sentia a chama… mas mesmo assim estava decidida a deixar-se levar até ao fim. Ia-se dar a si mesma a possibilidade de ser feliz nos braços de Tom 2. Ia dar a ele a possibilidade de mostrar que valia mais.

Dreia estava deitada com Tom sobre si, a procurar acarinhá-la e beijá-la em todos os centímetros do corpo que ela tinha a descoberto, quando identificou os primeiros acordes daquela música que surgia agora na aparelhagem de Tom. Conhecia-a detrás para a frente, era capaz de a identificar em qualquer canto do mundo. Era capaz de reconhecer aquela voz no meio de uma multidão. Fechou os olhos e sentiu-se estremecer. Ouviu Bill cantar:

- Keiner weiss, wies Dir geht. Keiner da, der Dich versteht...

(Noone knows how you feel. Noone there you'd like to see…).


An deiner seite… a sua música preferida dos Tokio Hotel, a música que fazia os seus olhos encherem-se de lágrimas, a música que a amparava quando pensava que não era digna da sua existência, a música que preenchia o seu coração com pensamentos de Tom Kaulitz, a música que lhe dava esperança e a fazia encarar a vida com olhos diferentes. Parecia um sinal…

Deixou-se estar. Tom Kaulitz, não ia estragar a sua noite. Já tinha sofrido demais por ele. Não queria e não ia deixar que nada interferisse na sua vontade. Tomou a cabeça de Tom (que se debruçava sobre o seu pescoço) com as suas mãos e procurou os seus lábios, beijando-o. Queria sentir, não queria estar morta por dentro, queria voltar a sentir e a viver e a ser feliz. Porque é que não podia ser feliz nos braços de Tom 2 se o tinha escolhido? Tom procurou com as mãos o fecho do soutien de Dreia, e Dreia virou a cara para o lado, não lhe apetecia encará-lo, tinha vergonha de si mesma … Fechou os olhos e ouviu Bill cantar…

- Ich bin nur hier um Dir... zu sagen. Ich bin da, wenn Du willst. Schua Dich um, dann siehst du Mich.Ganz egal, wo Du bist. Wenn Du nach mir greifst, dann halt ich Dich....

(I am by your side… just for a little while. Turn around, I am here. If you want it's me you'll see. Doesn't count, far or near, I can hold you when you reach for me…)


Sentiu os olhos encherem-se de lágrimas. Não aguentava mais… Não podia. Não devia ser assim, não devia ser um sacrifício e uma obrigação. Devia querer, gostar e desejar. Não conseguia. Sentiu uma lágrima cair-lhe pela cara abaixo. Tom 2 reparou que Dreia começava a chorar. Desistiu de tentar abrir o seu soutien e colocou a sua mão direita sobre o rosto de Dreia procurando limpar a lágrima que caía sobre a sua almofada.

- Estás bem? – perguntou Tom.
- Sim… - disse Dreia.
- Não queres continuar? – perguntou ele atencioso.

Dreia não teve reacção… não sabia o que lhe dizer. Porque queria continuar, mas ao mesmo tempo não queria, nem conseguia. Tinha a certeza que se continuasse com aquilo se ia sentir violada e mais despedaçada do que já estava. Porque é que Tom Kaulitz tinha de estar presente em todo o lado? Não chegava estar no seu coração, na sua cabeça, até nos momentos mais íntimos que conseguia ter com 2 ele tinha de estar?

Tom 2 percebeu que Dreia não estava a sentir-se bem, nem estava à vontade, e deitou-se do seu lado abraçando o corpo dela e beijando-lhe a testa. Dreia colocou uma mão sobre o tronco de Tom abraçando-o e permitindo-se chorar pediu desculpas a Tom.

- Desculpa… mas não consigo… – disse Dreia.
- Eu percebo liebe! Vamos com calma… – disse Tom fazendo festinhas a Dreia com as mãos que abraçavam o corpo dela.
- Não… eu não quero… – disse Dreia sentando-se na cama.

- Não tem problema… - disse Tom sentando-se ao lado dela e colocando os braços à volta do seu corpo, à medida que se preparava para dar um beijo no pescoço de Dreia, ao qual ela fugiu estrategicamente levantando-se da cama.

Dreia limpou as lágrimas que corriam na sua cara. Não queria ser má para Tom, ele era querido e atencioso, era tudo o que ela sempre julgou que seria perfeito para ela, mas afinal estava enganada. Ele não era perfeito, por o menos, não ali, e não naquele momento da sua vida. Enquanto a sua cabeça e o seu coração ainda tivesse ocupado, não conseguiria dar-se a mais ninguém. Ela não era assim.

Viu Tom levantar-se da cama e ir ter com ela para a abraçar e voltar a acariciá-la com os seus afectos e travou-o colocando uma mão sobre o seu peito. Não queria que ele se chegasse perto de si, precisava de espaço, não queria que ele lhe tocasse, ou lhe falasse, queria só pôr a cabeça no sítio e conciliar-se consigo mesma para saber o que era melhor para si. Reparou que Tom estava excitado e sentiu-se mal por o deixar assim, mas não era, nem nunca seria uma pega para ir para a cama com ele só para o satisfazer.

- Porque é que me evitas? – perguntou Tom estancando a sua caminhada até Dreia com a mão dela sobre o seu peito.
- Não quero falar… - disse Dreia.
- Ficaste chateada comigo? Fiz alguma coisa errada? – perguntou ele sem perceber.
- Não… mas não quero falar… quero estar sozinha… - disse Dreia
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Qua Jan 28, 2009 4:51 pm

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- Bea… o telefone… - disse Bill ensonado abanando ligeiramente o corpo de Bea para ela acordar.
- Deixa estar… - disse Bea abraçando o corpo nu de Bill.
- Está a tocar a meia hora… - disse Bill abraçando o corpo dela com força contra a seu. Já não se lembrava de quão bom era acordar com ela ao lado.
- Hmmm….não me apetece atender… - disse Bea sorrindo. Era feliz nos braços dele. Não precisava de mais nada, nem ninguém. Nada perturbaria a sua felicidade.
- E se forem os teus pais? – perguntou Bill tocando no ponto fraco de Bea, para ver se ela atendia o telefone que tocava já pela segunda vez.

Bea levantou-se. Se fossem os seus pais, já deviam estar preocupados por ela não atender o telefone. Procurou as suas calças no chão e tirou o telemóvel do bolso atendendo de imediato para garantir que não desligavam.

- Estou? – disse Bea ainda ensonada sentando-se na cama.
- Olá Bea! Tudo bem? – perguntou uma voz que Bea não conseguiu identificar à primeira.
- Tudo! – disse Bea afastando o telemóvel do ouvido para ver quem lhe telefonava, mas era um número não identificado.

- Desculpa ter-te acordado. Vocês devem ter chegado mesmo tarde a casa. Já fui bater à tua porta e ninguém acordou! – disse a voz feminina – Já estava a ficar preocupada convosco! Podes passar o telefone à Andreia se faz favor?

Bea sabia de onde reconhecia aquela voz. Claro! Era a mãe de Dreia. Mas não estava a perceber de onde vinha aquela conversa, Dreia tinha saído de casa dos Kaulitz tão cedo, já não falava com ela desde que ela tinha saído em direcção à Berghain. Lembrou-se que não tinha recebido o toque que tinha pedido a Dreia para lhe mandar quando chegasse lá e ficou preocupada. Dreia estava desaparecida. E agora? Tinha de contar a verdade à mãe de Dreia, não lhe ia conseguir mentir. Era péssima a mentir!

- …. Tia…. Ahhh…. Eu não estou em casa… e a Andreia não dormiu lá em casa hoje! – disse Bea a medo. Virou-se para trás e olhou para Bill com uma cara de pânico.

Bill não percebia o que se estava a passar, Bea estava a falar português, mas estava com uma cara preocupada. Sentou-se na cama e olhou para ela esperando perceber alguma coisa através das expressões faciais que ela fazia.

- Mas a Andreia ontem à noite mandou-me uma mensagem a dizer que ia dormir a tua casa! – disse a mãe de Andreia a estranhar.
- E ia, mas depois acabou por ir ter com o Tom à Berghain- disse Bea mentindo ligeiramente para salvar a pele da amiga.

- Não me digas… - disse a mãe de Dreia preocupada.
- Desculpe tia… eu vou tentar telefonar-lhe… – disse Bea preocupada colocando uma mão na testa.
- Eu já lhe telefonei, mas ela tem o telemóvel desligado… Vou tentar ligar ao Tom… – disse a mãe da Dreia – Se souberes alguma coisa diz-me!
- Não se preocupe, vou procurá-la e assim que tiver notícias telefono-lhe logo…
- disse Bea desligando de seguida o telefone.

Bill assistia à conversa de Bea expectante por saber o que se tinha passado para ela estar assim. Quando Bea desligou o telefone, olhou para ele com uma expressão preocupada que o deixou assustado.

- O que é que aconteceu? – perguntou Bill
- Era a mãe da Dreia… parece que ela mandou uma mensagem à mãe a dizer que dormia em minha casa e agora ninguém sabe dela… – disse Bea
- Telefona-lhe… - disse Bill a ficar preocupado.
- A mãe dela já lhe telefonou e ela tem o telemóvel desligado! – disse Bea – Bill…ela não me deu o toque ontem à noite…. E se aconteceu alguma coisa? Eu não acredito que a deixei ir embora sozinha! – disse Bea colocando ambas as mãos na cabeça.

Bill aproximou-se da beirinha da cama, onde Bea estava sentada, e abraçou-a, dando-lhe um beijo na cara e passando a mão na sua cabeça.

- Não te preocupes, vais ver que está tudo bem! – disse Bill

Bill lembrou-se da conversa que tinha tido com o irmão na noite anterior. Ele disse que ia à Berghain ter com Dreia. Deu um beijo no cabelo de Bea e levantou-se. Bea tentava telefonar a Dreia e constatava aquilo que a sua mãe tinha dito. Tinha o telemóvel desligado.

- Onde vais? – perguntou Bea que precisava de Bill do seu lado.
- Vou ver se ela está com o Tom… - disse Bill vestindo uns boxers.
- Porque é que ela haveria de estar com o Tom? – perguntou Bea surpresa com aquela revelação.

- Porque ele ontem à noite foi atrás dela para a Berghain- disse Bill à espera de levar na cabeça por não ter dito nada a Bea.

- O QUÊ?? – disse Bea – O que é que ele foi lá fazer?

- Foi pedir-lhe desculpa…
- disse Bill.
- E não podia pedir desculpa hoje ou amanhã? Tinha de ir atrás dela para a Berghain com o 2 lá? – disse Bea incrédula.
- Ele meteu na cabeça que tinha de ir lá pessoalmente… - disse Bill sendo interrompido por Bea.
- Eu não acredito… Eu tento ser amiga do teu irmão Bill, eu juro que tento, mas ele não tem cabeça nenhuma. Não se pode confiar numa única palavra do que ele diz! Se num momento ele fala na boa, no momento a seguir, se envolver uma rapariga, faz tudo ao contrário… – disse Bea passada.

- Calma… neste caso até era bom que ela estivesse com ele… – disse Bill
- Mais ou menos… - disse Bea.
- Eu vou ver se ela está lá ou se ele sabe alguma coisa – disse Bill – Se eles tiverem estado juntos, sempre sabemos que ela chegou bem à Berghain
- Ok… vai lá!
– disse Bea que já estava por tudo.

Bea levantou-se e começou a vestir a sua roupa que estava espalhada pelo chão. Tentou mais uma vez ligar a Dreia, mas o telemóvel dela continuava desligado. Resolveu deixar-lhe uma mensagem de voz.

Bill abriu a porta do quarto de Tom devagarinho. Entrou pé ante pé para não fazer barulho. Quando conseguiu ver a cama do irmão na totalidade, procurou outro corpo ao lado do de Tom, mas viu que ele estava sozinho. Entrou à vontade e pôs-se em pé ao lado da cama de Tom.

- Tom… – disse Bill abanando-o um pouco para que Tom acordasse.
- O que é que foi? – disse Tom ainda sem conseguir abrir os olhos.
- Dormiste com a Dreia? – perguntou Bill.

- O quê? – perguntou Tom olhando para Bill – Eu não me lembro de nada…
- Estou só a perguntar…
- disse Bill
- Não…. Que eu saiba não! – disse Tom

- Mas estiveste com ela na Berghain? – perguntou Bill
- Sim… estivemos a falar… - disse Tom sentando-se na cama e prendendo as rastas no cimo da cabeça – Porquê?
- Porque ela desapareceu e ninguém sabe dela…
- disse Bill
- Telefonem-lhe… - disse Tom
- Já toda a gente lhe telefonou e tem o telefone desligado! – disse Bill

- E já telefonaram ao outro? – perguntou Tom
- A mãe da Dreia ia telefonar-lhe… - disse Bill – Não fazes ideia de onde ela possa estar?
- Não… -
disse Tom pensando no assunto.
- Se te lembrares de alguma coisa diz… - disse Bill dirigindo-se para fora do quarto de Tom.
- Ok… e se entretanto tiveres noticias dela diz-me! – pediu Tom preocupado.
- Ok! – respondeu Bill já de saída do quarto do irmão.

Voltou a entrar no seu quarto e Bea já estava vestida e acabava de desligar o telefone.

- Então? – perguntou Bea ansiosa.
- O Tom esteve com ela na Berghain, mas veio embora sozinho. Não sabe dela e não se lembra de nada… – disse Bill

- Pois… eu acabo de receber um telefonema da mãe da Dreia a dizer que falou com o 2 e que ela saiu da Berghain com ele, mas que não dormiu em casa dele, e não sabe onde ela está… - disse Bea – Estou a ficar preocupada Bill… ninguém sabe dela!

Bill aproximou-se de Bea e abraçou-a. Não gostava de a ver naquela aflição, muito menos gostava de saber que era por causa do desaparecimento da sua melhor amiga. Bea abraçou Bill contra si, estava realmente preocupada e só nos braços dele conseguia sentir-se um pouco melhor.

- Porque é que não me disseste que o teu irmão tinha ido atrás da Dreia ontem? – perguntou Bea.
- Porque não queria que te preocupasses com isso, ele disse que só lhe ia pedir desculpa… – disse Bill
- Mesmo assim… podias ter-me dito! – disse Bea
- Não valia a pena ficares chateada com isso… divertimo-nos tanto ontem à noite! – disse Bill beijando Bea de seguida.

- Sim… mas o que me deixa a pensar nisso é saber que não confiaste em mim… - disse Bea com uma expressão triste nos olhos.
- Schatzi eu confio em ti… - disse Bill apertando-a contra o seu corpo.
- Não o suficiente para me dizeres que o teu irmão tinha ido atrás da Dreia… – disse Bea – Eu ia saber através dela, mais cedo, ou mais tarde!
- Eu sei… mas se o meu irmão me pediu para não contar... Eu não podia contar…
– disse Bill.

- Mas eu sou tua namorada… é suposto confiares em mim! – disse Bea.
- E confio schatzi, acredita que confio, mas tens de perceber que também tenho os meus segredos com o meu irmão e que eles existirão sempre! – disse Bill que compreendia o porquê de Bea se sentir assim.
- Eu percebo, mas neste caso, não era nada de outro mundo, nem nada que eu não fosse descobrir no dia a seguir, podias ter-me contado… - disse Bea
- Não, se o meu irmão me pediu para não te contar… - disse Bill

- Desgraçado…. Já me conhece tão bem… ele sabe que eu me ia passar com ele! – disse Bea a sorrir
- Claro que sabe…Vivendo e aprendendo! – disse Bill beijando-a e rindo ao mesmo tempo – Desculpa não te ter contado nada!
- Não precisas pedir desculpa…
- disse Bea abraçando Bill – Eu sei que tu terás sempre os teus segredos com o Tom… mas acho que sinto ciúmes da vossa relação… espero que um dia possamos ser assim!
- Um dia seremos!
– disse Bill – Eu confio em ti e confio em nós!

- Bem... agora tenho que ir – disse Bea beijando Bill uma última vez e soltando-se dos seus braços para ir embora.
- Não… onde é que pensas que vais? – perguntou Bill alcançando-a pela cintura e puxando o corpo dela contra o seu.
- Vou para casa. Tenho de estar em casa para o caso da Dreia me procurar… - disse Bea.
- Não vás! – disse Bill beijando o pescoço de Bea – Fica comigo… Ainda não matei as saudades que sinto de ti! Daqui a duas semanas vou embora de novo… Fica… – disse Bill procurando os lábios dela e introduzindo na sua boca o piercing e a língua que sabia deixá-la na sua mão.

- E a Dreia? – perguntou Bea.
- Deixa-lhe uma mensagem no telemóvel a dizer que estás aqui… Vá lá, fica… – pediu novamente Bill – Quero-te ao meu lado!
- Assim não dá para resistir…
- disse Bea
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Qui Jan 29, 2009 6:11 pm

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Meteu a chave à porta à espera de ficar de castigo para o resto da vida. Qualquer desculpa que inventasse não ia chegar para se justificar, sabia que o ambiente em casa ia ficar pesado, tão pesado quanto o peso que sentia no seu peito desde a noite anterior. Ou seria isso impossível?

Assim que fechou a porta a mãe apareceu-lhe à frente com cara de poucos amigos. Dreia pôs as chaves na mala e evitou olhar para a sua mãe…

- São 3 da tarde Andreia, onde é que andaste? – perguntou a mãe de Andreia
- Eu disse que ia dormir a casa da Bea… – disse Andreia passando pela mãe e dirigindo-se pelo corredor até ao seu quarto, sendo seguida de perto pela mãe.
- Mas não foste, porque eu fui lá bater e não estava ninguém em casa. Telefonei à Bea e ela disse-me que tu não tinhas ido lá dormir… Eu sei que foste para casa do Tom! – disse a mãe de Andreia ofendida pela filha não confiar nela.

Dreia insultou-se a si mesma mentalmente. Tinha enviado uma mensagem à mãe a dizer que ia dormir a casa da Bea, mas tinha-se esquecido de dizer a Bea que tinha mentido à mãe. Boa! Já não faltavam os problemas que tinha, acabava de criar mais um, que era nem mais nem menos que o espelho de quão confusa a sua cabeça estava naquele momento.

- Desculpa… eu era para ir para casa da Bea, mas depois acabei por ir ter com o Tom – disse Andreia desculpando-se e pousando a sua mala e casaco em cima da cama, enquanto a sua mãe continuava à porta a olhar para ela de braços cruzados à espera de uma explicação.
- Desculpas não chegam Andreia. Tu sabes o quão preocupada eu estava contigo? – perguntou a mãe de Andreia – Tentei telefonar-te e nada…
Dreia tirou o telemóvel da mala e reparou que ele estava desligado. Devia ser falta de bateria. Nem se tinha lembrado do telemóvel, tudo o que queria era desaparecer e ficar sozinha consigo mesma.

- Ficou sem bateria! – disse Dreia indo buscar o carregador e pondo-o a carregar.

- E não tens nada para me dizer? – perguntou a mãe de Andreia
- Desculpa… não volta a acontecer! – disse Dreia sentando-se na sua cama com um ar longínquo.
- Espero bem que não Andreia, ou ficas de castigo durante um mês! – disse a sua mãe – Mas não é isso que quero saber… - disse a mãe de Dreia que a via realmente triste e estava preocupada – Tu nunca fizeste nada sequer parecido. O que é que aconteceu filha? O Tom tratou-te mal? – disse a mãe de Dreia sentando-se ao seu lado na cama.

Dreia sentiu o seu corpo estremecer como se uma onda de frio atravessasse a sua espinha naquele momento. Ela merecia tudo o que lhe estava a acontecer, tinha sido uma pessoa horrível nos últimos meses, nem se reconhecia. Tinha mentido, traído, usado, e enganado as pessoas que mais amava neste mundo. E pior que isso tudo, tinha sido desleal consigo mesma. Mas o que fazer se o coração lhe pedia uma coisa que a mente não lha queria dar (e com razão)? Já tinha começado a sarar… tinha começado a libertar-se dos seus pecados naquela noite, porque não continuar a fazê-lo e revelar de uma vez por todas o que se passava na sua vida à sua mãe? Ela era a pessoa em quem sempre tinha confiado tudo, a pessoa que lhe tinha dado vida, por pior que fosse admitir os seus erros e ver nos olhos dela a decepção, a verdade teria de compensar as mentiras todas que já tinha dito aos seus pais.

- Não, mas eu e o Tom acabámos… – disse Dreia triste e a sentir os olhos preencherem-se com lágrimas que vinham do fundo do seu coração.

- Oh querida… - disse a mãe da Andreia abraçando-a – O que é que aconteceu? Ele tratou-te mal?
- Não. Ele sempre me tratou bem… –
disse Dreia abraçando o corpo da mãe sentindo-se mais forte e segura

- Ele tentou forçar-te a alguma coisa? – perguntou a mãe de Dreia preocupada em ver a filha tão em baixo.
- Não… ele nunca me forçou a nada… – disse Dreia – Mas eu não gosto dele. Ele é apenas um amigo…
- Ás vezes é assim… não escolhemos a pessoa de quem gostamos, e se não gostas dele não vale a pena estares a enganá-lo filha, ele gosta muito de ti. Hás-de encontrar alguém de quem gostes. Ainda és nova, tens muito tempo pela frente… –
disse a sua mãe olhando para os olhos amarelados e vidrados de Dreia e limpando as lágrimas que lhe escorriam pela cara.

- Eu acho que gosto de outra pessoa… - disse Dreia evitando os olhos da mãe.

Talvez reconhecendo aquilo que sentia, pudesse ajudar-se a si mesma a ultrapassar aquele sentimento, já que escondê-lo e camuflá-lo não tinha resultado. Ia libertar-se das mentiras. Ia libertar-se de Tom Kaulitz de uma vez por todas.

- Eu gosto do Tom… mas do outro Tom, o gémeo do Bill… - disse Dreia confessando pela primeira vez o seu amor à mãe.
- Aqueles teus amigos gémeos que têm uma banda? – perguntou a mãe de Andreia.
- Sim… - disse Dreia corando.
- Qual deles é o Tom? – perguntou a mãe de Dreia
- É o que tem as rastas… o guitarrista… - disse Dreia nervosa

- Só de falar nele coraste… – disse a mãe de Dreia olhando para o seu rebento de forma ternurenta ao ver que ela estava apaixonada de verdade.
- Mas não posso mãe… - disse Dreia
- Porquê? Não tem mal nenhum… - disse a mãe de Dreia passando-lhe a mão no cabelo.

Última hipótese de pôr tudo em pratos limpos de uma vez por todas com a sua mãe… era agora ou nunca…

- Porque ele é um mulherengo, anda com imensas raparigas ao mesmo tempo! – disse Dreia
- O teu pai também era mulherengo, mas quando me conheceu e começámos a namorar ele mudou. Os homens são todos mulherengos filha, mas quando se apaixonam mudam! – disse a mãe de Dreia.
- Mas este não muda… este não se apaixona. Nós já estivemos juntos e ele continuou igual… - disse Dreia abanando a cabeça da direita para a esquerda.

- Nunca me disseste que tinhas namorado com esse Tom… - disse a mãe de Dreia sentindo-se excluída da vida da filha.
- Nós nunca namorámos, ele não gosta de compromissos. Mas eu não consigo deixar de gostar dele… - disse Dreia sentindo os olhos cederem às lágrimas novamente.
- Foi por isso que acabaste com o Tom? – perguntou a mãe de Dreia.
- Sim… ele queria dar um passo em frente na nossa relação, mas eu não consigo… eu não gosto dele o suficiente para me entregar… - disse Dreia limpando as lágrimas dos olhos.

- Fazes bem filha… a primeira vez de uma mulher é muito importante, deves esperar até te sentires bem e ser com a pessoa certa, no momento certo… – disse a mãe orgulhosa da filha não ter cedido às investidas de Tom.

Dreia sentiu um peso tomar-lhe conta do peito novamente. Como é que ia dizer à mãe que esse momento já tinha acontecido? Olhou para ela com uma expressão triste e perdida. O olhar de uma traidora que tinha apunhalado vezes e vezes sem conta o corpo inerte da mãe que recebia todas as facadas com um sorriso terno no rosto. Sentia-se a pior pessoa do mundo e isso transparecia nos seus olhos translúcidos.

- Mãe… – começou Dreia por dizer.
- Andreia… - disse a mãe de Dreia vendo que a filha tinha algo para lhe confessar, já conhecia aquele olhar e aquele nervosismo dela – Filha… tu já não és virgem?
- … Desculpa mãe… -
disse Dreia baixando os olhos para o chão e sentindo-se do tamanho de uma partícula de areia.

- Há quanto tempo? – perguntou a mãe dela.
- Há uns meses… desde o final do ano passado… - disse Dreia envergonhada.
- … Não me disseste nada! – disse a mãe de Dreia indignada por Dreia não ter confiado nela, e por ver que a sua filha afinal de contas estava mais crescida do que ela pensava – Com quem…?

- Com o Tom… -
disse Dreia e vendo o ar confuso da mãe com tantos Toms acrescentou - …o gémeo.

A mãe de Dreia abraçou Dreia e emocionou-se com aquela revelação. Não estava à espera. A filha estava uma mulherzinha. Olhou para os olhos de Dreia e viu que ela também chorava emocionada com aquele momento.

- Estás uma mulherzinha… - disse a mãe de Dreia limpando-lhe as lágrimas do rosto – E gostas mesmo desse Tom?
- …Gosto! Mas não posso… ele andava com outras enquanto esteve comigo…
– disse Dreia.
- Ahhh! – exclamou a mãe de Andreia indignada – Esse rapaz não te merece filha… Isso não se faz a ninguém!
- Eu sei… percebes porque é que não posso gostar dele? E ontem na festa ele beijou-me… -
disse Dreia.

- Beijou-te? Mas ele ainda gosta de ti? – perguntou a mãe de Dreia tentando perceber o enredo da história.
- Não… ele não gosta, nem nunca gostou de mim, mas diverte-se a provocar-me! … Mas também já falámos e ele prometeu que nunca mais fazia isso! – disse Dreia.

- Acho bem… Filha, eu sei que sou uma velha careta, mas podes confiar em mim… não precisas de carregar os teus problemas sozinha, eu sou tua mãe e aconteça o que acontecer, vou estar sempre do teu lado para te apoiar… - disse a mãe de Dreia sem saber o que dizer de tantas revelações ao mesmo tempo - Mas ainda não me disseste onde é que andaste até estas horas? E porque é que não vieste para casa…
- Estive a passear ao longo do rio, acabei por me sentar num banco de jardim e fiquei a pensar na vida… perdi a noção do tempo. Desculpa!
– disse Dreia.
- Não tem problema, o que interessa é que estás aqui e que está tudo bem contigo. Vou ligar ao teu pai a avisar que está tudo bem, ele ficou preocupadíssimo! – disse a mãe de Dreia levantando-se da cama e saindo do quarto de Dreia.

Dreia suspirou de alívio, no meio daquilo tudo parecia que se sentia mais leve, tinha finalmente contado toda a verdade à sua mãe, e em vez de ficar de castigo para o resto da vida, como pensou que fosse ficar, tinha sido apoiada. A sua mãe era incrível, sabia que podia contar com ela para tudo! Agora mais que nunca.

Ligou o telemóvel, e reparou que tinha inúmeras chamadas perdidas, incluindo 5 mensagens de voz. Ligou o seu voice mail e ouviu duas mensagens da mãe que mostravam a aflição em que estava por não poder contactar com ela. Uma mensagem de Tom 2 que estava preocupado com o seu desaparecimento e queria saber dela, e duas mensagens especiais. Uma de Bea e uma de Tom.


[Mensagem de voz de Bea]

Olá Dreia, é a Bea… querida quando ouvires esta mensagem telefona-me por favor, estou preocupada contigo, ontem saíste daqui a correr e não me deste mais noticias tuas, e a tua mãe não sabe onde andas… Eu estou em casa do Bill, liga-me ou manda-me um toque que eu ligo-te…tanto faz! Adoro-te Andreia! Não fiques triste, nem faças nada estúpido… Adoro-te mesmo miúda. Diz-me alguma coisa…

[Mensagem de voz de Bea]


Dreia sentiu os olhos encherem-se de lágrimas com a mensagem de Bea, era a sua melhor amiga, e tinha orgulho em poder dizer que era a melhor amiga do mundo. Já não conseguia viver sem ela. A voz de Bea espelhava uma preocupação desmesurada. Dreia sentiu-se mal por ter estragado a manhã romântica dos Bs… por ter feito com que a amiga se preocupasse com ela e não desfrutasse na plenitude dos braços de Bill. Tinha de lhe ligar, mas antes ia ouvir a última mensagem que tinha no voice mail, era de Tom…


[Mensagem de voz de Tom]

Dreia… é o Tom… Kaulitz… onde é que andas? Está tudo preocupado contigo…Quando ouvires a mensagem diz qualquer coisa. Espero que esteja tudo bem! Beijos.

[Mensagem de voz de Tom]


A mensagem de Tom não era nada de especial, mas significava o mundo para si. Significava que ele se preocupava com ela, que se tinha importado. Que no fundo, naquele coração insensível, ele sempre tinha um espaço para ela, nem que fosse para a sua amizade. Suspirou… tinha os melhores amigos que podia desejar… E no fim do túnel sempre havia uma luz.
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Qui Jan 29, 2009 6:11 pm

® 72 ®








- Ficaste chateada comigo? Fiz alguma coisa errada? – perguntou ele sem perceber.
- Não… mas não quero falar… quero estar sozinha… - disse Dreia


- Tens a certeza? – perguntou Tom – Se calhar fazia-te bem falar…
- Tenho!
– disse Dreia apanhando do chão a sua roupa e começando a vestir-se sobre o olhar admirado de Tom.

- Vais embora? – perguntou Tom incrédulo.
- Sim... – disse Dreia vestindo os collants – Não estou aqui a fazer nada…
- Não estás aqui a fazer nada?
– disse Tom franzindo a testa – Não precisas de ir embora liebe… Não estou contigo por causa de sexo, pensei que soubesses isso!

- Eu sei… mas não me sinto bem! –
disse Dreia vestindo a saia.
- Mas não te sentes bem comigo? – perguntou Tom a tentar perceber o que se passava.
- Não sei… estou confusa… - disse Dreia
- Andreia, eu não preciso de ir para a cama contigo para saber que te amo. Se quiseres esperar, esperamos… juntos! - disse ele com um olhar que suplicava a atenção que Dreia não lhe dava – Olha para mim…

Dreia parou e olhou para ele. Sentia-se nervosa, mas ao mesmo tempo decidida, não queria ter de se sentir obrigada a nada, não queria estar onde não se sentia bem. Lembrou-se novamente das palavras que tinham tomado posse da sua mente no momento em que abandonava a casa dos Kaulitz no início da noite: “Só quero ser livre, sentir o que quero sentir, viver o que quero viver”. E neste momento não era livre. Estava presa a Tom 2, estava presa a Tom Kaulitz, estava presa às mentiras que lhe assombravam a mente e o coração. Dreia sentia-se adormecida, a viver negando os seus sentimentos. Estava farta, não podia continuar assim.

- Eu sei que para ti é complicado, a primeira vez nunca é fácil… – disse Tom olhando para ela de forma carinhosa.
- Não tem nada a ver com isso… - disse Dreia vestindo o seu top.
- Então diz-me… tem a ver com quê? – perguntou Tom

- …Eu não sei se gosto de ti, como tu gostas de mim… - disse Dreia timidamente.

Tom ficou imóvel a olhar para Dreia.

- Desculpa… - disse Dreia vestindo o seu casaco e indo ter com Tom, olhando para ele com um sentimento de culpa imenso – Eu sei que isto não se faz a ninguém, mas eu não consigo… Eu tentei, mas não consigo…

- …Com o tempo!
- disse Tom pegando na cara dela com suas mãos.
- Eu não te quero prender a mim… - disse Dreia colocando as mãos sobre as de Tom.
- Eu quero estar preso a ti… - disse Tom.
- Não. Tu mereces alguém melhor que eu… - disse Dreia.

- Ninguém é melhor que tu… - disse Tom que a amava verdadeiramente – Para mim tu és perfeita…
- Não sou Tom… -
disse Dreia deixando uma lágrima cair-lhe no rosto – Estou tão longe da perfeição!
- Para mim não estás… -
disse Tom limpando as lágrimas dela.

- Isso é porque não sabes que te menti… – disse Dreia – Não posso ser perfeita depois de te ter mentido tantas vezes…

- Mentiste-me?
– perguntou Tom sem acreditar que ela lhe pudesse fazer algo parecido – Em quê?
- Quando te disse que nunca tinha tido nada com ninguém dos Tokio Hotel… estava a mentir… –
disse Dreia desviando o olhar dele.

- … Com quem é que andas-te? – pergunto Tom respirando fundo mas já calculando que a resposta seria a pior possível.
- Com o Tom… - disse Dreia olhando timidamente para Tom para ver a sua reacção.

Tom pôs ambas as mãos na cabeça e virou costas a Dreia. Deu uma volta sobre si mesmo e colocou uma mão em cada ombro de Dreia, olhando-a bem nos olhos, e perguntando:

- O Sex Gott?
- …..Sim – disse Dreia fechando os olhos.

- … Que estúpido que eu sou!!! – disse Tom voltando a pôr ambas as mãos na cabeça - Ele foi ter contigo lá hoje à noite…. O que é que ele queria?
- Pedir-me desculpa… -
disse Dreia assistindo a Tom ficar impaciente e nervoso.
- O que é que ele te fez? – perguntou Tom de rompante.

- … Beijou-me! – disse Dreia sentindo o coração ficar pequeno.
- Beijou-te? Hurensohn… eu mato esse gajo! – disse Tom ficando visivelmente furioso – E não me dizias nada? Eu cumprimentei-o como se nada fosse e ainda lhe indiquei onde tu estavas… fiz figura de otário!

- Mas já resolvemos tudo… ele pediu desculpa… -
disse Dreia assustada com a mudança de humor de Tom.
- Não chega… - disse Tom
- Chega e sobra Tom… - disse Dreia – Não quero mais nada com ele…

- Porque é que vocês acabaram?
– perguntou Tom curioso

- Porque ele andava com outras ao mesmo tempo que andava comigo… - disse Dreia sentando-se na cama para calçar as suas botas.
- Hurensohn... Não acredito que ele foi capaz de te fazer isso… – disse Tom colocando ambas as mãos a taparem os seus olhos com raiva - Pois… tu não lhe davas o que ele queria, meteu-te os patins…

- Fui eu que acabei com ele… -
disse Dreia.
- Quanto tempo é que estiveram juntos? – perguntou ele.
- Não sei ao certo, mas ainda foram uns meses. Talvez dois, ou três… - disse Dreia calçando a última bota e levantando-se.

Dreia olhou para Tom e percebeu que ele começava a juntar dois, mais dois. Era difícil imaginar Tom Kaulitz a respeitar e ter a calma de 2 para ir para a cama com Dreia, até porque os relacionamentos de Kaulitz eram baseados única e exclusivamente em sexo… não fosse ele o Sex Gott.

- E ele esperou esse tempo todo? – perguntou Tom e ironizando acrescentou – Devia gostar muito de ti…
- Não… ele não precisou de esperar… -
disse Dreia colocando ambas as mãos a tapar a cara com vergonha da sua mentira - …Tom… eu não sou virgem!

Tom olhou para Dreia franzindo a testa e cerrando os olhos. Não queria acreditar naquilo que ela dizia. Sentou-se na cama e colocou os cotovelos sobre os joelhos apoiando a cara nas mãos.

- Mentiste-me…. – disse Tom incrédulo e triste.
- Desculpa… - disse Andreia com pena de ver Tom sofrer por sua culpa.

- Tu mentiste-me…. – disse Tom afundando-se na sua dor.
- Eu sei que sou horrível e que não mereço sequer que olhes para mim… - começou por dizer Dreia.

- Não… - disse Tom levantando-se e abraçando Dreia – Eu percebo! Ele enganou-te… tu estás magoada…. Ele não presta…. Mas eu não sou como ele – disse Tom olhando-a nos olhos – Eu nunca te vou fazer aquilo que ele te fez!
- Eu sei… –
disse Dreia – Mas eu ainda estou muito magoada e confusa, e preciso de pensar em mim primeiro!

- Claro! Talvez só precises de um tempo para pensar… –
disse Tom – … É isso! Vamos dar um tempo para pensares, e quando te sentires melhor e preparada voltamos…
- Não te posso prometer nada Tom… -
disse Dreia soltando-se dos braços dele – Não te prendas a mim…! Eu menti-te tantas vezes…
- Tu mentiste porque estás magoada com o que aquele hurensohn te fez, e porque querias saber se eu era igual a ele, foi só por causa disso… Eu sei que não foi por mal… -
disse Tom querendo justificar Dreia para si mesmo.

- Tom… eu acho que é melhor darmos um tempo… - disse Dreia respirando fundo – Desculpa…
- Eu compreendo! – disse Tom com esperanças que o tempo fosse realmente apenas e somente um tempo.

- Desculpa! – disse Dreia dando dois beijinhos a Tom e saindo de sua casa.

Saiu de casa de Tom com um buraco no estômago e na alma. Já era cerca das 9 horas da manhã, Dreia não tinha sequer jantado. Precisava de comer. Dirigiu-se até à zona do rio e tomou o pequeno-almoço num café, observando as pessoas a passearem na rua. Prestava especial atenção aos casais de namorados que eram felizes na sua monotonia. Porque é que ela não podia viver um pouco dessa monotonia? Era tudo o que desejava… ser monótona ao lado de alguém que a amasse! Mas até isso lhe era negado. Levantou-se do café já passavam das 10 horas da manhã e andou sem destino ao longo do rio. Quando atingiu uma zona da cidade que não conhecia, sentou-se num banco de um jardim que ficava à beira-rio e ali se deixou ficar a pensar na sua vida e naquilo que queria fazer dela. Chegava sempre ao mesmo ponto sem fim… ser feliz! Mas sabia que a sua felicidade, não dependia só de si. Ia ter de arranjar maneira de passar a ser dona do seu destino.


Arrow Arrow Arrow Arrow Arrow Arrow Arrow Arrow Arrow Arrow Arrow Arrow Arrow Arrow Arrow Arrow Arrow Arrow Arrow Arrow Arrow


Bea desligou o telemóvel e suspirou de alívio, como não se lembrava de alguma vez ter suspirado. Sentiu cada partícula de ar entrar nos seus pulmões e serem expelidas com firmeza. Tinha acabado de tomar banho, e ainda estava enrolada numa toalha quando Dreia lhe tinha telefonado a garantir que estava tudo bem, mas que precisava de falar com ela, precisava de desabafar, e perguntou se podia ir ter a casa dos gémeos, Bea respondeu logo que sim, isso nem se punha em questão! Bea só pediu para que Dreia desse uso à chave sobresselente que ela tinha do sótão e que fosse ver se estava tudo bem com Bettler, ver se ele precisava de comida e água, porque assim escusava de passar em casa e ficava naquela noite em casa de Bill. Dreia soltou uma gargalhada, Bea estava tão apaixonada que não era capaz sequer de pensar afastar-se um minuto de Bill. Dreia assentiu e ficou de ir lá ter.

Bea foi a correr ter com Bill que estava na cozinha a preparar o almoço e com um sorriso bem rasgado anunciou que estava tudo bem com Dreia e que ela ia passar em sua casa para tratar do Bettler e seguia para casa deles. Bill ficou contente ao saber que estava tudo bem com a amiga e largou as frigideiras para se abraçar a Bea e beijá-la apalpando ao mesmo tempo o seu rabo, o que surpreendeu Bea e fê-la olhá-lo de forma provocante. Bill era sem dúvida um leão em pele de cordeiro. Saiu da cozinha para se ir vestir e deu de caras com Tom no hall dos quartos. Segurou com firmeza na toalha para não correr qualquer perigo de ela cair e com um sorriso na cara cumprimentou Tom.

- Bom dia Tom!
- Bom dia… isso é que é felicidade… –
disse Tom sorrindo – Já sabes alguma coisa da Dreia?
- Sim… está tudo bem! Ela daqui a um bocadinho passa aí…
- disse Bea sorrindo.

- Ainda bem! – disse Tom - Não vais tirar a toalha para ficarmos quites? – disse Tom gozando com Bea.
- Querias! – disse Bea entrando na brincadeira. Estava tão feliz que nada, nem ninguém a ia deixar mal, agora que sabia que a amiga estava bem e que tinha Bill nos seus braços.
- Então? Eu mostro-te o meu, tu mostras-me o teu… não é assim que funciona? – perguntou Tom com um ar sério e a fingir-se de ofendido.
- Querias cunhadinho… podes ir sonhando… – disse Bea a rir.

Pensou em tocar no assunto de ele ter ido ter com Dreia a Berghain na noite anterior, mas não podia, não ia quebrar a confiança de Bill em si. Nunca! Ia fingir que nada tinha acontecido e que estava tudo bem. Bea sentia-se bem… a vida corria bem e podia dizer-se feliz e realizada com tudo de bom que tinha na sua vida. Voltou para o quarto de Bill e vestiu uns boxers, que lhe ficavam a matar, umas calças de fato de treino, uma das t-shirts mais largas que Bill tinha, e por cima um casaco de fato de treino, tudo de Bill. Olhou para si mesma e não se reconheceu naquelas roupas, não tinham nada a ver com a sua maneira de se vestir, parecia que tinha sido patrocinada pela Adidas, mas estava tão confortável e feliz dentro da roupa do seu amor, era capaz de ficar assim para a vida toda… assim ou sem roupa…
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MensagemAssunto: Re: Wir Schließen Uns Ein   Sex Jan 30, 2009 4:18 pm

 73 







A porta abria-se e à sua frente uma Bea totalmente diferente era-lhe revelada. Diferente em disposição e em figura. Sentiu Bea saltar para cima de si de braços abertos, coisa que não se lembrava de alguma vez ter acontecido desde que a conhecia. Devia ter ficado mesmo preocupada consigo. Abraçou Bea com força e deu-lhe dois beijinhos, entrando de seguida em casa dos gémeos.

- Está tudo bem? – perguntou Bea fechando a porta e olhando para Dreia com atenção como que a querer ler nas entrelinhas o que amiga dizia e sentia.
- Tudo… - disse Andreia sorrindo timidamente.

- Dreia! – disse Bill aparecendo no hall vindo da sala – Tudo bem? Estávamos preocupados contigo! – disse Bill abraçando Dreia.
- Está tudo bem… agora estou melhor – disse Dreia retribuindo o abraço de Bill – Importas-te que fale um bocadinho a sós só com a Bea? – perguntou Dreia timidamente.
- Claro que não! Vão para a sala! Eu também tenho que ir falar com o Tom… – disse Bill arranjando uma desculpa.

Deu um beijo suave e apaixonado a Bea e encaminhou-se para o corredor de dava acesso à sala de música/escritório, onde estava Tom. Entrou na sala e viu que Tom estava sentado em frente ao computador com um ar compenetrado.

- O que é que estás a fazer? – perguntou Bill pondo-se atrás de Tom a espreitar o que ele fazia no computador.
- O Jost mandou um mail com a actualização dos concertos – disse Tom apontando para o ecrã do computador a mostrar a Tom as novas datas que tinham sido marcadas – Parece que vamos ficar mais duas semanas nos Estados Unidos e a seguir sempre vamos estar na América do Sul as duas semanas que ele nos tinha falado…
- Wow… isso é incrível!
– disse Bill entusiasmado com as novidades – Então vamos estar quanto tempo fora?
- Mais ou menos quatro meses… -
disse Tom.
- Quatro meses? – repetiu Bill impressionado!

Quatro meses sem Bea? Não… isso seria impossível… se um mês e meio tinha sido uma tortura, quatro meses era impossível, nem que fosse pela sua sanidade. Como é que ia passar quatro meses afastado dela, a ter de dar entrevistas e concertos todos os dias? Era impossível, ia andar com o pior mau feitio à face da Terra. Acontecesse o que acontecesse, ele tinha de arranjar maneira de a levar consigo, não ia conseguir sobreviver sem a presença dela durante quatro meses.

- A Dreia já chegou? – perguntou Tom que tinha ouvido alguém tocar à campainha.
- Sim… está na sala a falar com a Bea! – disse Bill ainda a pensar nas novas datas dos concertos.
- E ela está bem? – perguntou Tom
- Acho que sim, por o menos disse que sim… - disse Bill

- Eu deixei-lhe uma mensagem no voice mail hoje de manhã e ela não me disse nada… - disse Tom
- Depois do que aconteceu ontem à noite, ela não deve querer falar contigo… - disse Bill levantando as sobrancelhas – Por falar em ontem à noite… como é que correu a vossa conversa?
- Bem…! Pedi-lhe desculpa e vim embora como te tinha prometido… –
disse Tom.
- Vês? Seguir os conselhos do teu irmão mais novo até dá algum jeito de vez em quando… - disse Bill sorrindo, orgulhoso de si mesmo.

- A Bea esta manhã andava com um sorriso rasgado na cara… deste-lhe forte maninho… – disse Tom mudando de assunto e piscando o olho a Bill
- Sou um Kaulitz… não fiz mais do que a minha obrigação! – disse Bill a sorrir timidamente.
- Andas a sair da casca… - disse Tom dando um murro na brincadeira a Bill na zona dos abdominais.


king king king king king king king king king king king king king king king king king king king king


Dreia pousou a mala e o casaco em cima de uma cadeira da sala e foi ter com Bea ao grande sofá em formato de L. Sentou-se e olhou para Bea que se sentava de lado para ficar frente a frente consigo e reparou que a amiga, estava mesmo diferente. Tinha um misto de felicidade e preocupação espelhadas nos olhos. Sabia de onde provinham aqueles sentimentos, e esperava que após a conversa e o desabafo, conseguisse ver somente felicidade nos olhos de Bea. Se era duro sofrer com o que se estava a passar na sua vida, era ainda mais duro saber que consigo arrastava a sua melhor amiga, e que tornava a vida dela menos colorida por sua culpa.

- Nem sei por onde hei-de começar… - disse Dreia vendo que Bea olhava atentamente para ela.
- Pelo principio… O que é que aconteceu quando saíste daqui? – perguntou Bea curiosa por saber o que se tinha passado com a amiga para ela ter desaparecido

- Fui directa à Berghain ter com o Tom… estava tudo bem até o Kaulitz me ter ligado… - disse Dreia abanando a cabeça da direita para a esquerda ao lembrar-se daquele momento – Ele foi lá ter, e pediu-me desculpas pessoalmente…
- Aquele Tom… -
disse Bea abanando também a cabeça da direita para a esquerda.
- E do nada, estávamos a falar e ele pergunta-me se eu era virgem quando fui para a cama com ele pela primeira vez… - disse Dreia ainda incrédula com aquela pergunta.

Bea deitou as mãos à cabeça, sobre o olhar atento e espantado de Dreia. Nunca julgou que Tom ia confrontar Dreia directamente com uma pergunta daquelas. Arrependeu-se de ter dito fosse o que fosse, mas não tinha sido com intenção, e o que estava feito, feito estava.

- Aiiiii Dreia…. Desculpa…. – disse Bea cerrando os olhos e franzindo a testa – Foi sem querer… estava a falar com ele e saiu-me….

- Foste tu que lhe disseste que eu era virgem?
– perguntou Dreia
- Sim….desculpa!!! – disse Bea colocando as mãos sobre a cara num gesto de vergonha pelo que tinha feito.
- Não tem problema… - vendo que Bea continuava a esconder a cara voltou a repetir – A sério, não tem problema… foi na boa! Pela primeira vez na vida conseguimos falar normalmente… Eu estava era a achar estranho de onde é que ele tinha ido buscar aquilo do nada… mas assim já faz sentido!

- Nem sabes o quanto me arrependi de ter dito aquilo… mas saiu-me! –
disse Bea ainda constrangida com a situação.
- Não te preocupes com isso… a sério… - disse Dreia sorrindo timidamente

- Então ficou tudo bem entre vocês? – perguntou Bea a medo.
- Sim… ele prometeu que não tentava mais nada. Acho que agora posso finalmente apagá-lo de vez da cabeça… - disse Dreia
- Espero que ele leve essa promessa a sério! Porque se ele te fizer mais alguma… deixo de lhe falar! – disse Bea
- Havia de ser lindo, namorares com o Bill e ignorares o Tom… – disse Dreia a rir.
- Era para o lado que dormia melhor… – disse Bea fazendo-se de durona – Mas o que é que te aconteceu? Estava toda a gente preocupada contigo!

- Acabei com o 2… -
disse Dreia evitando o olhar de Bea.
- A sério? – perguntou Bea sem saber o que dizer à amiga – O que é que aconteceu?
- Eu tentei ir para a cama com ele… -
disse Dreia corando.
- Tu dormiste com o 2? – perguntou Bea em choque.
- Não… não consegui…. Eu tentei… mas ele não mexe comigo… e depois começou a tocar a música… - disse Dreia

- Que música? – perguntou Bea aliviada de saber que a amiga não tinha cedido a uma ideia com a qual ela nunca tinha concordado.
- An Deiner Seite…. Ele tinha a An Deiner Seite a tocar e eu lembrei-me do Tom e não consegui mesmo… - disse Dreia

- Ohhh querida… - disse Bea aproximando-se de Dreia para lhe dar um abraço – É melhor assim… tu sabes que no fundo não gostavas dele…
- Sim… -
disse Dreia - Mas eu era feliz com ele…
- Tão feliz quanto se pode ser ao lado de um amigo… -
disse Bea – Até chegar o dia em que simplesmente não dá…

- Mas eu confessei-lhe tudo… -
disse Dreia que queria lavar a sua alma dos pecados que tinha cometido – disse-lhe que tinha andado com o Tom, que não era virgem e que queria dar um tempo porque não gostava dele como ele de mim…
- E ele?
– perguntou Bea a ver que a noite devia ter sido realmente complicada para Dreia.
- Aceitou bem… bem demais… Quer dizer, acho que se ele vir o Tom à frente, mata-o. Ele ficou a pensar que o Tom me tinha enganado e iludido para me levar para a cama… – disse Dreia.

Bea conseguia imaginar como Tom 2 devia estar-se a sentir. Tom Kaulitz era a pessoa do grupo de amigos de Dreia que mais visitava a Berghain, sempre com o intuito de se empenhar nas suas conquistas nocturnas, ele sabia bem o que a casa gastava, ele sabia a quantidade de raparigas que lhe passavam pelas mãos à noite. Já para não falar do facto de ter sido o amigo de Dreia com que 2 se tinha dado melhor, ao ponto de lhe confessar a prenda de anos que tinha preparado para ela, ao ponto de sempre que ia ele ia à Berghain lhe oferecer as bebidas e indicar onde Dreia estava. Devia estar neste momento a sentir-se a pessoa mais estúpida e cornuda à face da Terra. E a verdade é que tinha razões para se sentir assim, tinha sido enganado e usado este tempo todo, para de um momento para o outro ser descartado como um mero amigo pelo qual Dreia não sentia desejo. Tal como ela se tinha sentido quando se separara de Gonçalo… Amor pago ao preço de um engano.

- Então não lhe disseste que gostavas do Tom? – perguntou Bea.
- Não… - disse Dreia – Bea eu não quero gostar do Tom, não quero mesmo!
- E pensar que um dia me imploraste para to apresentar… - disse Bea sorrindo de tão irónica que aquela situação era – Acho que não acreditava que ele pudesse ser o homem da tua vida, como tu dizias…. Mas agora acredito! Embora, continue a achar que mereces bem melhor… Mas e depois… saíste de casa do 2 e para onde foste?

- Passear… Pensar na vida… -
disse Dreia
- Ah com que então andavas-te a passear enquanto meio mundo andava à tua procura? – disse Bea a gozar com Dreia para a fazer rir – Sim senhora… eu a morrer de preocupação e a menina a passear-se…

Dreia sorriu com o tom de voz que Bea empenhava para gozar com ela.

- E então? A que conclusões chegaste? – perguntou Bea curiosa.

- Quero estar sozinha… - disse Dreia
- Fazes bem querida. Acho que já devias ter feito isso à mais tempo até! – disse Bea – Então e como é que te sentes agora?
- Mais leve… quando cheguei a casa contei a verdade toda à minha mãe… –
disse Dreia

- Toda…toda? – perguntou Bea.
- Sim… mesmo toda! – disse Dreia – Agora posso começar de novo…
- Parece que sim….
– disse Bea feliz pela amiga estar a orientar novamente a sua vida.

Pela porta da sala entravam dois irmãos gémeos, tão parecidos fisicamente e tão distintos na sua maneira de ser. Bill foi directo ter com Bea de sorriso na cara. Esticou-lhe ambas as mãos para a ajudar a levantar do sofá e Bea deixou-se levar por Bill, estranhando aquela atitude dele. Quando a tinha nos braços, virou-se para Dreia e pediu desculpas por ter de raptar Bea mas precisava mesmo de falar com ela. Dreia percebeu o tipo de conversa que Bill queria ter com a sua amiga e sorriu. Bea olhou para Dreia e sorriu timidamente, Bill estava a tornar-se cada vez mais insaciável.

Dreia deixou-se ficar a ver os Bs sairem da sala agarrados. Era um amor daqueles que desejava. Um amor terno e meigo baseado numa amizade forte, mas que ao mesmo tempo fosse indomável e que requeresse a manifestação do desejo e paixão que a unia ao seu corpo amado. Deu consigo a suspirar e a interromper os seus pensamentos para se lembrar que Tom tinha ficado na sala consigo. Olhou para ele e reparou que ele estava a olhar para ela com a mesma expressão com que tinha ido ter consigo na noite anterior. Uma expressão despromovida de qualquer desejo ou provocação.

- Está tudo bem? – perguntou Tom.
- Sim… - disse Dreia timidamente.

- Não me disseste nada… Viste a minha mensagem? – perguntou Tom.
- Vi…. Obrigada por te teres preocupado comigo! – disse Dreia encarando com dificuldade os olhos de Tom que pareciam analisar o seu interior de uma forma como nunca antes se lembrava de ele o ter feito.

- Não tens de agradecer! Os amigos preocupam-se uns com os outros… - disse Tom que começava agora a lidar com o novo sentimento e a nova maneira de contemplar Dreia. Só na noite anterior é que tinha percebido que a amizade de Dreia talvez fosse importante para ele. Talvez não devesse descartar-se dela como fazia com as outras, talvez não a devesse equiparar às tantas outras com quem tinha dormido. Ela estava ao nível de Bea, tinha conquistado um estatuto, e merecia respeito aos seus olhos.

Amizade… tinha conseguido conquistar a amizade que tanto tinha desejado com Tom. Era a melhor noticia que podia receber naquele momento em que decidia mudar o rumo da sua vida. Agora sabia que podia começar do zero, e ter a vida tranquila que há tanto desejava.

- Posso perguntar-te o que é que aconteceu? Porque é que desapareceste? – perguntou Tom a medo.
- Sim… - disse Dreia timidamente – Estava a precisar de por a cabeça em dia e pensar um bocadinho na vida…
- Fogo… tu consegues mesmo desaparecer quando queres! Tens de me ensinar umas tácticas para fugir aos paparazzi… –
disse Tom brincando com a situação e vendo Dreia esboçar um sorriso - … Foi por causa da nossa conversa de ontem?
- Não. Foram muitas coisas juntas! –
disse Dreia
- Mas ajudou… - disse Tom com ar de quem tinha feito algo errado.
- …Ajudou! – assentiu Dreia.

- Desculpa… não queria nada causar-te mais problemas. Não foi com intenção, mas precisava de esclarecer tudo… - disse Tom
- O teu problema não foi teres ido pedir desculpas pessoalmente, foi teres-me beijado! Se nunca me tivesses beijado não tinhas de ir atrás de mim pedir-me desculpas! – disse Dreia sendo sincera com Tom.
- Eu sei… Foi por impulso… devia ter-me controlado… – disse Tom
- Pois devias… - disse Dreia a querer pôr Tom no seu devido lugar.

- Mas agora não te precisas preocupar mais com isso… já te prometi que não te chateava mais, e pretendo cumprir a minha promessa. Podes ser feliz ao lado do teu namorado… - disse Tom

- Agora é tarde… - disse Dreia desviando o olhar de Tom para o chão.
- Então? – perguntou Tom
- Acabámos… - disse Dreia timidamente.
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